O estilo Dilma Rousseff de agir, falar e governar parece estar agradando a maioria da população brasileira. Ela navega em águas calmas para conseguir ser reeleita com possibilidades grandes de que isso ocorra sem que haja segundo turno.
De acordo com pesquisa Ibope divulgada ontem (20), a presidenta tem 43% de intenções de voto e venceria qualquer outro dos atuais nomes: Serra, Campos, por exemplo. Ela é vista pela população como responsável por políticas sociais e enfrenta os problemas sem deixar para depois.
Contudo, o mar calmo também tem os seus momentos de mudanças de vento, maré e temperatura. Nuvens escuras e espessas surgem e de repente tudo vira, transforma-se em fúria. Assim é na vida e na política.
A única possibilidade de não consumação da reeleição da presidente Dilma é um escândalo de corrupção em que ela esteja envolvida, ou que seja minimamente suspeita.
O caso da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras, pode ser esse mar em fúria que coloca em risco o casco do navio da reeleição, podendo levá-lo ao fundo do mar. O risco é crescente.
Afinal de contas, um dia após a presidente Dilma justificar o seu voto favorável à compra da refinaria em razão de um parecer incorreto e omisso, os jornais Estadão e Folha divulgam hoje um traque que pode virar uma bomba política.
Supostos executivos da Petrobras contestaram a presidente, de forma anônima, afirmando que a presidente tinha acesso a todas as informações necessárias e devidas.
Se não votou baseada nas informações omissas que diz ter recebido, a chapa vai esquentar não só pra ela, mas também para muitos aliados com indicações na Petrobras.
Ano de eleição tudo vira bomba... E marolinha vira tsunami.