Voney Malta

Seria o MPF uma megagrampolãndia? Collor investiga

Essa é a pergunta que tem sido feita em todo o País depois que alguns dados astronômicos foram apresentados em relatório apresentados no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Através do comando do Procurador-Geral Roberto Gurgel foram grampeados cerca de 20 mil telefones em todo o Brasil até meados de maio deste ano.

O relatório revela, ainda, que investigações de promotores e procuradores monitoraram quase 300 e-mails e que 9.558 pessoas são investigadas. E mais: Os números só não são maiores, mas devem ser, porque alguns Estados nada informaram – Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Piauí e Maranhão -, e outro, São Paulo, enviou dados incompletos.

O assustador disso tudo é que, de acordo com o conselheiro do CNMP, Fabiano Silveira, inexiste “rotina de inspeção nos grampos usados nas investigações realizadas pelo Ministério Público, algo que o Conselho deveria fazer”.
 

Ora, se não há inspeção, se inexiste qualquer controle, corre-se o risco de abusos, de ilicitudes e outras coisas mais. Imagine o risco – repito, pela falta de controle dos atos – que corremos de os direitos individuais, o sigilo, a vida privada, serem violados. Quando não há controle, o descontrole e os abusos podem prosperar e imperar.

E onde entra o senador Fernando Collor nessa história? Vamos a ela: No blog Conversa Afiada desta sexta-feira (9), do jornalista Paulo Henrique Amorim, está publicado ofício do Senado Federal em que o senador Fernando Collor faz uma série de inquirições ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, para que informe se o ministério Público da União faz interceptações telefônicas, se é sua missão constitucional, se fez licitação e como adquiriu tais equipamentos e que tipos de equipamentos ou sistema são utilizados, entre outras questões.

Fala-se, na verdade, que o Ministério Público da União comprou e está utilizando um megagrampeador, o sistema Guardião.

Mais informações no link http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/08/09/collor-tranca-o-gurgel-dentro-do-guardiao/ onde você lê o texto do jornalista Paulo Henrique Amorim e tem acesso aos detalhes das informações solicitadas pelo senador Collor, e o posicionamento do Senado com as justificativas encaminhadas ao Procurador-Geral, inclusive com documetos oficiais.
 

 

 

Em nota, Serra nega envolvimento em corrupção no metrô de São Paulo

O esquema teria começado no governo de Mário Covas (PSDB). Multinacionais participavam de um cartel. Combinavam preços, ganhavam o serviço (licitação), cobravam mais caro e beneficiavam os tucanos com recursos.

 O ex-governador São Paulo, José Serra, também é citado, assim como o atual, Geraldo Alckmin. Todos negam. Entretanto, o fato é que as investigações atingem em cheio as principais lideranças políticas do partido, com exceção do senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável candidato do partido à Presidência da República.

Quanto a José Serra, a simples suspeição do seu envolvimento no caso atinge em cheio a sua estratégia de ser candidato a presidente pelo PSDB ou, como vinha articulando, numa outra sigla, provavelmente o PPS.

O ex-governador é acusado pela multinacional alemã Siemens de propor um entendimento na disputa pela aquisição de 40 novos trens para não travar uma licitação. Serra nega, em nota, publicada em sua página no Facebook. Porém, o nome dele é citado em emails trocados entre executivos da multinacional.

Abaixo a nota do ex-governador José Serra:

A concorrência para compra de 40 trens de São Paulo, realizada em 2008, foi uma verdadeira ação anti-cartel, de defesa do Estado e dos usuários de transportes.

Ganhou a CAF, uma empresa espanhola que ofereceu o menor preço. O Estado economizou cerca de 200 milhões de reais. E ganhou 40 trens novos, para transporte coletivo.

A Siemens, empresa alemã, ofereceu preços bem mais altos. Por isso perdeu, ficando em segundo lugar. Diga-se que não recebeu nenhum tipo de compensação. Não foi subcontratada nem ganhou contratos novos. Ou seja, os fatos sugeridos nesse(s) email(s) de executivo(s) da Siemens não aconteceram.

A fim de anular a concorrência, a Siemens entrou com vários recursos na esfera administrativa e na Justiça, mas não teve êxito. O Governo de São Paulo ganhou na instância final, do STJ. Prevaleceu então a concorrência realizada e os preços mais baixos.

O Banco Mundial, que financiou o projeto, supervisionou e aprovou toda a licitação.

