Vanessa Alencar

Pausa forçada

Queridos leitores, estou afastada das postagens por uns dias, em razão de uma conjuntivite.

Não estou conseguindo utilizar o computador devido ao incômodo, mas, se Deus quiser, logo estarei de volta.

Obrigada e até breve.

Cícero Ferro divide Alagoas em “Antes e Depois de Alfredo”

Foto: Vanessa Alencar/CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Cícero Ferro

A saída do promotor Alfredo Gaspar de Mendonça do comando da Segurança Pública, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), repercutiu entre os deputados e vereadores nas sessões ordinárias de ontem, 10, na Assembleia Legislativa (ALE) e na Câmara de Maceió.

O deputado Isnaldo Bulhões (PDT) classificou mudança na pasta como uma “perda imensurável” e lembrou as desventuras do governo passado na área, no período em que “o temor de sair de casa imperou na vida dos alagoanos”.

“Há bem pouco tempo, a pauta da imprensa, da sociedade e desta Casa era disparadamente a violência, a falta de eficácia de um governo que mudou cinco vezes o secretário, que foi cobaia no programa Brasil mais seguro e que infelizmente não conseguiu atingir resultados esperados”, avaliou Bulhões.

Cícero Ferro (PRTB) foi além ao afirmar que qualquer um que assuma a Segurança Pública agora estará em uma situação “melindrosa”: “Seja ele o mais competente, o mais trabalhador, corajoso... Por melhor que seja, pode ser um milagroso, mas nunca irá fazer o que Alfredo vem fazendo... Alagoas tem sua história dividida em antes e depois de Alfredo Gaspar de Mendonça”, sentenciou.

Pronunciaram-se ainda, Léo Loureiro (PPL), Gilvan Barros Filho (PSDB) e Galba Novaes (PDT).

Na Câmara Municipal, no estilo do discurso de Ferro, Silvânio Barbosa (PSD) afirmou que será muito difícil encontrar um substituto para o secretário. Silvio Camelo (PV) e o presidente Kelmann Vieira (PMDB) também lamentaram a mudança.

 

A saída de Alfredo pede muita calma nessa hora

Foto: Guilherme Carvalho/CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Secretário Alfredo Gaspar

A decisão do STF em proibir que membros do Ministério Público exerçam funções no Poder Executivo caiu como uma bomba em Alagoas, atingindo diretamente o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, o mais bem avaliado do governo.

A repercussão foi imediata nas redes sociais, nos grupos de conversa e entre autoridades, que reagiram logo para lamentar a decisão.

A voz geral e os números mostram que Alfredo mudou a cara da segurança e deu novo ânimo às tropas sob seu comando, mas, passado o impacto inicial da decisão do Supremo, é preciso calma e cautela.

No momento que se propaga a saída do secretário da pasta com o fim da segurança pública em Alagoas, só quem perde é a população, já tão assustada e calejada. Cria-se um clima de insegurança que só beneficia os criminosos de plantão.

Também lamento a saída do secretário e gostaria que surgisse uma alternativa mais rápida para sua permanência no cargo, mas, é preciso lembrar que a decisão do STF não foi pessoal e que o Governo do Estado deve manter como prioritário o combate à violência, com ou sem Alfredo.

Que as autoridades e os formadores de opinião pensem nisso com um pouco menos de paixão e muita calma nessa hora.

A propósito das alternativas, o jornalista Edivaldo Júnior publicou em seu blog, no Gazetaweb, que o deputado federal Givaldo Carimbão (PHS) anunciou pretende propor uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), alterando o artigo 128, que veda aos procuradores e promotores de Justiça o exercício de qualquer função no Executivo, exceto o magistério.

Enxergou na crise, a oportunidade...

 

A SMTT e os exemplos de má educação

Foto: Secom Maceió/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Faixa de pedestre

Uma servidora pública ligou nesta quarta-feira, 09, para o Call Center (118) da SMTT em Maceió, para solicitar a pintura de uma faixa de pedestres - já quase apagada - localizada em uma movimentada rua da Jatiúca, em frente a uma escola.

Ouviu do outro lado da linha, mais ou menos o seguinte: “Apagada ou não, se existe faixa de pedestre devia ser respeitada. A SMTT não pode fazer nada em relação à falta de educação dos condutores”, afirmou o atendente, reforçando que o órgão não tem culpa dessa má educação.

Coincidentemente, nesta mesma manhã, uma ouvinte ligou para a Rádio Globo e contou, no ar, ao jornalista Luis Vilar que, ao tentar registrar uma queixa contra a empresa Real Alagoas, foi aconselhada por um servidor da Superintendência Municipal a procurar as rádios para denunciar.

Voltando a má educação do primeiro caso, até onde sei, está sim entre as competências da SMTT, e de outros órgãos de trânsito, realizar “estudos, campanhas e programas de educação e segurança para o trânsito”.

Se a má educação do condutor não é responsabilidade da SMTT, que se deixe então de multar quem estaciona em local proibido, quem é flagrado por excesso de velocidade, trafegando irregularmente pela faixa azul e por aí vai.

