Usando uma frase do fundador da organização Arnon de Mello, senador Arnon de Mello, sobre liberdade, democracia e desenvolvimento e miséria, a nota rebate com força a que foi publicada pelo chefe do Executivo Estadual, o governador Vilela.
Para que você não perca tempo com qualquer avaliação de minha parte, leia, abaixo, na íntegra:
A doença e o sintoma
“Não pode haver liberdade, não pode haver democracia
sem desenvolvimento. Para construirmos uma sociedade
de bem-estar temos de lutar contra a miséria, filha dileta
do atraso, do subdesenvolvimento e combustível para
o desespero e o caos”.
Senador Arnon de Mello
A nota do governador revela desespero e apequena seu papel como chefe de Estado. Expõe o desejo de processar os veículos da Organização Arnon de Mello, sacando o velho argumento de que aqui se produz “factoides” e se dissemina “medo na população”. As notícias produzidas pelos nossos profissionais de imprensa são na verdade, governador, o sintoma da doença que contamina sua passagem à frente do governo de Alagoas. Há em seu governo moléstias que impacientam o contribuinte e que vêm sendo diagnosticadas e expostas por diversos segmentos da sociedade alagoana, inclusive de sua base de apoio, tendo nossos veículos apenas reverberado o saldo dessa incompetência administrativa.
Em tempo de cidadania, de debate e de reafirmação dos valores democráticos, é triste se deparar com a nota oficial do Palácio. Ela não manifesta outro incômodo que não seja pelo fato de o governador se deparar com a exposição da realidade que afeta o cotidiano dos alagoanos. Pelos espaços da Gazeta, das rádios, das TVs e da Web da Organização Arnon de Mello, os movimentos sociais, as autoridades dos poderes constituídos, as entidades classistas, os partidos políticos e seus líderes, além de nossa gente mais humilde, externam com legitimidade seus dolorosos sintomas, numa profusão de pluralidade informativa.
Vossa Excelência resolveu processar a Organização Arnon de Mello por ela ter divulgado que sua caneta contraiu um gigantesco empréstimo de RS 2,1 bilhões, o maior na trajetória de todos os governadores alagoanos? Ou por ter aberto espaço para o fato incontestável de que, em seus quase oito anos no poder, mais de 14 mil assassinatos ocorreram no Estado? Ou por que seu governo carrega a mácula infeliz de ser o Estado mais violento do Brasil ? Ou ainda por que os professores denunciaram a perda de ano letivo na escola estadual, um crime cometido contra a juventude alagoana?
Diante do marasmo governamental e de tantas perguntas sem respostas, ante o caos inegável, especialmente nas áreas da saúde, da segurança e da educação, Vossa Excelência deveria reunir seus áulicos para ofertar explicações aos alagoanos. Governo que se respeita não se estorva na hora de explicar. É ou não de interesse público, por exemplo, informar à coletividade que seu governo posicionou Alagoas, pela primeira vez na história, na desonrosa situação de pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, em todos os níveis?
A Organização Arnon de Mello continuará sua missão de informar aos alagoanos, sem assombração nem medo da cara enviezada do poder. A conduta é centrada na missão de informar, observando os princípios éticos que norteiam a comunicação, no que respeita ao compromisso fundamental com a verdade no relato dos fatos e com a defesa inabalável dos direitos do cidadão. Essa tentativa de intimidação perpetrada por Vossa Excelência não verga a Organização Arnon de Mello nem atinge o espírito destemido de nossos jornalistas. Promover o debate, fomentar o confronto de pontos de vista, investigar os poderosos e seus tentáculos nos escaninhos palacianos são inerentes ao jornalismo e que não abrimos mão, para celebrar a liberdade e a cidadania.
Eis a razão pela qual resgatamos o pensamento supracitado, externado pelo nosso fundador, ainda em épocas difíceis para o exercício da atividade de informar à sociedade. Em seu teor encontra-se o fermento que robustece o papel desempenhado pela Organização Arnon de Mello. Em plena sociedade do conhecimento e da informação, temos clareza de nossa responsabilidade social, no sentido de propugnar pelos princípios contidos na Carta Magna, especialmente o dispositivo que proíbe qualquer tentativa de censura, seja de natureza política, ideológica ou artística.
A Direção