Voney Malta

Revista denuncia corrupção no Ministério da Fazenda

A revista Época traz reportagem noticiando o pagamento de R$ 60 mil ao chefe de gabinete, Marcelo Fiche, e ao chefe de gabinete substituto, Humberto Alencar. O ministro Guido Mantega já acionou a Polícia Federal. Os dois acusados são considerados influentes dentro do ministério. A empresa acusada de ter dado a propina é a Partners, que detém o contrato pela prestação de serviços de assessoria de imprensa. A denúncia é bancada por uma secretária da empresa de assessoria, que recebeu o dinheiro em sua conta e entregou para os dois assessores de Guido Mantega.

Como a história da política brasileira vem mostrando, motorista, secretária e amante revelam cada história dos bastidores do poder, não é mesmo?

Abaixo reportagem publicada pelo brasil247.com. br: ¶

247 – Reportagem da revista Época noticia o pagamento de propina a dois homens fortes do Ministério da Fazenda, comandado por Guido Mantega, por uma empresa que detém a conta da assessoria de imprensa do órgão, a Partners. Os dois envolvidos são o economista Marcelo Fiche, chefe de gabinete de Mantega e, hoje, segundo homem mais poderoso da Pasta, e Humberto Alencar, chefe de gabinete substituto e fiscal do contrato do ministério com a assessoria. A denúncia é feita por Anne Paiva, que era secretária da empresa, para cuja conta bancária o dinheiro das propinas (cerca de R$ 60 mil) foi transferido. Ela também foi a responsável por, supostamente, levar o dinheiro para Fiche e Alencar.

A matéria é assinada pelo jornalista Diego Escosteguy. Ele foi autor, nos tempos que trabalhava em Veja, de matérias que não se confirmaram, como a denúncia de que funcionários da Casa Civil recebiam pacotes com R$ 200 mil em dinheiro. Desta vez, ele conta com depoimentos da ex-secretária, com mensagens trocadas com diretores da Partners e documentos bancários que apontam saques na conta da empresa.

Diante da denúncia, o ministro Guido Mantega, que já vem sendo pressionado por questões econômicas, como o crescimento do PIB e os números das contas públicas, decidiu agir rápido: acionou a Polícia Federal e a corregedoria do Ministério da Fazenda.

Leia abaixo relato da própria revista Época sobre a decisão da Fazenda:

Polícia Federal investigará dois assessores de Mantega

Chefe de gabinete do ministro e fiscal de contrato milionário são acusados de receber propina de empresa contratada pelo Ministério da Fazenda 

A Polícia Federal vai abrir uma investigação para apurar o recebimento de propina por dois assessores do ministro da Fazenda Guido Mantega. O chefe de gabinete, Marcelo Estrela Fiche, e o chefe de gabinete substituto, Humberto Barreto Alencar, foram acusados de receber R$ 60 mil em dinheiro vivo da empresa Partners, que presta serviço de assessoria de imprensa para o gabinete do ministro Mantega desde o começo do ano. As acusações contra os dois assessores partiram da ex-secretária da Partners em Brasília, Anne Paiva, na edição de ÉPOCA que começa a circular neste sábado (15). Segundo Anne Paiva, a ordem para realizar saques de recursos depositados em sua conta pela Partnersnet e entregar o dinheiro aos servidores do ministério foi dada pelo diretor-financeiro da empresa, Vivaldo Ramos. O pedido para a abertura da investigação foi feita por Mantega, que encaminhou umofício ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Mantega resolveu encaminhar o pedido de investigação após a reportagem de ÉPOCA questioná-lo sobre detalhes da licitação que resultou na contratação da Partners e fraudes na execução do contrato. No mesmo documento, Mantega afirma que o Ministério da Fazenda abriu um processo administrativo interno “com vistas às apurações devidas, relacionadas às denúncias”. O Ministério da Fazenda também abriu uma investigação na corregedoria para apurar o caso.

