O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro iniciou uma ofensiva para que o PL tenha candidatos a governador em todos os Estados, o que inclui Alagoas.

Nas eleições de 2022, Maceió foi a única capital do Nordeste em que Jair Bolsonaro (PL) venceu o então candidato e atual presidente Lula (PT).  

Por isso, a disputa no estado é considerada importante, e a direção nacional do PL quer saber se o prefeito de Maceió e presidente estadual da sigla, JHC, será candidato ao governo e como pretende montar o palanque.

Na estratégia do senador, os candidatos nos estados precisam ser “puro-sangue” do PL, de modo a garantir palanques exclusivos para a candidatura presidencial bolsonarista, sem dividir espaço com nomes de centro-direita.

A estratégia também busca reforçar a associação com o número 22, ampliando os votos de legenda e facilitando a eleição de nomes do PL ao Senado - uma das metas da família Bolsonaro em 2026.

Em outros estados, alianças estão sendo desmontadas por incluírem candidatos de outras siglas. No Espírito Santo, por exemplo, o nome ventilado para o governo é de um filiado ao Republicanos, mas o PL quer o senador Magno Malta (PL) como candidato.

Em Minas Gerais, o apoio hoje recairia sobre o vice-governador Mateus Simões, agora filiado ao PSD. Flávio Bolsonaro, no entanto, defende que o candidato seja o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

No Rio, o nome sugerido pelo governador Cláudio Castro não é aceito. Chefe da Casa Civil, Nicola Miccioni, é tido como um quadro de perfil mais leve e técnico. O filho de Bolsonaro quer um candidato "raiz".

Essa diretriz prevê ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, migre para o PL. Ideia desagrada aliados do governador, porque poderia afastar o apoio de partidos do centrão.

Diante desse cenário, tudo indica que o palanque do PL em Alagoas não poderá ser formado por candidatos locais que peçam votos para outros presidenciáveis.  

Caso isso não ocorra, não pode ser descartada, inclusive, uma intervenção partidária, a depender de como a estratégia eleitoral venha a ser construída.