Voney Malta

Vilela cutuca Rui e diz que Maceió precisa fazer sua parte na saúde

Os dois são do mesmo partido, o PSDB, portanto o governador Vilela e o prefeito Rui Palmeira são aliados afinadíssimos, certo? Talvez sim, talvez não. É que através do Facebook Vilela deu um bico na canela do Rui.

O chefe do Executivo esteve no Hospital Geral do Estado (HGE) para gerar notícia, é claro. Já são sete anos de governo e as promessas continuam e dividiu sua responsabilidade (ou será culpa?) com os municípios, sobretudo a capital.

O interessante foram alguns comentários feitos por internautas que você pode ler abaixo. Primeiro o texto do governador em sua página no Face:

Teotonio Vilela Filho

Hoje estive no HGE. Fiz uma inspeção na nova unidade, passei nos corredores e conversei com várias pessoas e estou tomando uma série de medidas para buscar resolver o problema da superlotação do hospital. A partir de sexta-feira vamos iniciar um mutirão de atendimentos, exames e consultas especializadas. Estamos fazendo a nossa parte, os municípios precisam fazer a sua, sobretudo a capital.

Fernanda Macedo Até que fim saiu da cadeira de governador e foi ver a situação da nossa saúde pública...

Paulo Sergio C. Moraes Muito bem, governador..kkkkkkk 7 anos de governo e nada..1 visita no hge, parabens nada! E sua obrigacao, vamos trabalhar.

Davi Soares Faça o que a sociedade exige e espera que o senhor faça. Sem subterfúgios, afinal, o senhor prometeu o "Caminho do Bem" e instituiu o "Alagoas Tem Pressa" em sua gestão. Não tenho que parabenizá-lo pela visita. Mas espero ter motivos para escrever sobre alguma solução para o atual quadro do HGE, agravado, apesar de novos leitos inaugurados em sua gestão. Que tenha um bom trabalho!

Felipe Mendes Montargil Excelentíssimo Governador, vc não está fazendo mais do que sua obrigação. Não se gabe por esse ato. Vossa Excelência já deveria ter voltado os olhos pra esse problema a séculos. O engraçado é que o senhor não quis ser atendido no HGE, foi pra santa Casa, pq será??? Vamos olhar pro povo Governador!!! Sua conta está muito alta... vamos cuidar da educação, saúde e segurança!!! Faça pelo seu povo o que vc gostaria que fosse feito pra vc e sua família. Se coloque no lugar desse povo sofrido. Não podemos mais viver de maquigem e promessas!!

Iury Thadeu Falou tudo !! Desse Governo eu não espero mais nada , Alagoas está jogada ao esgoto !!

Delmiro: Locutor diz que Vilela é “apaixonado pelo Sertão”; site discorda

Uma das maiores e mais importantes invenções de todos os tempos, a internet, aproxima as pessoas. Mais do que isso, na verdade, dá voz, dá direito para que as pessoas opinem, retratem e revelem situações variadas.

Assim como fez o site http://www.ferreiradelmiro.com, de Delmiro Gouveia. Lá estavam no município o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, para assinatura da Ordem de Serviço da nova adutora do alto sertão e da montagem da instalação de dois trechos do Canal do Sertão, o Governador Vilela, o Senador Benedito de Lira, prefeitos, vereadores, deputados e sociedade civil.

Os discursos, claro, foram maravilhosos, daqueles que demonstram imensa vontade de ajudar o povo, unir forças, mais progresso pra região e tome o lenga, lenga político de sempre.

Mas eis que um pouquinho antes dos discursos das autoridades presentes chega o governador, logo anunciado com emoção, festa e pompa pelo locutor oficial do evento que grita, emocionado e querendo emocionar, a seguinte frase: " Governador Teotônio Vilela, o governador apaixonado pelo sertão".

 Essa frase serviu como inspiração para o texto que você pode ler abaixo na íntegra:

Por Ferreira Delmiro, http://www.ferreiradelmiro.com:

Téo Vilela, o governador "apaixonado pelo sertão"

Ontem 04/11, Delmiro recebeu a visita do Governador Teotônio Vilela Filho e do  ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, ambos, participaram da assinatura da ordem de serviço da obra de integração do Canal Adutor do Sertão Alagoano com o Sistema Coletivo de Abastecimento de Água do Alto Sertão Alagoano.

