Blog do Vilar

Em Alagoas, o PSL do presidenciável Bolsonaro pode coligar com o PTC de Collor

Foto: Reprodução / Internet E6953a7e 2118 4e8c 88af 8948b2b51ba8 Fernando Collor

De acordo com o site Jornal de Alagoas, o senador Fernando Collor de Mello (PTC) - que também teve conversas com o PSDB do prefeito de Maceió, Rui Palmeira - pode coligar em uma frente que envolve o PSL do deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro, na composição de uma chapa para disputar os cargos proporcionais no Estado. 

O PSL deve realizar convenção no próximo dia 05. O partido tem um pré-candidato ao governo do Estado: o empresário Josan Leite. Além dele, Flávio Moreno é o nome que disputará o Senado Federal na chapa. Moreno, em uma recente entrevista, destacou que tem opções de coligação que podem ampliar o tempo de televisão durante a campanha. 

Além da frente de diálogo aberta com o PTC de Collor, o partido também estuda a possibilidade de estar junto como Democratas (do secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô) e o PHS do deputado federal Cícero Almeida. 

Se coligar com Collor, aliança ainda envolve o PSB do parlamentar federal João Henrique Caldas, o JHC, o PEN, o PPL e o PSDC. 

Vale lembrar que - quando era pré-candidato à presidência da República - Collor já fez críticas a Bolsonaro, a quem classificou como sendo um extremo do pleito. Recentemente, o senador alagoano ainda saiu em defesa do ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). Tratei do assunto aqui no blog. 

Na matemática eleitoral, o PSL busca um caminho que possibilite uma junção de partidos com condições de eleger deputados estaduais e federais. 

É o chamado pragmatismo eleitoral. Em todo caso, pode ser alvo de questionamentos. Afinal, com nomes novos no pleito e com um perfil de direita, acaba por se unir a velhos caciques e outros candidatos que representam o antagonismo no campo das ideias. 

Em entrevista ao Jornal de Alagoas, Moreno disse que busca a melhor composição por mudanças em Alagoas. É aguardar o dia 05. 

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Collor e Rui juntos na oposição a Renan Calheiros? Collor a favor de si mesmo…

Foto: Reprodução / Internet E6953a7e 2118 4e8c 88af 8948b2b51ba8 Fernando Collor

O senador Fernando Collor de Mello (PTC) tem conversado com o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), na tentativa de unir os blocos de oposição. Esta é a informação que foi divulgada pela Coluna Labafero, aqui no Portal Cada Minuto. 

Rui Palmeira está em um bloco político que une o PSDB, o Democratas, o PP e o PROS. Fernando Collor de Mello já fechou aliança com o PSC, o PSB e outros. Além disso, trouxe o PTC, que é a sua legenda. 

Do ponto de vista da matemática eleitoral, se a aliança sair significa mais tempo de televisão para o bloco liderado pelos tucanos. Além disso, melhora a situação de muitos na proporcional. 

Porém, isso mostra bem a realidade política de Alagoas: os grupos não possuem conteúdo programático, mas apenas planos individuais para estarem no poder. Fernando Collor de Mello, que era pré-candidato à presidência da República,”joga o jogo” para si mesmo e com o olhar no futuro. 

Collor sabe que nas próximas eleições para o Senado Federal - quando será apenas uma vaga em disputa - terá como rival o atual governador Renan Filho (MDB). Se reeleito, como indicam as pesquisas, Renan Filho passará a mirar no Senado. Isso incomoda Collor, que passou a medir forças com o senador Renan Calheiros (MDB). 

Derrotar Renan Calheiros é facilitar sua posição no xadrez político. A outra saída, seria garantir uma aliança em que no futuro ele (Collor) fosse o senador do grupo, mas isso é difícil. A aliança que venha a surgir de qualquer diálogo com Rui Palmeira é meramente circunstancial e Alagoas não está - podem ter certeza disso! - na pauta. 

Rui Palmeira - que ao desistir da candidatura ao governo do Estado acabou por desarticular seu grupo - busca o óbvio: consolidar um terreno para o futuro, tendo agora como candidato alguém que possa ocupar esse espaço assumindo uma missão. Por isso o nome posto é o do vereador Eduardo Canuto (PSDB). Ao menos é este por enquanto. 

O candidato tucano ao Senado Federal, o deputado estadual Rodrigo Cunha, segue - no meio dessas negociações - isolado. Cada vez mais destinado a fazer uma campanha solitária que empolgue o eleitor que rejeita os velhos nomes da política. 

Por esta razão, é complicado para Cunha subir no palanque onde estará Collor e Benedito de Lira (PP), que é o outro candidato ao Senado da chapa, por exemplo. 

Collor jamais será uma oposição real aos Calheiros. Collor caminha ao sabor das circunstâncias. Tanto é assim que chegou no Senado solitariamente, por uma pequena legenda (o PRTB), ao confrontar o atual deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), que tinha o apoio (naquela época) de Renan Calheiros e Teotonio Vilela Filho (PSDB). 

Na sequência, em 2014, lá estava Collor: opositor a Teotonio Vilela Filho e aliado com Renan Calheiros. O senador do PTC se reelegeu como o nome apoiado pelo MDB de Calheiros e de Renan Filho. Não há nada de novo nos posicionamentos de Fernando Collor de Mello: ele vai para o local onde o vento é mais favorável aos seus planos. 

