Raízes da África

Sim, precisamos falar sobre suicídios.

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Era professora e sindicalista. Uma vida reinventada pelo compromisso social de ser muitas, apesar de ser uma. Uma vida cheia de conflitos e tensões diárias no ambiente da  educação e na construção do ser pessoa, e nesse contexto selvagem ela descobriu a depressão.

Em um dia qualquer desta semana provocou a própria morte. Tinha retornado de uma licença médica. Sucumbiu à doença da depressão.

O Sindicato da professora se posiciona:Este é mais um sinal do quadro de adoecimento que enfrentamos enquanto categoria. A escola que deveria virar símbolo de vida está virando símbolo de sofrimento. Até quando precisaram perder a vida para que os governantes olhem de forma séria para os problemas que a educação enfrenta?
O número de suicídios em nosso meio só aumenta.”

Sim, precisamos falar sobre suicídios.

 

De repente todo mundo é amigo e gosta de um preto, uma preta.

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Ras Adauto, escreve:

De repente todo mundo é amigo e gosta
de um preto, uma preta.

Em tempos de campanha eleitoral, de repente a imagem de um preto, a imagem de uma preta, ficam de um valor inestimável no mercado barato dos 171 d@s candidat@s.

Todo candidato e candidata quer tirar uma foto com um preto ou preta, pra dizer que está com o povo e sair bem na fita.

Propaganda enganosa sem vergonha!.

 

Considerações sobre as candidaturas pretas, nas próximas eleições.

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João Carlos Araujo, fala:

Levando em consideração que os partidos em sua maioria não dão ajuda financeira a candidat@ pret@ e pobre;

 Considerando que esses candidat@s pret@s não têm apoio de empresários;

Considerando a prática maligna do loteamento das comunidades onde só entra que paga. Quem manda no local;

 Considerando que, infelizmente, a máxima de que pret@ não vota em pret@ ainda está vigente;

 Considerando que a maioria dos pret@s, não tem nenhuma formação política partidária, e os partidos em sua maioria, só quer tirar proveito dos votinhos, que esses ,pretensamente, irão ter para ajudar os preferidos dele;

Ess@s pret@s o máximo que ganharão serão os santinhos em dupla com um branco que o partido quer eleger. Pret@ candidat@ passa ser o buraco nas eleições. Não é crítica, mas sim constatação. É vivência. Já fui candidato e sei o que falo.

Qual o tempo de preparação política tiveram esses irmãos/irmãs pret@s? Nenhum. São pret@s candidat@s. Portanto penso que devemos criar a escola de política partidária para afrosdescendentes. Por exemplo, ninguém está falando das eleições pra vereador e prefeito da nossa cidade. Precisa-se começar agora, isso se quisermos ser protagonista da história política de nossa cidade.

Quantos vereador@s pret@s comprometid@s temos na Câmara? Quant@s deputad@s federal e estadual? Podemos citar seus nomes. Ou está difícil. 

O momento é agora.

De tod@s candidat@s pret@s quem você acha que se elegerá?

 

No 25 de julho, nas Alagoas de Palmares que nos mata, nós, mulheres pretas, temos o que para comemorar?

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A essência de Ubuntu é o respeito e a solidariedade nas  alianças e convivência entre as  pessoas.

Sororidade é uma prática ocidental, que fala da união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.

Será que  essa sororidade propagada, a torto e  a direito,  feito comercial de margarina está inclusa no pacote da filosofia africana?

25 de julho é o Dia Nacional da líder da resistência quilombola em Mato Grosso no século 18, Tereza de Benguela e Dia Nacional da Mulher Negra. A data foi homologada pela presidenta Dilma Rousseff em 2014, em homenagem a nossa Tereza.

No 25 de julho vamos realizar um monte de seminários, na cidadela Maceió,aqui e acolá, para falar de nós para outr@s, mas quando é mesmo que falamos de nós para nós mesmas?

Na era das redes sociais vamos postar videozinhos bonitinhos, mas, qual  o momento que nos reconhecemos irmãs?