Muitas coisas chamaram a atenção, uma delas foi a fala do competente rapaz que fazia o cerimonial. Em uma de suas frases de maneira eufórica, declarou: " Governador Teotônio Vilela, o governador apaixonado pelo sertão".

Bom essa frase me fez duvidar do significado da palavra paixão. Para tentar entender essa paixão, vamos fazer uma breve análise das ações do governado para com o sertão, a partir dai entenderemos esse sentimento.

 

1. Saúde Pública

O Alto sertão não possuí nenhuma UPA funcionando, e o hospital que atende a maioria das cidades do alto sertão, está um caos. Justamente as vésperas da visita do governador nos deparamos com um cartaz no Hospital Antenor Serpa; "Não há médicos, por favor procurar outro atendimento", a questão é qual atendimento.

São mulheres grávidas que tem que ir para outra cidade porque faltam condições para o parto, e o mais absurdo, falta médico.

 

2. As 369 casas

369 casas que deveriam ser entregues em 2010 e beneficiar 1.845 pessoas, estão abandonadas, na área verde.

 

3. Estradas

A estrada que liga Delmiro a Olho D`Água do Casado encontra-se em péssimas condições.

 

4. Carros pipa

Alguns proprietários de Carros Pipa, que levaram água para pessoas vítimas da seca, denunciam que estão há 4 meses sem receber.

Bom vou parar por aqui, para que não se torne cansativo.

Depois dessa breve análise é preciso separar: o "sertão" como espaço físico, com suas riquezas naturais, o " sertão"  como eleitores e o "sertão" como povo sertanejo, valores culturais, humanos que precisam de saúde, segurança e educação .

Fazendo essa separação, talvez encontremos uma brecha para usarmos a palavra "apaixonado" em alguns desses sertões.

 

 

Radicais conservadores do PSOL querem lançar candidato a presidente

O senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, deverá anunciar a sua pré-candidatura à Presidência da República ainda este mês. Isso é o que ele quer. Só que terá que disputar internamente com Luciana Genro, ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul.

Ele afirma que há necessidade de uma candidatura de esquerda, já que aqueles que estão aparecendo como candidatos pelos demais partidos não apresentam tal perfil.

Considerados radicais, os integrantes do PSOL permanecem incapazes de aumentar o seu leque de alianças. Questionados sobre com quais partidos podem construir um entendimento numa disputa eleitoral, Randolfe Rodrigues foge da pergunta aos e referir apenas aos nanicos e pouco representativos PCB e PSTU.

A verdade é que o PSOL pretende apenas manter-se vivo, somente isso.

¶ Abaixo os principais trechos da entrevista:

247 - Senador, o seu partido aguarda sua definição sobre a possibilidade de concorrer à Presidência da República. Já o diretório do partido no Amapá debate seu nome ao governo do Estado. O senhor já tomou essa decisão?

Randolfe Rodrigues – No próximo dia 15 de novembro, deveremos realizar um ato, mas por enquanto estamos definindo o local, se será em Brasília ou Rio de Janeiro. Esse ato será de lançamento da nossa pré-candidatura à Presidência da República.

Existe consenso dentro do PSOL em relação ao seu nome?

Não. Existe também o nome da ex-deputada federal Luciana Genro. Não é um nome apoiado pela maioria do partido, mas vamos resolver isso no congresso do PSOL. Eu espero que possamos avançar o quanto antes  para chegarmos a um consenso. Do contrário, será decidido mesmo no Congresso Nacional do Partido nos dias 29, 30 e 1º de dezembro, através da maioria dos delegados presentes.

O senhor já tem o apoio da maioria dos delegados?

De acordo com as contas que nós temos no processo preparatório da eleição de delegados ao congresso nacional, posso dizer que sim.

O PSOL está aberto a alianças com outras legendas ou vai lançar candidatura própria, a chamada cabeça de chapa?