Collor é uma esfinge por isso. É sempre o candidato de si mesmo e assim sempre será. Fechada ou não esta aliança, a posição de Collor é esta e ponto final! 

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Eduardo Canuto: um nome leve, mas confrontará as chances e o tempo…

Foto: Ascom/CMM 59d3f545 9e87 42af 9598 d4970c85c898 Eduardo Canuto

Leio no jornal Tribuna Independente, em reportagem de Carlos Amaral, que o vereador por Maceió, Eduardo Canuto (PSDB), aceitará - caso o convite se confirme - a missão de disputar o governo do Estado de Alagoas pelo “ninho tucano”. 

Neste caso, é sim uma missão. 

Em passado não tão recente, já fiz críticas a Canuto por posturas contraditórias dentro da Câmara Municipal de Maceió, como quando saiu da base do governo do ex-prefeito Cícero Almeida (atualmente deputado federal) e compôs com o atual prefeito Rui Palmeira (PSDB), virando líder deste na Casa. 

Faz tempo, mas implicou até em mudança de partido, deixando o PV e indo para o PSDB. Havia ali - na época - uma série de contradições por conta das posturas de Almeida e de Palmeira, que chegaram até a ser rivais em uma disputa eleitoral. Mas isso é assunto do passado. Fiz a crítica e mantenho cada vírgula.

O fato é que Eduardo Canuto - entre os nomes de vereadores que já foram cotados - pode não ser o de maior densidade eleitoral, mas é o nome mais leve. Teve experiências no Executivo como secretário municipal e estadual na área do Esporte. Em suas passagens, não há escândalos ou algo que o desabone. Na política atual, infelizmente, isso significa muito. Digo infelizmente, pois essa característica deveria ser padrão.

Canuto ainda aparenta ser um bom articulador e fiel ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Todavia, nunca deixou que tal fidelidade comprometesse suas funções no mandato de vereador e na articulação com a bancada. 

Quando o prefeito ou sua gestão são atacados na Casa de Mário Guimarães, sempre retorna com respostas baseadas em dados e evita embates pessoais, mas foca em esclarecimentos, compreendendo o jogo político. 

É também um ponto positivo. Se Canuto for candidato ao governo do Estado de Alagoas é, portanto, um nome que agrega no grupo de oposição e não há motivos, pelo menos aparente, para que não seja uma peça na engrenagem ao redor da qual os demais partidos se juntem para montar suas perspectivas nas eleições proporcionais. É fácil defender Canuto em público, sobretudo quando pensamos naqueles que estão na chapa e possuem dificuldades para defenderem a si mesmos. 

É uma boa solução para o pleito. Poderá fazer o discurso contra o governo do Estado de Alagoas - caso o PSDB queira de fato ser uma oposição - sem ser atacado. Além disso, tem como defender (por mais que discordemos dessas defesas) a gestão de Rui Palmeira. 

Do ponto de vista do próprio Canuto, ele acaba por ganhar visibilidade e isso pode resultar em capilaridade para eleições futuras, já que não coloca sua vida política em risco. Em caso de derrota, retorna ao parlamento-mirim. Joga fora uma campanha para deputado federal, mas deve disputar o Executivo com garantias de não ter que tirar a disputa do próprio bolso. Logo, tem muito a lucrar seja na derrota ou - levando em consideração as pesquisas - uma remota vitória. 

Salvará o PSDB? Não! Evitará que os tucanos façam um papel mais feio do que o que fizeram até agora, quando Rui Palmeira se revelou um verdadeiro coveiro político, ao enterrar a oposição logo de cara não sabendo formular a estratégia correta para a desistência de uma candidatura logo após ter assumido o diretório estadual da legenda. 

Eduardo Canuto é um nome leve para se trabalhar os pontos de uma pesquisa qualitativa, mas tem pouco tempo para se tornar mais conhecido em todo o Estado. Além disso, tem poucas chances e pode assistir a base de sustentação de sua campanha migrar para outra candidatura, naquele efeito básico das eleições, quando o rio corre para o mar. 

Quando elogio Canuto nesse sentido, não falo de aspectos ideológicos. Afinal, o PSDB de Alagoas é também o mais do mesmo. Nacionalmente, é parte de uma estratégias de tesouras, sendo uma esquerda vegetariana. Localmente, é um partido que tem histórias amalgamadas ao MDB. Oposição e situação muitas vezes se diferem por um projeto de poder e não necessariamente por propostas diferentes para o Estado. 

A missão de Canuto será unir PSDB e PP - que são as principais siglas da oposição - e com isso trazer o PROS e o Democratas. Todos os demais partidos focados em suas proporcionais. O problema aí vai estar na disputa pelo Senado Federal. O deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) e o senador Benedito de Lira (PP) - que são os candidatos ao Senado - possuem suas divergências. Cunha não quer subir no mesmo palanque de Lira e isso tem incomodado o pepista. 

Então, mesmo que se unam, os partidos não formarão uma chapa tão unida. Mais ou menos o que ocorreu com o prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (PSB), quando ele era tucano, vereador por aquela cidade, e aceitou a missão de disputar o Executivo estadual em 2014. Todavia, vale lembrar: Júlio Cézar colheu seus louros e saiu da campanha mais forte do que o que entrou. 

