Eudo Freire está a todo vapor. Presidente do Diretório Estadual do PSDC há 18 anos anuncia o fechamento de uma aliança com o PTB na proporcional, tem como sonho de consumo estender esse entendimento com o PDT e quer distância do PRTB de Cícero Ferro, João Beltrão, Antônio Albuquerque e Cícero Almeida.
O motivo da ojeriza ao PRTB é forte densidade eleitoral e a rejeição que alguns nomes sofrem da opinião pública. Bem que algumas lideranças do PMDB, que também não querem o PRTB, tentaram jogar o PRTB para os braços do PSDB. Mas isso foi rebatido.
O que de fato vai acontecer na definição da coligação dos partidos da Frente de Oposição em Alagoas é a divisão em dois ou três grupos para acomodar todos os candidatos. A leitura feita é que dessa forma a possibilidade de conquista de uma maior quantidade de vagas na Assembleia e na Câmara dos Deputados aumenta bem mais do que todos numa coligação única.
O PSDC, por exemplo, avalia que coligado com o PTB vai eleger dois deputados estaduais e um federal. Fechando ainda com o PDT essa possibilidade aumenta. Na majoritária o partido vai apoiar o indicado pelo PMDB – certamente o deputado federal Renan Filho – e o senador Fernando Collor (PTB).
A todo vapor e em alta velocidade Eudo Freire não poupa o governador Vilela (PSDB) de críticas. Para ele o tucano foi “covarde” politicamente ao não aceitar que Nonô (DEM) fosse o seu candidato a governador. E é também o responsável pela candidatura de Biu de Lira (PP) estar despencando.
Já sobre a candidatura de Eduardo Tavares, o “Breve”, Eudo avalia que E.T. é candidato “pra marcar carteira, não pra disputar”.
O tempo vai dizer. Aliás, é preciso aguardar a entrega das atas após as convenções daqui a cerca de 60 dias.