Essa eleição precisa ter uma candidatura de esquerda. Precisa ter um candidato que apresente um programa alternativo. Todos os candidatos têm medo de falar do papel estratégico do Estado. Veja, todas as candidaturas apresentadas defendem a privatização do pré-sal. Uns defendem a privatização escancarada. Outros defendem o modelo de privatização envergonhada, que é o modelo de partilha. Portanto, é importante ter uma candidatura que diga “a nossa Petrobras tem condições de fazer exploração do pré-sal!”. Isso é o exemplo de um programa que pode ser apresentado ao Brasil.

O senhor é essa alternativa de esquerda?

Tem que ter uma candidatura que apresente esse programa e nós vamos apresentar nesse eleição. Temos visto um deslocamento na política do centro para a direita. Bandeiras históricas à esquerda se perderam ao longo do caminho. Tem que existir alguém que apresente essa bandeira mais à esquerda. As candidaturas que surgiram aí não apresentam esse perfil.

Quem seriam os possíveis aliados do PSOL em um projeto à Presidência da República?

Vamos conversar com o PCB, com o PSTU. Eu acho que são partidos que se propõem a dialogar e debater conosco. Vamos conversar em especial com esses dois e com outros partidos que queiram debater nosso programa. Eu acho que esses dois partidos são os que mais se identificam com nosso programa. Não creio que no atual aspecto político brasileiro tenham outros. Se tiver serão bem vindos, mas não creio que existam.

Nas pesquisas, o senhor era o nome do PSOL ao governo do Amapá. Como fica a situação do partido no Estado com essa sua decisão?

Vamos ter um congresso estadual do partido. Nesse congresso vamos debater isso. Eu defendo que nós esgotemos o leque de possibilidade de diálogos. Defendo a realização de um encontro extraordinário em março do ano que vem para decidir o rumo em relação ao Amapá.

 

Afastados da ALE articulam eleição da Mesa e renúncia dos suplentes

Vanessa Alencar/Arquivo 13758188609678 Mesa Diretora da ALE

A intenção da Mesa destituída é que a deputada Flávia Cavalcante (PMDB) renuncie à Presidência, assim como o também segundo suplente, deputado Severino Pessoa (PPS). A pressão tem sido imensa. Com a renúncia de ambos não haveria a eleição para preenchimento dos cargos vagos da Mesa porque os dois são os únicos suplentes.

Isso ocorrendo o impasse seria criado e uma crise estaria instalada com a paralisação do Poder Legislativo que, por conseqüência, também atingiria o Judiciário e o Executivo através de projetos importantes que não seriam votados.

O nó principal se daria especialmente quanto ao Orçamento de 2014, que define o valor do duodécimo que será repassado para todos os poderes, além do Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, enfim.

O raciocínio dos afastados é que sem eleição, com o trancamento do Legislativo e sem orçamento o governador Viela os apoiaria ainda mais e assim - sonham e desejam - seriam reconduzidos pelo Judiciário.

Enquanto o fato desejado (renúncia) não ocorre, os afastados também trabalham um nome para comandar a ALE. Um dos citados foi o de Joãozinho Pereira (PSDB), logo descartado por ser muito ligado ao governador Vilela.

O deputado que vem ganhando corpo é o arapiraquense Ricardo Nezinho (PMDB), ligadíssimo ao senador Renan Calheiros. O comentário é que o presidente do Senado Federal está bastante envolvido no processo.

 

 

 

O afastamento da Mesa da ALE e os calafrios sentidos pelo governo tucano

Não é nada, não é nada, mas não tenha dúvida que o afastamento de toda a Mesa Diretora da Assembleia deixou a turma do PSDB que gravita em torno do governador Vilela sentindo arrepios. Como ninguém sabe com segurança como será o desenrolar dessa questão pelos próximos dias ou meses, o governador Vilela, embora vá negar, terá que se envolver na eleição da Mesa Diretora. Afinal de contas, o Legislativo não poderá ficar paralisado. A máquina pública não pode parar e o Executivo tem projetos importantes para votar, caso do Orçamento de 2014, entre outros.

