Publicamente nada é dito, mas nos bastidores, em tom de ironia e revolta, alguns prefeitos estão reclamando da atuação do Ministério Público no caso das supostas irregularidades cometidas pela Mesa da Assembleia denunciadas pelo deputado João Henrique Caladas (PTN). Por coincidência, escutei o questionamento de três gestores, em locais diferentes, sendo um num consultório odontológico, o segundo numa escola particular e o último durante uma corrida na orla de Jatiúca.

De forma geral, os prefeitos reclamam que se as denúncias fossem contra uma prefeitura o afastamento e a prisão do gestor e de auxiliares já teria sido pedido e efetivado.  Com a Assembleia isso não ocorre. Essa situação também tem sido motivo de observação por parte de alguns advogados. Isso é o que corre à boca miúda no meio político e jurídico.

Com quem conversei afirmei que duvidava do possível tratamento diferenciado. O que deve estar ocorrendo é o Ministério Público está se cercando de todas as informações necessárias para agir, o que pode ocorrer a qualquer momento. Tanto que o procurador-geral de Justiça, Sérigio Jucá, tem trocado informações com a Polícia Federal e a Receita Federal.

 Agora, realmente, quando é um prefeito o suspeito de irregularidade as algemas chegam com muita rapidez aos punhos e o sol nasce quadrado.