Leia ainda um resumo da reportagem de Época:

Na acusação desta semana, segundo relato da matéria, depois de fazer o quarto repasse de propina, Anne Paiva comunicou à Partners que não faria mais pagamentos. Temia o que poderia lhe acontecer se as autoridades descobrissem. No dia 11 de setembro, ela esteve na sucursal da revista Época, em Brasília, para contar o que sabia. “Por que ela decidira fazer isso? Anne afirmou que se casaria em breve e que, em seguida, se mudaria para a cidade natal do noivo. Em razão dessa mudança, deixaria o emprego na Partners. A princípio, narrou Anne, a Partners topara, em virtude dos bons serviços prestados por ela, pagar-lhe como se a tivesse demitido. Em seguida, a empresa mudara de ideia, sem dar explicações. Anne, portanto, estava indignada com o que considerava ser uma traição da empresa pela qual se arriscara. Temia ser obrigada a pagar mais impostos por causa da pequena fortuna que fora depositada em sua conta”, conta o jornalista.

De acordo com a matéria, a fonte repassou uma extensa documentação interna da Partners. “Os papéis corroboravam seu depoimento. Tratava-se de e-mails, extratos de mensagens via Skype, comprovantes bancários, planilhas de pagamentos e cópias das prestações de contas da empresa ao Ministério da Fazenda. Comprovavam, entre outras irregularidades, que a Partners transferira altas somas para a conta dela e a orientara a entregar o dinheiro aos dois assessores de Mantega. Numa das mensagens de Skype, datada do dia 4 de julho deste ano, Vivaldo (diretor da empresa) pede a Anne para entregar R$ 15 mil a Alencar”, continua o texto da reportagem.

E por que a demora da revista em publicar a bomba? O jornalista diz que fez um acordo com a fonte para que a reportagem fosse publicada sem citar seu nome e após ela receber os direitos trabalhistas. Mas como ela passou a evitar o contato de Época e não cumpriu o acordo com a revista, a publicação decidiu quebrar o anonimato.

Da parte do Ministério da Fazenda, documentos que teriam sido obtidos pela revista revelam que partiu precisamente de Alencar, com a anuência de Fiche, a ordem para contratar uma assessoria de imprensa para o Ministério da Fazenda. Em setembro do ano passado, ambos assinaram um “termo de referência”, em que argumentam que o serviço de assessoria de imprensa da Pasta, até então feito por quatro funcionários com cargos de confiança, precisava ser ampliado e profissionalizado, por causa da alta demanda da imprensa.

Em 2012, o Ministério da Fazenda assinou com a Partners o contrato de R$ 4,4 milhões por um ano de serviço. Ao contrário de contratos semelhantes na Esplanada, em que o governo paga pela mão de obra fornecida, o acordo assinado pela Fazenda com a Partners previa o pagamento por horas trabalhadas. Estimavam-se 4.200 horas por mês. No primeiro mês de contrato, a Partners contratou dez jornalistas para trabalhar na Fazenda. Ainda em janeiro, Alencar foi nomeado fiscal do contrato. Ele aprovou, em seguida, o primeiro pagamento mensal para a Partners. A acreditar na prestação de contas aprovada por Alencar, cada um dos dez jornalistas trabalhava, em média, 13 horas por dia – período distante das sete horas por funcionário informadas pela Partners ao Ministério do Trabalho e à Previdência.

Nos meses seguintes, o número de horas previsto pelo ministério – e cobrado pela Partners – permaneceu o mesmo. Foram planejadas 300 horas para um “jornalista master”. Considerando um mês com 22 dias úteis, esse profissional trabalhou quase 14 horas diárias. Em março, os funcionários trabalharam, em média, 19 horas por dia. Como alguém percebesse que o número de horas pago era fantasioso, a Partners passou a acrescentar contracheques de novos funcionários. Os 13 funcionários de abril transformaram- se, ao longo dos meses, em 21. A média de horas que cada um trabalhava, em tese, caiu para dez horas diárias. Os funcionários que batiam ponto diariamente na Fazenda, porém, permaneceram os mesmos. Quem eram os outros? Eram fantasmas, denuncia a revista.

Procurados por Época, Alencar e Fiche negaram ter recebido propina. Ambos negaram até já ter visto a secretária Anne, embora ela frequentasse as dependências da Fazenda e apareça em fotos no Facebook em frente ao gabinete do ministro Mantega, ao lado de uma dezena de funcionários, na festinha que lhe fizeram em sua despedida da Partners. O diretor financeiro da Partners, Vivaldo, negou o pagamento de propina. 

