Blog do Vilar

Derrubada do veto do governador fica na “conta” de Jó Pereira

Foto: Vinícius Firmino-Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada Jó Pereira

De acordo com uma fala do deputado estadual e líder do governo, Sílvio Camelo (PV), a derrubada do veto do governador Renan Filho (MDB) a uma emenda que destinava mais recursos à Saúde (o assunto foi debatido aqui nesse blog em postagens anteriores) ficou na conta da articulação da deputada estadual Jó Pereira (MDB).

Pereira é do mesmo partido do governador Renan Filho e faz parte da base aliada – já que seu irmão, Fernando Palmeira, assumiu a pasta do Meio Ambiente – mas isso não impediu a parlamentar de articular junto aos pares e impor uma derrota ao Executivo estadual. Isso incomodou o deputado estadual e tio do governador, Olavo Calheiros (MDB).

Olavo Calheiros classificou a ação de Jó Pereira como um movimento de “opositor”. Ele disse que ela era mais oposição que Davi Maia (Democratas) e Bruno Toledo (PROS), que são oposição assumida. O papel decisivo da parlamentar ficou claro na mais recente declaração de Camelo ao jornalista Edivaldo Júnior, em seu blog no Gazetaweb.

Camelo disse que “a deputada Jó Pereira fez um trabalho com os colegas e conseguiu convencer a maioria dos deputados da necessidade de derrubar o veto. A Casa entendeu que não haverá prejuízos para o Estado e decidiu de forma democrática e independente por sua derrubada”, colocou.

O detalhe é que Sílvio Camelo também votou pela derrubada. O único voto contrário foi o de Olavo Calheiros. Nos bastidores, dizem que o deputado do PV errou o voto, cometeu um equívoco na hora de apertar o botão de votação e chegou a levar as mãos à cabeça em desespero. Mas, aí já era...

É uma derrota para o governo Renan Filho. O impacto disso é outra história. Pode ser que não tenha desdobramentos e seja um caso isolado. Mas, há muito que se diz que a vida do governador não será tão fácil na atual legislatura, pois até entre os governistas há quem queira bancar maior independência por não se sentir tão contemplado pelo Palácio República dos Palmares.

Camelo – entretanto – negou, também nessa entrevista ao jornalista Edivaldo Júnior, que a derrubada do veto seja motivo de crise entre o Legislativo e o Executivo. É de se concordar. Afinal, é pouco motivo para tanto, já que outros vetos passaram.

Agora, a repercussão dessa votação em específico teve impacto, já que aliados que possuem espaço no primeiro escalão resolveram ficar do lado oposto de Renan Filho.

É o caso de Jó Pereira, mas é também o caso de Fátima Canuto (PRTB). Em todo caso, se Pereira foi mesmo a articuladora, ela sozinha colocou o MDB no bolso.

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A Igreja que Sofre: conheçam a realidade da perseguição à Fé

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No momento em que escrevo esse texto já são 290 mortos e 500 feridos no massacre do Sri Lanka que teve como alvo cristãos, no exato momento da celebração da Páscoa. O governo decretou estado de emergência. Segundo informações das agências internacionais, o poder público local atribuiu o ataque terrorista ao grupo islâmico NTJ e há a possibilidade de ter tido ajuda estrangeira.

Até o fechamento desse texto, 24 pessoas foram presas. Um detalhe: 14 dias antes, relatórios de inteligência apontavam para a realização desses ataques. É assustador. Aliás, é indescritível o ocorrido. Trata-se de pessoas assassinadas em um massacre terrorista apenas pela expressão de sua fé.

Quem é cristão (e eu sou) e acompanha o trabalho desenvolvido pela Igreja Que Sofre (www.acn.org.br) sabe que este caso não faz parte de algo isolado, pois é reflexo do que vem ocorrendo em regiões do mundo na perseguição aos cristãos. O relatório mais recente produzido pela entidade mostra que em 38 locais do mundo há evidências (muitas com violência e morte) de violações significativas à liberdade religiosa.

Nos últimos anos, a entidade mostra – em números – que houve um aumento considerável de ataque aos cristãos associado a uma cortina de indiferença que só se rompe diante de fatos assustadores que chocam o mundo. Enquanto isso, outros tantos contam com o silêncio.

