A pesquisa eleitoral realizada pelo Ibrape e divulgada pelos veículos de comunicação do Cada Minuto revelam uma fotografia apenas e deixam um enorme espaço para curiosidades, interpretações e análise de cenários e nomes de políticos que precisam ser visto e revistos. Entretanto, pesquisa eleitoral é assim mesmo porque serve para atender ao pedido do cliente - aqui me refiro a parceria existente entre o Ibrape e o Cada Minuto -, ainda mais quando falta mais de um ano para o pleito.
Como cidadão e eleitor senti falta de alguns dados que considero de extrema importância para um maior entendimento, os quais poderiam servir bastante para o atual momento do quadro eleitoral. Um dos exemplos que cito é o de não haver números referentes à rejeição dos prováveis candidatos ao governo e ao senado.
Outra questão foi a não inclusão do senador Fernando Collor como candidato a governador. A participação dele poderia mudar completamente o resultado da atual pesquisa, principalmente porque até o momento não foi desmentido que o senador não disputará a eleição para governador, embora a preferência seja pela renovação do atual mandato.
Além de Collor, a inclusão do ex-prefeito Cícero Almeida, do ex-governador Ronaldo Lessa, do ex-prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa e da atual Célia Rocha e até do médico José Wanderley poderiam, também, trazer fortes alterações. Caso essas alterações fossem confirmadas os nomes que citei mostrariam influência no pleito e musculatura política para pleitearem uma candidatura como vice, ou até mesmo entrar na disputa majoritária para governador ou senador.
Luciano Barbosa e o médico Wanderley são nomes ligadíssimos ao senador Renan Calheiros. Portanto, peças que ele pode usar na mesa de negociações visando 2014. Ronaldo Lessa, e Cícero Almeida, teriam qual influência nas eleições de 2014 e em qual, ou quais, regiões de Alagoas? Ou não teria nenhuma?
Assim, não deu pra saber qual candidato se olha no espelho e pergunta: Espelho meu, espelho meu, existe candidato melhor do que eu?
A resposta fica para as próximas pesquisas, com muita expectativa e um cenário, quem sabe diferente. Como me explicou o responsável pelo Ibrape, Francivaldo Diniz, a pesquisa analisou o cenário com os nomes apresentados e o resultado retratado é exato. Outras pesquisas serão realizadas, certamente. A fotografia será outra e o cenário também.
Como quase sempre a política mostra semelhança com as novelas, somente em outubro de 2014 termina essa parte da história da política alagoana. Até lá pode haver troca de casais, personagem que conquiste simpatia ou antipatia do telespectador, o mocinho de hoje pode ser o bandido de amanhã, enfim, as cenas dos próximos capítulos apenas estão começando a serem escritas.
Até lá, tudo pode acontecer, inclusive nada.