Blog do Vilar

Novo de Alagoas nega possibilidade de coligação com outros partidos

684c4370 4e38 42c2 8120 625519098e99 Tibério Rocha Júnior e João Amoêdo

Em Alagoas, surgiu nos bastidores a informação de que o Novo - que tem três postulantes aos cargos de deputado federal - poderia fechar uma coligação com um bloco liderado pelo então parlamentar federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). 

No dia de ontem, como mostra a jornalista Vanessa Alencar em seu blog, JHC apresentou a frente formada por diversos partidos, mas sem a presença do Novo. Após as especulações, a agremiação se pronunciou oficialmente nas suas redes sociais. 

“Após notícias divulgada em alguns blocos sobre coligação do Novo com outros partidos em Alagoas, afirmamos que não será feta nenhuma coligação em 2018”. Esta é a posição oficial da legenda, que parte para uma cruzada solitária. 

A impossibilidade de coligação já havia sido destacada pelo pré-candidato a deputado federal Tibério Rocha Júnior. Ele explica que em função das práticas adotadas pela legenda - como a forma de processo seletivo para os candidatos e a não aceitação dos fundos eleitoral e partidário - faz com que o Novo tenha posições que se diferenciam das demais siglas. 

É aí que nasce o grande desafio do Novo: atingir o coeficiente eleitoral para a Câmara e Deputados com três nomes de pessoas que nunca estiveram na política eleitoral: Maria Tavares, Adelmo de Assis e Tibério Rocha Júnior. 

A princípio, Tibério Rocha disputaria o Senado Federal. Mas, a agremiação entendeu que - em Alagoas - o Novo deve apenas ter candidatos às cadeiras da Câmara de Deputados. Desta forma, a legenda não terá candidatos majoritários e nem apoiará qualquer candidatura neste sentido, ao menos oficialmente. 

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Pré-candidato do PSOL mira no FECOEP da gestão Renan Filho

Foto: Assessoria Cc50dad4 86c0 4ff1 a725 3a09c59edce9 Basile Christopoulos

Por meio da assessoria de imprensa, o pré-candidato do PSOL,  Basile Christipoulos, soltou críticas à gestão do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP). 

Basile ataca o gasto de mais de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2018. O PSOL comparou com os gastos de anos anteriores como 2015, 2016 e 2017, quando a média era de R$ 21 milhões. 

O PSOL passou a questionar os gastos do governador Renan Filho, portanto. 

A questão envolvendo os gastos do Fecoep não é novidade. Mesmo tendo divergências enormes com o PSOL (que é uma legenda de esquerda), aqui eles tocam em um ponto que de fato merece ser questionado. Como já entrei nessa questão antes, entro nela novamente a partir da lembrança feita por esta agremiação em relação ao fato…

Não apenas pelo volume do recurso, mas também por, como já apontou o deputado estadual Bruno Toledo (PROS), conta da função que o Fundo deveria ter. Afinal, Toledo já havia chamado atenção para o uso de recursos para construção de obras físicas, como os hospitais. 

Ao fazer críticas ao uso dos recursos, o parlamentar acabou sendo excluído do Fecoep, pois era ele o parlamentar que representava a Assembleia Legislativa nas decisões a serem tomadas. Em seu lugar, ficou o deputado estadual Galba Novaes (MDB). 

Uma pena que, lá atrás, mais vozes não estiveram juntas para fazer esse questionamento, independente de cores ideológicas, pois aqui temos Basile que é de esquerda com uma crítica que já foi feita por um parlamentar que é de direita: Bruno Toledo. 

Essa era uma questão para o parlamento estadual. Mas não houve ressonância por lá. Toledo foi quase voz única.

Todavia, Basile recoloca em pauta uma crítica que não pode ser desprezada. Muitos de meus leitores podem indagar o fato de eu destacar a voz a uma sigla que é o completo antagonismo do que penso (quem acompanha meu blog sabe disso). Porém, quando algo é relevante e importante, pouco importa isso. 

É que para mim, repito!, não importa muito - neste caso! - o viés ideológico, mas sim o ponto principal do que é dito. Tal assunto para este blog não é eleitoreiro, mas de urgente e necessária transparência não apenas com o recurso, mas com a finalidade do Fundo, que foi criado em 2004.