O relatório da ACN traz todas as perseguições separadas por países como Afeganistão, Andorra, Arábia Saudita, dentre tantos outros. Eles são divididos em duas áreas: uma amarela, onde há discriminação religiosa (porém com menos violência) e a perseguição, onde atos violentos e de terrorismo acontecem.

De acordo com o relatório de 2016, por exemplo, 90 mil cristãos foram assassinados só por conta da fé. O universo dos cristãos em risco por conta do que creem é – ainda conforme a ACN – de 500 milhões de pessoas. São todos alvos em potencial.

Por conta da situação, na região de Alepo, o número de cristãos encolheu cinco vezes. Em 2018, 245 milhões foram vítimas de algum tipo de perseguição, sendo 4.305 mortos e pouco mais de 3 mil presos. No mesmo ano, 1.847 igrejas foram atacadas.

A nação tida como mais intransigente – conforme o relatório Portas Abertas – é a Coreia do Norte, onde se estima que 50 mil cristãos estejam presos. Depois da Coreia do Norte, aparecem o Afeganistão e a Somália, por conta de grupos extremistas islâmicos.

Entre as regiões que mais matam cristãos, está a Nigéria, com pouco mais de 3 mil no ano passado. É quase a totalidade dos números. O ano de 2018 foi o ano em que mais a Igreja enfrentou perseguições na história da humanidade. É difícil de acreditar, mas são dados concretos.

Eis um trecho de um texto sobre o relatório do Portas Abertas:

“O total foi de 3.150 casos no período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição, contra 1.905 no período anterior. Do total de 3.150 prisões arbitrárias, 1.131 ocorreram na China. Vietnã e Mianmar também foram países em que esses números cresceram assustadoramente, indo de 25 para 186 no Vietnã, e de 19 para 154 em Mianmar”.

Quantas vezes tais números são explorados pela grande mídia ocidental? Pouquíssimas!

A situação – que não é nova! – gerou uma obra completa, publicada em 2014. Mesmo com os números defasados, o livro Perseguidos: O Ataque Global Aos Cristãos, escrito por Paul Marshall, Lela Gilbert, Nina Shea, merece ser lido. Detalhe: não é uma publicação católica.

O caso do Sri Lanka, que nos leva a uma tristeza extrema, chama ainda mais a atenção pelos números. Repugnante, repudiável e como disse anteriormente, é impossível de descrever. Não há adjetivo suficiente.

A vida é sagrada. O ser humano deve ser respeitado pelo simples fato de ser humano. É a base da tolerância verdadeira. O respeito à vida independe de credo, etnia, questões sexuais etc. E essa é a base do amor cristão que nos chama a amar aqueles que nem conosco concordam, que não compartilham de nossa fé, pois devemos amar o humano em sua potencialidade, como descreve o filósofo brasileiro Mário Ferreira dos Santos.

Meus caros leitores, conheçam o trabalho do Portas Abertas e da Igreja que Sofre. Tenham a real informação do que tem sido a vida de muitos cristãos nessas regiões do globo terrestre e do que eles passam para poderem professar sua fé. É fácil, de certa forma, ser cristão no Ocidente, em que estamos distantes dessa realidade, ainda que pese haver críticas e ataques a Fé aqui e ali. Mas em nada se compara a quem de fato arrisca sua própria vida para declarar o amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aos que – como eu – são cristãos, peço que orem pelas vítimas do Sri Lanka e por tantos outros que se tornam mártires da Fé. Para muitos de nossos irmãos, a vida não é fácil simplesmente por conta da crença que possuem. O que ocorreu no Sri Lanka não pode jamais se repetir. É dever nosso defender a vida e amar ao próximo independente de qualquer coisa.

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Olavo Calheiros cobra governismo de Jó Pereira: “A primeira oposicionista é vossa Excelência”

Vinícius Firmino-Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada Jó Pereira

A deputada estadual Jó Pereira – que é do partido do governador Renan Filho (MDB) – iniciou a legislatura na busca por emplacar uma postura, segundo ela mesma, “independente”. Só que – no início do ano – os Pereiras não faziam parte do primeiro escalão do governo estadual. Agora, com Fernando Pereira indicado para a pasta do Meio Ambiente, o bloco da deputada passa a estar no Executivo.

