Achei bonito, acredite, as farpas trocadas entre os partidos de oposição e os de situação na semana passada. Do ponto de vista político e de tema para a imprensa, foi um prato cheio. Além disso, representou o primeiro ato, o primeiro posicionamento tomado de forma coletiva pelas siglas.
Entretanto, o governo Viela e seus aliados poderiam ter saído amplamente vitoriosos dessa primeira refrega. Para tanto bastaria que tivessem apresentado onde e como foram investidos os recursos oriundos dos empréstimos.
Como não o fez, a oposição espetou, recebeu resposta, atacou de novo e agora recua estrategicamente.
Sinceramente, não entendi o motivo pelo qual o governo não conseguiu ter sido contundente e definitivo ao apresentar as planilhas, áreas atendidas, programas realizados, empreiteiras que tocaram as obras, enfim, uma série de questionamentos.
Afinal de contas, contrair empréstimos de R$ 2,1 bilhões e terminar 2013 com uma dívida acima de R$ 9 bilhões é um prato cheio e suculento para ser explorado pelos oposicionistas, lentamente, lançando escaramuças contra o inimigo, avançando e recuando, mas sempre atacando.
Para o governador foi uma derrota não ter apresentado as respostas. Ou talvez as respostas não existam mesmo. Caso existissem, seriam “esfregadas na cara dos adversários”, com toda pompa e circunstância, sem nenhuma dúvida.