Sem contar que, no pacote de aumento de impostos, o Fecoep passou a arrecadar mais. Os empresários alagoanos sabe bem disso. É que a origem dos recursos são da alíquota do ICMS, que foi elevada pelo governador e acabou contribuindo ainda mais para o aumento dos combustíveis em Alagoas. 

O que se questiona aqui não é a existência do FECOEP, mas sim a utilização deste. Foi isso que se fez presente, no ano passado (2017), nos questionamentos feitos por Bruno Toledo e que agora estão na fala de Basile. Que a questão não seja apenas tratada em períodos de eleição, mas que tenha um acompanhamento muito mais constante…

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Omar Coêlho chegou a ser cogitado para candidato ao governo da oposição, mas PP não quis

Arquivo: Cada Minuto 05abd5fd 3ed9 43ad b1ac 7f333a0a4147 Omar lança será candidato ao governo de AL

De acordo com informações de bastidores, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Omar Coêlho (Podemos) chegou a ser cogitado como um nome que poderia reunir os partidos da oposição “liderada” pelo PSDB do prefeito Rui Palmeira.

Mas, Omar Coêlho não seria consenso.  

As informações passadas ao blog dão conta de que o próprio Coêlho aceitaria a missão e poderia disputar o Executivo estadual tendo como base de sustentação da candidatura o PSDB, o PROS, o Democratas e o PP. 

Mas, o PP do senador Benedito de Lira e do deputado federal Arthur Lira não quiseram o nome. E esta tem sido a situação da oposição “sem cabeça”. Não há nomes no grupo e quando algum é buscado como alternativa, encontra resistência aqui ou acolá. 

Ao que tudo indica, a questão envolvendo Omar Coêlho e o PP do senador Benedito de Lira ainda é resquício da eleição de 2014, quando o ex-presidente da OAB/AL foi candidato ao Senado Federal na chapa em que Benedito de Lira era candidato ao governo do Estado. 

Atualmente, o Podemos se encontra fora deste bloco e Omar Coêlho tem como missão a construção de um palanque para o senador Álvaro Dias (Podemos), que é candidato à presidência da República. Coêlho - ao menos por enquanto - é uma os postulantes ao Senado Federal. 

PROS

Ainda na tentativa de encontrar um nome para o governo, o deputado estadual Bruno Toledo (PROS) disse - em recente entrevista à Tribuna Independente - que a legenda tem nomes a oferecer para a disputa. Toledo não quis adiantar, pois sabe que tudo depende de uma discussão de grupo. 

Porém, o jovem deputado estadual destaca que o PROS possui quadros que já participaram de eleição, exerceram o perfil executivo - como é o caso do ex-deputado federal e ex-secretário estadual, Alexandre Toledo - e podem encarar a tarefa de disputar a eleição contra o governador Renan Filho (MDB). 

Esta semana, Rui Palmeira já disse que o PSDB terá candidato, mas negou a possibilidade de Tereza Nelma, que é vereadora, entrar no pleito majoritário. Segundo Palmeira, ela disputará uma das cadeiras da Câmara de Deputados. O ninho tucano continua dependente de uma decisão do vereador Kelmann Vieira (PSDB). 

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Rui Palmeira diz: “Vamos lançar um nome para o governo sim”. Mas a entrelinha é: “Não temos nome!”

Foto: Secom C7c9acef 86f9 4dbd 8163 e2b6b5f922a5 Rui Palmeira

“Vamos lançar um nome para o governo sim”. Essa frase é do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Já é o caso de classificar o presidente do ninho tucano como alguém completamente fora do tempo das eleições e um tanto quanto distante da realidade do xadrez político. Levando em consideração a situação dos tucanos, é uma frase digna de stand-up! 

Rui Palmeira não consegue mais articular a oposição em torno do PSDB. Isto é um fato! 

Quando - na manhã de hoje - o prefeito reafirma que nomes tucanos foram levantados como os dos vereadores Kelmann Vieira (PSDB), Tereza Nelma (PSDB) e Eduardo Canuto (PSDB) para disputarem o Executivo estadual, mas que estes não estão mais sendo cogitados, o que Palmeira não diz, mas que é a realidade, é o seguinte: não temos nome e estamos “enrolando” até conseguir achar uma saída honrosa!

