A escolha de um economista para a Comunicação do governo de Vilela significa total desrespeito a jornalistas, radialistas, publicitários e relações públicas. A justificativa de que o novo secretário, o economista Keylle Lima, é um excelente gestor, faz parte da tática do “me engana que eu gosto”.

Ora, convenhamos, se a questão é meramente de gestão, sugiro a colocação de um psicólogo ou psiquiatra na secretária da Fazenda. Um profissional com tal qualificação seria capaz de compreender o que se passa na cabeça dos sonegadores e dos usineiros.

Seguindo esse raciocínio, outra sugestão seria um membro do Sinteal na Educação, ou o pai, ou a mãe, de um aluno de escola pública. Ou melhor, que tal  um pai professor e membro do Sindicato? Um profissional assim entenderia o sofrimento enfrentado pelos alunos e as necessidades dos servidores. Claro que o nível de escolaridade seria uma exigência para assumir tal cargo.

Continuando o tal critério de excelente gestor de uma área desconhecida, sugiro um delegado ou um coronel na Saúde. O objetivo seria dar ordem e organização para que o cumprimento de horários nos hospitais seja feito com rigor e para que nada faltasse.

E na Defesa Social é que é preciso inovar mesmo. A minha sugestão é colocar alguém que saiba trabalhar o desenvolvimento motivacional dos colaboradores, policiais civis, militares e o pessoal administrativo. Acredito que um profissional com essa capacidade seria capaz de reduzir a insatisfação dos chatos dos policiais civis que reclamam de tudo e dos PMs que, em número reduzido e trabalhando demais, não dão conta do combate a criminalidade.

cAgora, falando sério, a impressão que tenho é que temos gente no governo que administra tendo como lema a filosofia do cantor Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”.

E, de novo, falando sério, a verdade é que a saída de Rui França, indicado para o cargo por Biu de Lira por ter sido o responsável pela sua vitoriosa campanha para o senado em 2010, é um bico na canela do senador. O resto, essa historinha sobre a necessidade de um gestor, é conversa pra boi dormir. Rui França estava incomodando a pessoas influentes dentro do governo pelas suas ligações com Biu de Lira, que quer ser o candidato a governador do grupo palaciano.

E antes que você, leitor, pense que o vice José Thomaz Nonô seria um dos insatisfeitos e que tem envolvimento com o caso, digo que não. O sonho de consumo do governador Vilela é que o senador Renan Calheiros seja ou indique um candidato a governador e que o candidato a senador em 2014 seja ele, Téo, claro. Este é o acordo tentado e intensamente desejado pelo governador e seus homens gestores de confiança.

Portanto, se Benedito de Lira tomou o primeiro chega pra lá ao perder alguém de confiança comandando um órgão com muitos recursos e que mantém contatos diretos e constantes com produtoras, agências de publicidade e meios de comunicação, o próximo a receber o seu chega pra lá será Thomaz Nonô, que também almeja ser o candidato majoritário do grupo.