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Alagoano está na lista de deputados que respondem a processos criminais

Crédito: Divulgação 53ad9205 cd54 474c 8d26 ab1eb9534223 Congresso Nacional

O único parlamentar alagoano na lista dos deputados federais que respondem a processos criminais é Isnaldo Bulhões (MDB). Ele é um dos 50 deputados, o que representa 10% do total de parlamentares na Câmara.

Entre os crimes cometidos pelos nossos representantes tem gente que responde por tortura e lesão corporal, corrupção e falsidade ideológica e até furto.

No caso específico de Isnaldinho, ele responde por falsidade ideológica. O processo tramita na 2ª Zona Eleitoral de Alagoas. Ao G1, responsável pelo levantamento, o deputado negou a acusação e afirmou que “em nada participou da confecção e apresentação dos recibos eleitorais relativos à prestação de contas”.

Na relação há bandidos para todos os gostos criminais. Também existem Estados em que todos os membros da bancada nada devem ao Judiciário: Acre, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Rio Grande do Sul.

Entre os partidos o PR lidera com o maior número de processados, 7. O PP tem 6; PSD e PSL têm 5 cada um. PT tem 4. DEM, PSD, PSDB e o MDB têm, cada um, 3.

Mais um: homem se autoproclama presidente

Depois que o líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente do país para tentar derrubar o presidente Nicolás Maduro, mostrei neste espaço (leia aqui) que o ato estava sendo imitado no Brasil pelo ator José Abreu, que se autoproclamou presidente do Brasil.

Ideia também foi lançada na Colômbia. O pesquisador social, artista e escritor Alejandro Muñoz apareceu com uma réplica da faixa presidencial numa Praça de Bogotá sendo empossado como presidente.

Ele protestou contra a reunião do Grupo Lima em Bogotá na segunda-feira (25), com a presença do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e do líder da oposição venezuelana, o autoproclamado "presidente interino", Juan Guaidó.

O primeiro decreto de Alejandro Muñoz foi declarar a paz. "Sim à paz, não à guerra, não mais tráfico de drogas, não mais neoliberalismo". Em seu discurso, o autoproclamado presidente anunciou que providenciará para que o governo dos EUA "tire suas bases militares deste país".

Ainda não sei se o que parece agora humor pode virar algo perigoso, ou vice-versa, mas que algumas dessas autoproclamações causam reações de gargalhadas, isso é verdade.

 

“Brasil e Alagoas acima de tudo, Zé Coqueiro acima de todos"

Golpe parlamentar, golpe militar, impeachment, invasão, enfim, toda troca de governo de forma mais dura está entrando em desuso. A nova regra agora é se autoproclamar presidente, ditador, interventor, qualquer nome que signifique ser o principal mandatário.

Com as redes sociais qualquer autoproclamação logo se torna de conhecimento público. Quem inaugurou essa prática – aceita por dezenas de países, foi o líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, presidente do parlamento que se autoproclamou presidente do país para tentar derrubar o presidente Nicolás Maduro.

No Brasil, que apoia o presidente sem votos autoproclamado, Jair Bolsonaro está sendo ameaçado. O ator José de Abreu anunciou nas redes sociais que é o “Presidente do Brasil”.

"Acabei de me proclamar Presidente do Brasil. Quem me apoia? "Vamos exigir respeito à minha autodeclarada Presidencia como estão dando para o venezuelano. Porque ele tem e eu não?", brincou Abreu.

Pois bem, lá em Mata Grande, cidade do Sertão de Alagoas, recebo o telefonem de um parente. Ele me contou que depois de tanta repercussão sobre tomar o poder sem precisar disputar votos, Zé Doido, Vavá Doido e Pereirinha Braço de Combreia se autodeclaram prefeitos do município.

Articulam agora o apoio da oposição local e de prefeitos da região. E como são três pra uma vaga, depois da conquista da primeira etapa do poder é que vão definir qual dos outros dois se autoproclamará juiz ou delegado.