 

O efeito Rosiana Beltrão em 2014

Depois que Rui Palmeira foi apresentado pelos seus marqueteiros como algo novo na política durante o pleito de 2012 na disputa pela prefeitura de Maceió, o que foi amplamente aceito pelo eleitor, o tal fato novo virou um sonho de consumo de muitos caciques políticos alagoanos para 2014.

Ninguém se engane pensando que as andanças do senador Renan Calheiros carregando a tiracolo o ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, e o seu filho Renanzinho é por acaso. Eles representam cartas para serem usadas dependendo do andar da carruagem da política.

Seguindo essa tendência eis que um novo nome surge nesse cenário: Rosiana Beltrão, atual administradora do Porto de Maceió, ex-prefeita de Feliz Deserto e ex-presidente da AMA. Logo se vê que tem experiência na política e na administração pública.

Filiada ao PT, foi indicada para o Porto diretamente pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma. Mantém contato direto com os mais influentes dirigentes do partido no âmbito nacional, bem como transita com facilidade dentro do governo federal.

As cartas, ou opções, os ataques e contra-ataques, aos poucos vão se revelando. Na política um grupo joga um veneno, o outro grupo oferece a vacina. Outro veneno jogado, um antídoto é apresentado.

O efeito Rosiana já circula no meio político.

Ela tem participado de reuniões, tem sido cortejada e citada como uma boa opção por partidos da base aliada da presidente Dilma.

 

 

Os vereadores, o duodécimo, os acordos e o presidente da Câmara

O Tribunal de Justiça ainda não decidiu sobre o retorno do suplente de vereador, Arnaldo Fontan, à Câmara de Vereadores de Maceió, mas o clima lá dentro dá sinais de arenga política. É que o retorno de Fontan implicaria na abertura de mais nove vagas no Legislativo Municipal, o que aumentaria, e muito, o custo de manutenção.

Um grupo começa a ficar imensamente insatisfeito com o presidente da casa, vereador Chico Filho. Suspeitam da existência de um acordo dele com o presidente do Tribunal de Contas, Cícero Amélio, para que o TC vote favorável ao aumento do duodécimo dos vereadores e também reclamam da falta de transparência. Há informações de que os insatisfeitos hoje são majoritários.

Um acontecimento que fez esse grupo ficar de orelha em pé ocorreu na semana passada. Para haver uma adequação da Câmara a Lei de Responsabilidade Fiscal, 21 servidores ocupantes de cargos comissionados vinculados diretamente a Mesa Diretora foram exonerados. Apenas oito sobreviveram à degola.

O problema é que a suspeição sobre um suposto acordo entre os dois presidentes cresceu exatamente logo após a publicação dos atos de exoneração.  É que os nomes não foram publicados no Diário Oficial. Daí, não é sabido se um sobrinho de Cícero Amélio – e que seria parte do suposto acordo-, ocupante do cargo de diretor de Assunto Legislativo na Câmara, está entre os que receberam o “até logo, bye, bye exoneração”.

Outro exemplo relatado de falta de transparência do presidente Chico Filho é o desconhecimento, por parte dos insatisfeitos, quanto à resposta dada a uma consulta feita pelo TC e pelo TJ que, de maneira geral, queriam saber quais as condições para que a Câmara funcionasse com 31 vereadores. Ninguém sabe o que foi informado aos dois tribunais.

Será que a resposta teria sido, “sim, nós podemos, nós temos dinheiro porque o TC vai ver que o nosso duodécimo pode, precisa e deve aumentar”.

Bom, os vereadores que já começam a enfrentar o presidente Chico Filho estão temerosos de que a questão só será resolvida durante o recesso. E isso se dará sem a presença dos parlamentares discursando contra ou a favor e também sem a presença do povo e da imprensa.

Essa seria a estratégia política dos que querem aumentar o número de vereadores. Esse seria o argumento favorável para atender grupos políticos, empresariais, familiares (e jurídicos?) que viram seus representantes e aliados derrotados na eleição de 2012. E, principalmente, para o sonhado aumento do duodécimo.

São tantos desejos, não é mesmo?

Orçamento mostra o quanto Vilela e deputados afastados são próximos

Em 2009, o orçamento da Assembleia Legislativa de Alagoas foi de R$ 113. 400.000. A proposta orçamentária enviada pelo Executivo para 2014 é de R$ 151milhões. Assim, no governo Vilela (PSDB), de 2009 até agora, o orçamento do Legislativo aumentou quase 34%.

