Collor, Renan Filho, Isnaldo Bulhões, Max Beltrão, Ronaldo Medeiros e o anfitrião, o prefeito Celso Luiz, de Canapi, pareciam ter ensaiado o discurso durante inauguração de uma praça e uma quadra de esportes no povoado Campo Grande, no sábado (26) à noite.
Tudo de acordo como manda o figurino neste momento pré-eleitoral. Segurança, educação, BR-316, enfim, o rosário de necessidades do sertanejo foram os temas abordados. Acertaram em cheio nos discursos porque conseguiram mostrar que fazem oposição ao governo Vilela, votam em Dilma e que estão juntos.
Bom, na realidade, em qualquer conversa com alguém da região com um mínimo de noção, percebe-se o quanto a população sente falta da presença do Estado, inclusive reclamando da inexistência do Governo.
E nas questões mais fundamentais há sempre uma comparação com a gestão do governo pernambucano, que é aprovada. Na segurança, fala-se da constante presença de policiais nos municípios que fazem divisa com os de Alagoas, casos de Inajá e Manari. Garantem que esses PMs agem com firmeza, inclusive atravessando a divisa com Alagoas para enfrentar criminosos.
Os pecuaristas também reclamam do governo Vilela, mas elogiam Eduardo Campos porque suspendeu os impostos para comercialização de diversos produtos usados para alimentar e tratar bovinos e caprinos.
Os pecuaristas alagoanos atravessam a divisa e compram os produtos em Inajá. Dizem que o governador Vilela teria declarado em Santana do Ipanema, certa vez, que não existia seca em Alagoas. É o que dizem.
Muitos desses sertanejos gostariam que o governador alagoano fosse candidato. Gostariam de dar uma resposta. Diretamente não vão poder.
A não ser, talvez, em 2018