Com uma visão política mais ampla, Zé Coqueiro, também lá de Mata Grande, não participou da discussão sobre a questão local, mas ao saber da ideia decidiu que vai entrar em contato com Zé de Abreu para apoiá-lo e em troca receber apoio, claro.

Coqueirinho, como também é conhecido, pretende se autoproclamar governador de Alagoas. E já preparou até o início do discurso: “Eu, auto declarado governador de Alagoas exijo os Renans afastados da política”.

Tem até slogan: “Brasil e Alagoas acima de tudo, Zé coqueiro acima de todos".

Davi, senador, mito e mentira?

Após derrotar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela presidência do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) conseguiu uma imensa projeção política em sua carreira. Os holofotes do sucesso, a curiosidade, tudo e todos se voltaram pra ele.

A rápida trajetória iniciada em 2001 como vereador de Macapá, no Amapá, deputado federal de 2003 a 2014 e senador em 2015 causou imensa curiosidade. Estaria surgindo, finalmente, um novo grande líder, um cara que com apenas 41 anos deu um ‘pancadão’ em Renan?

Que nada!

Excelente reportagem da Folha de S. Paulo (leia aqui) revela que ele ocultou da Justiça Eleitoral a posse de imóveis durante quase toda a sua carreira política.

Aos eleitores dizia, nos discursos e na propaganda eleitoral, ter poucos bens, às vezes nenhum.

Mas os cartórios da capital mostram uma série de aquisições imobiliárias feitas por Davi Alcolumbre. Ou seja, a verdade é outra.

O problema agora é a legislação.O artigo 350 do Código Eleitoral define como crime “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”. A pena é de até cinco anos de prisão e multa.

Como um “ex-futuro” presidente se esconde no Congresso

Certamente você ainda lembra muito bem do ex-senador, ex-presidente do PSDB, ex-presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). Após ser derrotado pela ex-presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014 todos apostavam que o político logo chegaria ao topo da carreira. Contudo, foi alvejado e caiu definitivamente nos desdobramentos da Operação Lava Jato e nas suspeitas de recebimento de propina da JBS.

Sem condições eleitorais de disputar a reeleição em Minas Gerais, Aécio se salvou sendo eleito deputado federal. Mas na Câmara dos Deputados tem atuado de foram discretíssima. Ele, que também é ex-presidente da Câmara, não apresentou até agora nenhum projeto, não pediu cargos na Mesa Diretora, não será indicado pelo PSDB para presidir comissões, não abriu a boca para discursar no plenário, e só aparece quando tem votação, caso contrário terá desconto no salário.

O parlamentar, um dos 367 deputados que impôs a primeira derrota do governo Bolsonaro na votação que derrubou o decreto sobre documentos ultrassecretos, tem como rotina, quando não há votação, ficar isolado no gabinete.Atuar nas sombras é uma forma de proteção para Aécio Neves e para o partido, pois evita críticas e pressões da opinião pública.

Nesta quarta-feira (20) reunião da cúpula dos tucanos arquivou todos os pedidos de expulsão de membros do partido. No pacotão, o agora deputado acabou beneficiado.

 

 

Votação da reforma da Previdência tem preço

O real mundo político - com ou sem Lula, Bolsonaro, Sarney, Dilma, generais, entre outros - é completamente diferente, é desafiador. O pedaço de poder a ser dado aos outros poderes é imenso. Por isso o projeto de reforma da Previdência, por exemplo, entregue nesta quarta-feira (20) ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro tem um preço real.

Parlamentares governistas vão aproveitar o momento para o acerto de contas, que é o custo do apoio. E isso passa pela distribuição de cargos de segundo e terceiro escalão, manutenção de subsídios para diversos setores da economia e aumento na indicação de recursos para obras e repasses federais.

Um deputado novato, por exemplo, teria direito a indicar R$ 7,5 milhões. A cota para os reeleitos seria de R$ 10 milhões. O toma lá, dá cá, portanto, está bem vivo. É o jogo o de sempre: Ou dá, ou desce.

O Orçamento da União aprovado em 2018 prevê R$ 15 milhões a cada parlamentar em emendas individuais.