O prefeito ao desistir de disputar o governo contra Renan Filho desmontou a oposição não por ter desistido, mas pela forma como agiu. Não houve um diálogo com o grupo em busca de uma alternativa, se perdeu aliados políticos como o ex-ministro dos Transportes e deputado federal, Maurício Quintella Lessa (PR), que deixou o grupo sem deixar a base de apoio palaciana. 

Os demais partidos da oposição começaram a compreender que neste cenário é cada um por si. O PP tenta viabilizar as candidaturas do deputado federal Arthur Lira e do senador Benedito de Lira. O Democratas aposta no ex-secretário municipal José Thomaz Nonô e no ex-superintendente de Limpeza Urbana, Davi Maia. O PROS articula a reeleição de Bruno Toledo e a disputa por uma das cadeiras da Câmara de Deputados. 

E os planos desses partidos já são feitos sem depender dos tucanos. Se o ninho tucano apresentar alguém para o sacrifício, tudo bem. Caso não apresente, tudo bem também. Afinal, as alternativas já estão sendo construídas não mais pensando em majoritárias, já que o único nome tucano a uma majoritária é uma candidatura isolada que só depende dela mesma: o nome o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) para o Senado Federal. 

Então, acreditar que Teresa Nelma poderia ser candidata ao governo era apostar em uma possibilidade remota diante dos planos que esta vereadora já possuía desde sempre: lutar por uma das cadeiras de deputado federal em Brasília (DF). 

Dos vereadores citados, apenas Kelmann Vieira não teria nada a perder e até teria o que ganhar, em um possível compromisso para 2020, quando se dão as disputas pelas prefeituras municipais. 

É que Vieira não está envolvido diretamente no pleito de agora, uma vez que ele aposta apenas na candidatura da esposa a uma das vagas da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Flávia Cavalcante tenta retornar à Casa de Tavares Bastos, onde já teve um mandato. 

Quando Rui Palmeira fala que o PSDB ainda tem possibilidades de lançar um nome, apenas posterga o fato público e notório: os tucanos precisam de alguém que cumpra a árdua missão de colocar a cara no guia eleitoral, como fez o atual prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (PSB), quando este era um edil tucano naquela cidade. Se este alguém reunir a oposição, melhor, já que os opositores também não possuem nomes. 

Naquela eleição passada, Júlio Cézar sabia que ia para o sacrifício. Sabia que suas chances eram remotas no pleito eleitoral de 2014, mas ao defender o legado do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) fez mais por si mesmo do que por Vilela. Afinal, capitalizou uma futura candidatura à Prefeitura de Palmeira dos Índios. O plano pessoal de Júlio Cézar que - naquele momento casou com as necessidades tucanas - deu certo. O cenário agora não apresenta nomes para o casamento de interesses. Simples assim! 

Todas as fichas tucanas foram apostas em Rui Palmeira que desistiu. Ele assumiu a presidência do PSDB para se transformar no “coveiro” momentâneo do partido. Se acredita no que ele mesmo diz, ou está completamente fora da realidade ou seu relógio é um tanto quanto atrasado em relação aos ponteiros velozes da eleição. Se sabe muito bem que diz o que diz como forma de ganhar tempo para ao menos ter um nome de defesa de legado, sabe que se apoia em uma mentira. 

A maior prova disso é que os vereadores de Maceió - que possuem interesses nessa eleição vindoura - já se articulam em blocos para viabilizar suas candidaturas ou apoios. 

Em resumo: o que Rui Palmeira diz sobre eleições não mais se escreve… As pretensões do PSDB se resumem a eleger deputados estaduais - entre eles Cibele Moura, que é filha do aliado político de Rui Palmeira, Abraão Moura - Pedro Vilela para a Câmara de Deputados e Rodrigo Cunha para o Senado. É isso e nada mais que isso. 

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Marx Beltrão aposta na ligação de sua imagem com Renan Filho em redes sociais

Foto: Facebook Fb2fbc65 1d20 4f86 a27f 8f8e47678406 "Vamos à luta e vamos à vitória", desabafa Marx Beltrão sobre pré-candidatura

O deputado federal Marx Beltrão (PSD) - que pretende disputar o Senado Federal de forma avulsa e sem apresentar demais candidatos às majoritárias - tem apostado, em suas redes sociais, na imagem do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), tecendo elogios ao próprio Beltrão.

