Voney Malta

O PMDB e a política de que "não há nada feito que não possa ser desfeito e refeito”

Filho do antigo MDB da época da ditadura militar – partido que abrigava boa parte dos opositores ao regime -, o PMDB de hoje está bem distante dos seus melhores momentos. Aliás, desde a redemocratização do País, lá se vão 28 anos, uma das artimanhas que o partido aprendeu e desenvolveu foi a técnica de permanecer vinculado a quem conquista à Presidência da República.

Assim foi com José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula e agora com Dilma Rousseff. Todos os presidentes governaram com o apoio do partido. Claro, sempre pegando um naco grande e importante dos principais cargos da administração.

Agora que se aproxima o fim do mandato da presidente Dilma, o PMDB – com cinco ministros, 20 senadores, 77 deputados federais, cerca de mil prefeitos, cinco governadores, além de presidir a Câmara e o Senado e ainda ter o vice-presidente da República, dá sinais de que quer continuar jogando para manter a sua influência.

O aviso de insatisfação que veio dos protestos das ruas acendeu a luz vermelha dos caciques pemedebistas. O alerta maior, entretanto, surgiu após líderes petistas terem deixado claro que precisavam dar uma guinada mais á esquerda, um retorno mais próximo das políticas defendidas lá no começo do crescimento do PT. Ou seja, ouvir as vozes dos manifestantes por todo o País.

Para muitos petistas tem sido um inferno governar com o PMDB. A cada votação importante surge uma série de cobranças dos deputados e senadores. Por último, o líder do partido na Câmara ameaça apresentar uma PEC para limitar o número de ministérios, mesmo sabendo da posição contrária da presidente.

E no jogo de belisca daqui, aperta dali, o PMDB, aos poucos vai revelando o que deseja: A Fundação Ulysses Guimarães, presidida por Eliseu Padilha, divulgou um questionário feito com parlamentares do partido. As respostas revelam que eles querem mais espaço. Caso não consigam apontam que vão se bandear para a candidatura de Eduardo Campos, do PSB. O silêncio de lideranças como Michel Temer, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves parece trair a jogada combinada.

Romper com o PMDB, fiel da balança, apesar de tudo, nas votações do Congresso, pode ser um erro, além de o partido carregar um ótimo tempo de televisão para a propaganda eleitoral gratuita. O provável é que esse jogo de gato e rato deve permanecer até 2014.

Esse é o jogo do PMDB e dos seus líderes, embora, na política não há nada feito que não possa ser desfeito e refeito.

 

PMDB resolve enfrentar aliada Dilma com PEC para reduzir Ministérios

A quem ele está servindo ainda não ficou claro. Mas, certamente, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha, do Rio de Janeiro, tem recebido o sinal verde de algum dos caciques do PMDB, seja ele o vice-presidente Michel Temer, o senador José Sarney, Renan Calheiros ou, ainda, alguma eminência poderosa do partido que não se apresenta aos holofotes da imprensa. Ou, quem sabe, são todos os citados juntos na mesma estratégia de criar embaraços para a presidente Dilma Rousseff.

É que Eduardo Cunha vem criando dificuldades para o Governo Federal. A última dele foi prometer apresentar Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que obriga o Executivo a ter no máximo 20 ministérios. Ora. convenhamos, o representante do principal aliado do PT sabe que essa proposta é inconstitucional porque tal ideia causa uma clara intervenção no funcionamento de outro Poder.

A verdade, contudo, é que o político fluminense será convencido a não apresentar a PEC. Dessa forma, o PMDB mostrará a sua força aos aliados petistas e ainda pousa de bom moço para a sociedade. Assim, enquanto Eduardo Cunha representa o “mau” aliado, o “bom” aliado  logo surgirá para por panos quentes no conflito. Só que esse “bom” é, na verdade, o lobo mau, o mentor, ou um dos mentores da ameaça.

Porque é do conhecimento de todos que a presidente Dilma já afirmou e reafirmou que não vai diminuir o número de ministérios. Ela diz que não vê o sentido importante de economia em cortes de ministérios e que os primeiros que seriam suprimidos da estrutura seriam os menores e com grande importância social - com todos os titulares indicados por ela -, casos do da Igualdade, de Direitos Humanos, por exemplo.