Pois bem, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa ocorrida no dia de hoje, 17, entrou em pauta um veto do governo à emenda que destina R$ 100 milhões a área de oncologia. Jó Pereira era contrária ao veto e votou junto com o bloco de 18 parlamentares que derrotaram o governo a Casa de Tavares Bastos. Apenas o deputado estadual Olavo Calheiros (MDB) – que é tio do governador Renan Filho – votou pela manutenção do veto.

A postura de Jó Pereira incomodou Olavo Calheiros. O tio do governador queria uma base governista mais governista, ainda mais diante dos espaços ocupados pelos aliados políticos. Pereira usou da palavra para defender a emenda. Calheiros classificou como “inócua” e disse que o posicionamento da colega também emedebista era apenas “político”.

E aí, veio o ataque de Calheiros: “Achava que Davi Maia (Democratas) era o maior opositor do governo nessa Casa, depois viria o deputado estadual Bruno Toledo (PROS), mas eles estão em segundo e terceiro lugar, porque a primeira oposicionista é Vossa Excelência (se referindo a Jó Pereira)”. É MDB versus MDB dentro do parlamento.

O líder do governo – Sílvio Camelo (PV) – também tentou colocar Jó Pereira contra a parede, afirmando que ela – apesar de se declarar independente – tinha tido postura de oposição.

Camelo e Olavo pareciam cobrar uma fatura. Mas, Pereira respondeu: “É uma pena que me rotule como oposição, já que minha prática sempre demonstrou coerência. Estou lutando não politicamente, mas por uma causa que é maior que isso: Saúde. Quem tem câncer tem pressa e se não socorrermos, muitos morrerão (...)”. A deputada ainda frisou que será oposição quando for para defender seus posicionamentos.

Pois é, Jó Pereira. É o preço!

O destaque que a parlamentar busca – nas posições independentes que quer ter – se choca, queira ela ou não, com o que o MDB (do qual faz parte) parece entender como “articulação”. E eis que Jó Pereira teve que dar satisfações. Eu disse, em textos aqui publicados, que isso aconteceria. Não se trata apenas dos espaços que os Pereiras ocupam dentro da administração estadual, mas também da parlamentar tentar trilhar um voo maior na política alagoana, o que a coloca também em holofotes. Os governistas sabem que isso pode trazer problemas futuros.

E ninguém mais governista na Casa do que o tio do governador e seu líder do governo. Um levantou a bola e o outro cortou. Tudo indica que assim serão outras vezes.

Resta saber se isso vai influir na presença de Fernando Pereira no governo! Afinal, quanto mais Jó se opor ao que for do interesse dos Calheiros, mais ela ficará na berlinda...

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No dia em que a nora vira secretária, deputada do PTRB ajuda a derrubar veto de Renan

Foto: Tasso Ramon/Ascom Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada estadual Fátima Canuto é a propositora da sessão

A política tem suas nuanças. Vejam só: no dia em que Cecília Hermann – nora da deputada estadual Fátima Canuto (PRTB) - é nomeada para a pasta de Ciência e Tecnologia do governo Renan Filho (MDB), Canuto ajuda na derrubada de um veto do chefe do Executivo estadual na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas

O governador foi derrotado por 18 votos a um. Apenas o deputado estadual Olavo Calheiros (MDB) votou pela manutenção do veto, que diz respeito a uma emenda de mais de R$ 100 milhões para a área de oncologia.

Em tese, a nomeação de Cecília Hermann era uma aproximação entre o  governo e o grupo político de Fátima Canuto e do filho Renato Filho, que é prefeito do Pilar. Todavia, pelo menos nessa primeira votação isso não ocorreu.

Quem sabe em outras votações futuras.

Pode ser que seja só simbólico: no dia em que a nora subiu ao primeiro escalão governista, Fátima Canuto ajudou a derrotar Renan Filho no parlamento estadual.

O futuro dirá...por enquanto: Renan Filho derrotado e com a ajuda de Fátima Canuto!

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PRTB confirmado na pasta de Ciência e Tecnologia de Renan Filho: é o jogo!

