Um monte de gente do meio político afirma nunca ter testemunhado um início de ano eleitoral em Alagoas tão estranho quanto este de 2026.

“Parece uma eleição gelada. O jogo é escondido, ninguém está definido nem se expõe, não há política nas ruas. Só o vereador Rui Palmeira aparece criticando o prefeito JHC”, diz um interlocutor.

Em outras eleições, a pré-campanha já havia começado a todo vapor, com postulantes revelando alianças com prefeitos, vices e bancadas de vereadores, tudo devidamente registrado em vídeos, fotos e publicações em jornais, sites e redes sociais.

Havia festas organizadas para impressionar, demonstrar força e exibir o tamanho dos apoios de deputados estaduais, federais, suplentes e pré-candidatos. Agora, nada disso ocorre.

O prefeito de Maceió, JHC (PL), por exemplo, não assume candidatura alguma. Terceiros falam por ele. Não se reúne com prefeitos, vices ou vereadores.

Tampouco é visto com deputados. Não revela apoio deste ou daquele parlamentar estadual ou federal. Não visita cidades do interior, nem registra encontros ou adesões de lideranças.

Renan Filho até anunciou que vai disputar o governo de Alagoas. Mas segue dividido entre o Ministério dos Transportes e a possibilidade de ser indicado pelo MDB como vice do presidente Lula.

Mantém o espaço guardado em Alagoas enquanto observa o salto olímpico recorde que uma eleição nacional pode representar para sua carreira.

Resultado: a pré-campanha local está adiada, visivelmente.

EM TEMPO - Excelente feriadão pra você, leitor.