Se o ‘acerto real’ não for feito a reforma da Previdência vai dormir em berço esplêndido. 

 

 

 

 

Líder do governo é alvo de cinco inquéritos

O presidente Jair Bolsonaro já é visto como o provável maior criador de crises da história da política brasileira. Tal avaliação parece precipitada, mas as ações e atitudes alimentam essa perspectiva.

Não bastassem os problemas criados por seus filhos na relação com milicianos no Rio e no caso do afastamento do ministro Gustavo Bebianno, o próprio presidente escolheu Fernando Bezerra (MDB-PE) como líder do seu governo no Senado.

Não é nada, não é nada, mas o senador pernambucano – ex-ministro da Integração do governo Dilma Rousseff e líder de Michel Temer no Senado no ano passado, é alvo de um rosário de inquéritos.

Ele é suspeito de ter de recebido R$ 2 milhões de empreiteiras por obras no Porto de Suape, em Pernambuco. Também é investigado por supostos crimes contra a lei de licitações quando era prefeito de Petrolina.

E consta ainda como investigado na apuração de irregularidades relacionadas a obras da Arena Pernambuco – um dos estádios da Copa do Mundo no Brasil em 2014.

A escolha do presidente Jair Bolsonaro ocorreu no início desta semana, um dia após Fernando Bezerra Coelho prestar depoimento num desdobramento da Lava Jato.

Antes do esperado, o presidente Jair Bolsonaro é pego na mentira no caso Bebianno, escolhe um político investigado em suposto esquema de propinas como líder do seu governo. Ou seja, corre o risco de perda completa de credibilidade junto aos seus simpatizantes.

Portanto, “quem planta vento colhe tempestades”, principalmente na política.

 

Pesquisa: Vereadores e o eleitor não sabe em quem votar para prefeito

Dando continuidade aos dados da pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) sobre a eleição em Maceió, em 2020, a semelhança com a de govenador do ano passado impressiona. É que a imensa maioria do eleitorado não sabe em quem votar. E isso é natural porque ainda falta muito tempo até o pleito, quase dois anos. Além disso, o eleitor deixa para se posicionar melhor nas três últimas semanas.

Com margem de erro de 3% para mais ou para menos, o Instituto Falpe Pesquisas detectou que 94,25% dos entrevistados - na pesquisa espontânea para prefeito- não opinaram em quem votariam.

Mas se as eleições fossem hoje o ex-prefeito Cícero Almeida lidera as intenções de votos, 1,75%. JHC e Rodrigo Cunha aparecem com 1,25% e 1%, respectivamente. Ronaldo Lessa tem 0,5%; Tereza Nelma e Kelmann Vieira empatam, 0,25%. Fernando Collor, Paulão e Marcelo Palmeira, entre outros, somados têm 0,75%.

Vereador - Para vereador dois dados chamam atenção: primeiro, 87,25% dos entrevistados não opinaram quando perguntados ‘se as eleições fossem hoje , em quem você votaria para vereador?’ Depois, a liderança de Davi Davino, que obteve 5,75% das intenções.

Certamente esse percentual tem relação com a votação que o  seu rebento , Davi Davino Filho, obteve na eleição para deputado estadual. Dos 39.342 votos em Alagoas, quase a metade, 19.435, foi em Maceió. Davino Filho foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado na capital.

Em segundo lugar na pesquisa aparece Francisco Sales, 2,25%. Dudu Holanda tem 0, 75%. Em seguida estão empatados, com 0,5%, Fátima Santiago e Lobão. Dudu Ronalsa, Kelmann Vieira e Silvânia Barbosa têm 0,25%.

Por fim há uma lista enorme com os nomes de importantes políticos alagoanos, mas que somados atingem apenas 2,25% das intenções.

Como foi dito neste espaço nesta segunda-feira (18) (leia aqui), não é nenhuma novidade que pesquisa é apenas uma fotografia do momento.

Contudo, pode significar, entre outras coisas, “o mapa do caminho da carta do destino”.