Foto: Reprodução/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Cecília Herrmann Rocha é a nova secretária

Por indicação do PRTB – o partido que é comandado no Estado pelo dirigente Adeílson Bezerra – a primeira-dama da cidade do Pilar, Cecília Hermann Rocha, assumiu a pasta da Ciência e Tecnologia na nova gestão do governador Renan Filho (MDB).

O governador sacramenta – desta forma – mais uma aliança com membros da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, em especial a deputada estadual Fátima Canuto, eleita para o seu primeiro mandato. Além disso, reforça a parceria com o prefeito do Pilar, Renato Filho.

Que o governador deve construir uma base governista ampla, é coisa que ninguém duvida. O PRTB – por sinal – sempre esteve próximo do MDB em Alagoas. A sigla é um dessas naus que, nos mares eleitorais, apenas pensa na matemática do pleito para alcançar cadeiras no parlamento estadual.

Adeílson Bezerra é mestre nisso. Um exímio jogador que sempre conseguiu tornar o partido via atrativa para as pretensões eleitorais de seus membros com mais capilaridade de votos, mesmo quando isso – como ocorreu nas eleições passadas – provoca desentendimentos entre eles. Por sinal, tais brigas internas até foram retratadas por esse blog.

O PRTB elegeu Breno Albuquerque, Fátima Canuto, Flávia Cavalcante e Jairzinho Lira. Uma bancada, ainda que a agremiação não tenha qualquer bandeira definida em Alagoas, mesmo sendo a sigla do vice-presidente General Hamilton Mourão (PRTB).

Chegar à vice-presidência foi o ápice do nanico que sempre teve o folclórico Levy Fidélix disputando as eleições nacionais. Todavia, o PRTB de Alagoas sempre foi tão focado em atingir metas que chegou a eleger um deputado federal em 2014, o ex-prefeito Cícero Almeida. Depois, mas ainda no mandato, Almeida deixou a sigla numa troca de acusações com Fidélix.

A indicação de Cecília Hermann é o “toma lá dá cá” da velha articulação política. Claro, isso não exclui a possibilidade de ela fazer uma boa gestão na pasta. Que assim seja. Há quem diga que a nomeação de Cecília Hermann é a última pretensão de mudanças do governador buscando as composições no primeiro escalão.

Desde o início do governo, quando bateu de frente com a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas na tentativa frustrada de eleger o presidente daquela Casa, Renan Filho trabalha as alianças. Isso fez Melina Freitas regressar à Cultura e Fernando Pereira – do grupo da deputada Jó Pereira (MDB) – assumir o Meio Ambiente. Segue o jogo.

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A defesa da liberdade de expressão sempre!

Foto: Estadão Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Supremo Tribunal Federal (STF)

Defendi, defendo e sempre defenderei a mais ampla liberdade de expressão para que qualquer um fale, escreva, o que bem entenda. Censura prévia jamais! A partir daí, as consequências do dito a quem disse. Se a mentira, a desinformação ou a informação errada, as consequências disso, como a reposição da verdade, o direito de resposta e - no acumulado dos erros - o descrédito que chega, com o tempo, para qualquer mentiroso. 

 

Afinal, o tempo é senhor da razão. 

 

Se ofensa, injúria ou calúnia, o tratamento adequado dentro do Estado Democrático de Direito. E aí, o legítimo direito à defesa que deve caber a qualquer um. 

 

Quanto à imprensa, que isso possa acontecer dentro do ambiente de pluralidade e do maior número de linhas editoriais possíveis. Nada tenho contra um veículo de comunicação que, por linha editorial assumida, se diga à esquerda, à direita, liberal, conservador e até mesmo que busque a chamada isenção, desde que essa não seja um “Cavalo de Tróia” para esconder os interesses secundários de uma linha inconfessa. 

 

Mas, censura prévia jamais!

 

Aqui nesse espaço, por exemplo, não escondo do meu leitor as convicções que assumo: sou cristão e tenho posições oriundas de um pensamento conservador filosófico, pautado por homens como Edmund Burke, Michael Oakeshott e brasileiros como Gustavo Corção. Defendo direitos que considero pré-civis, como liberdade, vida e propriedade. Dentro disso, a defesa do livre mercado e de uma moralidade objetiva que não pode ser regulada pelo poder coercitivo estatal. 

 

São pontos que me norteiam, além do compromisso com os fatos para as análises que publico. Análises podem divergir, mas fatos são fatos. Desrespeitá-los para impor uma visão ideológica, política ou filosófica é um erro. 

