Voney Malta

Pobres e sertanejos querem ir ao regabofe no palácio comer brunch!

No domingo (8), há poucos instantes antes do início do jogo entre o meu Botafogo e o Criciúma recebi um telefonema lá de Mata Grande, cidade onde nasci. Era um amigo meu querendo saber como solicitar e ser recebido em audiência pelo governador Vilela ou por algum secretário importante. Respondi-lhe, apressadamente, que não sabia como funcionava tal procedimento. Daí, travamos o seguinte e rápido diálogo:

- Alô. Voney, é tú? Tudo bom cara? Rapaz visse a notícia do governador gastando num sei quantos milhão com comida?

- Vi.

- Rapaz, a gente aqui na Mata tá pensando em marcar uma audiência com o governador, levar uns vereadores daqui, Canapi, Inhapí e até Delmiro, Água Branca, até da bobônica daqui do sertão pra ver se nois come um pouquinho desse regabofe do Téo, né. E que que tu acha?

-Sei lá.

- Home, pode dar certo. Ano que vem tem eleição e ele vai precisar de nois. Aqui, Voney, o inverno foi fraco virado no diabo e o cara tá gastando uns 40 paus com comida. Rapaz! E num sobra nem um pouquinho pra cá.

- É danado.

- É nada. Vamos bater na porta do palácio. A gente leva uns político, uns criador de boi, um povo com fome e come um pouquinho por aí. Será que tem uma biritinha também?

- Pode ser. Tente.

- Tu não quer conversar não, é?

- Vai começar o jogo do fogão.

- Eu ligo amanhã. O povo tá com fome e vai pra aí, viu.

- Tá. Chau.

Pois bem, boa ideia vinda lá de Mata Grande. Já imaginou se sertanejos, miseráveis e pobres protestassem em frente ao palácio querendo também participar do regabofe?

Mais pense menino, seria de primeira!

Enquanto o nosso Estado se esvai em seca, a turma do governo pode gastar até R$ 40  milhões com comidas de primeira qualidade, requintada, pratos elaborados com lagostas, bacalhau, salmão, camarões e carnes nos cafés da manhã, almoços, jantares, coquetéis, coffe breaks e brunchs.

Ah, sobre brunchs, belíssimo nome inglês que significa uma refeição de origem Britânica que combina o café da manhã (pequeno-almoço) (breakfast em inglês) com o almoço (lunch em inglês). É normalmente realizada aos domingos, feriados ou em datas comemorativas, quando toda a família se reúne entre 10 e às 14 horas (por tempo indeterminado) em torno da mesa.

E regabofe significa comezaina, divertimento, festança e folia.

Enquanto o governador Viela e seus auxiliares estão muito bem servidos, as delegacias, escolas, hospitais, segurança, rodovias, estão daquele jeito que nós sabemos, um “regabofe” de ruindade e um “brunch” de...

Agora, falando sério pra encerrar. Em que pese o orçamento prever gastos de até R$ 40  milhões, o governo pode gastar bem menos, é claro. Entretanto, a monstruosidade do valor máximo previsto deve deixar os órgãos de controle fiscalização muito atentos.

Afinal de contas, em 2014 tem eleição e uma empresa de eventos pode contratar um montão de pessoas para efetuarem um milhão de atividades, certo?

Então, olho bem aberto quanto ao regabofe e ao brunch.

 

PMN dá um até logo e quer Cícero Ferro fora do partido

CadaMinuto 1325784829ferro0014 Suplente de deputado -Cícero Ferro

Não interessa mais ao PMN que o suplente de deputado estadual, Cícero Ferro, permaneça na legenda. A decisão já foi tomada desde que o deputado federal Chico Tenório reassumiu a presidência do partido. Inclusive o pedido para que Ferro saia sem esquentar, reclamar ou se lamentar já foi feito.

Como em qualquer relação, em política muitos “casamentos” também têm prazo de validade. E este é o caso entre Cícero Ferro e o PMN alagoano.

As divergências entre Ferro e os dirigentes do partido não são pequenas. Até que algumas dessas questões poderiam ser superadas, porém, há algumas que são insuperáveis neste momento.

É o caso para a conquista de novos filiados que não aceitam ir para o PMN por conta da presença de Cícero Ferro que, além de ter um bom percentual de votos, não é uma pessoa afeita ao diálogo, ao contraditório e a divergência.

O PMN quer oferecer uma legenda com nomes mais leves como candidatos em 2014. E Cícero Ferro só reforça a rejeição que a legenda já sofre.