Como se comprova com facilidade não houve nenhum acordo com empresas para limitar a concorrência. Pelo contrário, o governo e sua secretaria de Transportes Metropolitanos defenderam a concorrência e os preços menores, em benefício da população paulista.

 

O governador, a Assembleia Legislativa e o bate e volta

É do conhecimento da opinião pública a grande influência que o governador Vilela tem no parlamento alagoano. A relação é profunda do ponto de vista profissional e político. Tanto que os parlamentares negaram solicitação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para processar o governador denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha e peculato no caso da operação Gautama.

Relação tão harmoniosa, digamos assim, que nos últimos três anos os créditos suplementares – recursos repassados além da previsão orçamentária -, destinados à Assembleia alcançou a quantia de R$ 33.104.005,77. E tudo perfeitamente legal, conforme atestou o Ministério Público após procedimento investigativo.

Repasse de recursos acima do duodécimo explica a harmoniosa relação política ente Vilela e o Legislativo. Some-se a isso ter o comando do Poder Legislativo através do presidente Fernando Toledo. Além disso, Vilela e Toledo são os usineiros e filiados a Cooperativa da classe. Daí o entendimento para a profunda relação política e profissional de ambos.

Deduzo, portanto, que os problemas de supostas irregularidades denunciadas pelo deputado João Henrique Caldas na ALE também atingem o senhor governador. Ainda mais quando o chefe do Executivo diz à imprensa que conversou com Fernando Toledo e está tranqüilo quanto às denúncias.

Bom, quanto ao bate e volta, é o seguinte: O governador Vilela manda recursos acima do previsto no Orçamento e tem de volta todos os favores políticos da ALE.

Favor por favor, isso é o bate volta, acredite, certo?

Com relação ao pedido de afastamento da Mesa Diretora feita por deputados da oposição, ou criação de CPI para apurar as denúncias, tudo não passa de uma ilusão. Não vão conseguir. Chance política zero. A maioria dos deputados não quer e o próprio governo não tem interesse nenhum em prolongar a crise e a exposição pública de amigos e aliados.

Afinal de contas, é para isso que serve o bate e volta.

OBS - A única chance de afastamento da Mesa Diretora explico na postagem feita no dia 2 deste mês: "Lei permite que MPE peça afastamento da Mesa da Assembleia".

Link - http://cadaminuto.com.br/noticia/221984/2013/08/02/lei-permite-que-mpe-peca-afastamento-da-mesa-da-assembleia

 

 

O MP, os prefeitos e a Mesa da Assembleia

Publicamente nada é dito, mas nos bastidores, em tom de ironia e revolta, alguns prefeitos estão reclamando da atuação do Ministério Público no caso das supostas irregularidades cometidas pela Mesa da Assembleia denunciadas pelo deputado João Henrique Caladas (PTN). Por coincidência, escutei o questionamento de três gestores, em locais diferentes, sendo um num consultório odontológico, o segundo numa escola particular e o último durante uma corrida na orla de Jatiúca.

De forma geral, os prefeitos reclamam que se as denúncias fossem contra uma prefeitura o afastamento e a prisão do gestor e de auxiliares já teria sido pedido e efetivado.  Com a Assembleia isso não ocorre. Essa situação também tem sido motivo de observação por parte de alguns advogados. Isso é o que corre à boca miúda no meio político e jurídico.

Com quem conversei afirmei que duvidava do possível tratamento diferenciado. O que deve estar ocorrendo é o Ministério Público está se cercando de todas as informações necessárias para agir, o que pode ocorrer a qualquer momento. Tanto que o procurador-geral de Justiça, Sérigio Jucá, tem trocado informações com a Polícia Federal e a Receita Federal.

 Agora, realmente, quando é um prefeito o suspeito de irregularidade as algemas chegam com muita rapidez aos punhos e o sol nasce quadrado.

 

 

 

Em artigo, FHC diz que a hora das oposições tomarem o poder é agora

Mensalmente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) publica um artigo. Dessa vez, faz uma avaliação sobre o quadro político, interpreta o protesto popular que varreu as principais cidades do País e faz duras críticas ao ex-presidente Lula.

Principal cabeça pensante da oposição, FHC vê o momento político brasileiro como uma oportunidade, responsabiliza Lula pelo clientelismo e corrupção, compara-o a Macunaíma e chama as oposições para entenderem que o momento é para alterar a forma de se fazer política por conta da perda de credibilidade dos partidos e dos políticos.

