"Tirar o Alckmin da chapa do Lula irá custar a eleição!", afirmou o influente ex-ministro de Lula, José Dirceu, durante reunião da Executiva Nacional do PT, em São Paulo, nesta segunda-feira (23).

Ele se junta a setores da sigla que defendem a manutenção da atual chapa, ao contrário de outra ala que propõe a escolha de um vice do MDB, como o senador Renan Filho (MDB-AL) e o governador do Pará, Hélder Barbalho.

Um grupo avalia que o atual vice, Geraldo Alckmin, é peça fundamental para garantir competitividade no maior colégio eleitoral do país, e tirá-lo  da chapa é um erro estratégico fatal.

Outro entende que Alckmin já cumpriu seu papel em 2022 e que, agora, a entrada formal do MDB na chapa ampliaria o tempo de televisão e evitaria que o partido apoiasse outros projetos políticos.

A posição de Dirceu converge com a do presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (MDB).

Na semana passada, diante das especulações sobre o vice de Lula sair do MDB, ele defendeu enfaticamente Renan Filho, senador e ministro dos Transportes, como candidato ao governo estadual:

"O MDB de Alagoas, partido com história e serviços prestados ao Estado, escala seu melhor quadro. Renan Filho já provou, como governador, que sabe equilibrar as contas, investir e fazer o Estado avançar", publicou no Instagram (veja aqui).

Como é sabido, o único nome que os deputados estaduais liderados por Marcelo Victor aceitam para suceder o governador Paulo Dantas (MDB) é o de Renan Filho, o que impediu a divisão do grupo de Marcelo e o dos Calheiros.