A culpa dos tucanos vivenciarem esse inferno astral em Alagoas não é da desistência do prefeito Rui Palmeira, mas da forma como ele desistiu, permitindo que as forças desagregassem, incluindo a saída do deputado federal Maurício Quintella (PR) do grupo. Hoje, Quintella é candidato ao Senado Federal ao lado de Renan Calheiros. 

Em todo caso, se optarem por Canuto realmente, os tucanos chegam ao seu melhor nome de momento, que atende ao que necessitam e não atrapalha o processo de construção de chapa. Ter forças para vencer a eleição, bem… aí é outra história. 

Como saber que Eduardo Canuto é um nome disposto à missão? Eis a resposta dele na entrevista ao jornalista Carlos Amaral:  “Se for para ser candidato do PSDB, aceito o desafio. Os nomes que surgiram antes foram o da vereadora Tereza Nelma e do Kelmann Vieira [presidente da Câmara Municipal de Vereadores]. Kelmann foi vetado [pelo PP] e o prefeito Rui Palmeira afastou a possibilidade da Tereza. Daí surgiu meu nome”. 

Canuto apenas erra ao achar que o partido acredita que ele teria as melhores chances para a disputa. Mas creio que ele sabe a verdade. Canuto é político há muito tempo para ser ingênuo… é até uma pena que tendo a biografia que tem seja a última opção dos tucanos. 

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Marx Beltrão: uma desistência que pode beneficiar Quintella e Renan, mas prejudicar Benedito de Lira

Agência Brasil Dabbda03 917a 4fb9 93cf bdda57fdb6d1 Renan e Quintella, pré-campanha para o Senado

Como colocado pela Coluna Labafero: o ex-ministro dos Transportes e deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR) corre o Estado em busca de apoios de prefeitos. O ex-ministro que tão facilmente mudou de lado quando soube que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), não era mais candidato, trabalha incansavelmente para realizar o sonho de ser senador da República. 

Com Renan Calheiros (MDB), Quintella busca consolidar onde tem o “primeiro voto” e parte em busca do segundo voto ao lado do emedebista, na chapa encabeçada pelo governador Renan Filho (MDB). Já falei aqui neste blog: a aliança entre Quintella e Calheiros é tipo um casamento de “jacaré com cobra” do ponto de vista das convicções que ambos externam. 

Quintella nos últimos anos se tornou um crítico às ideologias de esquerda, incluindo aí o Partido dos Trabalhadores. Votou pelo impeachment e fez parte do governo do presidente Michel Temer (MDB). Do outro lado, Renan Calheiros virou um esquerdista profissional em seu apoio incondicional ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), e é o mais ferrenho opositor de Temer. 

Há vários outros pontos em que ambos demonstram visões de mundo diferentes: Calheiros é desarmamentista. Quintella defende o direito do cidadão ter porte de armas. Isto é só um exemplo. 

Mas como eleição é matemática, isso parece não atrapalhar Renan Calheiros e Quintella. Então, convicções vão para o saco de lixo quando os cálculos eleitorais começam a serem feitos em guardanapos nas mesas de jantares, cafés, almoços e reuniões não-públicas. 

Assim, Quintella pavimenta o seu caminho em busca - conforme a Coluna Labafero - de 70 prefeitos para formar a sua base. Ele se tornou uma ameaça ao senador Benedito de Lira (PP), que já se licenciou do cargo para trabalhar sua eleição. Lira tem estrutura, mas dificuldades de montar um bloco político, já que Rui Palmeira não é candidato ao governo. O PSDB é um partido mais perdido que cego em tiroteio e outros aliados não possuem nomes para a cabeça da chapa. 

Os tucanos possuem um candidato ao Senado Federal. Trata-se do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB). Mas esse não vai subir no palanque ao lado de Benedito de Lira. Pelo menos até aqui essa em sido a postura de Cunha, que se posiciona como um lobo solitário no processo eleitoral. Ou seja: de forma independente e sem falar de alianças para as proporcionais tucanas. É como se para ele pouco importasse. 

Regressando à Quintella: o deputado federal pode ter um incremento em sua campanha diante da desistência do deputado federal Marx Beltrão (MDB) na disputa pelo Senado Federal. Beltrão só não é o típico caso do nadador que muito briga contra o mar para morrer na praia por conta de seu reduto eleitoral que pode lhe garantir o retorno à Câmara de Deputados. 

Beltrão investiu. Ensaiou a ruptura com o MDB ao mudar do partido. Mas viu que os mares são turbulentos. Disputará o mesmo cargo que disputou em 2014 para garantir o apoio dos Renans. O homem que não desistiria de jeito algum desistiu ao encarar a realidade. Na aliança com os Calheiros, Marx terá dois senadores para votar: Quintella e Renan. Logo, são votos bem-vindos para o ex-ministro do Transporte, ainda mais quando ambos fizeram uma dobradinha no ministério. A relação entre os dois é boa. 

Em todo caso, Marx Beltrão foi vítima do xadrez que Renan Calheiros joga tão bem. Bom para Maurício Quintella. A eleição é mesmo uma máquina de moer gente! 