Abaixo o artigo do ex-presidente:

Cartas na mesa - FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Saí do Brasil depois que as manifestações populares provocaram um tsunami na avaliação dos principais dirigentes políticos. Na Europa, o noticiário repercute a recidiva da crise egípcia, a volta da incerteza na Tunísia, a continuidade trágica da guerra civil síria, os atentados sem fim no Paquistão e no Afeganistão, enfim, uma rotina de tragédias preanunciadas que, vistas de longe, parecem "coisas do Terceiro Mundo" Enquanto isso, a China vai encolhendo sua economia, os EUA confiam na recuperação e a Europa se contorce em ajustes sem fim. Do Brasil ecoam apenas os passos do papa, por vezes tocando o solo lamacento dos ermos para onde o levaram em sua pregação.

De nossas aflições financeiras os mercados externos só eventualmente tratam, mas delas sempre se cuidam, retirando suas aplicações ao primeiro sinal de alarme. Do desabamento político poucas referências há. Embora nenhuma crise de legitimidade tenha sido o gatilho do torvelinho popular, este terminou por mostrar que existe algo parecido com ela. Se de nossa política a mídia ocidental cuidasse, talvez visse que nem só na África e no Oriente Médio há um desencontro entre o poder e o povo. Há algo que não está funcionando direito na política, mesmo nas partes mais longínquas do Ocidente, como a América do Sul. Há um elo nesse desarranjo: as sociedades urbanas de massas, agora hiperconectadas pela internet, sentem-se mal representadas pelos que as comandam. Isso vale tanto para nós como para a Itália, a Espanha, a Grécia ou Portugal, assim como valeu para a Islândia ou pode vir a valer para outras regiões onde, além da crise de legitimidade política, choques culturais e religiosos acrescentem outra crise à de identidade.

Em nosso caso, como nos demais países ocidentais, o fator geral mais evidente que condiciona e possibilita o surgimento do mal-estar político deriva da grande crise financeira de 2007/8. Mas seria enganoso pensar que basta retomar o ritmo do crescimento da economia e tudo se arranja. É melhor ter cautela e reconhecer que, uma vez visto o rei nu, sua magia se desfaz ou engana menos incautos. As novas formas de sociabilidade criadas pelos meios diretos de informação e comunicação estão a requerer revisão profunda no modo de fazer política e nas instituições em que o poder se exerce. A desconfiança nos partidos e nos políticos é generalizada, embora não atinja o mesmo grau em todos os países, nem as instituições desabem ou sejam incapazes de se aprimorar. Até agora os efeitos construtivos da pressão popular sobre as instituições - salvo na Islândia - estão por se ver. Mas basta haver eleições para que os governos (de esquerda, de direita ou o que mais sejam) caiam, como cairia o nosso se as eleições fossem em breve.

A questão é complexa e há responsáveis políticos, em maior ou menor grau. Para começar, o , governo Lula zombou da crise, era uma "marolinha", e seguiu funcionando, fagueiro, como se nada precisasse ser feito para ajustar o rumo. Houve, portanto, uma avaliação errada da conjuntura. Mas houve outras barbeiragens. O lulopetismo, arrogante, colocou a lanterna na popa do barco e, rumando para o , passado, retomou as políticas dos tempos militares geiselianos como se avançasse intrépido para o futuro. Tome subsídios para pobres e ricos, mais para estes que para aqueles, mais sem razão ao ajudar os ricos mais que os pobres. Perceberam tarde que o cobertor era curto, faltaria dinheiro. Se há problemas, tome maquiagem: o Tesouro se endivida, pega emprestado dinheiro no mercado, repassa-o ao BNDES, que fornece os mesmos recursos aos empresários amigos do rei. Toma-se dinheiro a, digamos, 10% e se concede a 5%. Quem paga a farra: eu, você, os contribuintes todos e os consumidores, pois algo dessa mágica desemboca em inflação.

A maquiagem fiscal já não engana: mesmo o governo dizendo que sua dívida líquida não aumenta, quem sabe ler balanços vê que a dívida bruta aumenta e os que investem ou emprestam, nacionais ou estrangeiros, aprenderam muito bem a ler as contas. Deixam de acreditar no governo. Mais ainda quando observam sua ginástica para fingir que é austero e mantém o superávit primário.