Mais do que isso, o governador Vilela não deverá deixar que a Presidência seja comandada por deputados como Judson Cabral ou Olavo Calheiros, por exemplo. Esses dois são capazes de cederem mais informações do que as exigidas pelo Ministério Público. Já imaginou se o novo presidente decidir liberar os dados sobre os milhões de reais a mais que o governador autorizou a liberação para a ALE além do que estava previsto no duodécimo?  Vai dar @#$%&*.

E mais: o presidente a ser escolhido terá que estar sintonizado com o PSDB, sem que necessariamente precise ser filiado ao partido, que fique claro. Terá que ser confiável e fiel, assim como foi o presidente afastado Fernando Toledo (PSDB), para proteger o governador de processos como o do  caso Gautama. Portanto, o governador Vilela vai se envolver na escolha da nova Mesa, é claro, pois ele não é doido de ficar nas mãos de alguém que não esteja na sua mão.

Quando ao Ministério Público comandado pelo procurador-geral de justiça, Sérgio Jucá, avisei numa postagem que ele não é profissional de deixar trabalho pela metade, muito menos de deixar mofando nas gavetas do escritório. Aposto, ainda, que novos fatos vão surgir. É que Jucá deu o recado ao declarar para jornalistas que estava enojado com o que havia descoberto.

Provavelmente ele viu muito mais do que muitos castelos de cartas viciadas e uma teia de aranha que teima em não ceder.

Já pensou se essa teia interligar poderes? Eita!

 

 

Tudo o que está dito hoje na política pode ser desfeito e refeito

Faltando cerca de um ano para as eleições de 2014 nada esta definido, é óbvio. Aliados de hoje podem ser os adversários de amanhã, assim como o contrário também. Coligações e candidaturas dadas como certas podem esvair-se no ar como mágica e outras surgirem surpreendentemente.

Eu já escrevi em outra postagem que, assim como na vida, “na política não há nada feito que não possa ser desfeito e refeito”. O imponderável, o inesperado, as fatalidades e as traições podem ocorrer a qualquer momento. E tudo se transforma. O cenário muda, outros atores saem do camarim e entram na cena política. Esse é o mundo da política.

Quem poderia imaginar, nem quais serão seus desdobramentos e suas consequências, num desentendimento entre a presidente Dilma e o PMDB do senador Renan Calheiros? O fato é que a presidente ficou naquele estado - @#$%&* - por conta da iniciativa do senador de colocar em votação projeto que garante a autonomia formal do Banco Central.

 Para o governo esse fato estaria sendo encarada como rompimento, e seria uma retaliação dos peemedebistas pela não nomeação de um indicado pelo partido como ministro da Integração Nacional.

Renan Calheiros presidente do Senado e aliado da Dilma tem um tamanho. Adversário do Planalto tem outro completamente diferente. E essa situação – seja uma ou outra - também influencia no quadro político alagoano profundamente.

Por isso, nada do que é dito, prometido, nenhum namoro ou casamento em política é para sempre. Os fatos ah, os fatos - mudam tudo, transformam tudo, sempre.

 

Arapiraca é mina de ouro eleitoral, mas carece de liderança política

Cidade líder do ponto de vista econômico no interior de Alagoas, Arapiraca também é referência política para todas as cidades no seu entorno. Assim, o que acontece na ex-terra do fumo repercute por toda a região. Dona de um imenso eleitorado, quase 120 mil, nesse quesito também tem grande influência nas cidades vizinhas. Por isso o município tem sido intensamente visitado pelos principais políticos alagoanos.

Do ponto de vista estratégico é fundamental para qualquer eleição. Arapiraca é disputada centímetro a centímetro antes e durante as eleições majoritárias. Lá estão constantemente Collor, Renan e Vilela. Apesar de tamanha importância, historicamente carece de uma liderança que ultrapasse os limites da região, que seja referência estadual.

Atualmente nem a prefeita Célia Rocha nem o ex-prefeito e ex-ministro da Integração Nacional, Luciano Barbosa, muito menos o atual secretário de Articulação Política do governo Vilela, Rogério Teófilo, conseguem destaque. Célia Rocha foi eleita deputada federal. Mas não ficou satisfeita com o exercício do mandato. Desistiu, e voltou pra prefeitura de Arapiraca. Luciano Barbosa é reconhecido como bom gestor, só que não empolga enquanto político. Falta-lhe carisma.