Quintella - ainda ao que tudo indica - não vai precisar se explicar muito à opinião pública sobre as distâncias entre os seus posicionamentos e o que pensa o MDB de Alagoas. Infelizmente, não é isso que motiva muitos votos quando há o efeito manada. Uma pena! Afinal, Quintella deve essas explicações e as contradições de suas posturas diante de posições já assumidas mereciam destaque. 

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Para Renan, subir no palanque de Meirelles é “condenação”. Mas, visitar condenado e apoiá-lo é “de boa”!

Internet/Arquivo 7c898d13 4fc2 475e 9ffe 385c3a0fb324 Renan Calheiros e Henrique Meirelles

O senador Renan Calheiros (MDB) trabalha para que o governo de Michel Temer (MDB) não lance um candidato à presidência da República. Segundo informações de bastidores, o Palácio do Planalto já conta com o voto da maioria dos caciques para lançar o ex-ministro Henrique Meirelles como candidato. 

Meirelles já busca, inclusive, um diálogo com o ex-presidenciável Flávio Rocha (PRB), que desistiu do pleito. 

A articulação visa construir uma chapa de “centro”, que possa defender o governo de Temer diante dos ataques que deve sofrer no guia eleitoral. Levando em consideração as mais recentes pesquisas, Meirelles não tem sequer dois dígitos nas intenções de votos. 

Mas, Temer - que tem um governo com muitos pontos que merecem ser criticados de fato, inclusive as acusações de envolvimento em esquemas de corrupção - faz as suas apostas. 

Agora, entre os caciques emedebistas que não estão com Meirelles, está o senador Renan Calheiros. O alagoano ainda defende a narrativa da candidatura do condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). 

Calheiros visitou Lula na sede da Superintendência da Polícia Federal no dia de ontem, 17. Ao sair, conforme publicado no Estado de São Paulo, criticou a candidatura de Meirelles. Disse que ele não é originários o MDB. Para Renan - que tinha acabado de visitar um condenado por corrupção - subir no palanque do candidato governista seria uma “condenação”. 

Renan Calheiros adotou de vez a narrativa da esquerda e classificou Meirelles como o candidato do sistema financeiro, em função de ser “originário da JBS”. O detalhe é que o diretor da J&F, Ricardo Saud, ao falar de propinas pagas ao MDB também cita Renan Calheiros. Se verdade ou não, aí é com as investigações. 

Para muitos políticos, na hora das falas, se passa um “pente fino” nas delações e indícios de investigações envolvendo empresas. Nesse “pente fino”, só passa a ser considerado verdade o que for conveniente a quem se utiliza da fala. No caso de Calheiros, por exemplo, tudo o que pesa contra Lula é tido como mentiras. 

Calheiros é mais um que insiste em ver em Lula a imagem do perseguido, do preso político etc. O senador emedebista não esconde que espera que seu partido decida contra a candidatura de Meirelles. “O MDB não pode dar a legenda para ele, ele tem 1% (das intenções de voto), isso vai dificultar o desempenho do partido em todos os Estados”, salientou. 

Ele ainda vai além: “O sonho do consumo do MDB é ter um candidato competitivo que agregue nos Estados, que some onde chegar”. Ou seja: Lula!  

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Collor solta o verbo na Veja. Um show de sofismas com direito a defender Lula

Foto: Reprodução / Internet E6953a7e 2118 4e8c 88af 8948b2b51ba8 Fernando Collor

Após o pequeno PTC desistir de lançá-lo na disputa pela presidência do país, o senador Fernando Collor de Mello - que antes se "vendia” como uma solução fora dos extremos - concedeu uma longa entrevista à Revista Veja. Basicamente, Collor se defendeu das denúncias de corrupção que pesam contra ele, atacou a Lava Jato e defendeu o ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). 

A entrevista não trouxe novidades em relação aos passos de Collor no cenário político de 2018. Como não há mais uma candidatura à Presidência da República (talvez nunca houvesse!), o nome do senador é sondado para uma disputa paroquial pelo Executivo alagoano. No entanto, a Revista Veja ainda o coloca como candidato ao Palácio do Planalto, mesmo depois da nota divulgada pelo PTC. Logo, não se interessou pelo cenário alagoano, onde Collor ainda de conversas com o senador Renan Calheiros (MDB) e o governador Renan Filho (MDB).

A primeira pergunta da entrevista é: “O senhor é corrupto?”. Ora, independente de Collor ter culpa ou não no cartório (que será definido pela Justiça), qual senador da República, de forma geral mesmo, responderia “sim” a esta pergunta? É claro que Collor destacou: “Não sou corrupto”. Pronto. Essa é a manchete de Veja. 

Mas Veja vai além e questiona Collor sobre as transferências de dinheiro do doleiro Alberto Yousseff para ele. O senador do PTC responde: “Não tenho a menor ideia do que essas transferências significam. Quando o dinheiro surgiu questionei a origem dele. Não conhecia a pessoa. Não sabia de quem se tratava. Pedi ao banco que o deixasse de fora da minha conta até que a política visse o motivo da daquele depósito. O dinheiro continua na conta. Está a disposição. Se o Youssef quiser mandar pegar e a Justiça autorizar, pode pegar. Está lá”. 

