No geral, os políticos presentes ao café da manhã oferecido pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), nesta segunda-feira (14), não digeriram bem o evento. A chateação se deu porque deputados federais e senadores não puderam debater as propostas apresentadas pelo município referente a obras a serem concluídas ou iniciadas na capital.
Ora, eventos públicos com a presença da imprensa o que o político mais deseja é falar, debater, propor e se posicionar. Retirar dele tal visibilidade e ainda a condição de se comunicar com o seu eleitor, é atirar no próprio pé. Foi o que ocorreu.
Só o deputado federal e coordenador da bancada alagoana no Congresso, Givaldo Carimbão (PROS), teve o direito de ser ouvido por todos os presentes. Mesmo assim, a sua crítica a Caixa Econômica Federal ao dizer que para realização de contratos e liberação de recursos “A Caixa exige até atestado de virgindade da avó”, foi considerada deselegante.
Entre constrangidos e insatisfeitos com a forma como o evento ocorreu, alguns políticos também ficaram surpresos com a Prefeitura que só pediu ajuda para projetos de concreto. O que fez muitos dos presentes lembrarem-se do ex-prefeito Cícero Almeida, chamado de forma pejorativa pelos tucanos como o prefeito do concreto. Outra reclamação é que não houve uma só proposta para setores fundamentais e carentes, casos da educação e da saúde.
Para que Rui Palmeira consiga o devido apoio da bancada federal terá que conversar individualmente. Político não aceita algo que pareça imposição pública, algo que seja empurrado de goela abaixo. E, certamente, os membros da bancada devem ter compromissos e interesses em outros municípios e em outras regiões de Alagoas.
Afinal de contas, 2014 é ano de eleição pra essa turma. As emendas parlamentares individuais e de bancada que irão apresentar para o próximo Orçamento Geral da União são fundamentais para o pleito eleitoral que se aproxima.
Agora é hora de Rui Palmeira reverter, com bastante habilidade, o constrangimento político que foi causado em alguns dos presentes.
Caso contrário, o café político poderá ficar amargo, solitário e quase sem emendas.