 

Dito isso, presto aqui minha solidariedade à Revista Crusoé. Esse veículo não pode ser alvo de uma censura prévia – sendo obrigado a tirar um de seus conteúdos do ar – porque veio a ferir quem tem a caneta mais pesada no poder estatal. Uma coisa é a discussão sobre o mérito da reportagem, no qual nem entro. Outra, é a retirada da matéria do ar. 

 

Todo aquele que é alvo de uma publicação jornalística tem o direito de recorrer ao direito de resposta ou ainda buscar reparos outros na Justiça apontando onde estão as calúnias, ofensas ou injúrias. Aí, se um jornalista as cometeu, que responda por elas. 

 

Todavia, o que se faz no caso em tela é censura. O mérito da questão sequer foi apreciado no que diz respeito às acusações ao ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffóli. Não sei se o ministro é culpado ou inocente. Isso é com a Justiça. 

 

Porém, a Crusoé aponta que publicou o que consta em documentos da Operação Lava Jato e passa a cobrar justas explicações. Afinal, trata-se de uma figura pública. Tais cobranças são sistemáticas na imprensa quando se trata de um deputado, senador ou qualquer outra figura pública. Por qual razão seria diferente com um ministro?

 

Tóffoli se sentiu injustiçado? Como qualquer outro cidadão pode ingressar com ação no campo cível e/ou penal. É um abuso o uso de toda a estrutura do Supremo para empastelar um veículo de comunicação. Fica parecendo que a mais alta Corte do país passa a tratar toda e qualquer crítica com uma dura pena que mais se assemelha a um chicote a silenciar alguns que a incomodem. 

 

A liberdade de expressão é plena sem se dissociar de suas consequências. Mas, as consequências serão sempre posteriores e – no caso de processo – dentro do Estado Democrático de Direito. Se posteriormente, for comprovado injustiça, aí sim as penalidades cabíveis. 

 

Quando se abre um precedente para a censura se faz algo muito perigoso. 

 

Hoje, o ministro Alexandre de Moraes avançou com uma ação para cima do que considera fakenews. Não é a forma mais adequada de combatê-las o bloqueio de perfis em redes sociais. Se o ministro suspeita de uma rede orquestrada, tem que prová-la antes de calar pessoas. 

 

O que ocorre é que de fato há muitos brasileiros insatisfeitos – e com justa razão – com algumas ações do STF. Há quem extrapole o limite? Há. Li mensagens que desejavam morte de ministros. O que é um absurdo. Que incitavam a violência contra ministro. Coisa da qual também discordo. Mas, os casos isolados devem ser tratados como isolados e dentro de ações cabíveis, pois existem tipificações para isso. 

 

O STF parece evitar separar o joio do trigo para fingir não entender que muitas das críticas são ao ativismo judicial exercido por ele, como ocupando o vácuo do Legislativo para legislar. Ou ainda a politização do Judiciário. É o caso – sem entrar no mérito – da discussão sobre o aborto, por exemplo. Por qual razão pessoas não teriam o direito de criticar a Corte nesse sentido?

 

E por qual razão, muitas dessas críticas não pode conter o humor, o sarcasmo, a ironia e a revolta, que são instrumentos legítimos da liberdade de expressão?

 

Por qual razão pessoas não poderiam discordar de decisões em relação a Operação Lava Jato? O STF não está acima de críticas, apesar de ser a última instância. É possível discutir sim a ação dos ministros e apontar eventuais erros. Eles podem sim também ser alvo de investigações diante de elementos concretos, sendo garantido a eles o mesmo direito à legítima defesa que deve ser concedido a qualquer cidadão. 

 

A forma de agir do STF reforça o paradigma do estamento burocrático – descrito tão bem por Raimundo Faoro – quando mostra uma democracia que emana do povo, mas nem sempre a favor dele, criando castas que mais lembram a máxima do escritor George Orwell: “todos iguais, mas uns mais iguais que os outros”.

 

No mais, só há liberdade de expressão quando eu defendo que possa ser dito, publicado, e discutido justamente aquilo do que discordo.  