 

Abaixo reportagem da Agência Câmara sobre a apresentação da proposta:


Líder do PMDB apresenta em agosto PEC para reduzir ministérios

 

Renata Tôrres, Agência Câmara - O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), confirmou que pretende apresentar, em agosto, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para limitar em 20 o número de ministérios. Se a PEC for aprovada, a presidente Dilma Rousseff terá que abrir mão de 19 dos atuais 39 ministérios. Hoje não há limites.

A redução é defendida pela Executiva Nacional do PMDB e pela bancada do partido na Câmara. "A prerrogativa [de criar ministérios] é do Poder Executivo", lembra Eduardo Cunha. "Na medida em que se colocar um número de ministérios máximo na própria Constituição, o Poder Executivo poderá disciplinar por lei a forma como se adaptará a esse teto constitucional."

O líder do Democratas, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou que seu partido também estuda a redução de ministérios. Entretanto, questiona a quantidade sugerida por Eduardo Cunha.

"Eu não sei qual foi a justificativa do líder do PMDB em definir em 20. Nossa assessoria está levantando dados, mostrando quantos [ministérios] podem ser aglutinados." Ele cita como exemplo o Ministério da Agricultura que poderia abarcar o Ministério da Pesca e o Ministério da Reforma Agrária.

Contra a redução

Já o líder do PT, deputado José Guimarães (CE), criticou a proposta. "Isso é uma excrescência. A criação de ministério, a redução de ministério é tarefa privativa do Poder Executivo. Não é tarefa do Parlamento. Não é reduzindo um ou outro ministério que se vai enfrentar os dilemas, os momentos de crise econômica mundial. Além do mais, não tem sentido do ponto de vista jurídico da nossa Constituição."

Na opinião de José Guimarães, em vez de debater a quantidade de ministério, o Congresso precisa se empenhar em discutir e votar políticas públicas para melhorar as áreas de saúde, educação, segurança pública e mobilidade urbana.

 

 

Maurício Brêda, as visitas às delegacias e o povo

Passei as últimas 48 horas aguardando que o Conselho Estadual de Segurança (Conseg), divulgasse o calendário de visitas às delegacias da capital para checar o horário de funcionamento. O anúncio foi feito quarta-feira (24), pelo presidente Maurício Brêda.

Considero a ideia do juiz excelente e acho que as datas das visitas devem ser tornadas públicas, falo sério, acreditem. Como ele já anunciou as visitas, os gestores já devem estar se preparando para justificar o motivo do encerramento do expediente às 14 horas e o péssimo atendimento à população. Sendo assim, porque não divulgar as datas?

Ora, quando os gestores da Segurança Pública querem gerar notícia positiva de que estão agindo para impressionar e não querem prender ninguém, eles informam à imprensa que vão fazer uma ação em tal local, tal data e tal hora. Sendo assim, porque o presidente do Conselho de Segurança não pode fazer o mesmo, não é mesmo?

Bom, de qualquer forma, como o presidente do Conseg mostrou-se firme e determinado em ver pessoalmente o que todo mundo está cansado de saber que não funciona satisfatoriamente, faço algumas sugestões:

1 – Convide os representantes dos policiais civis, militares e delegados para uma audiência pública e peça-lhes informações sobre as condições de trabalho. Dá pra fazer um relatório muito bom.

2 – Em outra audiência, convoque os gestores da Defesa Social, Brasil Mais Seguro, o governador Vilela, o prefeito Rui Palmeira e os demais gestores municipais, para debater o tema. Se conseguir a presença de todos será um tento e tanto.

3 – Depois, agende e faça, também, uma visita às delegacias do interior onde trabalham PMs e policiais civis. Sei que é de conhecimento de todos, porém, olhar com os próprios olhos dá outra dimensão. A população de Mata Grande, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema, enfim, de toda Alagoas, vai ficar feliz e esperançosa.

4 – É mais uma sugestão: Não chame ninguém do povo, porque só vão reclamar. É perder tempo e chover no molhado.

Bom, como essa agenda vai demandar muito tempo, e de posse de um relatório, as sugestões de mudanças na gestão ficam para o próximo governo, pois, para o atual não vai dar tempo de implantá-las.

Pelo menos fica a esperança pro futuro, como sempre.

Falo sério.