Então, como em política o que importa é a sobrevivência, bye, bye, Ferro. 

Viva, viva! Votação do direito de resposta deve ocorrer este mês

A previsão é de que até o dia 18 ocorra a votação do Projeto de Lei que regulamenta o direito de resposta nos meios de comunicação. A criação e aplicação dessa legislação são fundamentais para uma maior e melhor relação entre os veículos de comunicação e a sociedade.

Para um meio de comunicação, tão importante como ser o primeiro a veicular uma notícia, está à credibilidade conquistada junto aos seus ouvintes, leitores e telespectadores. E isso só se alcança diariamente, durante anos de trabalho.

Entretanto, por mais que os profissionais de comunicação tenham o devido cuidado na apuração de uma notícia, erros acontecem. Assim como, também, muitas vezes os interesses da empresa de comunicação se sobrepõem aos da realidade do fato noticioso, ou da versão, o que também leva ao erro.

O fato mais importante, apesar de tudo, é que a sociedade brasileira tem evoluído bastante nas últimas décadas. Vivemos numa época em que a comunicação é fundamental, é rápida e é poder.

É fundamental que o direito de resposta seja rápido e eficiente. Pior do que a falta de justiça é a injustiça. E todos nós, profissionais de comunicação, já divulgamos um fato crente de que estávamos difundido uma verdade. Depois, víamos que tal verdade era apenas uma versão.

Sem querermos, algumas vezes reputações foram destruídas, imagens construídas foram despedaçadas. E o direito de resposta solicitado nem sempre foi concedido no tempo certo e espaço igual.

Que agora seja assim, rápido, igual e eficiente. Democracia e o direito ao contraditório caminham juntos. E quanto mais ferramentas e possibilidades tenha a sociedade para se defender, melhor. Viva a democracia.

Nem tudo está perdido, porque “quando o homem inventou a roda logo Deus inventou o freio. Um dia, um feio inventou a moda e toda a roda amou o feio”.

Abaixo texto da Agência Senado sobre a regulamentação do direito de resposta:

O presidente do Senado, Renan Calheiros, informou durante a sessão deliberativa desta quarta-feira (4) que o PLS 141/2011, que regulamenta o direito de resposta nos meios de comunicação, será votado pelo Plenário durante o esforço concentrado anunciado para a semana do dia 16 ao 20 deste mês. O projeto, do senador Roberto Requião (PMDB-PR), deve constar da pauta do dia 18.

Aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em maio, o PLS 141/2011 dá sete dias para o veículo publicar ou transmitir a resposta ou retificação, contados do recebimento do pedido. Caso não haja concordância, aquele que se considera vítima de matéria inverídica pode recorrer à Justiça, assegurado rito especial com duração máxima de 30 dias até a prolação da sentença.

Nos termos da proposta, a resposta ou ratificação deverá ter o mesmo destaque, publicidade, periodicidade e dimensão ou duração da matéria que a ensejou. Se determinada pelo juiz, o prazo para publicação ou transmissão não poderá ser superior a 10 dias.

Para garantir o cumprimento do direito, o juiz poderá ainda determinar multa por atraso, remoção de pessoas e coisas e suspensão das atividades dos veículos por até 90 dias.

 

Concessionária quer lixo de outras cidades; Prefeitura de Maceió discorda

Secom/Maceió 13783108091183

A empresa ESTRE, responsável pela gestão do aterro sanitário de Maceió, nem mal começou a enfrentar uma forte fiscalização do IMA a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e já começa a enfrentar uma nova polêmica.

É que a empresa protocolou na SLUM (Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió) pedido para criar um Consórcio Metropolitano. Na prática, significa trazer para o aterro da capital, localizado no Benedito Bentes, todo tipo de resíduos das cidades da grande Maceió. No primeiro momento o aterro seria compartilhado com Marechal Deodoro.

Soube que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) odiou a ideia. Ora, se o aterro não está dando conta de atender ao que é produzido no município, como poderia atender a outros, questionam membros do governo municipal?

Pois bem, através do secretário de Comunicação, Clayton Santos, nos chega a informação que a SLUM ainda não respondeu, oficialmente, ao pedido da ESTRL, mas adianta que não há nenhum interesse na criação do tal consórcio metropolitano.

Inclusive, alguns questionamentos são levantados pela SLUM:

1 – Impacto ambiental: O aterro foi dimensionado para funcionar por um período de 20 anos, atendendo apenas a Maceió.

