Os próximos dias deverão trazer novidades sobre as denúncias de supostas irregularidades cometidas pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa na folha de pagamento.
O desfecho da trama que envolve dinheiro público ainda está longe de ser concluído, mas as investigações sobre o suposto desvio de recursos públicos através de elevados valores depositados nas contas de servidores da Assembleia está seguindo um profundo e organizado trabalho de investigação.
O MPE vem cruzando dados de servidores que estão na lista de pagamento entregue pelo deputado João Henrique Caldas. A partir dos nomes desses servidores o Ministério Público está investigando algumas prefeituras.
O objetivo, entre tantos, é descobrir se há relação pessoal e profissional entre alguns servidores e toda uma intrincada rede política, como se fosse uma teia de aranha. Para ajudar e agilizar o trabalho de depuração de dados um importante sistema informatizado está sendo utilizado.
Se for ou não um megagrampeador, eu não sei. Agora, sei que o Ministério Público Federal adquiriu e utiliza um megagrampeador batizado de Sistema Guardião, capaz de monitorar milhares de pessoas com seus telefones e avaliar dados.
Até que ponto os MPEs podem se utilizar desse sistema, não sei. Com também não sei se o Ministério Público tem o seu próprio sistema de monitoramento. Mas, sei que no caso da investigação na ALE há o uso de um sistema moderno e atualizado.
Nos próximos dias o deputado João Henrique Caldas será chamado pelo Ministério Público para formalizar oralmente as suas denúncias.
Pra quem não sabe o chefe do Ministério Público de Alagoas, Sérgio Jucá, sempre teve o hábito de concluir o trabalho iniciado.