Não é só. Em vez de preparar o Brasil para um futuro mais eficiente e decente, com regras claras e competitivas que incentivassem a produtividade, o "modelo" retrocedeu ao clientelismo, ao protecionismo governamental e à ingerência crescente do poder político na vida das pessoas e das empresas. E não apenas graças a características pessoais da presidenta: a visão petista descrê da sociedade civil, atrela-a ao governo e ao partido, e transforma o Estado na mola exclusiva da economia. Pior e inevitável, a corrupção, independentemente dos desejos de quem esteja no ápice, vem junto. Tal sistema não é novo, foi coroado lá atrás, ainda no primeiro mandato de Lula, quando se armou o mensalão. Também neste caso há responsáveis políticos e nem todos estão na lista dos condenados pelo Supremo.

Com ou sem consciência de seus erros, o petismo é responsável por muito do que aí está. Não por acaso seu líder supremo, depois de longo silêncio, ao falar foi claro: identificou-se com as instituições que as ruas criticam e, como Macunaíma, aconselhou a presidenta a fazer oposição a si mesma, como se governo não fosse...

Se as oposições pretenderem sobreviver ao cataclismo, a hora é agora. O Brasil quer e precisa mudar. Chegou o momento de as vozes oposicionistas se comprometerem com um novo estilo de política e de assim procederem. Escutando e interpretando o significado do protesto popular. Sendo diretas e sinceras. Basta de corrupção e de falsas manias de grandeza. Enfrentemos o essencial da vida cotidiana, dos transportes à saúde, à educação e à segurança, não para prometer o milagre da solução imediata, mas a transparência das contas,das dificuldades e dos propósitos.

E não nos enganemos mais: ou nos capacitamos para participar e concorrer num mundo global áspero e em crise ou nos condenaremos à irrelevância.

 

Lei permite que MPE peça afastamento da Mesa da Assembleia

Vanessa Alencar/CadaMinuto 13753886639512 Deputado Fernando Toledo

No furacão de supostas irregularidades que atinge os gestores da Assembleia Legislativa, um novo fato está prestes a estourar, como você deduz pelo título.

É que uma lei recente, de 2011, a 12.403, que consta no novo texto do Código de Processo Penal, possibilita aos magistrados, desde que provocados pelo promotor de Justiça ou do delegado de polícia, o afastamento de servidor público ou ocupantes de mandato eletivo.

Para tanto, é preciso que exista possibilidade de cometimento de novas infrações penais, como ameaça de testemunhas, falsificação de documentos, por exemplo.

O  artigo 319 é claríssimo:

Art. 319. São medidas cautelares diversas da prisão: (Alterado pela L-012. 403-2011)

VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais;

Diante disso, é certo que o procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá pode estar preparando o pedido de afastamento da Mesa da Assembleia, ou pelo menos avaliando com profundidade tal possibilidade.

Caso você queira mais detalhes sobre a lei: http://www.dji.com.br/leis_ordinarias/2011-012403/2011-012403.htm

Ministério da Justiça prorroga apoio da Força Nacional em Alagoas

CadaMinuto 13688388421062 Equipes da Força Nacional

De acordo com informação publicada na Agência Brasil, o Ministério da Justiça decidiu prorrogar a presença da Força Nacional na continuidade dos sobrevoos dos policiais em helicópteros.

Dessa forma, permanece a fundamental presença do Governo Federal dando total apoio as operações de segurança em Alagoas. Se os resultados estatísticos e o sentimento de insegurança da população são os piores, imagine se não tivéssemos o apoio da União. Certamente estaríamos em pânico.

Abaixo, texto publicado pela Agência Brasil:

Portaria publicada hoje (2) no Diário Oficial da União pelo Ministério da Justiça prorroga o apoio da Força Nacional nas operações de aviação policial em Alagoas. As ações da força no estado fazem parte do Programa Brasil Mais Seguro, que tem o objetivo de reduzir a criminalidade em cidades onde há  mais registros de violência e de capacitar policiais.

De acordo com o Ministério da Justiça, a prorrogação do apoio permitirá a continuidade dos sobrevoos dos policiais em helicópteros, especialmente nas favelas das cidades localizadas em vales de difícil acesso. Os helicópteros são fundamentais para as atividades de inteligência, já que em muitos desses locais só é possível chegar por meio de motocicletas.