Quanto a Rogério Teófilo, não tem o tempero do político corajoso de quem enfrenta adversários e adversidades decididamente. Como ex-secretário Estadual de Educação por duas vezes – a primeira no governo Manoel Gomes de Barros, que pouca gente lembra - não deixou nenhuma saudade. E, recentemente como secretário de Educação no governo do PSDB alagoano, a lembrança que nos deixou foi a dos tetos das escolas desabando. Se você estranhou por que não me referi a nenhum deputado estadual, peço desculpas. É que não há um só que possa simbolizar algo significante para os arapiraquenses e para Alagoas.

Arapiraca é grande demais, importante demais. Mas os seus representantes políticos são pequenos para o tamanho da importância social e econômica

 

Pesquisa aponta Campos vencendo Dilma e Lula derrotando todos

A pesquisa foi feita pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau (IPMN) em parceria com o Jornal do Commercio. Foram ouvidos 2.423 eleitores entre os dias 21 e 22 deste mês. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

Limitada apenas ao estado de Pernambuco, sinceramente, caro leitor, embora a presidente apareça atrás do governador, isso não me surpreendeu. Eu acreditava que em Pernambuco Eduardo Campos estaria bem distante, aliás, muitos corpos adiante dos seus prováveis adversários, o que não ocorre, como veremos.

Num embate direto, por exemplo, faltando um ano para as eleições, Eduardo Campo tem apenas 3 pontos percentuais de vantagem, dependendo do cenário. Quando o cenário avalia uma candidatura do ex-presidente Lula, ele venceria a todos com facilidades. E Aécio Neves quase não aparece na pesquisa. Dá até pena.

Leia abaixo reportagem publicada pelo Brasil247.com:

 

29 de Outubro de 2013

¶ PE247 - O governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, está à frente da presidente Dilma Rousseff (PT) no que diz respeito a intenção de votos por parte do eleitorado pernambucano. Faltando um ano para as eleições, no caso de um embate direto entre Campos e Dilma, o governador venceria a disputa por 33% a 30% e por 33% a 28%, dependendo do cenário, conforme pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau (IPMN) em parceria com o Jornal do Commercio. Campos só perderia o pleito em Pernambuco se a disputa fosse travada com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Neste cenário, Lula teria 44% da preferência do eleitorado estadual contra 25% do governador. Na pesquisa espontânea, Lula também sairia vencedor com 22%, seguido por Dilma (14%) e Campos (14%).

No primeiro cenário da pesquisa IPMN/JC figuram os candidatos Eduardo Campos, Dilma Rousseff e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Nesta hipótese, Campos teria 33% dos votos válidos, enquanto a presidente Dilma ficaria com 30% e Aécio Neves registraria apenas 2%. Votos brancos e nulos somariam 17% e outros 17% não responderam.

Caso a ex-senadora Marina Silva seja a candidata do PSB no lugar do governador Eduardo Campos, a presidente Dilma teria mais que o dobro de votos registrado pela socialista recém-filiada ao partido. O estudo aponta que Dilma seria eleita pelos pernambucanos com 36%, enquanto Marina e Aécio Neves teriam 15% e 3%, respectivamente. Os eleitores que votariam brancos e nulos somam 26% enquanto outros 19% não respondera, ou não souberam responder aos questionários do estudo.

Considerando-se o cenário em que a eleição fosse disputada entre Campos, Dilma e o ex-governador de São Paulo, o tucano José Serra (PSDB), em substituição a Aécio Neves, O socialista venceria cm 33% das intenções de voto. A presidente Dilma teria 28% enquanto Serra ficaria com apenas 4%. Outros 17% anulariam o voto e um percentual igual de eleitores não souberam ou não responderam.

Já em um embate eleitoral entre o ex-presidente Lula, Campos e Aécio, a vitória petista se daria com folga. Lula possui 44% das intenções de voto dos pernambucanos. Neste cenário, o governador teria 25% da preferência do eleitor, enquanto o senador mineiro Aécio Neves registraria apenas 2%. Brancos e Nulos somam 14% e outros 14% não responderem ou não quiseram responder.