O mundo e os jovens têm um novo líder. E ele é Francisco, o Papa carismático

 Finalmente, depois de décadas, o mundo reverencia um novo líder. E um líder não é feito pelo cargo que ocupa ou pelo poder que pode exercer, seja ele político, econômico, religioso ou artístico. Um líder é aceito, principalmente, pela forma como ele chega às mentes e aos corações do povo.  E ele é Francisco, o Papa.

 E há muito, muito tempo mesmo, os jovens, especialmente, têm vivido sem um líder, sem alguém que sirva como referencial, como guia e que signifique respeito, esperança, comportamento e amor.

 Voltando um pouco ao passado, século XX, período em que o desenvolvimento da tecnologia reduziu as distâncias, vários líderes surgiram na política, nas artes, por exemplo, e influenciaram enormemente gerações inteiras do planeta, casos de Fidel Castro, Che Guevara e os Kennedy. Na música, os Beatles e Elvis Presley.

 Todos foram, e ainda são, ícones, líderes que transcenderam uma época.  Transgressores que mudaram comportamentos e conceitos, que representaram para juventude mundial transformação e a luta constante por um mundo melhor e mais justo.

 Francisco, o Papa, começa a escrever o seu nome como o novo líder da juventude. Ele prega a transformação, a reaproximação da Igreja ao povo. Ele tem pregado a humildade, o combate a corrupção, o amor e a fé, a simplicidade e a esperança.

O mundo dos jovens poderá ser diferente e transformado porque um novo líder surge. E ele é Francisco, o Papa carismático.

Prefeitos da oposição aderem ao Programa Mais Médicos; 46% das cidades também

Se alguém esperava que os prefeitos dos partidos de oposição ao governo da presidente Dilma iriam boicotar o Programa Mais Médicos, deu com os burros no açude seco lá do sertão.

Há casos de siglas da oposição cujos prefeitos aderiram em maior número do que os da situação. O PPS, por exemplo, tem números superiores aos do PTB e PR.

Como prefeito é bicho sabido demais e coisa dada não pode ser negada, ainda mais com a população já conhecedora da força de mobilização das redes sociais que assustou a classe política brasileira, os gestores municipais estão é satisfeitos com o Programa.

Só para lembrar, a cerca de quinze dias, durante encontro em Brasília entre a presidente Dilma e prefeitos de todo o país, ela foi vaiada. Segundo me contaram, as vaias partiram dos prefeitos dos partidos de oposição ao governo do PT.

Municípios

Um total de 2.552 municípios estão inscritos no Programa Mais Médicos. O número representa cerca de 46% das cidades brasileiras, com maior concentração na Região Nordeste. O prazo para inscrição termina hoje (25) à meia-noite.

Do total de municípios inscritos, 867 estão na Região Nordeste, 652 no Sudeste, 620 no Sul, 207 no Norte e 206 no Centro-Oeste. Os dados são do último balanço do Ministério da Saúde que contabiliza as inscrições feitas até ontem (24). Todos os municípios do país podem participar do programa indicando as unidades básicas de saúde de suas regiões em que há falta de médicos.

Abaixo os números da adesão dos principais partidos:

Na oposição, a sigla que menos aderiu ao projeto foi o DEM, com apenas 36% de seus prefeitos cadastrados até ontem. O PPS, por outro lado, tem índices maiores que o de governistas: 50% de seus 125 prefeitos já fizeram o cadastro. Está a frente, por exemplo, de PTB (45%) e PR (41%).

O PSDB foi o terceiro com maior número de inscritos, em parte por ser a segunda maior legenda no ranking de prefeituras.

O PT, terceiro maior partido em número de prefeituras, foi a legenda com maior adesão até ontem, com 57% de suas cidades inscritas. No PMDB, sigla mais forte da coalizão governista e a que controla mais municípios no país, 43% dos prefeitos se credenciaram.

Em São Paulo, Estado em que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), deve se lançar candidato em 2014, ocorreu uma das menores adesões ao Mais Médicos - só 33% das cidades se inscreveram até ontem (24). Mesmo assim, o governo considera a marca uma vitória já que a proposta é levar médicos para regiões mais remotas do Brasil.

 

Alagoano Aldo Rebelo também “trabalhou” em avião da FAB com a família

O ministro do Esporte, o alagoano Aldo Rebelo, é mais uma autoridade listada entre aquelas que se beneficia do cargo para trabalhar e se divertir. O fato se deu durante uma viagem para Cuba, no carnaval, quando Aldo carregou a tiracolo a mulher, o filho e assessores.