E tem mais um exemplo: em 2013 o orçamento aprovado da ALE foi de R$ 143 milhões. Para este ano o governador está propondo um aumento de cerca 6%. Esses dados podem ser consultados na página da Assembleia no endereço eletrônico http://assembleia.al.gov.br/index.php/biblioteca, depois clique no link estudo orçamentário dos órgãos estaduais. Essas informações constam como sendo do gabinete do deputado Joãozinho Pereira.

Ora, os dados acima significam a proximidade política, intensa e imensa boa vontade que existe do governador para com a Assembleia. O detalhe importante, porém, é que os números não apresentam os recursos suplementares que foram enviados do Executivo para o Legislativo por determinação de Vilela, que fique claro.

Tamanha boa vontade do governo tucano para com o parlamento alagoano só mostra o quanto há proximidade. Uma prova disso é que o orçamento reajustado proposto pela própria equipe do governador vai ocorrer exatamente em ano eleitoral, 2014. Mais uma bondade e das grandes, não é mesmo?

Sem falar que o presidente da Mesa afastada, Fernando Toledo, é do mesmo partido de Vilela, o PSDB.

O Ministério Público tem investigado com profundidade e em segredo. Mas não pode perder de vista o elo existente entre os dois poderes. Isso parece estar mais do que claro, especialmente o tamanho da bondade de Vilela.

Uma tristeza para todos os alagoanos e para os servidores da ALE que cumprem o seu ofício.

 

PIB eleitoral alagoano se reúne e avalia nomes e alternativas para 2014

Imagine só, caro leitor, uma reunião entre três pesos pesados da política alagoana na noite desta quinta-feira (7), em Maceió. Lá estavam o senador Fernando Collor (PTB), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e a petista mais lulista, Rosiana Beltrão, Administradora do Porto de Maceió.

O encontro pode ter passado despercebido pela imprensa alagoana, mas, essas três lideranças completamente conectadas com o ideário do ex-presidente Lula e da presidente Dilma examinaram o quadro político atual, avaliaram o caos vivido pela saúde, educação e segurança e debateram alternativas e nomes para 2014.

Alternativas e nomes para 2014? Procurei saber o significado profundo e verdadeiro dessa frase que consegui pescar e que me deixou como se eu estivesse com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Pouco consegui descobrir. Então, cabe avançar sobre ela e tentar deduzir.

Alternativas e nomes para 2014 é fato político de relevância, isso está claro. Pode significar, também, nomes e opções de candidaturas de acordo como o quadro eleitoral, certo?

 Sim, é possível.

Ou será provável?

O fato é que não foi o primeiro, tampouco será o último encontro para esse tipo de avaliação. Os partidos que os três participantes do encontro integram estão na oposição ao governo Vilela.

Outro fato importante é que nesse tipo de conversa política de tudo que é dito pouco é tornado público. Há segredos não revelados e estratégias guardadas a sete chaves dentro de um cofre?

 É certo que sim.

Portanto, leitor, político ou não, sugiro que joguemos os dados, façamos a roleta se mover e embaralhemos as cartas do baralho. O jogo está avançando. É hora de fazermos nossas apostas.

Alternativas e nomes para 2014? Se você imaginar o significado desse encontro  provavelmente estará errando o seu palpite.

Assim é a política e seus lances ora surpreendentes, ora repetitivos.

 

 

Alagoano assume liderança de partido na Câmara Federal

O deputado federal alagoano Francisco Tenório (PMN) é o novo líder do PMN na Câmara Federal. Ele foi escolhido pelos demais colegas de bancada, que é formada por três deputados. Sua indicação também foi defendida pela direção nacional do partido.

Além de ser o líder da bancada, o deputado também integra o comando nacional e à presidência do diretório estadual.

Sobre 2014, Chico Tenório informa que pretender disputar o mandato de deputado estadual. No entanto, está sendo pressionado pela direção nacional para concorrer a reeleição.

 A decisão só deverá ser tomada por volta de abril do ano que vem quando, acredita ele, o quadro político alagoano estará bem mais claro com definições sobre quem será mesmo candidato e a que, especialmente na disputa para o governo e para o senado.

