Até o momento o ex-secretário de Defesa Social, Eduardo Tavares “O Breve”, não conseguiu uma só declaração de apoio a sua candidatura. Nem de prefeitos, tampouco vereadores da capital ou do interior, sequer de um secretário do próprio governo do PSDB, muito menos de entidades da sociedade civil.


Quase todos os partidos aninhados no ninho tucano correram pros braços do senador Biu de Lira (PP). Um forte recado de que não engoliram “O Breve”. Ao saltarem nos braços do senador, deixaram claramente um recado a Vilela de que não aceitam o seu candidato, numa clara tentativa de isolar e emparedar o governador.


Porém, é provável que não consigam fazer o governador Vilela desistir da sua intenção. É que o governador, nas últimas eleições, entrou em alguns confrontos que demonstram que ele não é muito de se intimidar.


Na eleição de 2006 enfrentou o empresário João Lyra e ao assumir o governo tentou destruir o ex-aliado Ronaldo Lessa. Depois tirou do governo os também indicados pelo aliado Renan Calheiros.


Trouxe para o seu lado o prefeito Cícero Almeida, em 2010, na disputa pela reeleição. Depois deu um bico pra longe em Almeida. Agora, por último, também vem arengando com o senador Fernando Collor, duro crítico da sua gestão.


 Portanto, está claro que o chefe dos tucanos não vai se deixar emparedar tão facilmente. Ele tem experiência em confrontos políticos. E já teria, inclusive, avisado a alguns dirigentes dos partidos que querem Biu que tem como atrapalhar a eleição deles.


 Aliás, até o momento, aqueles que negaram Eduardo Tavares não falaram em entregar os cargos, casos do PP, PSB, PPS, entre outros.  E essa eleição tem alguns significados para o governador: primeiro o seu discurso para o pleito de 2018; segundo, o início da trajetória do herdeiro político dos Vilela, Pedro, que querem porque querem eleger deputado federal.


O discurso de Vilela para 2018 é sua aproximação com pessoas, entidades e representantes de órgãos públicos respeitados. Com o passar do tempo espera que o lado negativo de sua gestão seja esquecido e que algumas obras sejam reconhecidas. Esse – de maneira rápida, é o discurso para o Senado em 2018.


Quanto a Pedro Vilela, este tem sido chamado pelos aliados de Biu Lira de “Pedrinho do Sítio do Picapau Amarelo” - o motivo não me disseram, mas Pedrinho, o personagem, era um garotinho de uma antiga série de muito sucesso da TV Globo.


 Esses aliados não aceitam servir de escada para eleger o herdeiro que terá total apoio governamental e poderio econômico. Por isso também correram da coligação com o PSDB e com a candidatura a governador do ex-vereador de Traipú.


Entretanto, Vilela ainda tem armas e algum tempo até as convenções em junho para fugir do emparadamento e do isolamento do seu candidato escolhido. E já avisou que vai agir. Até bateu boca com o deputado federal Maurício Quintella (PR).


Tudo vai depender se vai agir duro com os ainda aliados tirando-lhes cargos e ‘influência’ dentro do governo, dos negócios governamentais. E se vai usar o poder que tem como usineiro (estrutura).


O tempo dirá. Agora é aguardar o desenrolar dos próximos capítulos dessa novela.