Difícil acreditar na versão de Collor, que aponta para o aparecimento de recurso em sua conta absolutamente do nada. Mas numa coisa Collor pode estar certo: “A Lava Jato não demoliu a classe política” que aí se encontra. E por classe política entendamos: o estamento burocrático que toma conta do poder em Brasília (DF). 

Os caciques se farão presentes na próxima legislatura. O senador alagoano crava nisso: “Se alguém achar que o Congresso vai mudar, estará errado. O Congress vai continuar da maneira que está”, diz Collor. 

É, é possível apostar que ele está coberto de razão nesse sentido, bastando olhar para as pesquisas de intenção de votos nos estados da federação. Alagoas é um exemplo disso. As velhas figurinhas carimbadas da política alagoana, com seus processos e suspeitas, lideram a corrida pelos votos. 

O problema é Collor acreditar (se é que acredita) que a função da Lava Jato foi demolir a classe política. É vitimismo ou parlapatice? A Lava Jato, na realidade, escancarou o estamento burocrático ao mostrar as entranhas dos governos mais corruptos da história desse país, que foram liderados pelo ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Além disso, mostrou que PSDB faz parte dessa estratégia das tesouras e que outros partidos são meros satélites na órbita da corrupção, dentro de um metacapitalismo a favorecer os “campeões nacionais”, com seus cartéis e clubinhos. O MDB é parte do problema. Jamais a solução.

Há erros cometidos pela Lava Jato? Sim. Quem for podre, que se quebre. Agora, não dá para negar o que foi exposto pela operação desde que ela iniciou. Os responsáveis são os criminosos - entre políticos e outros agentes - que quebraram esse país, aprofundando uma corrupção não só material como moral. 

Se para Collor houve gângsters na Procuradoria Geral da República, o que dizer das raposas do Congresso? Por acaso é um mosteiro perseguido injustamente? É preciso muita paciência para ler a entrevista de Collor.

O senador alagoano diz que provará sua inocência. Como destaquei anteriormente: aí é com a Justiça. Se for realmente inocente, que tenha a inocência reconhecida. Motivo pelo qual Collor tem que ter o direito à ampla defesa. 

Mas para o vitimismo da classe política ficar completo na entrevista de Collor, tinha que ter a defesa de Lula. Ao ser indagado sobre o ex-presidente condenado a 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, Collor pontua: “Ao que parece, vem sendo cometida uma série de injustiças. O rito com que os processos dele vêm sendo tratado é turbinado. Além disso, avalio a pena como exagerada. O mesmo TRF-4 que nos proporcionou esse espetáculo absolutamente surrealista no domingo recebe uma sentença de nove anos dada ao Lula e aumenta em mais três anos sem apresentar fato novo”.

Collor se faz de bobo nessa declaração. Só pode. Primeiro: quem proporcionou o “espetáculo absolutamente surrealista no domingo” não foi o TRF-4, mas sim um desembargador (Rogério Favreto) que foi filiado ao PT por anos e trabalhou em governos petistas. Ele que decidiu por um habeas corpus sem que houvesse fato novo e recebeu a ação em um plantão, de forma estrategicamente calculada por deputados federais petistas. Collor não desconhece esses fatos. O que o TRF-4 fez foi arrumar a casa diante da confusão jurídica causada pelo PT. 

Segundo: quando o TRF-4 amplia a pena de Lula não tem absolutamente nada a ver com fatos novos, mas sim analisando os mesmos fatos do processo e recalculando a dosimetria de pena, o que pode ocorrer em tribunais tanto para mais ou para menos. A declaração do senador alagoano não faz sentido algum, a não ser a pela estratégia de usar de sofismas para, na mesma entrevista, afirmar que Lula não é corrupto. 

Collor parece ter pelo PT um amor que o PT dispensa a Collor. Afinal, em campanhas presidenciais o Partido os Trabalhadores já usou da imagem de Collor para atacar Marina Silva. E olhe que o senador alagoano já era um aliado de Lula e Dilma. Mas, Fernando Collor de Mello é crescidinho e muito bem informado para, em sua atual fase de vida, sofrer da síndrome de Estocolmo.
 

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Paulão ataca o judiciário por “ter lado”. Mas e o desembargador?

Foto: TV Câmara/Arquivo 32d42c18 527c 4a6d b390 8bfef890ad52 Deputado federal Paulão (PT)

O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), fez duras críticas ao Judiciário brasileiro, conforme publicado no blog da jornalista Vanessa Alencar. De acordo com a matéria, um dos petistas mais importantes de Alagoas destacou que “a máscara” deste poder “caiu” e o “cidadão compreendeu que o Judiciário tem lado”. 

Paulão se refere à manifestação do juiz Sérgio Moro após o desembargador Rogério Favreto ter concedido um habeas corpus para o ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), que se encontra preso por corrupção e lavagem de dinheiro. A crítica também é direcionada ao presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores, por ter mantido a prisão de Lula. 

O PT ensaia a narrativa de colocar todo mundo sob suspeita para defender a tese de que Lula é um “preso político” ao invés de um político preso por conta do processo envolvendo o caso do Triplex. 

Assim, essa narrativa sustenta que Lula é um pré-candidato à presidência da República. Para Paulão, bastou a manifestação contrária a decisão de Favreto para que se tenha o “lado” do Judiciário. 

