Fôssemos uma sociedade mais evoluída nada disso estaria ocorrendo. O papel do Ministério Público (promotores e procuradores de justiça) é defender e fiscalizar o cumprimento da lei. Significa que o MP tem como sentido de existência defender a sociedade contra quem quer que deseje burlar ou não cumprir as normas legais, seja um grande grupo empresarial, um político, um gestor público, enfim, qualquer um.


Entretanto, o papel exercido pelo MP nos últimos meses desagradou demasiadamente aos deputados, especialmente ao presidente da ALE, deputado Fernando Toledo, e ao governador Vilela, também do PSDB. Sobre esse tema escrevi neste espaço nos dias 22, 23 e 24 de janeiro tudo o que iria ocorrer e a quem interessava colocar o MP dependente de pedidos de suplementação ao Executivo e ao Legislativo. Acertei na mosca – ou terá sido no bico dos dois tucanos chefes que dirigem a Assembleia e o Governo de Alagoas?


O fato é que os deputados e o governador acham que o MP avançou demais. Primeiro ao conseguir afastar a Mesa Diretora por suspeita de pagamentos irregulares. No âmbito do Executivo ao fazer uma radiografia fiel sobre o abandono da Educação, contratos, licitações, decretos de emergência.


Raciocinando como os chefes dos dois poderes, imagine caro leitor se em pleno ano eleitoral eles iriam fortalecer os intrometidos e metidos do MPE?


 Ora, claro que não, não é mesmo?


 É que está muito claro que o governador, caso quisesse, teria revertido essa questão, não tenho nenhuma dúvida. A maioria dos parlamentares reza a cartilha determinada por Vilela e ponto final, ou alguém duvida?


Promotores e procuradores fazem nesta noite (02) uma reunião para debater estratégias sobre a grave decisão tomada por aqueles que os elegeram como adversários e os botaram de ‘joelhos’.


2014 é ano de eleições.


Assim, onde é mesmo que está o dinheiro?