A visita confirmada, anunciada e divulgada pela assessoria do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acontece nesta terça-feira (27). Ao que parece, a presidente Dilma Rousseff está estreando uma nova relação com a classe política, especialmente com o principal aliado do PT, o PMDB.

Além de ter sofrido grandes derrotas em votações na Câmara e no Senado nas últimas semanas, Dilma também teve muitas dificuldades em aprovar projetos simples, mas de interesse do governo, sem falar das duras críticas que recebeu de lideranças do PMDB, do próprio PT, entre outros aliados.

A ida da presidente é o cumprimento de uma garantia dada por ela a Renan Calheiros que o receberá semanalmente para ouvir conselhos e opiniões, esteja ele acompanhado ou não por outras lideranças do PMDB. Quem pavimentou essa estrada de entendimento foi o ex-presidente Lula, de olho em 2014 e na manutenção dos pemedebistas na base de apoio.

Abaixo, nota divulgada pela assessoria do senador:

O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou a vinda da presidente Dilma Rousseff ao Senado, nesta terça-feira, dia 27.

Segundo Renan, a presidente Dilma participará da sessão solene e receberá o relatório final da CPMI (Comissão Mista de Inquérito) da violência contra a mulher.

A Comissão mista que investigou a violência contra a mulher no país funcionou durante 18 meses, realizando 37 reuniões e 30 audiências públicas em vários estados do país.

 O relatório da CPMI da Mulher que será entregue à presidente Dilma Rousseff, nesta terça-feira (27), com mais de mil páginas, revela que, nas três últimas décadas, 92 mil mulheres foram assassinadas no Brasil.

São 4,6 homicídios por 100 mil vítimas do sexo feminino, o que coloca o Brasil na sétima posição em assassinatos de mulheres no mundo.

O texto oferecerá sugestões, além de 14 projetos visando fortalecer o combate à violência contra a mulher.

Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros, a sessão solene também vai celebrar a Lei Maria da Penha, criada em agosto de 2006.