A justificativa para levar a família pra Havana é a de que havia um convite oficial do governo cubano. Porém, na lista oficial da comitiva o nome dos dois, mulher e filho, inexiste.

E não se assuste caro leitor, mas, o preço de uma viagem no percurso entre Brasília e Havana está cotado em cerca de R$ 5.500 em avião de carreira.

Portanto, vale aquela pergunta irônica que tem sido feita nas redes sociais e sites: Até tu, Aldo? É que ele se junta ao também alagoano, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, que usaram os jatos oficiais para compromissos, digamos, particulares.

O primeiro levou a mulher a uma festa de casamento da filha de um colega do Senado. O segundo deu carona a uma penca de parentes para se deliciar com um jogo da seleção brasileira durante a Copa das Confederações.

Só pra não dizer que não falamos de todos, o campeão da mamata nos aviões da FAB foi Alexandre Padilha, o dinâmico e atuante ministro da Saúde da presidente Dilma Rousseff, que embarcou e desembarcou 110 vezes, principalmente para São Paulo, onde tem residência.

Voltando a falar do alagoano Aldo Rebelo, ele rebateu a questão da viagem por meio de nota, dizendo que não foi passear em Cuba.

Tudo bem, meu caro alagoano de Viçosa, mas só uma perguntinha: Autoridade, se a viagem foi a trabalho e a convite do governo cubano, qual o motivo de levar na possante aeronave a mulher e o filho? Na nota, Aldo não responde a esse questionamento.

Abaixo, na íntegra, a nota do ministro do Esporte Aldo Rebelo:

Nota de esclarecimento: Viagem a Cuba foi a trabalho

A viagem do ministro Aldo Rebelo a Cuba foi amplamente divulgada pelos meios do próprio Ministério do Esporte e veículos da imprensa nacional e estrangeira.

Foi uma missão oficial. "Não fui passear em Cuba. Fui trabalhar, como mostra a agenda", afirma Aldo. Durante os dias em que permaneceram em Cuba, os dirigentes do Ministério do Esporte cumpriram vários compromissos.

O ministro foi recebido pelo vice-presidente do Conselho de Ministros da República de Cuba, Miguel Díaz, e pelo vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Rogerio Sierra e se reuniu duas vezes com o presidente e diretores do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (INDER) e com a direção da empresa Cubadeportes. Além disso, o ministro do Esporte visitou a Universidade das Ciências, Cultura Física e Deporte Manuel Fajardo.

Nesses encontros, foi concretizada a criação de grupos de trabalho e intercâmbio entre Brasil e Cuba neste período de preparação dos atletas brasileiros e da infraestrutura esportiva do Brasil para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O ministério do Esporte e o INDER assinaram o acordo que cria o Grupo de Trabalho de Acompanhamento do Programa de Atividades para o triênio 2013/2016.

O secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, e o diretor executivo da Agência Brasileira de Controle de Dopagem, Marco Aurelio Klein, também concretizaram acordos de cooperação em Havana.

Cuba vai colaborar com o Brasil na formação de fiscais de controle de dopagem. No futebol, o Ministério do Esporte, em parceria com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, vai oferecer um curso de árbitros para os cubanos. Os três melhores classificados farão estágio na federação carioca. Além disso, estão sendo acertadas as condições para que jogadores de futebol da categoria sub 20 também sejam recebidos para treinamentos em clubes brasileiros.

 

 

‘Dilma está cercada de gente de quinta categoria sentada na putaria’, diz Ciro

Antes de tudo quero dizer que o título acima optei por copiá-lo integralmente. É que o achei excelente, direto, nitroglicerina pura. Assim é o ex-ministro Ciro Gomes. Autor de entrevistas críticas e duras contra adversários e até contra aliados.

As declarações que você vai ler do ex-ministro foram concedidas à Rádio Verdes Mares.

Louco, irado, tresloucado? Nada disso. Ciro Gomes diz o que pensa. Age, quase sempre, de maneira completamente diferente da que estamos acostumados a ver na rotina das entrevistas dos políticos profissionais.

Ciro Gomes defendeu a redução de ministérios e desceu a lenha na convivência difícil com aliados como o PMDB. Ele também não poupou sequer o presidente do seu partido, Eduardo Campos (PSB) governador de Pernambuco e um dos nomes citados como candidato provável à Presidência da República.

