Quando aceitou o convite para assumir a Secretaria de Defesa Social o ex-procurador-geral de Justiça do MPE-AL, Eduardo Tavares, deveria saber que o aguardava quase oito anos de promessas de campanhas não cumpridas pelo governador Vilela (PSDB).


Se ninguém lhe disse, muitos dos seus companheiros de MP comentavam que o convite não passava de uma estratégia do governo tucano para se proteger das críticas da imprensa, da classe política e da sociedade civil. A ideia era vincular o governo ao Ministério Público. Ótima ideia, mas que não vingou.


Agora Tavares apela para os santos. Mas qual deles? Serão os da Igreja Católica ou os do Candomblé serviriam por conta do sincretismo religioso trazido pelos negros escravos para o Brasil?


Eu não sei. E você, caro leitor, será que sabe?


De qualquer forma, alguns santos como Exu, que dizem ser senhor dos caminhos, orixá mensageiro e vencedor de demandas. No sincretismo é Santo Antônio; Ogum, orixá guerreiro, deus do ferro e da guerra e que no sincretismo é São Jorge e Xangô, o Senhor da Justiça, do trovão e da pedreira que no sincretismo pode ser São Jerônimo, Santo Antônio, São Pedro, São João Batista, São José e São Francisco de Assis; Logun Edé, chamado de Santo Expedito, o santo das causas impossíveis, deveriam ser invocados.


Talvez fosse melhor do que maquiar a segurança tirando policiais da periferia de Maceió para colocá-los na orla. O problema que vejo é que o governo tucano jamais trabalhou com a verdade quanto às questões sociais e de segurança pública, repito, especialmente neste governo que tantas promessas fez. Esse é o X da questão.


Enquanto isso, verdadeiramente falando, duvido que mesmo invocando os santos, todos os santos, a questão vá melhorar. O tempo é curto.


A não ser que o divino resolva interceder com pena de milhares de famílias que têm frequentado com mais intensidade os velórios de crianças, jovens e adolescentes vitimados pela balas da impunidade.