Mas para o petista, o fato do deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS) ter dito - na Folha de São Paulo - que já sabia que Favreto era o plantonista daquele fim de semana e que isso pesou para que se impetrasse o pedido de habeas corpus não é suspeito. 

Assim como não é suspeito - para Paulão - o fato novo do pedido, a pré-candidatura de Lula, ser algo tão antigo que já constava na narrativa petista antes mesmo de Lula ter sido condenado em segunda instância. 

E o que dizer de Favreto ter sido filiado ao PT e ter trabalhado em gestões “vermelhas” tanto no âmbito estadual (governo de Tarso Genro) quanto em gestões federais, ao lado de José Dirceu? Bem, para Paulão nada disso é suspeito. Afinal, só parece mesmo ser suspeito para o petista aquilo que é contra o PT. Pouco importando a lógica dos fatos. 

Não discuto aqui se Moro errou ou não ao se pronunciar. Não sou jurista e reconheço que há uma verdadeira discussão nesse sentido, incluindo especialistas que não são de esquerda sustentando que Sérgio Moro teria errado. 

Mas, há uma discussão sobre o “erro” de Favreto, que também é mais que questionável, incluindo aí seis representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Afinal, o tal “fato novo” do pedido de habeas corpus é uma invencionice. Não há nada de novo no front. 

O PT causou a confusão jurídica e agora se aproveita da turbulência para emplacar a narrativa. Paulão embarca nela. 

Chamar o Judiciário de “lambe-botas” do sistema financeiro é um exagero inominável. É subverter os fatos. 

O relator do processo de Lula no TRF-4 exerceu o seu direito de chamar a responsabilidade para si diante de uma decisão de Favreto que não se apoiava em nenhum elemento novo e tentava passar por cima do Tribunal. 

Agora, o PT quer um inimigo. A sigla já mirou até no ministro Raul Jungmann por conta de estar na pasta a qual a Polícia Federal está ligada no organograma do Executivo federal. O deputado petista esperneia. E só! 

Com todo respeito que tenho a Paulão, pois mesmo divergindo de suas ideias reconheço que teve uma boa passagem pela Assembleia Legislativa nas pautas que promoveu, não dá para concordar com Paulão neste momento. 

Os governos petistas de Lula e Dilma foram os mais corruptos de nossa recente história. O que não quer dizer que inventaram a corrupção ou que o atual governo não tenha seus problemas e seus casos que precisam ser investigados à exaustão. Mas, como diz o dito popular: uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Luiz Inácio Lula da Silva tem culpa no cartório e precisa pagar por ela. 

Diferente das ideologias vermelhas, Lula teve direito à ampla defesa e a julgamentos em primeira e segunda instância, inclusive nessa última tendo sua pena ampliada. Ainda tem direito a recursos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. 

Que se sigam os ritos dentro de um processo democrático, que é algo bem diferente dos tribunais revolucionários dos regimes de inspiração marxistas defendidos pelos comunistas, onde o mesmo poder é promotor, juiz e algoz. 

Mais uma vez o PT evoca a narrativa de que a Constituição foi rasgada. Paulão esquece que rasgaram de fato a Constituição no impeachment de Dilma Rousseff, quando foram mantido os direitos políticos da ex-presidente com a ajuda do senador Renan Calheiros (MDB), que é um dos aliados ferrenhos de Lula. 

Para Paulão, as ilações que o PT faz coloca os outros em suspeita. Mas os fatos do passado de um desembargador que sempre foi tão alinhado ao Partido dos Trabalhadores é algo sobre o qual não há suspeita alguma. 

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Eduardo Mufarej do RenovaBR: “Os discursos ideológicos tem feito com que a gente se afaste. Queremos a convergência”

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Conversei com o empresário Eduardo Mufarej, que um dos fundadores do RenovaBR: um movimento nacional que visa ser uma ponte entre novos políticos e a sociedade. 

O Renova BR surge de forma apartidária, agregando as mais diferentes correntes ideológicas dentro do movimento. 

Segundo Mufarej, isso é possível pela busca de um ponto de convergência, mesmo diante de valores distintos e muitas vezes visões de Estado completamente opostas, como ocorre entre liberais e esquerdistas. 

Todavia, o RenovaBR aposta em uma possível aglutinação de forças para tratar de temas como a pauta fiscal do país e os serviços prestados à população pelo Estado.

O foco do RenovaBR são as candidaturas aos legislativos. Aqui em Alagoas, três candidatos estão participando desta mobilização: Maria Tavares (Novo), Davi Maia (Democratas) e Hemerson Casado (MDB). 

Mufarej esteve no Estado recentemente para apresentar o RenovaBR a empresários e profissionais liberais. Durante sua passagem, conversamos sobre diversos pontos. 

Segue o diálogo na íntegra. 


Como é que nasceu o Renova e como esse movimento se define?

Desde 2013 o que vínhamos percebendo era um incremento da sociedade na participação na política, pelo menos na vontade de participar. Por outro lado, os meios da participação são não-óbvios. Víamos o interesse da população, mas essa não via o caminho. De um tempo para cá, essa nova geração queria participar, mas não encontrava onde ter essa formação para participar desse anseio de renovação. Então, buscamos construir uma ponte entre uma base de pré-candidatos e a sociedade que quer novos quadros, novas práticas. Foi daí que surgiu essa ideia, pois dentro do ecossistema da renovação política brasileira estava faltando alguém que fizesse esta ponte. Foi aqui que surgiu o Renova, para treinar e capacitar lideranças. 