O parlamentar do PSD, em recente entrevista, já destacou o interesse por uma parceria no formato de “aliança branca” com os palacianos. 

No Palácio República dos Palmares, há dois candidatos ao Senado federal: o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR). 

Antes de mudar de partido, saindo do MDB para o PSD, Marx Beltrão tentou costurar uma candidatura ao Senado pelo MDB. 

O partido de Renan Calheiros chegou a se comprometer com uma vaga aberta para Marx Beltrão, mas diante da aliança com Quintella, acabou faltando espaços. 

É bem verdade que Beltrão também chegou a ensaiar entendimentos com a oposição, quando ainda havia dúvidas sobre o futuro político do prefeito Rui Palmeira (PSDB), que só depois desistiu de sua candidatura. 

Mais recentemente, Marx Beltrão colocou - no Instagram - um vídeo em que Renan Filho faz elogios ao trabalho do deputado federal emedebista quando no Ministério do Turismo. Além do vídeo, Beltrão também apostou na divulgacão da inauguração da duplicação do trecho da AL-220. Novamente, ao lado de Renan Filho. 

Neste evento, Maurício Quintella também esteve presente. 

Detalhe: as imagens associadas surgem depois dos bastidores terem apontado possíveis desentendimentos entre Renan Filho e Marx Beltrão por conta dos cargos do ex-ministro dentro do governo estadual. 

Em resumo, Marx Beltrão tenta construir sua candidatura sem arestas com quem quer que seja. Por esta razão, também busca apoio de alguns adversários de Renan Filho, como ocorreu recentemente nos diálogos estabelecidos com o deputado estadual Bruno Toledo (PROS). 

Enquanto nos bastidores surge a conversa de que Beltrão pode sair do jogo, o ex-ministro, pelo visto, trabalha forte para ser o nome avulso a disputar o Senado Federal e ao mesmo tempo transitar por todos os grupos sem muitos problemas…
 

Qual o sentido do Legislativo negar o aumento retroativo ao servidor? Lamentável!

Foto: Arquivo/Cada Minuto 02f20e26 932f 4748 ab4f 097329e363bb Assembleia Legislativa de Alagoas

Era para ter tocado nesse assunto aqui antes. Mas, nunca é tarde. 

O parlamento estadual votou, na terça-feira passada, 26, o reajuste de 2.95% para os servidores públicos ativos, inativos e comissionados de Alagoas. Um percentual menor que perdas inflacionárias se levarmos em conta a situação do país. Todavia, o possível, conforme o Executivo estadual.

O que chama atenção é o seguinte: o projeto foi encaminhado em maio para a Casa de Tavares Bastos, mas devido a trâmites processuais só foi votado em junho. Isto por si só trouxe prejuízos aos servidores, pois tiveram que aguardar dois meses sem o reajuste. 

Para tentar reverter isso, os deputados estaduais Bruno Toledo (PROS) e Francisco Tenório (PMN) apresentaram uma emenda simples e sem razões para maiores polêmicas, afinal era o óbvio: como o parlamento estadual não votou o projeto ainda no mês encaminhado, que o reajuste fosse retroativo a maio e junho, para que o servidor tivesse direito aos 2.95% em cada um desses meses, e não pagasse pela burocracia legislativa. 

A reflexão levantada por Toledo e Tenório é o justo. Mas, a maioria do parlamento estadual resolveu rejeitar a emenda, negando ao servidor o pagamento retroativo do reajuste a 1º de maio, que é data-base do funcionalismo. Bruno Toledo lamentou a decisão da Casa e culpou a bancada governista por uma “inércia”, quando sequer se mobilizou na busca pelo entendimento com o governo. 

O prejuízo ficou para o servidor. Como foi rejeitada a emenda para o reajuste do servidor, Toledo passou a votar contra a emenda concedendo efeito retroativo no aumento ao salário do governador e vice-governador. Afinal, não faz sentido conceder direito a uma categoria e a outra não. No caso do reajuste do salário do governador, é pela ampliação do teto, para que outros funcionários também tenham direito ao reajuste. 

