A intenção da Mesa destituída é que a deputada Flávia Cavalcante (PMDB) renuncie à Presidência, assim como o também segundo suplente, deputado Severino Pessoa (PPS). A pressão tem sido imensa. Com a renúncia de ambos não haveria a eleição para preenchimento dos cargos vagos da Mesa porque os dois são os únicos suplentes.

Isso ocorrendo o impasse seria criado e uma crise estaria instalada com a paralisação do Poder Legislativo que, por conseqüência, também atingiria o Judiciário e o Executivo através de projetos importantes que não seriam votados.

O nó principal se daria especialmente quanto ao Orçamento de 2014, que define o valor do duodécimo que será repassado para todos os poderes, além do Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, enfim.

O raciocínio dos afastados é que sem eleição, com o trancamento do Legislativo e sem orçamento o governador Viela os apoiaria ainda mais e assim - sonham e desejam - seriam reconduzidos pelo Judiciário.

Enquanto o fato desejado (renúncia) não ocorre, os afastados também trabalham um nome para comandar a ALE. Um dos citados foi o de Joãozinho Pereira (PSDB), logo descartado por ser muito ligado ao governador Vilela.

O deputado que vem ganhando corpo é o arapiraquense Ricardo Nezinho (PMDB), ligadíssimo ao senador Renan Calheiros. O comentário é que o presidente do Senado Federal está bastante envolvido no processo.