Alagoas, Paraíba, o Rio Grande do Norte e, mais recentemente, Sergipe foram os primeiros estados a implantarem o Programa Brasil Mais Seguro. O objetivo do programa é o combate ao crime organizado, e a promoção de ações estruturantes nas áreas de perícia e Justiça Criminal. Prevê também ações de repressão policial qualificada, o que inclui monitoramento e a ocupação de áreas onde são registrados os maiores índices de crimes violentos.

 

O cerco ao Poder Legislativo. MCCE entra no ringue

O que é ruim tem tudo para piorar, diz o ditado. Não bastasse o deputado estadual João Henrique Caldas e o Ministério Público Estadual estarem pisando nos calcanhares da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, agora é a vez do Movimento de Combate á Corrupção Eleitoral.

O responsável pelo MCCE em Alagoas, Fernando CPI, encaminhou um ofício ao Legislativo – tendo como base à Lei de Acesso a Informações Públicas -, solicitando a movimentação financeira do Poder referente a todo o ano de 2012 até julho deste ano.  Os dados pedidos são: Receita, despesa, custeio, valoro duodécimo recebido e a relação de todos os funcionários comissionados ou não, até a presente data.

Caso as respostas não sejam disponibilizadas em 20 dias, O MCCE vai entrar com um mandado de segurança. O ofício foi encaminhado ao presidente Fernando Toledo (PSDB).

Também foi encaminhado documento semelhante ao presidente da Assembleia solicitando que todos os deputados estaduais disponibilizem a relação de funcionários lotados em seus gabinetes com os nomes e os vencimentos.

A Lei de Acesso a Informações estabelece prazos para que sejam repassadas as informações ao solicitante. A resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou em até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias.

Parece que as vozes dos manifestantes que foram as ruas ainda ecoam por melhorias no serviço público e contra a corrupção.

A chapa está esquentando.

Abaixo, um resumo do que é a Lei de Acesso a Informações:

Acesso à Informação no Brasil

A Lei nº 12.527, sancionada pela Presidenta da República em 18 de novembro de 2011, tem o propósito de regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas e seus dispositivos são aplicáveis aos três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

A publicação da Lei de Acesso a Informações significa um importante passo para a consolidação democrática do Brasil e também para o sucesso das ações de prevenção da corrupção no país. Por tornar possível uma maior participação popular e o controle social das ações governamentais, o acesso da sociedade às informações públicas permite que ocorra uma melhoria na gestão pública.

No Brasil, o direito de acesso à informação pública foi previsto na Constituição Federal, no inciso XXXIII do Capítulo I - dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos - que dispõe que:

“todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.

A Constituição também tratou do acesso à informação pública no Art. 5º, inciso XIV, Art. 37, § 3º, inciso II e no Art. 216, § 2º. São estes os dispositivos que a Lei de Acesso a Informações regulamenta, estabelecendo requisitos mínimos para a divulgação de informações públicas e procedimentos para facilitar e agilizar o seu acesso por qualquer pessoa.

A Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, cria mecanismos para tornar efetivo o direito previsto na Constituição.

Ao regulamentar esse direito, a Lei torna essencial o princípio de que o acesso é a regra, e o sigilo é a exceção, consolida e define o marco regulatório sobre o acesso à informação pública sob a guarda do Estado e estabelece procedimentos para que a Administração responda a pedidos de informação do cidadão.

A resposta a uma solicitação de acesso à informação pública requer metodologia, ou seja, é necessário processar o pedido e garantir ao requerente a entrega do dado. Para isso, a Lei de Acesso a Informações estipula:

- procedimentos, normas e prazos para o processamento dos pedidos de informação;
- a criação de um Serviço de Informações ao Cidadão em todos os órgãos e entidades do poder público;
- que órgãos e entidades públicas devem divulgar informações de interesse coletivo, sobretudo por meio da Internet, salvo aquelas cuja confidencialidade esteja prevista no texto legal;
- mecanismos de recurso em caso de negativa de acesso à informação.

Governador Vilela “terceirizou” a Segurança Pública?

A visão do PSDB é a de que terceirizar o máximo possível a administração pública é o ideal. Aqui em Alagoas a gente vê isso na saúde, por exemplo, questão que é motivo de reclamações e críticas de lideranças de diversas categorias que por lá exercem o seu ofício.

Agora, jamais imaginei que até a gestão diária da segurança pública seria, digamos, “terceirizada”. E isso está ocorrendo efetivamente. Basta vermos o papel que vem desempenhando o Conselho Estadual de Segurança. Ora faz visitas para reafirmar que delegacias não funcionam em horário comercial e, por último, mandou que médicos da PM fossem trabalhar no IML.