Dilma vence no primeiro turno, revela pesquisa

A presidente Dilma Rousseff (PT) seria reeleita, de acordo com pesquisa realizada pela CNT/MDA. E isso ocorre em todos os cenários avaliados contra o senador Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva. No caso de um segundo turno, também sairia vencedora.

Outro dado eleitoral trazido é um leve aumento na aprovação do governo Dilma, assim como desempenho pessoal da presidente avaliado como positivo e se mantendo estável em quase 60.

Abaixo texto publicado pelo brasil247.com.br e Agência Brasil

¶ 247 - A presidente Dilma Rousseff lidera a corrida eleitoral de 2014 com 43,5% dos votos, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã desta quinta-feira 6. A petista venceria em todos os cenários.

O senador Aécio Neves (PSDB) aparece em segundo lugar na mostra, com 19,3% dos votos, enquanto o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), registra 9,5%.

Na hipótese de disputar a Presidência da República contra a ex-senadora Marina Silva e Aécio Neves, Dilma aparece com 40,6% das intenções de voto. Marina registra 22,6%, e Aécio, 16,5%.

Em um eventual segundo turno, a petista também bateria os três adversários, com margem mais apertada numa disputa contra Marina Silva, atual aliada de Eduardo Campos no PSB.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a avaliação do governo federal, que teve ligeira alta:

Aprovação do governo Dilma chega a 39%, mostra CNT

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 39% da população, segundo pesquisa divulgada hoje (7) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O índice é maior que o registrado na pesquisa anterior, de setembro, quando o governo teve avaliação positiva de 38,1%. A avaliação negativa do governo chega a 22,7% dos entrevistados.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 58,8% dos entrevistados. O dado mostra estabilidade em comparação à última pesquisa quando o percentual foi 58%. O índice de desaprovação do desempenho pessoal de Dilma é 38,9%.

A pesquisa, encomendada pela CNT ao instituto MDA, mostra que, no caso de candidatura, a presidenta Dilma Rousseff tem 18,9% da intenção espontânea de voto. Em seguida, aparecem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (7,5%), Aécio Neves (6,7%) e Marina Silva (5,6%). Na pesquisa espontânea, não são apresentadas opções de possíveis candidatos.

Na intenção de voto estimulada, quando são apresentadas opções de candidatos, em cenário sugerido pela pesquisa para o primeiro turno das eleições, Dilma Rousseff tem 43,5% da intenção de voto, Aécio Neves tem 19,3% e Eduardo Campos, 9,5%. Em um segundo cenário apresentado aos entrevistados, Dilma Rousseff tem 40,6% das intenções de voto, Marina Silva, 22,6% e Aécio Neves, 16,5%.

Nesta edição, foram entrevistadas 2.005 pessoas, em 135 municípios de 21 unidades da federação, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.

 

Vilela cutuca Rui e diz que Maceió precisa fazer sua parte na saúde

Os dois são do mesmo partido, o PSDB, portanto o governador Vilela e o prefeito Rui Palmeira são aliados afinadíssimos, certo? Talvez sim, talvez não. É que através do Facebook Vilela deu um bico na canela do Rui.

O chefe do Executivo esteve no Hospital Geral do Estado (HGE) para gerar notícia, é claro. Já são sete anos de governo e as promessas continuam e dividiu sua responsabilidade (ou será culpa?) com os municípios, sobretudo a capital.

O interessante foram alguns comentários feitos por internautas que você pode ler abaixo. Primeiro o texto do governador em sua página no Face:

Teotonio Vilela Filho

Hoje estive no HGE. Fiz uma inspeção na nova unidade, passei nos corredores e conversei com várias pessoas e estou tomando uma série de medidas para buscar resolver o problema da superlotação do hospital. A partir de sexta-feira vamos iniciar um mutirão de atendimentos, exames e consultas especializadas. Estamos fazendo a nossa parte, os municípios precisam fazer a sua, sobretudo a capital.

Fernanda Macedo Até que fim saiu da cadeira de governador e foi ver a situação da nossa saúde pública...

Paulo Sergio C. Moraes Muito bem, governador..kkkkkkk 7 anos de governo e nada..1 visita no hge, parabens nada! E sua obrigacao, vamos trabalhar.

