Raízes da África

A morte encontrou o cabra numa esquina qualquer do mundo e o convidou a segui-la. Ele foi.

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O coração do cabra atropelou-o bem ali , em uma  esquina da Av. Fernandes Lima, em Maceió,AL
Morte súbita em um dia qualquer de inverno cheirando a sol. O coração explodiu em pedaços e matou o cabra.
Morreu do coração, talvez de amor, de desgosto de excesso,de doença...
Morreu, assim não mais que de repente, em um dia qualquer de inverno cheirando a sol.
Olhando o corpo sem vida do cabra exposto às especulações alheias fiquei, pensando na fragilidade do nosso corpo terreno e como evitamos pensar na morte como conseqüência natural da vida.
Literalmente fugimos dela, mas, a cuja dita sempre nos encontra, como encontrou o cabra numa esquina qualquer do mundo  e o convidou a segui-la.
Ele foi.

Reunião na SESAU une Governo do Estado e Movimentos Sociais na discussão de políticas para prevenção das lesões e mortes auto provocadas, em Alagoas.

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Com a proposta de discutiram estratégias, visando conscientizar a população sobre a realidade do suicídio, como também  deliberar objetivos e metas para criação de políticas públicas de prevenção ao problema, gestor@s do Governo do Estado de Alagoas e representações dos movimentos sociais se reuniram  na  tarde da segunda-feira,16/07, no gabinete do Secretário de Estado da Saúde, em Alagoas.

A reunião, articulada pelo Instituto Raízes de Áfricas é o resultado das conversas de proximidade com o gestor da pasta da saúde.

Iniciando as falas, o secretário Christian Teixeira, afirmou que: "A  gestão da  saúde do estado está  compromissada com a ações técnicas que traduzam resultados eficazes e eficientes para a prevenção."

 O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo.

Segundo a capitã Viviane Suzuki: "O momento significativo traduz a necessidade da colaboração,  proximidade e diálogo entre os pares para que a ação se legitime. E parabenizou o Instituto Raízes de Áfricas pela iniciativa."

A relevância da pauta foi o Curso de Atendimento as Tentativas de Suicídio, realizado este mês pelo Corpo de Bombeiros, como  capacitação para  bombeiros e profissionais de diversas aéreas de saúde.

O Comandante Adriano Amaral, comandante Geral do Corpo de Bombeiros reafirmou que: 'Reuniões como estas são ações integradas que possibilitam a  multiplicidade de idéias  e  substantiva a efetivação do Curso capitaneado pelo Bombeiros, em diversos espaços sociais."

O suicídio mata 800 mil pessoas por ano- disse o Jack Viana, subcomandante operacional de Bombeiros na Região Metropolitana- e o Curso do Bombeiro traz uma abordagem técnica, gerando empatia e o  diálogo.

Temos números alarmantes em relação ao suicídio- relata o promotor Paulo Henrique e o Ministério Público, como uma das instancia-voz social tem o  papel de fiscalizar e proteger os princípios e interesses fundamentais da sociedade e estamos a disposição de uma pauta tão cara.

Flávio Cansanção, da ONG Pró Vida, reafirmou a necessidade de envolver especialistas psicólogos e psiquiatras no processo.

Precisamos promover uma coleta de dados a partir dos nossos relatórios internos para um trabalho mais  abalizado- disse o secretário executivo das açõs de saúde da SESAU,Paulo Teixeira.

Após, as conversações acatou-se o  consenso de  que o curso protagonizado pelo Corpo de Bombeiros,  seja um marco divisor para que cada órgão no estado, participe dando sua contribuição, delimitando sua área de responsabilidade.

Na ocasião foi formado o Comitê Intersetorial de Prevenção às Lesões e Mortes Auto Provocadas para o qual serão convidados representações de diversas secretarias estaduais e como representações do movimento social participam o Instituto Raízes de Áfricas (mobilização negra) e ONG Pró Vida (representação LGBTQI).

Arísia Barros propôs a participação do Centro de Valorização da Vida, no referido Comitê.

Encerrado os trabalhos, Christian Teixeira agradeceu a participação e exaltou uma célere continuidade do calendário das ações.

Participaram da reunião SESAU, Corpo de Bombeiros, ( Virginia Bugarim e Mariana Gomes) pela SEADES,Ministério Público, Instituto Raízes de Áfricas,Jade Soares,ONG Pró Vida.

Fotos cortesia: Flávio Cansanção

É meu neto. E ele é branco- diz a mulher preta.

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É manhã e o  coletivo com destino ao bairro de Ipioca/Maceió está abarrotado de gente. Ela é uma mulher preta, quase retinta, está sentada em uma das poltronas da frente e traz no colo um menino de pele clara, dos cabelos encaracolados ( não afro) e outra senhora fazendo carícias nos cabelos do menino,pergunta:
-De quem é esse menino tão lindo!
Ela, a preta responde, embevecida, com um sorriso atravessando toda história escravocrata:- É meu neto. E ele é branco- arremata.
O que foi que o sistema racista fez com nosso povo?