O que foi feito de nossa luta em nome de Cláudias Ferreiras, Luanas Barbosas,Marielles Francos e tantas outras marginalizadas e esquecidas?

As pretas das periferias, presídios e etc e tal

O que há de irmandade” entre nós, mulheres pretas das Alagoas de Palmares?

25 de julho é dia de bater tambor e realizar  cantorias festivas. Sim, isso é coisa de Áfricas, mas qual o real momento que a Áfricas falam em nós?

 “Eu sou porque nós somos”- diz a essência da filosofia africana, Ubuntu, mas, qual é o momento que nos vestimos de verdadeira empatia pela irmã que ocupa espaços diversos dos nossos? 

Quanto da opressão ocidental existe em nossa relação com  outras pretas que deveriam ser nossas iguais?

O que, de verdade, celebramos hoje?

Ações, como políticas públicas,  com prazos e metas, que estabeleçam cidadania?

Temos nas Alagoas de Palmares, índices alarmantes da exclusão social e a negação dos nossos  direitos de pretas.

Nossas meninas são atropeladas pelos números estatísticos, que, incontestavelmente, esfregam em nossa cara, que vidas pretas continuam a não ter a mínima importância para as políticas públicas das Alagoas, apesar de Aqualtune.

Considerando os números, incontestavelmente, massacrantes que asfixiam a vida de jovens e mulheres pretas, através do genocídio naturalizado, racismo invisibilizado e a exclusão social das pretas,  nas Alagoas de Palmares.

Considerando todos os números que nos matam, diariamente,  nós, mulheres pretas das Alagoas temos o que mesmo pra comemorar?

Ubuntu!

 

Africano de Guiné Bissau, Vagner Bijagó, participa de Oficina do Instituto Raízes de Áfricas, na SBPC/UFAL.

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Cientista Social, doutorando em Antropologia,Vagner Gomes Bijagó  é também  mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Alagoas .

Nascido  na República da Guiné-Bissau, um país da África Ocidental, Vagner Bijagó , o africano é um dos ilustres oficineiros da oficina denominada “Etnocentrismo e a Invenção d@ Negr@. Ação que o Instituto Raízes de Áfricas realiza nesta quarta-feira, 25 de julho, na 70ª Reunião Anual na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, AL,

Serão 4 oficineir@s . Várias vozes, africanas e não africanas,dos mais variados espaços e tempos, empenhad@s na tarefa de se pensar no etnocentrismo e os privilégios da  colonização e dos saberes etnográficos na consolidaçã de paradigmas/olhares em relação ao povo preto, conseqüentemente  a fomentação do racismo.  

A Reunião Anual da SBPC , que acontece, no período de 22 a 28 de julho de 2018, com o tema “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”, é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

Além do cientista social africano participam como oficineir@s, Arísia Barros, ativista, professora, escritora, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Gelson Henrique, 19 anos, integrante  do Fórum Juventude Carioca em Ação, e estudante de  Ciências Sociais na  Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Preto, Ativista, Embaixador na empresa YOUCA(Bélgica) e a menina Stephany Mayara, 11 anos, modelo,atriz ,embaixatriz miss beleza negra Brasil Top Universo 2017, bailarina.

A oficina acontece das 10h30 às 12h30, na Tenda Afro, no Instituto de Educação Fisica e Esporte (IEFE)

Se você não se inscreveu, não dás mais. A oficina já tem lotação completa.

Maios informações: 98827-3656

Com informações: Da internet.

O Etnocentrismo e a Invenção d@ Negr@ é a oficina do Instituto Raízes de Áfricas, na SBPC/UFAL.

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A Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

No ano em que comemora seus 70 anos, a SBPC realizará sua Reunião Anual na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, AL, no período de 22 a 28 de julho de 2018, com o tema “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”.

O evento reúne milhares de pessoas – cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais, autoridades e gestores que são formuladores de políticas públicas para ciência e tecnologia no país e inúmeros visitantes.