É que neste caso, é gerado um efeito cascata em outras categorias do funcionalismo público, como delegados da Polícia Civil, fiscais de renda etc. É justo. 

Agora, fica uma pergunta que a bancada governista da Casa tem que responder: por qual razão negar o reajuste retroativo aos servidores? Não faz qualquer sentido. É como se a Casa provocasse a demora pela apreciação de uma matéria e depois não tivesse o menor interesse de buscar minimizar ou corrigir os impactos desse trâmite processual na vida das pessoas. Lamentável. 
 
Passada a etapa do Legislativo, o projeto segue para as mãos do governador. 

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PTC de Collor cai na real e senador deve voltar seu foco a Alagoas. E agora, Collor?

Foto: Isto È 913ab64f a071 4d97 8c61 e7283ecad322 Fernando Collor e Renan Calheiros

O pequeno PTC do senador Fernando Collor de Mello caiu na real: o nome de Collor para disputar a presidência da República não emplaca. Nem de longe, Collor é o “liberal” dos seus próprios discursos, em função de suas mais recentes posturas na política. 

Não é sequer o “outsider” do momento, e muito menos consegue crescer nas pesquisas ou se livrar do alto índice de rejeição. Collor é um dos homens do estamento, que esteve ao lado do governo petista e até tentou ser governador de Alagoas - em passado não tão distante - com os apoios do ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT) e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Ou seja: uma candidatura do senador Fernando Collor de Mello à presidência da República tinha tudo para ser um fiasco. Agora, o que o PTC busca, do ponto de vista nacional, é sua sobrevivência diante da cláusula de barreira. E isso é dito com todas as letras na nota divulgada pelo presidente da legenda Daniel Tourinho. 

Tourinho destaca: “A Direção Nacional do PTC possui duas grandes responsabilidades junto ao partido. A primeira, com a sobrevivência do mesmo”. Sendo assim, coligar é bem mais proveitoso do que apostar em um candidato que figura entre os “lanternas” do processo eleitoral e ainda tem uma rejeição enorme, conforme as mais recentes pesquisas. Sem contar que isso impacta em coligações regionais que o PTC possa ter pelo país. 

Para atingir essa sobrevivência, o PTC tem uma segunda preocupação - segundo Tourinho - eleger deputados federais, estaduais e senadores filiados ao partido. Deputado federal é questão vital para as legendas. Quando qualquer partido fala em eleger deputados federais, que o eleitor leia: “recursos do Fundo Partidário”. Na realidade é isso. 

Na prática, portanto, não são duas preocupações as de Daniel Tourinho, mas uma só apenas: a sobrevivência. 

Collor não contribuiria muito como candidato a presidente. É claro que isso nunca será dito em uma nota da Direção Nacional, já que o senador alagoano é uma das principais estrelas da legenda. 

Por outro lado, o comunicado surgir de forma “democrática”, enquanto uma decisão colegiada, é uma saída honrosa para Fernando Collor de Mello, possibilitando assim discurso para outros caminhos políticos, como caso queira disputar o governo do Estado. 

Afinal, pode dizer que desistiu da candidatura da presidência após uma avaliação do partido. 

Eis que o PTC tem mesmo que adotar sacrifícios pessoais e profissionais para, além de eleger nomes, ultrapassar a cláusula de barreira, obtendo mais de 1,5% dos votos válidos nacionalmente. 

Um dos passos para isso é soltar as amarras dos núcleos estaduais para que possam firmar suas coligações respeitando as diferenças regionais. 

E Collor nesse processo? Bem, o senador alagoano tem a opção de se recolher e olhar a banda passar, já que tem mais quatro anos de Senado Federal garantido, ou então entrar - ainda que indiretamente - no jogo para justamente armar seu xadrez político para o futuro. Collor, como sempre, é uma esfinge. 

O fato é que afora Collor só olhará para Alagoas. 

Recentemente, o senador manteve diálogos com o também senador Renan Calheiros (MDB). É claro que Collor olha para o grupo emedebista com toda atenção do mundo. Afinal, se o governador Renan Filho (MDB) se reelege, como apontam as pesquisas, ele terá pela frente mais quatro anos no Executivo e ao final do próximo mandato pode se lançar na disputa pela única vaga do Senado Federal. Bate de frente com Collor. Tudo indica que Fernando Collor de Mello desejará mais uma reeleição. 