Davi Soares Faça o que a sociedade exige e espera que o senhor faça. Sem subterfúgios, afinal, o senhor prometeu o "Caminho do Bem" e instituiu o "Alagoas Tem Pressa" em sua gestão. Não tenho que parabenizá-lo pela visita. Mas espero ter motivos para escrever sobre alguma solução para o atual quadro do HGE, agravado, apesar de novos leitos inaugurados em sua gestão. Que tenha um bom trabalho!

Felipe Mendes Montargil Excelentíssimo Governador, vc não está fazendo mais do que sua obrigação. Não se gabe por esse ato. Vossa Excelência já deveria ter voltado os olhos pra esse problema a séculos. O engraçado é que o senhor não quis ser atendido no HGE, foi pra santa Casa, pq será??? Vamos olhar pro povo Governador!!! Sua conta está muito alta... vamos cuidar da educação, saúde e segurança!!! Faça pelo seu povo o que vc gostaria que fosse feito pra vc e sua família. Se coloque no lugar desse povo sofrido. Não podemos mais viver de maquigem e promessas!!

Iury Thadeu Falou tudo !! Desse Governo eu não espero mais nada , Alagoas está jogada ao esgoto !!

Delmiro: Locutor diz que Vilela é “apaixonado pelo Sertão”; site discorda

Uma das maiores e mais importantes invenções de todos os tempos, a internet, aproxima as pessoas. Mais do que isso, na verdade, dá voz, dá direito para que as pessoas opinem, retratem e revelem situações variadas.

Assim como fez o site http://www.ferreiradelmiro.com, de Delmiro Gouveia. Lá estavam no município o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, para assinatura da Ordem de Serviço da nova adutora do alto sertão e da montagem da instalação de dois trechos do Canal do Sertão, o Governador Vilela, o Senador Benedito de Lira, prefeitos, vereadores, deputados e sociedade civil.

Os discursos, claro, foram maravilhosos, daqueles que demonstram imensa vontade de ajudar o povo, unir forças, mais progresso pra região e tome o lenga, lenga político de sempre.

Mas eis que um pouquinho antes dos discursos das autoridades presentes chega o governador, logo anunciado com emoção, festa e pompa pelo locutor oficial do evento que grita, emocionado e querendo emocionar, a seguinte frase: " Governador Teotônio Vilela, o governador apaixonado pelo sertão".

 Essa frase serviu como inspiração para o texto que você pode ler abaixo na íntegra:

Por Ferreira Delmiro, http://www.ferreiradelmiro.com:

Téo Vilela, o governador "apaixonado pelo sertão"

Ontem 04/11, Delmiro recebeu a visita do Governador Teotônio Vilela Filho e do  ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, ambos, participaram da assinatura da ordem de serviço da obra de integração do Canal Adutor do Sertão Alagoano com o Sistema Coletivo de Abastecimento de Água do Alto Sertão Alagoano.

Muitas coisas chamaram a atenção, uma delas foi a fala do competente rapaz que fazia o cerimonial. Em uma de suas frases de maneira eufórica, declarou: " Governador Teotônio Vilela, o governador apaixonado pelo sertão".

Bom essa frase me fez duvidar do significado da palavra paixão. Para tentar entender essa paixão, vamos fazer uma breve análise das ações do governado para com o sertão, a partir dai entenderemos esse sentimento.

 

1. Saúde Pública

O Alto sertão não possuí nenhuma UPA funcionando, e o hospital que atende a maioria das cidades do alto sertão, está um caos. Justamente as vésperas da visita do governador nos deparamos com um cartaz no Hospital Antenor Serpa; "Não há médicos, por favor procurar outro atendimento", a questão é qual atendimento.

São mulheres grávidas que tem que ir para outra cidade porque faltam condições para o parto, e o mais absurdo, falta médico.

 

2. As 369 casas

369 casas que deveriam ser entregues em 2010 e beneficiar 1.845 pessoas, estão abandonadas, na área verde.

 

3. Estradas

A estrada que liga Delmiro a Olho D`Água do Casado encontra-se em péssimas condições.

 

4. Carros pipa

Alguns proprietários de Carros Pipa, que levaram água para pessoas vítimas da seca, denunciam que estão há 4 meses sem receber.

Bom vou parar por aqui, para que não se torne cansativo.