2 – Custo : Vai baixar o custo mensal que é pago pela prefeitura?

Obs -  A prefeitura paga a empresa cerca de R$ 5 milhões mensais para cuidar dos resíduos da capital.

3 – Logística: Como será feito o recolhimento e transporte uma vez que os veículos usam as vias do Benedito Bentes?

 Embora a prefeitura já demonstre ser contrária, a empresa terá que apresentar uma resposta a esses questionamentos.

Os problemas ficam ainda mais claros, e bem maiores, quando o IMA declara ao Jornal Gazeta de Alagoas desta quarta-feira (04), que encontrou problemas de drenagem e de cobertura de lixo, além do carreamento de resíduos para áreas inadequadas.

A questão ambiental, o fluxo de caminhões, os custos, a situação do Benedito Bentes, tudo tem que ser muito bem avaliado.

Aliás, será que a Câmara Municipal vai entrar nessa discussão?

 

 

 

 

 

Chico Tenório volta a comandar o PMN e, no DF, apresenta propostas polêmicas

Agência Câmara 1279213394pec443 Deputado Chico Tenório

O deputado federal Chico Tenório está de volta à Presidência do Diretório Estadual do PMN em Alagoas. O pedido de mudança foi feito pela Direção Nacional da legenda ao Tribunal Eleitoral (TSE), que inclusive já publicou a expedição. Assim, Gerson Guarines deixa o comando do partido.

Agora o deputado federal corre contra o tempo para organizar a legenda visando o pleito de 2014. Ele tem 30 dias para articular filiações e definir os prováveis candidatos a deputado estadual e federal.

Na Câmara dos Deputados Chico Tenório está dando um trabalhão aos coordenadores da Reforma Política.  Esta semana ele protocolou e entregou ao grupo de trabalho quase uma dezena de sugestões, algumas bem polêmicas, como:

1 - O fim do voto obrigatório;

2 – Extinção do cargo de suplente de senador e de vice-governador, vice-prefeito e vice-presidente;

3 -  Transformar o sistema bicameral brasileiro em unicameral. Significa que em vez de termos duas casas funcionando no   Congresso, deputados e senadores, teríamos apenas uma

 4 -  extinguir a reeleição para cargos eletivos para o Poder Executivo;

5 – limitar a reeleição para o legislativo em apenas  uma vez;

6 – mudar a data das eleições para 15 de novembro, com a posse de todos os eleitos em janeiro.

O grupo de trabalho que está recebendo as propostas dos parlamentares deve apresentar o relatório final em duas semanas e encaminhá-lo para o plenário.

Dá pra perceber que as propostas paara a  Reforma Política vão causar muita polêmica em todos os setores.

ALE: MP usa tecnologia e aprofunda investigações de olho em Prefeituras

Assessoria/Arquivo 13715783154328 Sede do Ministério Público

Os próximos dias deverão trazer novidades sobre as denúncias de supostas irregularidades cometidas pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa na folha de pagamento.

O desfecho da trama que envolve dinheiro público ainda está longe de ser concluído, mas as investigações sobre o suposto desvio de recursos públicos através de elevados valores depositados nas contas de servidores da Assembleia está seguindo um profundo e organizado trabalho de investigação.

O MPE vem cruzando dados de servidores que estão na lista de pagamento entregue pelo deputado João Henrique Caldas. A partir dos nomes desses servidores o Ministério Público está investigando algumas prefeituras.

O objetivo, entre tantos, é descobrir se há relação pessoal e profissional entre alguns servidores e toda uma intrincada rede política, como se fosse uma teia de aranha. Para ajudar e agilizar o trabalho de depuração de dados um importante sistema informatizado está sendo utilizado.

Se for ou não um megagrampeador, eu não sei. Agora, sei que o Ministério Público Federal adquiriu e utiliza um megagrampeador batizado de Sistema Guardião, capaz de monitorar milhares de pessoas com seus telefones e avaliar dados.

Até que ponto os MPEs podem se utilizar desse sistema, não sei. Com também não sei se o Ministério Público tem o seu próprio sistema de monitoramento. Mas, sei que no caso da investigação na ALE há o uso de um sistema moderno e atualizado.

Nos próximos dias o deputado João Henrique Caldas será chamado pelo Ministério Público para formalizar oralmente as suas denúncias.

Pra quem não sabe o chefe do Ministério Público de Alagoas, Sérgio Jucá, sempre teve o hábito de concluir o trabalho iniciado.