Com este cenário, o que fará Collor? Pessoas próximas ao senador apostam que ele pode cogitar - diante do novo cenário - uma candidatura ao governo do Estado ou, pelo menos, ensaiar esse processo para pressionar os Calheiros. 

Collor terá força política para tanto? Difícil avaliar. 

Mas, se surgir, por exemplo, uma candidatura do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) ao governo, a presença de Collor é um nome a bagunçar o coreto e atrapalhar a vida de Renan Filho, que já se via sozinho na avenida eleitoral. Cria a existência de um segundo turno. 

Logo, a decisão do PTC pode resultar em impactos locais a depender do que Fernando Collor de Mello pense. Afinal, em matéria de grupos políticos, o senador do PTC sempre foi do bloco do “eu sozinho”. 

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Apelo para Ronaldo Lessa ser candidato: desespero, ausência de identidade de grupo e projeto

TV Câmara 0335efb4 9535 430a 8759 0a915f22b5af Ronaldo Lessa, deputado federal PDT/AL

Nos bastidores da política alagoana surgem - como foi postado pela Coluna Labafero aqui no CadaMinuto - as conversas sobre uma candidatura de Ronaldo Lessa (PDT) ao governo do Estado de Alagoas. 

Palavras minhas: acho a possibilidade remota, mas como em política até o remoto pode acontecer…

Agora, independente da origem dessas informações e do seus interesses, isso mostra algo em relação à oposição que deveria estar sendo liderada pelos tucanos por força das circunstâncias; afinal, é o partido do prefeito Rui Palmeira. 

E o que mostra? 

Que não há mais bloco de oposição, mas apenas a confluência de interesses eleitorais e partidários. É bem verdade que o deputado federal Ronaldo Lessa, que até então trabalha pela sua reeleição, tem uma densidade eleitoral considerável e, na atual conjuntura, abriria as portas para um palanque para o presidenciável Ciro Gomes (PDT). 

Mas e quanto a um projeto que se diferencie do bloco da situação liderado pelo governador Renan Filho (MDB)? Era isso que em um primeiro momento a oposição deveria ter. Não há - portanto - em Alagoas oposição pragmática ou programática por parte do PSDB, que há muito perdeu o bonde do atual processo eleitoral. Há o desespero. 

Ronaldo Lessa é o político que de 2014 para cá já fez mudanças bruscas determinando os rumos dos partidos. Em 2014, quando Renan Filho se elegeu governador do Estado de Alagoas, lá estava Lessa se elegendo deputado federal ao lado deste grupo. Antes disso, foi candidato ao governo do Estado com o apoio do senador Renan Calheiros (MDB). 

Naquele momento, era a reeleição de Calheiros ao Senado Federal que - espertamente - construiu o xadrez para fazer Lessa disputar o governo e eliminar um possível adversário, ainda no tapetão. Calheiros é um mestre nessas jogadas. 

Depois de 2014, Lessa passou para o lado do prefeito Rui Palmeira (PSDB) e compôs com a administração municipal. Neste exato momento, se encontra na base do governador Renan Filho, mas ao mesmo tempo é cogitado como a cabeça de um bloco de oposição que tem os tucanos inseridos nele. 

Ronaldo Lessa promoveu um verdadeiro ping-pong com o seu partido. O que é o PDT no final das contas se não a extensão de Ronaldo Lessa?

Isso por si só mostra uma ausência de identidade no grupo que se faz ao redor de Rui Palmeira, que já foi o timoneiro do processo. Agora, o que se somam ali são os interesses de cada legenda. 

No PSDB, fazer deputados estaduais, federais (como é o caso de Pedro Vilela) e ajudar o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) a ser senador da República. O detalhe em relação a Cunha é que ele depende muito mais dele do que do partido.

No Democratas, os focos são as candidaturas de José Thomaz Nonô - ex-secretário de Saúde do governo de Rui Palmeira - à Câmara de Deputados e a do ex-superintendente de Limpeza Urbana de Maceió, Davi Maia, a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa. No PP, estão as candidaturas do deputado federal Arthur Lira e do senador Benedito de Lira. Ambos buscam a reeleição. 