Preservou, apenas, a presidente Dilma Rousseff.

Leia, abaixo, reportagem publicada no brasil247:

PE247 - O ex-ministro Ciro Gomes defendeu a redução do número de ministérios do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) para que ela possa concentrar foco em pastas estratégicas como Fazenda e Planejamento e desceu o malho ao dizer que “Dilma é decente e trabalhadora, mas está cercada de gente de quinta categoria pilotando e sentada na putaria”, referindo-se à convivência com aliados como o PMDB. Ciro também apontou suas baterias contra o correligionário e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ao afirmar que “a População não quer retrocesso, quer avanços, não uma candidatura que não faz sentido”.

Segundo o Blog do Eliomar, Ciro defendeu que o total de ministérios, hoje são 39, seja reduzido para apenas 15. De acordo com ele, com o encolhimento das pastas, seria possível despachar mais e melhor com setores estratégicos como Fazenda e Planejamento, no lugar de priorizar uma agenda de encontros.

As declarações do ex-ministro foram dadas nesta terça-feira (23), em uma entrevista à Rádio Verdes Mares. Na ocasião, Ciro teria admitido que ainda almeja a Presidência da República. “Admito, mas brigar, não brigo mais não!” , afirmou.  Ciro, que ao lado do irmão e governador do Ceará, Cid Gomes, é uma das poucas vozes que discordam abertamente do projeto de uma candidatura própria por parte do PSB. Ambos defendem que o PSB permaneça na base governista e apoie a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014.

Nesta segunda-feira (22), Ciro voltou a questionar o porque do PSB querer disputar o Planalto nas próximas eleições. “Por que o partido, no fim do ciclo Lula, e quando a Dilma era desconhecida, não lançou candidato para, agora, quando a sigla participa ativamente do governo Dilma, apostar numa candidatura de oposição?” questionou o ex-ministro, segundo o jornal Aqui CE.

Nas últimas semanas, Ciro amainou as críticas à postulação do correligionário e até havia sido designado para elaborar uma série de propostas visando à retomada do crescimento econômico e que devem ser encaminhadas à presidente Dilma. Mas, nesta segunda-feira (22), durante palestra para alunos da rede municipal de Fortaleza (CE), Ciro surpreendeu a todos ao afirmar que Eduardo Campos não tem nada de novo a oferecer à população.

“Vejo com muita naturalidade a vocação de um partido como o nosso de disputar, com nossas próprias ideias e quadros, a Presidência da República. Entretanto, a População não quer retrocesso, quer avanços, não uma candidatura que não faz sentido”, teria dito.

Será que as lideranças dos militares entendem de gestão na segurança pública?

Depois da morte do sexto PM somente este ano, os ânimos estão exaltados entre as lideranças das associações militares. As promessas de irem pras ruas, o pedido de afastamento da cúpula da Defesa Social e os ataques ao programa Brasil Mais Seguro e as entidades que defendem os direitos humanos mostram bem como o clima está quente.

Essas lideranças acertam, em parte, nos alvos, mas erram feio na dosagem ao generalizar os supostos responsáveis pela insegurança que enfrentamos diariamente. E mais, erram feio ao não apresentarem o problema crucial da violência que faz Alagoas líder em homicídios, que é a certeza da impunidade, a falta de efetivo e de condições de trabalho para as policiais civil e militar.

Criticar o Brasil Mais Seguro dizendo que a PM executaria melhor esse trabalho é imaturo. O Programa é importante pelos investimentos disponibilizados pela União. Esse apoio é fundamental porque coloca o Governo Federal como responsável pelo enfrentamento da questão em Alagoas.

Culpar as entidades que lutam pelo respeito aos direitos humanos é mais um tiro dado no alvo errado. Tem que haver, sim, investigação e punição para os abusos cometidos por policiais. A história mostra que sem fiscalização da atuação dos policiais os abusos contra os direitos civis ocorrem em grande escala. As entidades que defendem os direitos da sociedade lutam, na verdade, para que tenhamos uma polícia eficiente, confiável, equilibrada e qualificada.

A verdadeira dificuldade enfrentada pela polícia alagoana é a falta de efetivo, condições de trabalho, remuneração e treinamento. Este deveria ser o foco das associações, ou seja, o governador Vilela e o não cumprimento das promessas de campanha para a segurança pública.

