Alguns partidos estão sofrendo o pão que o diabo amassou nas discussões para montagem de coligação na eleição proporcional e majoritária. Rejeição tem sido a palavra de ordem, tanto pelo tamanho eleitoral de alguns dos pretensos candidatos como pela rejeição a alguns nomes por puro medo de uma reação negativa da opinião pública.
O PRTB, por exemplo, tem em seus quadros políticos de alta densidade eleitoral, casos de João Beltrão, Cícero Ferro, Antônio Albuquerque, Cícero Almeida, entre outros. Pois bem, já ouviram de alguns dos principais partidos da Frente de Oposição que não há interesse de que ocorra coligação para a eleição proporcional e majoritária.
No caso da majoritária o apoio aceitável seria na baixa, digamos assim. E dois são os motivos: alta densidade eleitoral, como já citei, e preocupação com a rejeição que alguns nomes sofrem na opinião pública por conta de processos que respondem na justiça por supostos envolvimentos em processos na área civil, penal e criminal. E isso dá discurso para os adversários, tipo “vejam quem os apoia, vejam com quem eles estão”.
O Solidariedade (SDD), de João Caldas, e o PR, de Maurício Quintella, também já deram um ultimato ao PP de Biu de Lira, que já perdeu o PROS de Givaldo Carimbão. SDD e PR já teriam decidido que só fazem coligação com o pré-candidato Biu de Lira se o seu filho, deputado federal Arthur Lira, não for candidato à reeleição como deputado federal e sim descer para disputar vaga na Assembleia Legislativa.
O problema dessas siglas - e que também é um dos do PRTB como citei no início – é a preocupação com o coeficiente eleitoral. Calcula-se que para um deputado federal ser eleito o partido, ou a coligação, tem que ter de 150 a 160 mil votos. Para eleger o segundo deputado federal são necessários 240 mil.
Isso é política e o seu quase eficiente pragmatismo.
Assim como em Mata Grande, contam, havia um candidato a vereador que usava um olho de vidro. Pois bem, esse deficiente visual chorava pelo olho de vidro durante os emocionantes comícios em que discursava. Como conseguia tal engenhosidade, ninguém jamais soube. Foi eleito várias vezes.
Em outro município havia um deputado que foi a Roma visitar o Papa. Ao retornar contou que falou com Sua Santidade. E quem dissesse que não era repreendido com a afirmação convicta de que só o deputado ouviu as palavras santas e sábias, dizia nos comícios e nas conversas.
Política é versão. Política é resultado do que é dito e feito, sem exatamente precisar ser verdade.