Não é nada, não é nada, mas não tenha dúvida que o afastamento de toda a Mesa Diretora da Assembleia deixou a turma do PSDB que gravita em torno do governador Vilela sentindo arrepios. Como ninguém sabe com segurança como será o desenrolar dessa questão pelos próximos dias ou meses, o governador Vilela, embora vá negar, terá que se envolver na eleição da Mesa Diretora. Afinal de contas, o Legislativo não poderá ficar paralisado. A máquina pública não pode parar e o Executivo tem projetos importantes para votar, caso do Orçamento de 2014, entre outros.
Mais do que isso, o governador Vilela não deverá deixar que a Presidência seja comandada por deputados como Judson Cabral ou Olavo Calheiros, por exemplo. Esses dois são capazes de cederem mais informações do que as exigidas pelo Ministério Público. Já imaginou se o novo presidente decidir liberar os dados sobre os milhões de reais a mais que o governador autorizou a liberação para a ALE além do que estava previsto no duodécimo? Vai dar @#$%&*.
E mais: o presidente a ser escolhido terá que estar sintonizado com o PSDB, sem que necessariamente precise ser filiado ao partido, que fique claro. Terá que ser confiável e fiel, assim como foi o presidente afastado Fernando Toledo (PSDB), para proteger o governador de processos como o do caso Gautama. Portanto, o governador Vilela vai se envolver na escolha da nova Mesa, é claro, pois ele não é doido de ficar nas mãos de alguém que não esteja na sua mão.
Quando ao Ministério Público comandado pelo procurador-geral de justiça, Sérgio Jucá, avisei numa postagem que ele não é profissional de deixar trabalho pela metade, muito menos de deixar mofando nas gavetas do escritório. Aposto, ainda, que novos fatos vão surgir. É que Jucá deu o recado ao declarar para jornalistas que estava enojado com o que havia descoberto.
Provavelmente ele viu muito mais do que muitos castelos de cartas viciadas e uma teia de aranha que teima em não ceder.
Já pensou se essa teia interligar poderes? Eita!