Afinal, o órgão não tem culpa – nem responsabilidade – se o condutor mal educado não respeita as regras.

 

 

Sem botar fogo na crise, cada um no seu quadrado

Foto: CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Protesto pelo impeachment de Dilma

O senador Renan Calheiros (PMDB) afirmou que, na condição de presidente do Congresso Nacional, não cabe a ele “botar fogo na crise”. Nesta terça-feira, 08, o peemedebista falou com a imprensa sobre a crise econômica e política do País. “É preciso ter bom senso e serenidade. A sociedade está sendo bombardeada por informações, boatos e disse-me-disse”, ponderou.

Por falar em incêndio, também em conversa com jornalistas, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a possibilidade de duas manifestações (contra e a favor do governo) ocorrerem na mesma data, no próximo domingo, 13.

“São forças antagônicas. As manifestações devem ocorrer de acordo com o Estado Democrático de Direito, mas que cada seguimento tenha seu dia. Não interessa ao povo brasileiro o conflito”, frisou o ministro.

A propósito, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT/CE), garantiu que, ao contrário do que vem sendo divulgado, o partido não está convocando manifestação para o domingo, o que poderia gerar embates nas ruas. 

“O PT, nem nos tempos da ditadura, incitou a violência e não é agora que vai fazer”, disse Guimarães em entrevista ao portal Política Real. Ele defendeu que só existe uma solução para evitar confronto entre oposicionistas e governistas: desarmar os ânimos e construir o entendimento dentro da democracia.

Que comece, então, no próximo domingo, com cada um no seu quadrado.

*Com agências

Barrada tentativa de rebatizar Praça Pingo D’ Água

Foto: Google Maps Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Praça Pingo D’ Água

A vereadora Fátima Santiago (PP) tentou modificar, por meio de projeto de lei, o nome da tradicional Praça Pingo D’ Água, no Trapiche da Barra, para Soldado Izabelle Pereira dos Santos.

Mas, esbarrou no parecer contrário – e no voto pelo arquivamento - da vereadora Tereza Nelma (PSDB), em uma das comissões da Câmara Municipal de Maceió (CMM).

Em seu parecer e voto, a tucana argumentou que o PL esbarra na legislação municipal que determina que, “ao denominar logradouros, deve-se respeitar as denominações históricas tradicionais, que definem o perfil de uma cidade”, como é o caso da Praça Pingo D’ Água.

Tereza Nelma destacou ainda que Fátima Santiago não apresentou nenhuma comprovação de que teria consultado a população sobre a troca de nomes.

Sem, de modo algum, questionar o merecimento ou a biografia da jovem policial, morta em circunstâncias ainda não esclarecidas, dentro de uma viatura da Polícia Militar, tenho que concordar com o entendimento de Tereza Nelma.

Com tantas ruas, conjuntos, escolas e outros prédios públicos ainda não batizados, não faz sentido modificar o nome de uma praça tão conhecida da população inteira.

Seria mais uma homenagem para inglês ver, que certamente não vingaria.

 

David Maia: de candidato a 100% soldado

Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Secretário Davi Maia

Dada como certo até pouco tempo, a candidatura do secretário de Meio Ambiente de Maceió, David Maia, a uma vaga na Câmara Municipal está praticamente sepultada. A expectativa é que ele continue nos quadros da prefeitura, desta vez à frente da Superintendência de Limpeza Urbana (Slum).

Caso a dança das cadeiras se concretize, a tendência é que Maia passe a integrar o ciclo restrito de confiança de Rui Palmeira (PSDB) e tenha seu “sacrifício” recompensado no caso de um segundo mandato do tucano.

Sem entrar em detalhes, o secretário falou um pouco sobre o assunto na manhã desta segunda-feira, 07, em entrevista ao jornalista Luis Vilar, na Rádio Globo.

“Ainda não posso anunciar muita coisa, mas sou um soldado. Se for para ser candidato eu sou e, se não for e ele (Rui) quiser que eu jogue em outra posição eu jogarei”, comentou, frisando ter colocado seu futuro (ao menos o político, no momento) 100% nas mãos do prefeito.

Lembrando que o próprio chefe do Executivo Municipal colocou seu nome como possível candidato a vereador, Maia disse imaginar que haverá mudanças, devido às composições com outros grupos e partidos para robustecer a candidatura à reeleição.

Na entrevista, ele demonstrou ainda gratidão ao deputado federal João Henrique Caldas pela indicação de seu nome para a pasta, em 2014, e a Palmeira "por todas as portas abertas e por tudo que fez pelo meio ambiente”: “Nunca me ligou para barrar nada das minhas atitudes. Sempre nos deixou trabalhar”.  

Resignado com o novo desafio no front. Assim me pareceu David.

Nada foi dito sobre as coisas que ainda não estão claras: Quais os reais motivos da dança das cadeiras? E, porque o secretário de Esporte, Antônio Moura – virtual substituto de Maia na Sempma - não assume diretamente a Slum?