 

Pesquisa mostra influência de Rui na eleição

Foi dada a largada para as eleições municipais de 2020. Os interessados já iniciaram o levantamento sobre a ‘fotografia’ do momento, os postulantes, possibilidades, tendências, influenciadores, possíveis adversários e aliados, entre outas questões.

A primeira pesquisa que circula nos gabinetes políticos foi feita pelo Instituto Falpe Pesquisas, nos dias 14 e 15 de fevereiro, em Maceió. 1.200 pessoas foram ouvidas.

Rui Palmeira (PSDB) - Personagem fundamental na disputa, a administração do prefeito da capital é considerada ótima por 11,5% dos entrevistados; bom, 27,5%; regular, 28%; ruim, 6%; péssimo, 17%. 10% não opinaram.

Também foi perguntado se o entrevistado aprova ou desaprova a administração municipal. 21% não opinaram; 27,5% desaprovaram e 51,5 aprovaram.

Rui x Renan – Na pergunta feita ao entrevistado se ele ‘votaria em um candidato a prefeito apoiado pelo atual prefeito Rui Palmeira’, 31,5% disseram que sim; não, 36,5%; não opinaram, 32%.

Para a mesma pergunta, 33,5% disseram que votariam em um candidato apoiado pelo governador Renan Filho (MDB); não, 34%; 32,5% não opinaram.

Estimulada – Quando os nomes dos candidatos a prefeito foram apresentados, o senador Rodrigo Cunha (PSDB) obteve 22% das intenções; JHC (PSB), 15,5%; Davi Davino Filho 15%; Alfredo Gaspar, 5,5%; Galba Novaes, 3,5%; Kelmann Viera e Tereza Nelma empataram com 3%; Francisco Sales, 2,25%; Maurício Quintella e Rafael Tenório ficaram com 1%; Marcelo Palmeira, 0, 75%; Thomaz Nonô, 0,5%; com 0, 25% ficaram Marx Beltrão e Flávio Moreno. Nenhum, 16,5%. Não opinaram, 10%.

Foi perguntado ao entrevistado, com a apresentação dos nomes, em quem ele ‘não votaria para prefeito nas próximas eleições’. Marcelo Palmeira e Nonô apareceram com apenas 6%. Marx Beltrão, 4, 25%; Maurício Quintella, 2,5%; Tereza Nelma e Flávio Moreno, 1, 75%; Francisco Sales e Rafael Tenório empatam com 1, 5%; Davi Davino Filho e Galba Novaes ficaram com 1% das intenções; Kelmann Vieira, 0, 75%; Alfredo Gaspar, Rodrigo Cunha e JHC apareceram com 0,25%. Nenhum, 16, 5%; nada contra, 30%, e 24,75% não opinaram.

EM TEMPO: Também perguntado ‘se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para prefeito’ e para vereador, esses números trago nesta terça-feira (19), entre outros detalhes.

Depois da ‘“traição”, Renan volta ao Senado

Conta o Estado de São Paulo que depois da disputa pela presidência do Senado, no início deste mês, o senador Renan Calheiros (MDB) teria se refugiado no interior de Alagoas.

E que, em conversas reservadas, ele teria dito que foi “traído” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de quem contava com o respaldo e apoio. O filho do presidente Jair Bolsonaro, na segunda votação, pressionado pelas redes sociais, apresentou e revelou o voto em Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A expectativa agora é sobre qual Renan Calheiros irá desembarcar em Brasília – prevista para esta semana. Ele será o líder da oposição “com ódio encapsulado”, dizem seus interlocutores.

Contudo, o ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC), secretário especial da Casa Civil para cuidar de assuntos do Senado, avalia que “Renan já se reinventou várias vezes. Não custa se reinventar de novo”.

No Senado, o PSL de Bolsonaro, na verdade, precisa dos votos do MDB para aprovar os seus projetos. Afinal de contas, Davi Alcolumbre foi eleito com 42 votos e a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, como a reforma da Previdência, precisa do apoio de 49 senadores.

Portanto, Renan ainda é peça importante nas futuras votações dada a sua influência no MDB, nos partidos de esquerda e em outras siglas.

 

 

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