Que eu saiba, o gestor principal da área é o coronel Dário César, secretário de Defesa Social, e na PM manda o coronel Dimas Barros Cavalcante. Publicamente não foi dito se os dois principais responsáveis pela segurança teriam sido consultados para, pelo menos, darem uma opinião administrativa sobre a realocação de médicos militares do Hospital da PM para o IML. Nem também foi dito se o governador Vilela, o verdadeiro comandante escolhido duas vezes pelas urnas, foi consultado.

Que é importante o papel desempenhando pelo Conselho não há nenhuma dúvida. Mas, e quanto ao papel dos comandantes da segurança e do próprio governador nessa história, qual será?

Entretanto, onde não há desempenho satisfatório alguém pega as rédeas, toma o comando e dirige a situação. É o que parece está ocorrendo com a segurança que ao governador Vilela cabia cuidar e comandar.

Mas, é preciso dizer que os responsáveis pela área de segurança – Dário César e Dimas Barros- são capazes e preparados. O que não conseguem fazer é uma limonada sem limões, ou seja, sem efetivo, sem recursos e sem um governante interessado efetivamente em participar, determinar, enfrentar e priorizar os desafios; as dificuldades e a crise não cessam. É o que temos visto e sofrido diariamente.

Deduzo, então, que o Conseg está tomando pra si esse papel. É claro que está tirando o cobertor dos policiais militares com a transferência dos médicos. Talvez, ao perceber que a solução para o IML não avance, volte os olhos para determinar que o governo contrate médicos legistas e dê-lhes condições de trabalho. E que também contrate policiais civis e militares e dê-lhes local digno de trabalho.

Caso contrário, melhor entregar definitivamente a segurança para o Conselho de Segurança. Quanto aos outros órgãos da administração pública – saúde e educação, por exemplo, talvez seja melhor criar novos Conselhos ou fazer com que os que existem assumam as rédeas. Essa talvez seja a melhor forma para um governante se dizer democrático e não assumir o seu verdadeiro papel, governar.  

 

 

Vilela, as promessas, e as jogadas de marketing político eleitoral

Lá se vão sete anos de governo tucano em Alagoas sem que tenhamos avançado de maneira concreta e segura na melhoria dos indicadores sociais e econômicos.
É ser repetitivo, bem sei, reescrever que a segurança, saúde, geração de emprego e renda e educação não avançaram, não melhoraram, estão em péssimas condições, apesar do total apoio do governo da presidente Dilma através de recursos para obras via programas do Governo Federal e de emendas do Orçamento da União alocadas pra essas bandas pela bancada federal.

Criticado duramente nos últimos meses pela oposição, o governador Vilela até que tentou responder, mas desistiu, recuou, mergulhou num silêncio profundo e agora emerge tentando construir uma agenda positiva.

Essa agenda é mais uma estratégia de marketing na tentativa de dar movimento a um governo que não consegue avançar nas questões fundamentais para a população.

Na tentativa de dar esse movimento, o governador Vilela visitou secretarias, anunciou a duplicação da via expressa – neste caso sem dizer que a Prefeitura de Maceió é parceira e quem conseguiu os recursos foi o senador Benedito de Lira -, construção de ciclovias e a construção de um Hospital Metropolitano.

O danado é que sequer assinou a ordem de serviço. Como a estratégia é da equipe de marketing do governo, a assinatura deve ficar para o final deste ano ou início do próximo.

É assim que se cria esperança na população. Além do mais, como 2014 é ano de eleição, tais promessas serão utilizadas durante a campanha eleitoral. É só jogada eleitoral preparatória, apenas isso.

E enquanto observamos a jogada, vejam só a dura realidade de outras questões que não foram resolvidas pelo PSDB – e não vou tocar em delegacias, hospitais, escolas, na campanha das velinhas e no lema “Nunca se fez tanto” -, mas no caso dos buracos que infestam as rodovias alagoanas e colocam a vida dos condutores e pedestres em risco.

As rodovias AL 101 Sul e Norte estão esburacadas. Fundamentais para o desenvolvimento do negócio turismo, até hoje nenhum estudo foi feito pelo governo Vilela para resolver o problema definitivamente.

Assim, somos alimentados por promessas e jogadas de marketing político eleitoral.

Apenas isso.

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