E a política desastrosa do Governo Temer empurra o Brasil de volta ao mapa mundial da fome da ONU.

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Ela é uma dedicadíssima professora da rede municipal de educação. Ensina em uma creche, na parte alta da cidade, na região do Benedito Bentes. O Benedito é um bairro que, faz tempo trabalha para se emancipar politicamente, da capital, Maceió, em Alagoas.

Ela me falou da miserabilidade de seu alunado. Gente pequena de 1 a 05 anos.

Um dia desses dois irmãos chegaram para a aula. A menina chorava muito. Muito mesmo. As professoras taxaram o choro da meninazinha como dengo ou  mal criação. A menina estava em um desconforto enorme. Chorava em desespero. Até que o irmão puxou a saia da tia e confessou baixinho no ouvido dela: a irmã estava com fome.

Depois que se alimentou a menina ficou bem ,e até sorriu.

Tem gente com fome, tem gente com fome.

A miséria voltou a rondar a dignidades das muitas gentes.

Tem gente com fome, tem gente com fome

Muitas gentes, na sua maioria pobre, periférica.

Tem gente com fome, tem gente com fome

As gentes pretas.

E a política desastrosa do governo Temer  empurra o Brasil  de volta ao mapa mundial da fome da ONU

Tem gente com fome (...)

 

Suicídio não deve ser visto como um tabu.

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Ela decidiu terminar o namoro, pois já não  havia o gostar que faz bem. Ele não gostou do título de  ex e passou a  ameaçá-la. Ele se recusa a deixá-la ir embora. Decididamente ela não o  quer mais como namorado. Ele se recusa a aceitar.

Como ela não o quer, o ex cobra dela  toda comida que  “botou” na mesa. Ele comprava. Ela cozinhava.

Ela até quer pagar para se livrar da situação, mas afirma está desempregada.

Ela está se sentindo oprimida, e sem orientação necessária não percebe caminhos de saída.  

Pediu socorro:Estou desesperada. Minha vontade è colocar uma corda no pescoço e ir embora, mas meu filho só tem oito anos.

Ela recebeu orientações e acolhimentos sobre o que fazer.

E também  ouviu que a morte auto provocada não aliviará as dores ou vai  livrá-la dos problemas.

Ela entendeu.

Suicídio não deve ser visto como um tabu 

Precisamos falar sobre suicídio, como problema de Saúde Pública.

 

Desafio que está circulando nas redes sociais incentiva o suicídio infantil.

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Uma adolescente de 14 anos em Ribeira do Pombal-Bahia tentou  se enforcar seguindo instruções do novo desafio lançado nas redes sociais, mas, surgiu o arrependimento e ela pediu socorro a tempo.

O novo desafio ensina passo-a-passo processo de  enforcamento. O desafio ensina a criança a se enforcar, como se fosse uma coisa lúdica, uma brincadeira.

E importante que os pais, professor@s estejam atent@s.

Precisamos falar sobre suicídio.

Trabalho infantil é uma questão de direitos humanos- afirma Maria Silva, Secretária Estadual da Mulher .

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A Secretária Estadual da Mulher e dos Direitos Humanos recebeu na sede da SEMUDH, na quarta-feira,11/07,  representação do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (FETIPAT).

O objetivo da reunião é a  discussão de  estratégias para o fortalecimento das ações do Fórum.

A Secretária entende que trabalho infantil é uma  questão de direitos humanos e que o enfrentamento do fenômeno constitui um desafio tanto para o Governo quanto para a sociedade. Nesse sentido, assumiu o compromisso de fortalecer as articulações com os órgãos que executam políticas públicas na perspectiva de promover a proteção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Estrategicamente somos parceira da ação visando consolidá-la, como política de Estado- sintetizou Maria Silva.

Participaram da reunião Marluce Pereira, Nelma Nunes, Mirabel Alves e Monica Sarmento.

TRE/AL condena prefeito e vice de Maceió ao pagamento de multa por propaganda irregular nas redes sociais e site da Prefeitura.

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A jornalista Flávia Gomes escreve e o blog republica.

               

    O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), durante sessão que aconteceu na tarde desta quinta-feira (12), à unanimidade de votos, manteve a sentença prolatada pela 2ª Zona Eleitoral e condenou o prefeito de Maceió, Rui Soares Palmeira, e o vice-prefeito, Marcelo Palmeira Cavalcante, a pagarem, solidariamente, multa no valor de aproximadamente R$ 53 mil, por conduta vedada a agente público, mais especificamente, propaganda irregular no site e redes sociais da Prefeitura de Maceió, em 2016.

     “Embora várias tenham sido as propagandas institucionais divulgadas no site do município de Maceió, nos meses de agosto e setembro de 2016, conforme apontado pelos investigantes, deixa-se de aplicar a sanção de cassação do diploma para infligir uma pena de multa, tendo em vista que essa penalidade se mostra mais proporcional, considerando a gravidade da conduta, além de apresentar uma natureza pedagógica”, destacou o desembargador Pedro Augusto Mendonça, relator do recurso eleitoral.