Vejo, ainda, que reclamar e responsabilizar as entidades de direitos humanos só afasta os policiais da sociedade civil organizada, o que é pouco inteligente. A não ser que as associações acreditem que devem estar acima da lei, ou a margem dela, quem sabe.

 

A solidão do deputado João Henrique Caldas

Desde que começou a fazer denúncias sobre supostas irregularidades cometidas pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) parece sofrer de uma doença contagiosa que ninguém quer se aproximar.

Nenhuma entidade da sociedade civil organizada, partidos políticos, centrais sindicais e até mesmo deputados que criticam os comandantes da Mesa Diretora da ALE fizeram qualquer declaração de apoio ou de solidariedade ao deputado JHC.  

O máximo que vimos foi o deputado estadual Judson Cabral (PT) propor uma auditoria externa na folha de pessoal da ALE, oferecendo, inclusive, que a investigação começasse pelo seu gabinete.

Entretanto, considero esse posicionamento pequeno, miúdo, diante da relevância da questão e das denúncias de que 61 comissionados teriam recebido R$ 7 milhões em um ano. Era pra ser mais e maior a reação.

Sozinho e isolado, e, dizem, até ameaçado de morte, o deputado JHC vai tirar, naturalmente, dividendos eleitorais por estar enfrentando e denunciando o Poder Legislativo. Talvez isso explique o não recebimento de apoio e solidariedade de outros parlamentares e, quem sabe, de entidades que mantêm proximidade com algumas figuras do mundo político.

 E isso é uma pena.

 

Para especialista em segurança, sem os prefeitos não há solução pra violência

Um dos males que atinge violentamente a nossa sociedade é a violência. Sempre perguntamos, sempre questionamos essa problemática na tentativa de entendê-la.

As respostas não são fáceis. Entretanto, excetuando-se os casos de pessoas com doenças mentais, a certeza da impunidade me parece ser o caminho para que entendamos o alto índice de criminalidade com o qual convivemos.

Nosso Estado – refiro-me a todos os entes públicos, a todos os poderes – não atua com eficiência e eficácia para atender as demandas da sociedade. Dessa forma, o cidadão não respeita o Estado, nem as leis, as normas e as regras. Transgredir e agredir vira regra uma vez que a mão dura do Estado não chega o toca para punir, como nunca tocou para melhorar a sua condição de vida.

Se tivéssemos uma sociedade em que o Estado cumprisse a lei e agisse para que o particular também assim o fizesse, as relações e ocorrências seriam outras, acredito.

Olhando para o nosso Estado, de forma concreta e tomando como exemplo, Alagoas e Maceió lideram com tranquilidade como os mais violentos do país. Faltam policiais, estrutura, treinamento, equipamentos, uma série de coisas. Isso significa que o governante não cumpre o seu papel, portanto não é respeitado enquanto representante do Estado. A bandidagem fica segura e age com liberdade.

Uma boa alternativa para melhorarmos os índices e as ocorrências que nos atingem foi dada pelo secretário de Segurança Urbana da Cidade do Recife, Murilo Cavalcanti. Durante palestra na OAB/AL ele afirmou que os prefeitos também devem participar das discussões com comprometimento, reconhecendo os problemas e criando ações de políticas integradas com os demais entes públicos.

E não é que ele tem razão. Poucas vezes cobramos a participação dos prefeitos. Sempre os deixamos a margem das cobranças e das críticas sobre o papel que eles podem e devem desempenhar, especialmente nas maiores cidades de Alagoas e do Brasil.

Resumindo, nós, cidadãos e eleitores, no final de tudo somos os principais responsáveis pelo que existe de bom e ruim na nossa sociedade. Afinal de contas, é com o nosso voto que elegemos prefeitos e vereadores, governadores e deputados estaduais, presidente da República e os deputados federais e senadores.

Sugiro, então, que cobremos, se preciso vamos pras ruas protestar e, principalmente, precisamos escolher bem os nossos representantes.

Uma boa notícia é que o secretário de Segurança do Recife, Murilo Cavalcanti, esteve reunido com o prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Eu soube que o prefeito gostou de algumas experiências feitas na capital pernambucana. Vamos aguardar, e cobrar.

 

 

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