Enquanto o ex-presidente Lula e o presidenciável Eduardo Campos esquentam o cenário político com trocas de farpas daqui e dali, a presidente Dilma enfrenta uma dura crise política com partidos da base aliada. Pra piorar, o caso Pasadena, a polêmica compra de uma refinaria pela Petrobras, no Texas, Estados Unidos, parece que está explodindo.


A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje (20) o ex-diretor de Abastecimento e Refino da empresa, que esteve envolvido na negociação da refinaria. O bombástico é que Paulo Roberto Costa foi indicado para o cargo pelo PP. O partido faz parte da base aliada do PT no Congresso Nacional.


O motivo da prisão foi a acusação de tentativa de destruição de provas. Só que numa operação policial o que é ruim tende a ficar ainda pior. Pois bem, a PF descobriu que Paulo Roberto ganhou um carro de presente de um doleiro e ainda encontrou mais de um milhão de reais.


Ele foi diretor da Petrobras durante o governo Lula e era considerado tão poderoso quanto o próprio presidente à época, José Sérgio Gabrielli, que também está sendo investigado e sonhava ser candidato a governador pelo PT na Bahia. Ou será que ainda sonha?


Desse caso muito mais deve vir à tona. Se o agora atingido é um técnico indicado pelo PP, (aqui em Alagoas o pepista mais conhecido é o senador Biu de Lira), indicados por outros partidos da base aliada para ocupar cargos na Petrobras também poderão ser expostos.


A presidente quer esse caso esclarecido. Afinal de contas, ela participou da reunião do Conselho da Petrobras que autorizou a compra da refinaria. E como este ano tem eleição, não pode haver nenhuma dúvida sobre o caso que possa colocá-la em xeque, caso contrário, uma reeleição aparentemente tranquila pode ser definitivamente perdida.