Neste século, dos 19 prefeitos que deixaram o mandato para disputar o governo estadual, apenas seis venceram a eleição.
Ou seja, largar o cargo no meio do mandato deu errado em 70% das vezes. Nomes famosos sofreram com o resultado.
Um dos exemplos mais recentes foi o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Ele perdeu no primeiro turno, em 2022, para o então candidato à reeleição Romeu Zema (Novo).
“É uma espécie de quebra de contrato, de compromisso. Não tenho receio em arriscar que essa punição vem da frustração da expectativa de eleger alguém para governar quatro anos”, diz o cientista político Marco Antonio Teixeira, professor da FGV EAESP
Está dado o alerta matemático para o prefeito de Maceió, que pode deixar o cargo em abril para disputar o governo de Alagoas.
EM TEMPO – Prefeitos que deixaram o cargo e foram eleitos:
2004 – Wilma Faria (RN)
2006 – José Serra (SP); Marcelo Déda (SE)
2010 – Beto Richa (PR); Ricardo Coutinho (PB)
2018 – João Doria (SP)
Derrotados:
2004 – Tarso Genro (RS); Jackson Lago (MA); Flaviano Melo (AC)
2010 – Iris Resende (GO); José Fogaça (RS); Silvio Mendes (PI); Wilson Santos (MT)
2014 – Não houve candidaturas de prefeitos que abandonaram os cargos
2018 – Carlos Amastha (TO); Marcus Alexandre (AC); Carlos Eduardo Alves (RN)
2022 – Alexandre Kalil (MG); Gean Loureiro (SC); Marquinhos Trad (MS)










