A frase acima ouvi de um delegado, cujo nome prometi manter em sigilo. Ele se referia à possível indicação do juiz Diógenes Tenório para comandar a Secretaria Estadual de Defesa Social em substituição a Eduardo Tavares, “o breve”.


Segundo esse experiente delegado existem vários policiais dentro da polícia alagoana. A SEDS é uma com cerca de 300 policiais civis e militares com estrutura de inteligência e monitoramento, assim como a Polícia Civil e a militar também são outras. Ou seja, não é fácil de gerir.


Só que a situação difícil dessa pasta mostra exatamente o quanto o governador Vilela tratou a segurança com descaso. Desde a semana passada a pasta está sem secretário, sem um titular para enfrentar o caos que é a insegurança em Alagoas. Lá está um interino. Caso o juiz Diógenes Tenório – reconhecidamente um juiz capaz, qualificado e honesto - aceite assumir a pasta tem que estar ciente de que está sendo usado em termos de marketing político.


O juiz Diógenes Tenório tem que estar consciente de que em oito meses e meio não vai dar jeito ao que sempre foi tratado com descaso pelo PSDB. Apesar de toda a ajuda da presidente Dilma Rousseff, o governador não fez o dever de casa, não fez concurso para contratar PMs, não recuperou delegacias, batalhões e grupamentos que prometeu e não cumpriu.


Há quem diga que o governador Vilela quer é se aproximar ainda mais do MPE através de Eduardo Tavares. E do Tribunal de Justiça através do juiz Diógenes Tenório. Dizem que teme o momento em que vai deixar o governo, pois ficará sem Foro Especial, e a grande quantidade de processos que poderão surgir contra a sua administração.


Será?

Mas o que o governador Vilela quer é dividir o fracasso da segurança com o TJ, o que já fez com o Exército  através do General Sá Rocha; com a PF o delegado Paulo Rubim - indicado pelo Ministério da Justiça; PM, com Dário César; o MPE com Eduardo Tavares. Restando chamar ainda a Marinha ou a Aeronáutica, não é mesmo?