Quando indagados sobre qual político inspira mais medo em vir a ser o presidente do Brasil, os maiores índices ficam com os tucanos José Serra (21%) e Aécio Neves (11%). Aécio aparece empatado com a presidente Dilma (11%), sendo seguido por Eduardo Campos (5%). Apenas 3% dos eleitores teriam medo de um possível retorno do ex-presidente Lula ao Planalto.

A pesquisa IPMN/JC ouviu 2.423 eleitores em todas as regiões do Estado entre os dias 21 e 22 deste mês. A margem de erro do estudo é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança chega a 95%.

 

As lições do último governo Suruagy pra Renan e a eleição de 2014

Em 1994 Divaldo Suruagy foi eleito para o seu terceiro mandato de governador. Para isso, construiu uma unanimidade em torno de sua candidatura inimaginável. Tamanha engenharia política que juntou cobra, sapo, jacaré e DEUS e o diabo em um só palanque e numa administração, somada a sua incapacidade de perceber e enfrentar a grave crise econômica e financeira que atingia o Estado foi os ingredientes explosivos que levaram a mais completa derrocada um dos maiores políticos da história alagoana, em 1997. Sobrou-lhe o ocaso.

Tão recente lição parece ainda não ter sido compreendida por políticos alagoanos de grande projeção e influência na política brasileira. Refiro-me ao senador Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado Federal.

Ao jogar a decisão de anunciar se é ou não candidato ao governo de Alagoas para o ano que vem, Renan age com sabedoria. Porém, peca ao demonstrar que pretende alinhar em torno de sua candidatura partidos e personalidades que fazem oposição a presidente Dilma Rousseff.

O que parece estar em jogo, inicialmente, é a construção do palanque da presidente em Alagoas. Portanto, fica difícil compreender qualquer possibilidade de que o PSDB do governador Vilela participe de um possível grupo de apoio ao senador. Afinal de contas, em pleno período eleitoral será que Dilma subirá no palanque que conta com o apoio dos tucanos?

Embora cada estado tenha suas especificidades durante o período eleitoral na formação do bloco de alianças, e ninguém governa nem chega a lugar nenhum sem alianças e sem concessões, esse retrato está bem claro e sem subterfúgios, pelo menos por enquanto.

Aqui mesmo neste blog o governador Ronaldo Lessa já anunciou que se ocorrer aproximação com Vilela o grupo de oposição implode.  E, neste domingo (27), na coluna de Ilimar Franco, do O Globo, surge outro problema para Renan Calheiros resolver. Confira abaixo:

Dá ou desce
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), está levando uma dura do PT. Os petistas estão dispostos a apoiar o PMDB para o governo de Alagoas, desde que ele seja o candidato. Mas foi advertido que se a tarefa ficar com o deputado Renan Filho, o PT não tem como não compartilhar o palanque da presidente Dilma com o do candidato do PP ao governo, senador Benedito de Lira.

Daí fica claro - ou será que escurece? - que o senador, se não quer ser ele mesmo o candidato, pretende indicar e apresentar um nome para que seja aceito pela oposição?

Que as lições vividas por Divaldo Suruagy sejam lembradas.

                                                              

 

 

Petistas, tucanos, pessebistas e o Ibope. Começa a guerra

O Brasil já vive a expectativa das eleições de 2014. Os principais partidos já começam a ficar irritados com os números dos institutos de pesquisas. Quando não agradam, dúvidas são lançadas, suspeitas de manipulação são levantadas e anunciadas. A guerra dos números e das versões está lançada.