Nessa teremos também a SBPC Afro e Indígena , com conferências, mesas-redondas e oficinas. Uma das oficinas será realizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, no dia 25 de julho, das 10h30 às 12h30, na Tenda Afro, no Instituto de Educação Fisica e Esporte (IEFE)

A oficina denominada “O Etnocentrismo e a Invenção d@ Negr@ tem como base de experimentação a referência ao registro escrito da história, ao oficio de historiador@s e o resultado dessa produção cientifica. Uma historiografia na qual a diferença foi transformada em hierarquia, onde o outro foi reduzido a um inferior, categorizado como bárbaro, selvagem ou não humano.

E para tal teremos como oficineir@s, Arísia Barros, ativista, professora, escritora, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Cientista Social, doutorando em Antropologia,Vagner Gomes Bijagó  é também  mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Alagoas,Gelson Henrique, 19 anos, integrante  do Fórum Juventude Carioca em Ação, e estudante de  Ciências Sociais na  Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Preto, Ativista, Embaixador na empresa YOUCA( Bélgica) e a menina Stephany Mayara, 11 anos, modelo,atriz ,embaixatriz miss beleza negra Brasil Top Universo 2017, bailarina.

Se você não fez sua inscrição, ainda dá tempo:

https://sbpc.ufal.br/sbpc-afro-e-indigena/inscricoes

Mais infortmações: 98827-3656

 

 

Advogada soteropolitana sofre racismo em hotel de Belo Horizonte.

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A advogada soteropolitana em causas de direitos humanos, Bruna Lopes, conta  nque foi vitima de racismo em hotel de Belo Horizonte. A advogada protocolou a denúncia na Ouvidoria Nacional e no disk 100.

Abaixo o que diz Bruna:

 

"Estou hospedada, a trabalho, no hotel Normandy que fica na rua Tamois,212. Fiz check-in no hotel,no fim da tarde do dia 18/07. À noite sai com uns amigos. Ao retornar, às 2h da manhã ao hotel, os funcionários tiveram resistência em me deixar entrar, mesmo eu me identificando como hóspede e mostrando o cartão de acesso ao quarto. O porteiro me tratou de maneira chula e disse que eu teria que revalidar o cartão. Na hora questionei,porque eu tinha feito checkin há poucas horas. O recepcionista então recebeu o meu cartão e disse “é está válido mesmo”. Confirmando que eu era hóspede do hotel. Recebi um tratamento chulo é grosseiro, talvez, porque eu não tivesse o perfil ou o fenótipo que o hotel espera para os seus hóspedes. Fico imaginando se estivesse sem o cartão-chave do quarto, o que poderia acontecer comigo na madrugada numa cidade estranha. Formalizei a reclamação com o gerente-geral do hotel, Sr Iuri, que reconheceu o erro, pediu mil desculpas e que eu relevasse a situação que me daria descontos e que estenderia minha diária. Disse a ele que trabalho viajando e nunca passei por isso dentro, nem fora do país em qualquer hotel.  E o questionei se todos os hóspedes que saíram à noite passaram por esse tratamento. Ele concordou que, com certeza, ninguém passou por isso. Minhas colegas de trabalho, brancas, que chegaram antes de mim adentraram o hotel tranquilamente e sem precisar de qualquer identificação, ou condição especial para subir para o quarto. Peço seu apoio para registrar esse caso de constrangimento e DISCRIMINAÇÃO RACIAL, pois quero dar o devido trato judicial que o fato exige. Não podemos deixar que o nosso povo continue tendo direitos violados, por esse câncer que é o racismo"

Porque a gente é pret@, meu brother. A gente é pret@.

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A policia nos prende por precaução. Nossa aparência física é atestado de  culpa,antes mesmo da palavra liberdade.

A polícia nos mata, em nome da legitima defesa, porque somos a cara da bandidagem instituída.

Nas abordagens bruscas nós recebemos um tratamento atípico, principalmente se for homem preto e estiver sem camisa.