 

 

 

“Candidatura de Omar Coelho vale o quanto pesa”, afirma Nonô

De tanto ter insistido em muitas eleições para que Omar Coelho disputasse um mandato de vereador ou deputado, parece que agora o objetivo foi alcançado pelo vice-governador e presidente do Diretório Estadual do DEM, José Thomaz Nonô. O ex-presidente da OAB/AL vai mesmo ingressar na vida pública e pretende disputar o mandato de deputado estadual.

Empolgado, Nonô acredita que nenhum partido terá um candidato em seus quadros na disputa proporcional com o perfil de Omar Coelho. E esse perfil vai ajudar os democratas a terem uma maior e melhor aproximação com os formadores de opinião.

Tudo indica que a Omar vai fazer um discurso político duro, crítico e dirigido contra o desgastado e desprestigiado Poder Legislativo Estadual. Dessa forma, pretende angariar pra si o eleitorado que rejeita os nossos atuais representantes.

Há lógica nessa estratégia. Caso funcione, haverá benefícios – votos - tanto para o advogado quanto para o DEM, ou seja, para Nonô, que pretende disputar o cargo de governador.

Portanto, tudo indica que iremos ver se a “candidatura de Omar Coelho vale o quanto pesa”, literalmente em votos, como acredita José Thomaz Nonô.

Nitroglicerina: Livro denuncia que FHC teria comprado reeleição

Nitroglicerina pura, assim é o livro “O Príncipe da Privataria”, do jornalista Palmério Dória. Nele, o autor revela como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso trabalhou e conseguiu que o Congresso Nacional aprovasse uma emenda que lhe dava condição de disputar a reeleição. De acordo com o material de divulgação da Geração Editora, publicado no site brasil247, o livro é uma reportagem sobre todo o período em que FHC se manteve no poder – de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações feitas e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição.

No livro também a aparece uma misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição, quem foram os verdadeiros e leais amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento tido com a jornalista Miriam Dutra, das Organizações Globo.

Enfim, tem traição, amizade, negócios escusos da política e relações internacionais em cerca de 20 anos de apuração.

Leia abaixo:

O Príncipe da Privataria revela quem é o “Senhor X”, o homem que denunciou a compra da reeleição

Uma grande reportagem, 400 páginas, 36 capítulos, 20 anos de apuração, um repórter da velha guarda, um personagem central recheado de contradições, poderoso, ex-presidente da República, um furo jornalístico, os bastidores da imprensa, eis o conteúdo principal da mais nova polêmica do mercado editorial brasileiro: O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição (Geração Editorial, R$ 39,90).

Com uma tiragem inicial de 25 mil exemplares, um número altíssimo para o padrão nacional, O Príncipe da Privataria é o 9° título da coleção História Agora da Geração Editorial, do qual faz parte o bombástico A Privataria Tucana e o mais recente Segredos do Conclave.

O personagem principal da obra é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o autor é o jornalista Palmério Dória, (Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, entre outros títulos). A reportagem retrata os dois mandatos de FHC, que vão de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações do governo do PSDB e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição, quem foi o “Senhor X” – a misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição – e quem foram os verdadeiros amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano, e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento, um ”segredo de polichinelo” guardado durante anos...

Após 16 anos, Palmério Dória apresenta ao Brasil o personagem principal do maior escândalo de corrupção do governo FHC: o “Senhor X”. Ele foi o ex-deputado federal que gravou num minúsculo aparelho as “confissões” dos colegas que serviram de base para as reportagens do jornalista Fernando Rodrigues publicadas na Folha de S. Paulo em maio de 1997. A série “Mercado de Voto” mostrou da forma mais objetiva possível como foi realizada a compra de deputados para garantir a aprovação da emenda da reeleição. “Comprou o mandato: 150 deputados, uma montanha de dinheiro pra fazer a reeleição”, contou o senador gaúcho, Pedro Simon. Rodrigues, experiente repórter investigativo, ganhou os principais prêmios da categoria no ano da publicação.

Nos diálogos com o “Senhor X”, deputados federais confirmavam que haviam recebido R$ 200 mil para apoiar o governo. Um escândalo que mexeu com Brasília e que permanece muito mal explicado até hoje. Mais um desvio de conduta engavetado na Era FHC.

Porém, em 2012, o empresário e ex-deputado pelo Acre, Narciso Mendes – o “Senhor X” –, depois de passar por uma cirurgia complicada e ficar entre a vida e a morte, resolveu contar tudo o que sabia.