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Impasse entre Mova e Mellina não gera frutos para cultura

Foto: Agência Alagoas/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Mellina Freitas

“O Mova manterá seu posicionamento firme diante de qualquer cenário”, responderam os representantes do Movimento Cultural Alagoano ao serem questionados, pelo blog, se as políticas que envolvem a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) ficarão suspensas enquanto a pasta tiver sob o comando de Mellina Freitas.

As principais diretrizes culturais (contidas na página oficial movacultura.wordpress.com)  do Mova são: a criação de um novo Conselho de Cultura e de uma Lei de Incentivo à Cultura Alagoana; investimentos na reestruturação, fortalecimento e democratização da gestão dos equipamentos culturais; adoção da política de editais para acesso aos recursos e reestruturação da Secult.

A questão é: para que esses pontos principais caminhem é necessário o canal com a Secretaria, mas, a principal bandeira do movimento é justamente a mudança da titular da pasta.

Chegamos a um impasse?

O grupo reclama que, há alguns meses, vem buscando, sem êxito, diálogo com o Governo do Estado, e confirma aguardar que a Secretaria de Cultura seja comandada por um “gestor preparado para o cargo e com ficha limpa”.

O governador Renan Filho (PMDB), por outro lado, demonstra, indiretamente, que não pretende intervir no assunto, já que existe uma pasta para isso – gostem ou não do gestor escolhido para comandá-la. Sem contar, que o chefe do Executivo está satisfeito com o trabalho desenvolvido pela secretária.

E se houver um convite para o diálogo apenas com a Secult?

“Será uma decisão dos segmentos culturais e das entidades de classe aceitarem ou não. Esse não é um papel do Mova”, responderam os representantes.

"Consideramos que a nomeação de Mellina Freitas à Secretaria de Estado da Cultura é um ato de violência contra o setor. É do conhecimento de todos que ela ocupa o cargo para usufruir de foro privilegiado e escapar das acusações que sofre na justiça. Uma situação escandalosa e ultrajante, que não pode de modo algum ser ignorada”, destacou o Movimento.

Já ficou mais do que claro que Mellina não representa os interesses do Mova, que tem todos os motivos para criticar a escolha, mas, até agora, o impasse não gerou frutos positivos para a cultura.

Pardais: Antonio Albuquerque usa LAI para cobrar informações sobre contrato

Vanessa Alencar/CadaMinuto/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Antonio Albuquerque

O deputado Antonio Albuquerque (PRTB) protocolou, nesta quinta-feira, 03, um ofício destinado ao prefeito Rui Palmeira (PSDB) e ao superintendente de Transporte e Trânsito de Maceió, Tácio Melo, solicitando, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), o envio de todo o processo de licitação e contratação da empresa Velsis Sistema e Tecnologia Viária, responsável pela instalação dos pardais eletrônicos nas ruas da capital.

Na condição de presidente da 7ª Comissão de Administração, Segurança, Relações de Trabalho, Assuntos Municipais e Defesa do Consumidor, o deputado disse que também pretende realizar audiências públicas para discutir o assunto.

No documento, Albuquerque advertiu ainda que, “a não apresentação de tais informações e documentos, no prazo legal, fará com que adotemos as providências legais e pertinentes”.

A instalação dos pardais eletrônicos foi bastante criticada pelos parlamentares na sessão de ontem, 02, na Casa de Tavares Bastos. O Pastor João Luiz (DEM) anunciou que irá requerer oficialmente a SMTT cópia do estudo técnico que deveria ter sido feito para autorizar a instalação dos equipamentos, com custo estimado em R$ 10 milhões.

Na ocasião, o único a sair em defesa da prefeitura foi o tucano Bruno Toledo, correligionário de Rui.

Pelo andar da carruagem, parece que não será tão fácil manter os pardais na ativa, mas, o prefeito demonstra tranquilidade ao falar sobre o assunto e garante a legalidade do processo. Parece, intimamente, declamar Quintana:

“Todos esses que aí estão 
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!”.

Deputado aposta em novela para alavancar turismo

Foto: Ascom/ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Inácio Loiola

Um dos maiores entusiastas do Sertão na Casa de Tavares Bastos, o deputado Inácio Loiola (PSB) usou a tribuna nesta quarta-feira, 02, para falar sobre a nova novela das 21h da Rede Globo: Velho Chico, que estreia no dia 14 de março.

O parlamentar lembrou que Alagoas, sua cultura e seu povo serviram de cenário para os primeiros capítulos da trama, gravados em cidades às margens do São Francisco, a exemplo de Piranhas, e em outros estados nordestinos.

“Essa novela vai ser a porta de entrada do desenvolvimento regional. Milhares de pessoas terão oportunidade de assistir as belezas do nosso Sertão. Imagino que deveremos ter muitos turistas e estamos consolidando o turismo histórico, cultural e ecológico, abrindo mais uma janela de oportunidades de emprego e geração de renda”, avaliou otimista.

“É preciso Alagoas estar atento a essa mídia positiva e investir na divulgação dessas potencialidades turísticas e culturais”, finalizou.

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