Se der tudo errado nas candidaturas pelo PL ao Senado, ao governo, à Câmara ou à Assembleia - seja de Marina Candia, JHC, Eudócia ou do Dr. JHC - há um abrigo pronto: o Democracia Cristã.
O DC é o barco seguro presidido nacionalmente - até 2028 - pelo patrono da família Caldas, o ex-deputado federal João Caldas.
Se o PL nacional exigir candidatos bolsonaristas “raiz” no palanque local, impedir coligações com legendas de centro ou até intervir no diretório estadual, o barco familiar já está atracado no porto.
JHC, prefeito de Maceió, é presidente do PL em Alagoas. Mas tem se aproximado do presidente Lula desde que sua tia, Marluce Caldas, foi indicada ministra do STJ - movimento que gerou desconforto em setores do partido.
João Caldas, no entanto, foi estratégico e genial, junto com Eudo Freire, quando assumiu o DC. O partido, hoje sem representação no Congresso, trabalha com a meta ambiciosa de eleger 15 deputados federais.
Já lançou candidato à Presidência, condição considerada fundamental para impulsionar a formação de bancada. Trata-se de Aldo Rebelo, que já aparece nas pesquisas com algo entre 2% e 3%.
A sigla articula uma coligação para garantir tempo de propaganda no rádio e na televisão. Ainda assim, aposta que é possível enfrentar a campanha com foco nas redes sociais.
O exemplo citado internamente é o desempenho digital de JHC, seu filho, e de sua nora, Marina Candia, capital político que pode se repetir na disputa estadual.
Em Alagoas, o DC guarda sob reserva, em um cofre secretíssimo, os nomes de seus candidatos a deputado federal, a serem divulgados no momento considerado mais estratégico.
Entre eles pode estar o próprio João Caldas. Mas, aliados afirmam que, pelo nível de articulação nacional que construiu, ele teria condições de disputar mandato em qualquer unidade da federação.