Vocês acabaram atraindo os chamados “outsiders”, que são pessoas que não estão dentro da política, mas buscam se candidatar nesse momento. Mas isso tem gerado muitas candidaturas aos legislativos. E no caso do Executivo, em específico o cargo de presidente. O Renova olha para esse quadro e entende existir algum candidato que merece esse apoio, que vocês olhem e vejam o perfil de vocês?

Não. No Renova a gente tenta criar um consenso, uma convergência de diferentes grupos, até com diferentes ideologias, sempre na perspectiva de fomentar o diálogo. Mas muito da nossa perspectiva é olhar para a parte da política que a gente vê com maior carência que é o Legislativo. Nós temos uma cultura de suplência muito grande, que é o deputado que é eleito e sai candidato para outro cargo ou assume um novo cargo, e acaba abrindo vaga para outro, criando uma distância maior ainda entre representante e representado. É uma cultura que queremos combater. Queremos um novo modelo de representação. Uma nova forma de fazer política para construir um jeito diferente da população se relacionar. Optamos por não ter uma orientação ideológico-partidária. Cada candidato apoia quem quiser, cada líder do Renova apoia quem quiser. Isso vai ser livre para cada um. O que não abrimos mãos é de transparência, ética e espírito de servir, bem como os compromissos que colocamos para os candidatos, que inclui o cumprimento de mandato, transparência na relação com eleitor, diminuição das verbas de gabinetes e privilégios e proponentes de reforma política. Queremos sair da discussão ideológica e encontrar onde a gente converge. O discurso ideológico só faz com que a gente se afaste.

Mas ao mesmo tempo é nessas linhas ideológicas, e/ou de convicções políticas, das quais vocês tentam se afastar que estão discussões como a redução e a função do Estado, por exemplo, além da pauta moral que é algo forte na sociedade. E aí, o convergir - por mais bem intencionado que seja - pode acabar juntando crenças totalmente opostas.  Como vocês veem o Estado hoje e a questão da liberdade econômica no país, por exemplo? Como unir liberais e esquerdistas nesse ponto?

No nosso site estão os nossos princípios que seguem uma linha de desenvolvimento sustentável da própria ONU. Primeiro, temos que privilegiar o cidadão dentre a própria máquina. O cidadão hoje não tem educação básica de qualidade, uma saúde mínima e está sem segurança. Ou enfrentamos nessas questões, pois nossa formação é baseada em fatos ou perdemos tempo. Não vamos discutir Estado grande ou Estado pequeno. Queremos discutir a realidade fiscal do Brasil. O Estado não cabe mais na conta e a população paga e não recebe nada em troca. Travestir essa discussão de ideologia é um erro. Temos que ir na vida do cidadão e nos preocuparmos como podemos melhorar a vida do cidadão. Precisamos equalizar gastos e arrecadação. Muito da nossa formação é trazer orientação de fatos sobre essa realidade. A questão fiscal no Brasil é muito relevante. 

O senhor cita a ONU. E há países que rejeitam a ONU por enxergarem nela um mecanismo internacional interferindo em soberanias. Uma das críticas se dá a Agenda 2030, que inclui promoção até do aborto, por exemplo. Que olhar o Renova tem para essa Agenda e para essas políticas?

A gente, em relação a participação de países ou não na ONU, não tem uma visão específica. Nosso programa é centrado nas necessidades do Brasil para esse ciclo que vivemos. No momento em que o Brasil está diante de todas as questões de ineficiência, falta de prestação de serviços, não segurança, esse tem que ser o nosso foco. Isso é que falta na política. Temos que sair dessas questões mais sofisticadas, pois o problema é mais básico, como os jovens que optam até mesmo por sair do nosso país por falta de perspectiva. Temos que trabalhar para que as pessoas voltem a ter esperança no Brasil.

Como é o Renova em relação a pautas como aborto, armamento civil, ideologia de gênero, que são pautas ligadas às liberdades individuais e moral?

Estamos muito mais orientado à buscar estabilidade econômico-financeira do país, pois sem isso o resto fica muito difícil. Precisamos dar um passo para trás e dois para frente. Claro que é importante ter foco nas liberdades individuais e temos que olhar para isso. São discussões importantes e o Renova não refuta. Dentro do movimento temos pessoas que são contrárias ao aborto e pró-aborto e está tudo certo. A sociedade terá que amadurecer para enfrentar essas questões no tempo, como a Argentina acabou de enfrentar. Essa pauta vai bater por aqui. O Renova não tem uma posição específica, mas temos que aprender a conviver em harmonia. 

O crescimento do movimento está dentro do esperado?

Tivemos regiões, quando abrimos a inscrição, em que tivemos muito sucesso. Em Aracajú (SE), tivemos inscrições logo cedo no programa. Optamos por selecionar um grupo menor e aí nas regiões onde tivemos poucas pessoas, como foi o caso de Alagoas, onde tínhamos apenas uma pessoa, que é a Maria Tavares (Novo), fomos em busca de outras lideranças e aí conhecemos o Davi Maia (Democratas) e o doutor Hemerson Casado. Então, esse processo é de disseminação que vai acelerar no tempo e vamos dimensionar melhor o programa. Nossa ambição é nacional para mostrar que há local de convergência, espaço para diálogo para construirmos pontes. Espero que no futuro possamos ampliar nossa presença regional. Quem sabe até uma descentralização no futuro. A gente pensa sim em crescer. 