 

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Marcelo Palmeira: o vice cheio de funções na administração

Foto: Bruno Levy/Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Marcelo Palmeira, prefeito em exercício

O vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira (PP), assume mais uma função na administração municipal de Rui Palmeira (PSDB): a pasta da Assistência Social. O cargo ficou vago após a saída de Celiane Rocha.

Em 22 de março desse ano, Marcelo Palmeira já havia recebido funções novas em seu gabinete. Por meio do Diário Oficial, o prefeito havia o colocado como coordenador de Obras e Serviços do Município de Maceió.

Até 2020, ele acompanhará todas as obras em andamento, unindo a pasta de Infraestrutura, Assistência Social, Limpeza Urbana e de Energia e Iluminação Pública. A coordenadoria já se transforma em uma espécie de super-secretaria.

Agora, segundo a administração social, o vice-prefeito terá a missão de “reforçar o compromisso social da Prefeitura em atender a população em casos com os dos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange”.

Sobre a nova função, o vice destaca: “Recebi o convite do Rui Palmeira por todo meu histórico de trabalho na assistência social. Levo essa experiência comigo para realizar um excelente trabalho de aproximação social com a população indo até as comunidades, dialogando com a população e levando os serviços públicos até eles”.

Marcelo Palmeira já esteve na área nos anos de 2011 e 2012. Ele diz que não receberá acréscimo salarial para a nova função e que isso representa economia para os gastos públicos.

O vice-prefeito vai ganhando holofotes e tendo mais destaque que o prefeito Rui Palmeira, que tem feito questão de ser mais “tímido”. O tucano parece andar distante dos holofotes e das principais discussões da cidade.

Com isso, Marcelo Palmeira vira um homem cheio de funções na gestão municipal. Queira ou não, tem reflexos políticos. Pode, com isso, entrar no jogo para 2020.

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Paulão e Bolsonaro se “alfinetam” nas redes sociais

Divulgação/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Paulão e Lula

O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT) resolveu “retuitar” uma mensagem do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) para externar uma ironia por meio de emojis (caras de riso) e acabou recebendo resposta do chefe do Executivo.

Bolsonaro havia publicado em suas redes a seguinte mensagem: “Quantos de nós pode andar na multidão de cabeça erguida? Quantos já disseram eu vencerei do nada?”. O texto do presidente é acompanhado de um vídeo.

Paulão retuitou a mensagem do presidente com caras de gargalhada no intuito de dizer que o presidente não é uma pessoa que possa andar de cabeça erguida. Ao estilo que já lhe é característico, Bolsonaro respondeu encaminhado ao deputado alagoano uma manchete do Estadão: “Deputado do PT é indiciado pela PF na Operação Taturana”.

É que Paulão é um dos parlamentares que foi indiciado no esquema descoberto pela Polícia Federal em 2006, que aponta o desvio de mais de R$ 300 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Na época, o petista era deputado estadual.

Paulão foi condenado no processo que responde.

O deputado petista ainda fez a tréplica: “Onde está o Queiróz? Continua emprestando dinheiro a primeira dama?”. A referência é ao caso envolvendo o motorista Queiróz e o senador Flávio Bolsonaro (PSL), na época em que esse era deputado estadual no Rio de Janeiro.

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Democracia pressupõe lados e não o “monopólio das virtudes” de uma crença

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A democracia pressupõe lados. É até óbvio afirmar isso, mas não se faz democracia com imposição de hegemonia. Radicais de carteirinha existirão em todos os lugares, em todas as visões. E falo aqui não do radical que vai à raiz da crença que defende para sustentar suas ideias, mas – como se tornou atualmente o vocábulo – o sinônimo de fanatismo.

Diante disso, é natural existirem eleitores com o pensamento mais liberal, mais conservador, mais progressista, sociais-democratas e até mesmo os que ainda defendem o comunismo, que é um regime que já foi responsável por milhões de mortes em todo o mundo, sendo tão nefasto em suas práticas quanto o nazismo de Hitler.

Que exista quem – nesse debate – busque as desqualificações não é surpresa.

Todavia, o que explica o fenômeno da eleição do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) é uma rejeição ao estamento burocrático que tomou conta da política por completo. Foram inúmeros escândalos de corrupção como uma sistemática de poder, que ficou visível com o mensalão e com o petrolão.

