A reportagem do Fantástico neste domingo (24), da Rede Globo, soa como mais uma bofetada na cara de todos os alagoanos. Claramente a matéria trata do alto índice de violência, da impunidade e do número reduzido de militares.


Tudo o que foi dito não traz nenhuma novidade. Venho tratando do tema de maneira recorrente neste espaço. Observo que tudo está interligado, desde o não cumprimento da promessa de campanha do governador Vilela (PSDB) de contratação de mil policiais por ano, até a não contratação de mais juízes, promotores, servidores e defensores públicos.


Assim como poucos ficam indignados com o corte promovido pela Assembleia Legislativa no duodécimo do Ministério público. Nem o governador toma uma posição pública – afinal de contas o seu partido comanda o parlamento através do presidente Fernando Toledo (PSDB), tampouco os magistrados fazem ver que tal posicionamento só vai favorecer pra que a impunidade impere ainda mais.


Maceió é a 5ª capital mais violenta do mundo, de acordo com a reportagem que toma como base um estudo de pesquisadores mexicanos. Poucos alagoanos ficam indignados com tão absurdo resultado.


Os pré-candidatos ao governo, especialmente os ligados ao governador, não se posicionam sobre tão importante e delicado tema. Mas também têm as mãos manchadas por essa vergonhosa marca que atinge Alagoas.


Será que esses números não assustam tanto por estarmos acomodados? E ninguém se rebela sendo duro e rude com os reais responsáveis pela administração pública?
O que falta em Alagoas é mais ação e cobrança.


Ou não?


O secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares, diz que “só santo” para reduzir a criminalidade rapidamente. Pra mim, é uma desculpa esperada desde que ele foi convidado pelo governador numa estratégia de trocar o “santo” por outro pra dizer que mudou. Mudou nada. É questão de compromisso, prioridade e investimento.

Talvez em vez de um santo um demônio capaz e compromissado.

Só isso.