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Novo de Alagoas nega possibilidade de coligação com outros partidos

684c4370 4e38 42c2 8120 625519098e99 Tibério Rocha Júnior e João Amoêdo

Em Alagoas, surgiu nos bastidores a informação de que o Novo - que tem três postulantes aos cargos de deputado federal - poderia fechar uma coligação com um bloco liderado pelo então parlamentar federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). 

No dia de ontem, como mostra a jornalista Vanessa Alencar em seu blog, JHC apresentou a frente formada por diversos partidos, mas sem a presença do Novo. Após as especulações, a agremiação se pronunciou oficialmente nas suas redes sociais. 

“Após notícias divulgada em alguns blocos sobre coligação do Novo com outros partidos em Alagoas, afirmamos que não será feta nenhuma coligação em 2018”. Esta é a posição oficial da legenda, que parte para uma cruzada solitária. 

A impossibilidade de coligação já havia sido destacada pelo pré-candidato a deputado federal Tibério Rocha Júnior. Ele explica que em função das práticas adotadas pela legenda - como a forma de processo seletivo para os candidatos e a não aceitação dos fundos eleitoral e partidário - faz com que o Novo tenha posições que se diferenciam das demais siglas. 

É aí que nasce o grande desafio do Novo: atingir o coeficiente eleitoral para a Câmara e Deputados com três nomes de pessoas que nunca estiveram na política eleitoral: Maria Tavares, Adelmo de Assis e Tibério Rocha Júnior. 

A princípio, Tibério Rocha disputaria o Senado Federal. Mas, a agremiação entendeu que - em Alagoas - o Novo deve apenas ter candidatos às cadeiras da Câmara de Deputados. Desta forma, a legenda não terá candidatos majoritários e nem apoiará qualquer candidatura neste sentido, ao menos oficialmente. 

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Pré-candidato do PSOL mira no FECOEP da gestão Renan Filho

Foto: Assessoria Cc50dad4 86c0 4ff1 a725 3a09c59edce9 Basile Christopoulos

Por meio da assessoria de imprensa, o pré-candidato do PSOL,  Basile Christipoulos, soltou críticas à gestão do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP). 

Basile ataca o gasto de mais de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2018. O PSOL comparou com os gastos de anos anteriores como 2015, 2016 e 2017, quando a média era de R$ 21 milhões. 

O PSOL passou a questionar os gastos do governador Renan Filho, portanto. 

A questão envolvendo os gastos do Fecoep não é novidade. Mesmo tendo divergências enormes com o PSOL (que é uma legenda de esquerda), aqui eles tocam em um ponto que de fato merece ser questionado. Como já entrei nessa questão antes, entro nela novamente a partir da lembrança feita por esta agremiação em relação ao fato…

Não apenas pelo volume do recurso, mas também por, como já apontou o deputado estadual Bruno Toledo (PROS), conta da função que o Fundo deveria ter. Afinal, Toledo já havia chamado atenção para o uso de recursos para construção de obras físicas, como os hospitais. 

Ao fazer críticas ao uso dos recursos, o parlamentar acabou sendo excluído do Fecoep, pois era ele o parlamentar que representava a Assembleia Legislativa nas decisões a serem tomadas. Em seu lugar, ficou o deputado estadual Galba Novaes (MDB). 

Uma pena que, lá atrás, mais vozes não estiveram juntas para fazer esse questionamento, independente de cores ideológicas, pois aqui temos Basile que é de esquerda com uma crítica que já foi feita por um parlamentar que é de direita: Bruno Toledo. 

Essa era uma questão para o parlamento estadual. Mas não houve ressonância por lá. Toledo foi quase voz única.

Todavia, Basile recoloca em pauta uma crítica que não pode ser desprezada. Muitos de meus leitores podem indagar o fato de eu destacar a voz a uma sigla que é o completo antagonismo do que penso (quem acompanha meu blog sabe disso). Porém, quando algo é relevante e importante, pouco importa isso. 

É que para mim, repito!, não importa muito - neste caso! - o viés ideológico, mas sim o ponto principal do que é dito. Tal assunto para este blog não é eleitoreiro, mas de urgente e necessária transparência não apenas com o recurso, mas com a finalidade do Fundo, que foi criado em 2004.

Sem contar que, no pacote de aumento de impostos, o Fecoep passou a arrecadar mais. Os empresários alagoanos sabe bem disso. É que a origem dos recursos são da alíquota do ICMS, que foi elevada pelo governador e acabou contribuindo ainda mais para o aumento dos combustíveis em Alagoas. 

O que se questiona aqui não é a existência do FECOEP, mas sim a utilização deste. Foi isso que se fez presente, no ano passado (2017), nos questionamentos feitos por Bruno Toledo e que agora estão na fala de Basile. Que a questão não seja apenas tratada em períodos de eleição, mas que tenha um acompanhamento muito mais constante…

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