Depois dessa breve análise é preciso separar: o "sertão" como espaço físico, com suas riquezas naturais, o " sertão"  como eleitores e o "sertão" como povo sertanejo, valores culturais, humanos que precisam de saúde, segurança e educação .

Fazendo essa separação, talvez encontremos uma brecha para usarmos a palavra "apaixonado" em alguns desses sertões.

 

 

Radicais conservadores do PSOL querem lançar candidato a presidente

O senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, deverá anunciar a sua pré-candidatura à Presidência da República ainda este mês. Isso é o que ele quer. Só que terá que disputar internamente com Luciana Genro, ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul.

Ele afirma que há necessidade de uma candidatura de esquerda, já que aqueles que estão aparecendo como candidatos pelos demais partidos não apresentam tal perfil.

Considerados radicais, os integrantes do PSOL permanecem incapazes de aumentar o seu leque de alianças. Questionados sobre com quais partidos podem construir um entendimento numa disputa eleitoral, Randolfe Rodrigues foge da pergunta aos e referir apenas aos nanicos e pouco representativos PCB e PSTU.

A verdade é que o PSOL pretende apenas manter-se vivo, somente isso.

¶ Abaixo os principais trechos da entrevista:

247 - Senador, o seu partido aguarda sua definição sobre a possibilidade de concorrer à Presidência da República. Já o diretório do partido no Amapá debate seu nome ao governo do Estado. O senhor já tomou essa decisão?

Randolfe Rodrigues – No próximo dia 15 de novembro, deveremos realizar um ato, mas por enquanto estamos definindo o local, se será em Brasília ou Rio de Janeiro. Esse ato será de lançamento da nossa pré-candidatura à Presidência da República.

Existe consenso dentro do PSOL em relação ao seu nome?

Não. Existe também o nome da ex-deputada federal Luciana Genro. Não é um nome apoiado pela maioria do partido, mas vamos resolver isso no congresso do PSOL. Eu espero que possamos avançar o quanto antes  para chegarmos a um consenso. Do contrário, será decidido mesmo no Congresso Nacional do Partido nos dias 29, 30 e 1º de dezembro, através da maioria dos delegados presentes.

O senhor já tem o apoio da maioria dos delegados?

De acordo com as contas que nós temos no processo preparatório da eleição de delegados ao congresso nacional, posso dizer que sim.

O PSOL está aberto a alianças com outras legendas ou vai lançar candidatura própria, a chamada cabeça de chapa?

Essa eleição precisa ter uma candidatura de esquerda. Precisa ter um candidato que apresente um programa alternativo. Todos os candidatos têm medo de falar do papel estratégico do Estado. Veja, todas as candidaturas apresentadas defendem a privatização do pré-sal. Uns defendem a privatização escancarada. Outros defendem o modelo de privatização envergonhada, que é o modelo de partilha. Portanto, é importante ter uma candidatura que diga “a nossa Petrobras tem condições de fazer exploração do pré-sal!”. Isso é o exemplo de um programa que pode ser apresentado ao Brasil.

O senhor é essa alternativa de esquerda?

Tem que ter uma candidatura que apresente esse programa e nós vamos apresentar nesse eleição. Temos visto um deslocamento na política do centro para a direita. Bandeiras históricas à esquerda se perderam ao longo do caminho. Tem que existir alguém que apresente essa bandeira mais à esquerda. As candidaturas que surgiram aí não apresentam esse perfil.

Quem seriam os possíveis aliados do PSOL em um projeto à Presidência da República?

Vamos conversar com o PCB, com o PSTU. Eu acho que são partidos que se propõem a dialogar e debater conosco. Vamos conversar em especial com esses dois e com outros partidos que queiram debater nosso programa. Eu acho que esses dois partidos são os que mais se identificam com nosso programa. Não creio que no atual aspecto político brasileiro tenham outros. Se tiver serão bem vindos, mas não creio que existam.

Nas pesquisas, o senhor era o nome do PSOL ao governo do Amapá. Como fica a situação do partido no Estado com essa sua decisão?

Vamos ter um congresso estadual do partido. Nesse congresso vamos debater isso. Eu defendo que nós esgotemos o leque de possibilidade de diálogos. Defendo a realização de um encontro extraordinário em março do ano que vem para decidir o rumo em relação ao Amapá.

 

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