O autor e o coautor desta obra, o também jornalista da velha guarda Mylton Severiano, viajaram mais de 3.500 quilômetros para um encontro com o “Senhor X”. Pousaram em Rio Branco, no Acre, para conhecer, entrevistar e gravar um homem lúcido e disposto a desvelar um capítulo nebuloso da recente democracia brasileira.

O “Senhor X” aparece – inclusive com foto na capa e no decorrer do livro. Explica, conta e mostra como se fazia política no governo “mais ético” da história. Um dos grandes segredos da imprensa brasileira é desvendado.

20 anos de apuração

Em 1993, o autor começa a investigar a vida de FHC que resultaria neste polêmico livro. Nessas últimas duas décadas, Palmério Dória entrevistou inúmeras personalidades, entre elas o ex-presidente da República Itamar Franco, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes e o senador Pedro Simon, do PMDB. Os três, por variadas razões, fizeram revelações polêmicas sobre o presidente Fernando Henrique e sobre o quadro político brasileiro.

EXÍLIO NA EUROPA

Ao contrário do magnata da comunicação Charles Foster Kane, personagem do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, que, ao ser chantageado pelo seu adversário sobre o seu suposto caso extraconjugal nas vésperas de uma eleição, decide encarar a ameaça e é derrotado nas urnas devido a polêmica, FHC preferiu esconder que teria tido um filho de um relacionamento com uma jornalista.

FHC leva a sério o risco de perder a eleição. Num plano audacioso e em parceria com a maior emissora de televisão do país, a Rede Globo, a jornalista Miriam Dutra e o suposto filho, ainda bebê, são “exilados” na Europa. Palmério Dória não faz um julgamento moralista de um caso extraconjugal e suas consequências, mas enfatiza o silêncio da imprensa brasileira para um episódio conhecido em 11 redações de 10 consultadas. Não era segredo para jornalistas e políticos, mas como uma blindagem única nunca vista antes neste país foi capaz de manter em sigilo em caso por tantos anos?

O fato só foi revelado muito mais tarde, e discretamente, quando Fernando Henrique Cardoso não era mais presidente e sua esposa, Dona Ruth Cardoso, havia morrido. Com um final inusitado: exame de DNA revelou que o filho não era do ex-presidente que, no entanto, já o havia reconhecido.  

Na obra, há detalhes do projeto neoliberal de vender todo o patrimônio nacional. “Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo”, relatou o jornalista que desvendou o processo privativista da Era FHC, Aloysio Biondi, no livro Brasil Privatizado.

O Príncipe da Privataria conta ainda os bastidores da tentativa de venda da Petrobras, em que até a produção de identidade visual para a nova companhia, a Petrobrax, foi criada a fim de facilitar o entendimento da comunidade internacional. Também a entrega do sistema de telecomunicações, as propinas nos leilões das teles e de outras estatais, os bancos estaduais, as estradas, e até o suposto projeto de vender a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. “A gente nem precisa de um roubômetro: FHC com a privataria roubou 10 mil vezes mais que qualquer possibilidade de desvio do governo Lula”, denuncia o senador paranaense Roberto Requião.

SOBRE O AUTOR

Palmério Dória é repórter. Nasceu em Santarém, Pará, em 1949 e atualmente mora em São Paulo, capital. Com carreira iniciada no final da década de 1960 já passou por inúmeras redações da grande imprensa e da “imprensa nanica”. Publicou seis livros, quatro de política: A Guerrilha do Araguaia; Mataram o Presidente — Memórias do pistoleiro que mudou a História do Brasil ; A Candidata que Virou Picolé (sobre a queda de Roseana Sarney na corrida presidencial de 2002, em ação orquestrada por José Serra); e Honoráveis Bandidos — Um retrato do Brasil na Era Sarney ; mais dois livros de memórias: Grandes Mulheres que eu Não Comi, pela Casa Amarela; e Evasão de Privacidade, pela Geração Editorial.

 

Pesquisa eleitoral, os nomes que não entraram e o espelho, espelho meu...

A pesquisa eleitoral realizada pelo Ibrape e divulgada pelos veículos de comunicação do Cada Minuto revelam uma fotografia apenas e deixam um enorme espaço para curiosidades, interpretações e análise de cenários e nomes de políticos que precisam ser visto e revistos. Entretanto, pesquisa eleitoral é assim mesmo porque serve para atender ao pedido do cliente - aqui me refiro a parceria existente entre o Ibrape e o Cada Minuto -, ainda mais quando falta mais de um ano para o pleito.

