Uma nova etapa na corrida política ao governo de Alagoas foi dada com o lançamento da candidatura de Renan Filho (PMDB). O desafio, a partir de agora, será convencer o eleitor de que representa o novo, porém com experiência pelos cargos que ocupou como prefeito e deputado federal mais votado na eleição de 2010.
A seu favor cerca de 15 partidos – portanto, o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita - o apoio do político hoje mais poderoso da República, o senador Renan Calheiros (PMDB), de um ex-presidente da República, senador Fernando Collor (PTB), do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), do ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PRTB) e das duas maiores expressões da política e da administração pública do interior, Célia Rocha e Luciano Barbosa.
O ex-secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares “O Breve”, terá o desafio de se apresentar ao eleitorado como o novo, como o não-político. Contudo, embora tenha sido vereador em Traipu por seis anos, é de se imaginar que apresentou uma série de projetos que melhorariam a vida do povo caso tivessem sido implementados, não é mesmo?
Pois bem, “O Breve” também será obrigado a defender o governo Vilela, seu mentor, e seus oito anos de mandato com números e resultados pífios, desastrosos na educação, saúde e segurança.
Já o senador Biu de Lira (PP) tem um nó cego para desatar imediatamente. Precisa construir alianças que fortaleçam a chapa majoritária com votos e importantes minutos para a propaganda, além de formar a coligação proporcional.
Essas candidaturas, especialmente as duas primeiras citadas, foram definidas de olho em como a sociedade poderia reagir. Quando a Frente de Oposição deu um bye, bye pro PRTB e PMN assim fez para não se contaminar com o que é inaceitável pela sociedade civil.
Já o PSDB se esconde do povo apresentando o desconhecido ex-vereador de Traipu. Ou seja, nem sempre o novo é tanto quanto parece.
As vozes das ruas soam cada vez mais altas. E elas assustam o político profissional demasiadamente.
Há quem diga que a disputa pela Presidência da República terá influência na eleição em Alagoas. Não acredito. Quando Ronaldo Lessa foi eleito governador Lula perdeu em Alagoas e quando Dilma venceu por essas bandas Vilela foi reeleito.
O eleitor separa muito bem a campanha presidencial da estadual. Há influência, é claro, mas não de forma decisiva.
Os velocistas que pleiteiam o governo alagoano estão colocados nas suas posições na pista de corrida. A largada já foi dada e o vitorioso será definido pelo povo.