No PROS, Bruno Toledo almeja a candidatura de deputado estadual (ou federal) e há outros nomes nos quais o partido busca investir, como o empresário Leonardo Dias e o ex-delegado da Polícia Federal, José Pinto de Luna. 

Um dia este grupo já teve unidade e projeto. Hoje, é cada vez mais difícil manter isso. Não será Lessa o salvador da pátria, caso as informações de bastidores se confirmem, apesar de passar a ter uma referência na cabeça da chapa ser muito importante. 

Lessa tem condições de disputa? Claro que tem. Tem densidade eleitoral que não pode ser desprezada. Porém, uma democracia sadia precisa de espectros políticos e são poucos - dentro do bloco de oposição - que são oposição de verdade, como o PP fez desde 2014 e como o PROS vem fazendo na Assembleia Legislativa. 

No grosso, é apenas uma divisão do mesmo estamento da política alagoana numa disputa por poder em que se passou a buscar um nome - seja ele qual for - que tenha condições de dividir a fatia de eleitores com o governador Renan Filho (MDB), que corre solto. Triste Alagoas que fica condenada ao revezamento. 

Ronaldo Lessa renasceria como a possibilidade do palanque de Ciro Gomes, que não quer seu partido junto com Renan Calheiros. Depois como o que restou à oposição: ir buscar seu próprio candidato nos corredores do Palácio República dos Palmares. Por fim, se isto se concretiza, explicar a população a recente trajetória de Lessa e suas mudanças. É - como disse no título desse artigo - um misto de desespero, ausência de identidade e projeto. Entra em cena agora para o grupo de Rui Palmeira apenas os cálculos matemáticos de uma eleição…

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CPI da máfia das delações? Máfia é o que fizeram com a Petrobras e o com o país…

Foto: Agência Brasil 05c0b93a 09f3 471a a0fd ae6d4afbe4c5 Congresso Nacional

No Brasil 247, um dos veículos mais vermelhos da era petista (e continua a ser!), há uma comemoração franca pela Comissão Parlamentar de Inquérito da "Máfia das Delações”. Esta Comissão - ensaiada pelos petistas - é um ataque direto à Operação Lava Jato. 

Nada mais que um revide por esta ter exposto um imenso esquema sistemático de corrução que atingiu o PT, partidos aliados e até alguns adversários. 

O foco são as delações que ocorreram na Operação Lava Jato, pois estas revelaram as participações diretas de petistas que hoje se encontram presos, como Antônio Palocci. Além disso, foram fundamentais para desvendar o esquema de corrupção que deram sustentação ao governo mais corrupto de nossa história. 

É claro que havia corrupção antes e todos os larápios da República - independente de partido político - devem ir para a cadeia. 

Porém, ao lotear a Petrobras da forma como fizeram (e aqui nem estamos falando ainda do BNDES, Correios e outros), ficou claro que o partido que já tinha articulado o mensalão se utilizava do esquema como um projeto de poder. 

A verdadeira máfia estava dentro do governo e se estendia ao Legislativo e às empreiteiras. E isto é um fato. Mas, os petistas querem matar a Lava Jato atacando as delações. Há exageros na Lava Jato? Sim. E estes podem ser combatidos pelos próprios mecanismos legais. Diante da imensa quantidade de partidos investigados e das mais variadas siglas, inclusive opositores, não se sustenta mais a narrativa que se trata de uma perseguição ao PT. 

Isso é um absurdo. 

O condenado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Lula, paga hoje pelos seus malfeitos. Simples assim. 

Agora, por meio do Brasil 247, surge mais uma narrativa: a de que há uma reviravolta pressionada pela “imprensa tradicional” que faz com que os deputados “da base do golpe” retirem as assinaturas de apoio à CPI d Máfia das Delações. O Congresso Nacional simplesmente não tem moral para articular esta CPI. Em um dito popular: é colocar a raposa para tomar conta do galinheiro. 

Se a CPI da Máfia das Delações pegou mal é porque grande parte da população não quer que a Lava Jato seja golpeada de forma tão absurda dentro do Congresso Nacional. Não quer a articulação que venha a beneficiar justamente PT, PMDB, PP e outros, que estão verdadeiramente atolados neste lamaçal de corrupção. O resto é narrativa. 

