A empresa ESTRE, responsável pela gestão do aterro sanitário de Maceió, nem mal começou a enfrentar uma forte fiscalização do IMA a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e já começa a enfrentar uma nova polêmica.

É que a empresa protocolou na SLUM (Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió) pedido para criar um Consórcio Metropolitano. Na prática, significa trazer para o aterro da capital, localizado no Benedito Bentes, todo tipo de resíduos das cidades da grande Maceió. No primeiro momento o aterro seria compartilhado com Marechal Deodoro.

Soube que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) odiou a ideia. Ora, se o aterro não está dando conta de atender ao que é produzido no município, como poderia atender a outros, questionam membros do governo municipal?

Pois bem, através do secretário de Comunicação, Clayton Santos, nos chega a informação que a SLUM ainda não respondeu, oficialmente, ao pedido da ESTRL, mas adianta que não há nenhum interesse na criação do tal consórcio metropolitano.

Inclusive, alguns questionamentos são levantados pela SLUM:

1 – Impacto ambiental: O aterro foi dimensionado para funcionar por um período de 20 anos, atendendo apenas a Maceió.

2 – Custo : Vai baixar o custo mensal que é pago pela prefeitura?

Obs -  A prefeitura paga a empresa cerca de R$ 5 milhões mensais para cuidar dos resíduos da capital.

3 – Logística: Como será feito o recolhimento e transporte uma vez que os veículos usam as vias do Benedito Bentes?

 Embora a prefeitura já demonstre ser contrária, a empresa terá que apresentar uma resposta a esses questionamentos.

Os problemas ficam ainda mais claros, e bem maiores, quando o IMA declara ao Jornal Gazeta de Alagoas desta quarta-feira (04), que encontrou problemas de drenagem e de cobertura de lixo, além do carreamento de resíduos para áreas inadequadas.

A questão ambiental, o fluxo de caminhões, os custos, a situação do Benedito Bentes, tudo tem que ser muito bem avaliado.

Aliás, será que a Câmara Municipal vai entrar nessa discussão?