 

Como cidadão e eleitor senti falta de alguns dados que considero de extrema importância para um maior entendimento, os quais poderiam servir bastante para o atual momento do quadro eleitoral. Um dos exemplos que cito é o de não haver números referentes à rejeição dos prováveis candidatos ao governo e ao senado.  

 

Outra questão foi a não inclusão do senador Fernando Collor como candidato a governador. A participação dele poderia mudar completamente o resultado da atual pesquisa, principalmente porque até o momento não foi desmentido que o senador não disputará a eleição para governador, embora a preferência seja pela renovação do atual mandato.

Além de Collor, a inclusão do ex-prefeito Cícero Almeida, do ex-governador Ronaldo Lessa, do ex-prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa e da atual Célia Rocha e até do médico José Wanderley poderiam, também, trazer fortes alterações. Caso essas alterações fossem confirmadas os nomes que citei mostrariam influência no pleito e musculatura política para pleitearem uma candidatura como vice, ou até mesmo entrar na disputa majoritária para governador ou senador.

Luciano Barbosa e o médico Wanderley são nomes ligadíssimos ao senador Renan Calheiros. Portanto, peças que ele pode usar na mesa de negociações visando 2014. Ronaldo Lessa, e Cícero Almeida, teriam qual influência nas eleições de 2014 e em qual, ou quais, regiões de Alagoas? Ou não teria nenhuma?

Assim, não deu pra saber qual candidato se olha no espelho e pergunta: Espelho meu, espelho meu, existe candidato melhor do que eu?

A resposta fica para as próximas pesquisas, com muita expectativa e um cenário, quem sabe diferente. Como me explicou o responsável pelo Ibrape, Francivaldo Diniz, a pesquisa analisou o cenário com os nomes apresentados e o resultado retratado é exato. Outras pesquisas serão realizadas, certamente. A fotografia será outra e o cenário também.

Como quase sempre a política mostra semelhança com as novelas, somente em outubro de 2014 termina essa parte da história da política alagoana. Até lá pode haver troca de casais, personagem que conquiste simpatia ou antipatia do telespectador, o mocinho de hoje pode ser o bandido de amanhã, enfim, as cenas dos próximos capítulos apenas estão começando a serem escritas.

Até lá, tudo pode acontecer, inclusive nada.

 

 

 

Lula condena médicos brasileiros e chama vaia a cubanos de “Abominável”

Durante a comemoração dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, o ex- Lula presidente Lula fez um duro discurso contra os médicos brasileiros e se mostrou indignado com as agressões sofridas pelos médicos cubanos. 

No discurso, Lula disse achar “abominável” o protesto porque os profissionais estrangeiros estão fazendo um favor ao aceitarem trabalhar onde os médicos brasileiros não querem

Para Lula, os médicos estrangeiros estão tendo grandeza humanitária porque não estão vindo para trabalhar na avenida paulista nem na avenida Copacabana.

Abaixo reportagem publicada pelo brasil247:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ontem participou das comemorações dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, se mostrou indignado com as agressões contra médicos cubanos, ocorridas em Fortaleza, na última segunda-feira. "Acho abominável um grupo de pessoas ir fazer protesto contra profissionais de outros países que fizeram um favor para nós, de vir aqui cobrir os lugares que os médicos brasileiros não querem ir", disse ele.

O ex-presidente afirmou ainda que os médicos cubanos "fizeram um favor para nós, de cobrir um lugar para onde os brasileiros não querem ir. Imagine a grandeza da atitude humanitária dessas pessoas, que não vêm aqui para a Avenida Paulista, para a avenida Copacabana". Segundo ele, decisão do governo de trazer os cubanos merece aplausos. "Quero de público dizer que sou totalmente solidário à companheira Dilma e ao companheiro Padilha pela coragem de trazer os médicos para o Brasil".

Sobre os problemas da saúde pública no país, ele responsabilizou o Congresso Nacional, pelo fim da CPMF. "A elite brasileira derrotou no primeiro ano do meu segundo mandato a CPMF, tirando R$ 50 bilhões por ano. Se tivessem feito um pouco de manifestação naquele momento, não teríamos perdido. Aquela cobrança era a forma mais eficiente de fiscalizar a sonegação."

Ontem (28), no Twitter, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado eleito pelo PT, postou uma foto de uma manifestação de médicos brasileiros, em que questionava a atitude "mercenária". Uma médica exibia uma nota de R$ 100,00 e, segundo a postagem, havia dito que queria, sim, mais dinheiro.

 

 

 

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