    O julgamento desta quinta manteve a decisão da 2ª Zona Eleitoral que condenou Rui Palmeira e seu vice, em decorrência de divulgação de propaganda institucional vedada na página do Município de Maceió na rede mundial de computadores, durante a campanha eleitoral de 2016. Os investigantes aduziram que o site oficial da Prefeitura (www.maceio.al.gov.br) continuou, durante o período vedado pela legislação eleitoral, a divulgar atos de obras, serviços e programas de governo, sem que nenhuma das notícias se enquadrasse nas exceções legalmente previstas.

Fonte: Flávia Gomes

Sabemos que cargo de secretária é um lugar de passagem,- afirmou Maria Silva.

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Na tarde da terça-feira, 10/07, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros esteve reunida com Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos, Maria Silva.

Com o objetivo de discutir a conjuntura das questões raciais no Estado, o momento atual e critico que atravessa a questão dos direitos humanos, as políticas de superação do racismo e da intolerância religiosa,como também ações em parceria,

"E é esse diálogo participativo que a SEMUDH quer consolidar com todos os movimentos sociais, pois é a partir deles que esta secretaria, pautada no estado democrático de direito, o respeito aos direitos humanos  pretende consolidar políticas públicas voltados para a população em situação de vulnerabilidade. A troca de informações e a expertise dos movimentos socais, como o Instituto Raízes de Áfricas é uma parceria que nos interessa muito", afirmou a  Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos, Maria Silva.

Diversos assuntos foram postos à mesa  e dentre os diversos pontos discutidos dois despertaram o interesse da Secretária, um deles foi a necessária assinatura, pelo Governo do Estado, do Fundo Estadual para a Promoção da Igualdade Racial, uma iniciativa  do Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio importantíssimo da SEFAZ, ,como também a questão das mortes da juventude negra.

"As políticas para a igualdade racial estão estagnadas. Já estamos na metade do ano e praticamente nenhuma ação ou discussão foi realizada, institucionalmente. A morte dos jovens negros é assunto que ninguém quer tratar ,e o CONEPIR acéfalo, não traz contribuição alguma para o processo"- disse Arísia Barros.

urgente  que haja uma  ressignificação desses  últimos três anos de omissão e silenciamento em ações concretas, e o Instituto Raízes de Áfricas, que  já tem uma trajetória de cerca de 10 anos, dentro destas perspectivas de discutir as leis e as relações étnico-raciais, visando  potencializá-las  dentro dos espaços dos governos se coloca a disposição"- reafirmou a coordenadora.

É importante a compreensão do quão é necessário que esses temas sejam discutidos, não somente, o racismo social, como também e principalmente o racismo institucional. Eu sou uma mulher negra, moradora do Vergel e tenho verdadeiro interesse em tratar dessas questões.Sabemos que cargo de secretária é um lugar de passagem, mas enquanto estivermos  aqui vamos ocupá-lo de forma proativa. E esperamos que esse  processo seja  significativo e colaborativo de debate e compreensão com os movimentos sociais’, acrescentou Maria.

Presente a reunião, o advogado Mirabel Alves interveio em vários momentos com pontuações relevantes.

O nome é o bem mais valioso que uma pessoa tem- dizia meu pai, o mestre funileiro.

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Meu pai era um sujeito áspero, costurava palavras com a franqueza de faca amolada pelas estradas da vida.
Embalado pela determinação fugiu logo cedo, do município de  Matriz de Camaragibe, da prisão subalterna do corte da cana nas Usinas. Meu pai decidiu fazer a vida na capital, ser seu próprio patrão e vencer.
Matriz Camaragibe é um município alagoano, distante 65 km da capital Maceió,
Lembro-me do meu pai sempre com jornais e revistas abertos, decifrando o enigma do mundo por trás das letras, de não tão fácil compreensão.
Meu pai era semi-analfabeto, mas lia o mundo com uma sutileza de detalhes que deixava muito gente boa no bolso.
Um mago na arte de revisitar o ferro. Funileiro era conhecido como mestre, e mestre se fiz  referência.
Faz tempo que meu pai morreu- quinze  anos- e de quando em vez me pego querendo partilhar os caminhos que hoje aprendo. Me pego querendo encompridar a conversa para falar de política e políticos. Sintetizava a definição do ser político assim: “uns cabras safados”, com exceção de um ou outra.
As lembranças, às vezes se desvanecem na memória, mas ficam coladas n’alma. Para sempre!
Hoje minha filha, cavoucando lembranças disse: Se o vô tivesse vivo tudo seria diferente.
Seria? Talvez. Não sei!
Meu  pai me chamava de Sinhá Arísia e não economizava no conselho:" O nome de um homem é o bem mais valioso que ele tem".
Dizia e repetia.
Hoje tento me guiar em seus conselhos na educação da minha filha que um dia terá a herança do avô e da mãe, misturadas.
É a vida que segue...
Parabéns, Seu Antônio Pedro!

Mojubá!

 

 

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