Ao culpar a imprensa tradicional, o discurso do Brasil 247 abre portas para um antigo desejo petista: o controle de mídia. Mais uma vez a imprensa é colocada como vilã. O sonho do PT é governar um país onde a imprensa seja sua voz oficial, bem ao estilo dos regimes totalitários de esquerda, como vimos nos moldes comunistas ao longo da História. 

Agora, a briga é para que deputados não possam retirar suas assinaturas depois da repercussão negativa. Se há um golpe em andamento, ele é o seguinte: mais uma vez o PT prepara um golpe contra o país para barrar processos de investigação e salvar os seus. E aí, toda narrativa e armas são válidas. 

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Entrevista de Canuto mostra bem o que virou o ninho tucano: cada um por si!

Assessoria da Câmara E4e1c11d 7e12 48a5 b8bd dd89d01cff51 Prefeito Rui Palmeira e vereador Eduardo Canuto

O prefeito Rui Palmeira (PSDB) não é apenas um presidente de partido discreto, mas - neste processo eleitoral - se tornou o “coveiro” de sua legenda pela forma como conduz as coisas. 

Substituiu o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) no comando do “ninho tucano” para ser o maior articulador de uma oposição e quiça o candidato ao governo do Estado de Alagoas no enfrentamento ao atual governador Renan Filho (MDB).

Resultado: não ocupou nenhuma posição. Não teve destreza para construir um grupo estando no comando da legenda e desistiu de ser candidato no pleito da pior forma possível: sem qualquer diálogo de antecipação com os outros partidos que permitisse um núcleo na busca de um nome viável. 

O primeiro reflexo foi a partida do ex-ministro dos Transportes e deputado federal Maurício Quintella para a oposição. 

Quintella mudou de barco sem perder espaços na Prefeitura de Maceió. O recado com isso é que a oposição é a popular “casa da mãe Joana”. Assim, um grupo formado por legendas importantes no cenário político alagoano não possui candidato ao governo do Estado de Alagoas, apesar de dois candidatos ao Senado Federal - o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) e o senador Benedito de Lira (PP) - e uma série de pretensos candidatos aos cargos de deputado estadual e deputado federal. 

Como eu já havia dito aqui, o PSDB perdeu o tempo e o relógio. Resultado: agora - até mesmo entro do parido - é cada um por si e salve-se quem puder. 

A recente entrevista do líder do governo municipal na Câmara de Maceió, concedida ao jornalista Carlos Victor na Tribuna Independente, mostra bem isso. O edil Eduardo Canuto (PSDB) destacou uma reunião de 14 vereadores para que estes definissem o apoio a possíveis candidatos ao governo e ao Senado para assim articularem suas possíveis candidaturas a deputado estadual ou federal. 

Nem os tucanos esperam mais pelo PSDB. Nem mesmo se espera que o vereador e presidente da Câmara, o tucano Kelmann Vieira decida se é candidato ou não. Eduardo Canuto tenta - como ele mesmo colocou - viabilizar uma candidatura à Câmara dos Deputados. Kelmann Vieira tem como prioridade eleger a esposa (Flávia Cavalcante) deputada estadual. Carlos Ronalsa e Samyr Malta também serão candidatos ao Legislativo. 

Aliás, o prefeito de Maceió - no meio dessa turbulência política - não consegue nem mais articular junto à Câmara Municipal. Como dirigente partidário, Rui Palmeira se revelou um fracasso. Sabe o que é pior? Muitos dos vereadores da base governista de Rui Palmeira podem acabar apoiando Renan Filho (MDB) e ainda votar nos senadores Renan Calheiros (MDB) e em Maurício Quintella (PR). O senador Benedito de Lira (PP) - um dos aliados do prefeito - pode ser deixado de lado. 

Eis uma fala de Eduardo Canuto, da entrevista citada, que destaco: “muitos estão querendo se encontrar nesse processo. Ainda sem a definição de um palanque majoritário é provável. A não ser que seja o sentimento individual”, declarou o vereador Eduardo Canuto”.

É possível perceber isso também nas outras legendas. O PP vem cansando de esperar o PSDB. PROS e PP tem sido os mais fiéis opositores ao governo de Renan Filho; consequentemente os maiores aliados de Rui Palmeira. Porém, isto parece não servir de muita coisa para o tucano…

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