Faltando um ano para a eleição, as desconfianças começam a ficar mais forte, especialmente para o partido que acredita que está com um percentual de aprovação maior do que é divulgado. A última pesquisa realizada pelo Ibope, ontem (24), trouxe os primeiros disparos da desconfiança. O fato é que há, comparativamente,  discrepâncias  ente os números  divulgados este mês pelo Data Folha, Vox Populi e Ibope, conforme reportagem do Brasil247.com, que você pode ler abaixo:

Ibope e Datafolha irritam petistas e tucanos

Diferenças entre resultados levam estrategistas da presidente Dilma Rousseff e do presidenciável Aécio Neves a questionar métodos dos maiores institutos do País; no PT, reclamação é contra pontuação considerada excessiva para Eduardo Campos, do PSB; "Em relação ao Vox Populi, Datafolha parece ter feito sua pesquisa em outro país", diz um dos conselheiros da presidente; "Há um visível conflito de interesse no Ibope", aponta senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB); "O instituto tem contratos com o governo federal e, frente aos demais, é o que apresenta as menores intenções para o nosso candidato Aécio. Por que será?", pergunta ele, com ironia; guerra no campo dos números tende a recrudescer

247 – Acabam de ser disparados os primeiros tiros na guerra de números em que as eleições brasileiras costumam estar envolvidas. A cada pleito, em razão de um longo histórico de diferenças entre o que os institutos apuram e o resultado efetivo encontrado nas urnas eletrônicas, os métodos das maiores empresas de pesquisas sempre despertam desconfianças em várias frentes.

Agora, as suspeitas de manipulação começaram quando ainda falta um ano para a eleição.

"O Ibope, que tem contratos com o governo federal, apresenta os menores números para o nosso candidato Aécio Neves na comparação com os outros institutos", assinala o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). "Por que será?", pergunta ele, com ironia, insinuando que pode existir interesse do instituto dirigido pelo conhecido Carlos Augusto Montenegro em deprimir as intenções voto do presidenciável tucano. "O que existe aí é um visível conflito de interesses", sublinha o senador.

O fato que apóia as suspeitas do senador tucano é nítido a olho nu. Enquanto no Datafolha divulgado em 12 de outubro Aécio apareceu com 21% de intenções e, no dia 15, o pré-candidato tucano surgiu com 20% na pesquisa Vox Populi, seu índíce caiu para 14% no levantamento do Ibope revelado em 24 de outubro. Lembram os tucanos que não há justificativa política para a queda de sete pontos percentuais de Aécio entre os 12 dias que separaram as pesquisas Datafolha e Ibope.

LIGAÇÕES PERIGOSAS - Em razão das ligações do instituto presidido por Montenegro com o governo, o comando do PSDB estava em estado de alerta frente ao levantamento do Ibope. Temia-se que, na forma de pegadinha, questionamentos sobre os principais apoiadores de cada um dos principais pré-candidatos fortalecesem a presidente Dilma Rousseff, apoiada pelo ex-presidente Lula, e o governador Eduard Campos, aliado da ex-ministra Marina Silva, e pesasse contra o senador mineiro, aparado pelo ex-presidente Fernando Henrique que, neste momento, está mais distante da cena política do dia a dia.

Os tucanos também coçam a cabeça pelo fato de o instituto Datafolha ter ido a campo no dia 11 de outubro fazer sua última pesquisa, um dia após o programa político do PSB ir ao ar. Talvez pelo recall do que foi mostrado na TV, o fato é que Campos apareceu no levantamento de dois dias depois com seu melhor número até aqui: 15%.

Para o PT, o maior problema também aparece no Datafolha. "Os números para Eduardo e Marina são tão diferentes, para cima, dos encontrados pelos outros institutos que, ao que parece, a pesquisa deles foi feita em outro país", ironiza um dos conselheiros mais próximos da presidente Dilma. A reclamação igualmente tem amparo nos números díspares encontrados pelos institutos. Enquanto a ex-senador Marina Silva gira entre 21% e 23% de intenções nas pequisas Ibope e Vox Populi, respectivamente, no Datafolha suas preferências disparam para 29%.

Até aqui, as reclamações são apenas verbais. Mas já está claro, com elas, que os grandes institutos serão marcados de perto pelos partidos políticos. Escaldados por erros grosseiros desses mesmos institutos nas últimas eleições, ninguém que participa da disputa da 2014 quer, mais uma vez, cair calado no conto do 'já ganhou' ou 'já perdeu' que os levantamentos prévios se acostumaram a apresentar à sociedade. A tendência,por isso, é que a guerra de números – e contra os números – só faça recrudescer a cada pesquisa divulgada.

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