O ministro do Esporte, o alagoano Aldo Rebelo, é mais uma autoridade listada entre aquelas que se beneficia do cargo para trabalhar e se divertir. O fato se deu durante uma viagem para Cuba, no carnaval, quando Aldo carregou a tiracolo a mulher, o filho e assessores.

A justificativa para levar a família pra Havana é a de que havia um convite oficial do governo cubano. Porém, na lista oficial da comitiva o nome dos dois, mulher e filho, inexiste.

E não se assuste caro leitor, mas, o preço de uma viagem no percurso entre Brasília e Havana está cotado em cerca de R$ 5.500 em avião de carreira.

Portanto, vale aquela pergunta irônica que tem sido feita nas redes sociais e sites: Até tu, Aldo? É que ele se junta ao também alagoano, Renan Calheiros, presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, que usaram os jatos oficiais para compromissos, digamos, particulares.

O primeiro levou a mulher a uma festa de casamento da filha de um colega do Senado. O segundo deu carona a uma penca de parentes para se deliciar com um jogo da seleção brasileira durante a Copa das Confederações.

Só pra não dizer que não falamos de todos, o campeão da mamata nos aviões da FAB foi Alexandre Padilha, o dinâmico e atuante ministro da Saúde da presidente Dilma Rousseff, que embarcou e desembarcou 110 vezes, principalmente para São Paulo, onde tem residência.

Voltando a falar do alagoano Aldo Rebelo, ele rebateu a questão da viagem por meio de nota, dizendo que não foi passear em Cuba.

Tudo bem, meu caro alagoano de Viçosa, mas só uma perguntinha: Autoridade, se a viagem foi a trabalho e a convite do governo cubano, qual o motivo de levar na possante aeronave a mulher e o filho? Na nota, Aldo não responde a esse questionamento.

Abaixo, na íntegra, a nota do ministro do Esporte Aldo Rebelo:

Nota de esclarecimento: Viagem a Cuba foi a trabalho

A viagem do ministro Aldo Rebelo a Cuba foi amplamente divulgada pelos meios do próprio Ministério do Esporte e veículos da imprensa nacional e estrangeira.

Foi uma missão oficial. "Não fui passear em Cuba. Fui trabalhar, como mostra a agenda", afirma Aldo. Durante os dias em que permaneceram em Cuba, os dirigentes do Ministério do Esporte cumpriram vários compromissos.

O ministro foi recebido pelo vice-presidente do Conselho de Ministros da República de Cuba, Miguel Díaz, e pelo vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Rogerio Sierra e se reuniu duas vezes com o presidente e diretores do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (INDER) e com a direção da empresa Cubadeportes. Além disso, o ministro do Esporte visitou a Universidade das Ciências, Cultura Física e Deporte Manuel Fajardo.

Nesses encontros, foi concretizada a criação de grupos de trabalho e intercâmbio entre Brasil e Cuba neste período de preparação dos atletas brasileiros e da infraestrutura esportiva do Brasil para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O ministério do Esporte e o INDER assinaram o acordo que cria o Grupo de Trabalho de Acompanhamento do Programa de Atividades para o triênio 2013/2016.

O secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, e o diretor executivo da Agência Brasileira de Controle de Dopagem, Marco Aurelio Klein, também concretizaram acordos de cooperação em Havana.

Cuba vai colaborar com o Brasil na formação de fiscais de controle de dopagem. No futebol, o Ministério do Esporte, em parceria com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro, vai oferecer um curso de árbitros para os cubanos. Os três melhores classificados farão estágio na federação carioca. Além disso, estão sendo acertadas as condições para que jogadores de futebol da categoria sub 20 também sejam recebidos para treinamentos em clubes brasileiros.