Nos morremos em Alagoas todo dia e o tempo todo,mas,convenientemente, o  mundo faz de conta que não vê.

 A morte da juventude preta é uma realidade especifica e complexa, levantando reflexões importantes sobre o racismo internalizado que nos cerca, arranca nossa humanidade e  naturaliza as balas perdidas.

Talvez você nunca tenha lançado um olhar curioso sobre a questão, mas, o racismo é arrogante.

O racismo é um câncer necrosado que nos exaure, dá rasteira. Nos mata.

Em Garanhuns, Daniela Mercury desabafa: "Jesus Cristo eu estou aqui. Eu sou gay. Eu sou lésbica e daí?"

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A cantora e compositora baiana Daniela Mercury desabafou no palco do Festival de Inverno de Garanhuns, em Pernambuco na madrugada deste domingo (22) sobre a proibição por parte da prefeitura da execução do espetáculo teatral que traz Jesus como um transexual.

“Nos choca profundamente que os políticos desse país censurem uma peça de teatro. Arte não tem dogma. É critica social. É essencialmente livre. É singular. A arte é para incomodar. Para fazer pensar, refletir. Não existe civilização sem liberdade. Não em venha  agora com ignorância absurda para conceituar o que é arte. Censurar uma peça de teatro por convicções é um absurdo. A nossa constituição nos permite dialogar com os símbolos religiosos  e falar sobre eles. Nossa constituição não é a  Bíblia.

Eu sinto vergonha pelos políticos que fazem isso com as pessoas. É desumanidade, maldade, ruindade. Jesus Cristo eu estou aqui. Eu sou gay. Eu sou lésbica e daí?"

Contrariada, Daniela encerrou o desabafo com uma música de Renato Russo: “Bicho escroto saia dos esgotos. Bichos escrotos venham me pegar..."

O desabafo de Daniela é  sobre a censura  do Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco  e  a retirada da peça da programação do FIG2018.

Escrita pela autora trans inglesa Jo Clifford (que em 2006, aos 56 anos, abriu mão do nome John), a peça traz Renata Carvalho interpretando Jesus como se ele vivesse nos dias atuais como uma travesti, e provoca reflexões sobre temas como gênero e inclusão.

O  Festival de  Inverno iniciado dia 19 de julho tem seu término no domingo,28 de julho.

Para uma menina trans, com uma flor.

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Essa coisa de nascer diferente em uma sociedade, hegemonicamente, pré- programada, não é fácil. Às vezes é um permanente risco.  Viver nem sempre  é fácil, nem a vida é todo dia, cheia de sorrisos e abraços calorosos, como as postagens nas redes sociais .

Nascer diferente desperta nos gestos  e em alguns tipos humanos  uma aspereza latente, a intolerância que não respeita, que agride e magoa auto-estima.

São tantas as travessias nesse tempo de construir a auto estima aliada a identidade social.

Sim, é preciso um gigantismo de forças para continuar caminhando, mas, perceba, se tem alguém que guarda um estoque de coragem é você.

Você chegou até aqui e já venceu muitas batalhas.

Agüente firme, a vida, quando em vez,  apresenta-nos as travessias bruscas, que às vezes assustam, mas, por outro lado é um convite a fartura de aprendizados.

Por favor, não desista!

Nem  todo ambiente é hostil.

Tem as travessias da delicadeza, aquelas quando a  gente  se depara com pessoas  cheias de luz, que trazem brilho para nossa vida. Gente com feições bem definidas, que chamamos de parceir@s da caminhada.

Não chore ,ainda, todas suas lágrimas. Reserve um estoque para os grandes e bons momentos  de vitórias e contentamento, porque acredite, eles virão.

Tenha fé na sua fé, dona menina e continue trilhando o caminho.

Um passo atrás do outro.

Você é linda, mulher e poderosa.

Preserve o fôlego da crença e saia pelo mundo garimpando  sonhos.

Não permita que ninguém os roube.

Não permita.

Bom domingo, minha amiga!

 

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