Chuva e sol parece uma combinação tão perigosa quanto beber e dirigir, especialmente em Maceió. Quando não é letal causa imensos prejuízos financeiros e muita irritação. Os buracos na capital proliferam de maneira semelhante aos dos mosquitos e sapos nessa época.
Pois bem, um conhecido meu dirigiu do Porto de Maceió até a subida do Sítio São Jorge. Ele teve a paciência de contar 232 buracos de todos os tamanhos e formas; feios, bonitos, engraçados e assustadores como o que disse ter visto do tamanho do carro que guiava.
Talvez em vez de uma operação simples de tapa-buracos tenha chegada a hora de uma ação correta pra resolver o problema. Maceió está parecendo um queijo suíço sem gosto, sem sabor, estragado, feio.
Até parece que o Piçarro – mistura de barro, e principalmente cascalho, que serve como base ou fundação para pavimentação asfáltica -, é de péssima qualidade, ou será outro material ainda inferior. Um buraco por essas bandas quando é tapado reaparece.
E como não existe desgraça que não seja benéfica pra outrem - e isso se chama oportunidade de negócio, de lucro -, quem vem ganhando com isso são as borracharias, lojas de peças de automóveis, oficinas e empresas que recolhem restos de material da construção civil usados na fabricação do asfalto.
Quem olhar pra Maceió de cabeça pra baixo pode pensar que vê uma peneira. Talvez uma solução seja colocar em cada buraco tapado um guarda-chuva. Isso mesmo. Não é loucura. O guarda-chuva protegeria o buraco recuperado do sol e da chuva.
Com a palavra os secretários municipais que atuam na área. O prefeito deve estar querendo uma solução definitiva.
E só não digo a marca do veículo investigador porque prometi não fazê-lo. É que seria fácil reconhecer o proprietário que é amigo do prefeito Rui Palmeira.
Bom final de semana pra todos.
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