O vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) decidiu que vai disputar o Senado Federal. Um dos motivos para a animação é que ele aparece competitivo nas pesquisas.
Lessa desembarcou em Maceió nesta quarta-feira (11), após conversas em Brasília com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e com Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.
Com Lupi e Renan, Lessa discutiu também apoio político e ajuda da estrutura partidária. E ouviu que o presidente Lula (PT) tem mais interesse em fortalecer candidaturas ao Senado do que ao governo.
Ele também teria avaliado com o senador que, disputando os dois votos para o Senado, ambos podem segurar o eleitor de esquerda e o lulista.
A análise é de que, da mesma forma que o eleitor bolsonarista não vota na esquerda, o eleitor lulista também tende a não votar em candidatos da extrema-direita, o que garantiria uma base de apoio para os dois.
Além disso, ambos teriam uma forte estrutura para a disputa, com apoio do governo federal e do governo estadual.
A única possibilidade - hoje - de o plano ser alterado é se o governador Paulo Dantas (MDB), repentinamente, deixar o cargo para disputar outra função.
Nesse caso, Ronaldo Lessa certamente reavaliará o quadro político-eleitoral. A tendência, nesse cenário, seria governar o estado até o fim do mandato.
EM TEMPO - Dentro dessa estratégia entre Renan e Lessa, o PDT pode filiar Guilherme Lopes (MDB), o suplente de deputado estadual Léo Loureiro (MDB) e o deputado Sílvio Camelo (PV) para fortalecer a chapa de deputado estadual.
A tendência inicial era que os três ficassem na federação Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Mas a montagem da chapa e a disputa por espaço têm dificultado a competitividade. O PDT pode acabar sendo a saída.