E isso é só a superfície, pois nunca se foi debatido pela grande mídia o que se queria (e se quer) com o Foro de São Paulo, entidade que abrigou (e abriga) diversos partidos brasileiros, agremiações de outros países e até as Farcs em uma aliança deliberativa para que as esquerdas tomassem conta do poder por anos em toda a América Latina. Indico aqui a obra Mitos e Falácias de Carlos Rangel.

Tal esquema fez do Brasil um “cofre” das empreitadas, como é visível com os empréstimos do BNDES, em que o suado dinheiro dos impostos financiou obras em republiquetas ditatoriais – como Cuba e Venezuela – sem que o cidadão soubesse detalhes. Um tremendo prejuízo aos cofres públicos.

O estamento burocrático – e não apenas o PT – ainda foi o responsável pelo crescimento da violência, pelos discursos da bandidolatria, pelos péssimos índices da Educação, que se preocupava mais com a propaganda em cima do quantitativo que do qualitativo. Os rankings falam por si só.

No sistema financeiro, lucros monstruosos para os banqueiros, privilégios aos amigos do rei – como vimos nos casos envolvendo empreiteiras, JBS e outros – dentro de um Estado cada vez mais interventor e com legislações que interferiam diretamente na vida do cidadão, burocratizando ao mesmo tempo em que prestava péssimos serviços públicos.

Diante da tragédia anunciada, a contabilidade criativa para maquiar as contas públicas e fingir está tudo bem. Vimos a ameaça do retorno da inflação, o desrespeito às leis e a falência das instituições. Sem contar com a Justiça – diante dos vácuos de poder – se tornando mais ativista que guardiã da Constituição.

Bolsonaro surgiu como uma alternativa. Prometeu quebrar o estamento burocrático, reestabelecer a ordem e mostrou respeito por valores que fazem parte do cotidiano de uma imensa parcela dos brasileiros. Como isso foi de encontro ao sistema, todo mundo que demonstrou apoio a ele – em um primeiro momento – foi chamado de fascista.

O presidente tem defeitos. Tem frases estapafúrdias sim. Mas, os radicais de um lado fizeram questão de colocar no outro o rótulo de fascista, serem agressivos, sem nem entender que fascismo é querer que o Estado controle tudo, que é justamente aquilo que se rejeita. O cidadão comum foi se revoltando com essa turba do politicamente correto, com os tolerantes que só pregam tolerância entre suas ideias e tudo que fuja à cartilha passa a ser visto como “extremismo”.

O presidente ganhou a eleição. Seu governo acertou em alguns pontos e erra em outros. Como erro, por exemplo, perdeu tempo demais com as confusões envolvendo o Ministério da Educação. É grave. A pasta pareceu ficar paralisada. É justamente uma área sensível que requer resultados para mudar os rankings negativos construídos ao longo da História. Espero que com a troca de ministros, acerte.

Há erros também em seu partido. Há por lá oportunistas, os laranjas que precisam ser investigados e até uma recente denúncia ecoada pela deputada estadual Janaina Paschoal envolvendo o ministro do Turismo. Que seja investigado. Quem for podre, que se quebre!

Todavia, na economia – com exceção da recente medida de intervenção no preço dos combustíveis – tem acertado e ganha confiança do mercado, como mostram os resultados da Bolsa de Valores. Acerta ao pensar em privatizações, ao buscar reduzir a burocracia estatal e fazer com que o Estado interfira bem menos. Espero que siga esse rumo, pois é o que garantiu desenvolvimento e redução de miséria em países que adotaram esse caminho, como a Coreia do Sul, por exemplo. É que o ranking de liberdade econômica – não por acaso – coincide com o ranking de desenvolvimento humano e social. É só comparar.

Que governos erram é um fato. Esse ainda errará mais. O balanço entre erros e acertos e a vigilância de uma oposição séria - e não da bancada da chupeta vermelha - é que vai fazer a diferença.

É preciso sim ser crítico. Acertaram os que criticaram - a meu ver – a ação intervencionista recente, como os que cobraram do MEC postura. Sem radicalismos, o país avança.

E que nesse avanço – que espero que ocorra – tenhamos uma democracia sólida com o espaço para o debate de todas as ideias: da esquerda à direita, em seus tons. E aí, o eleitor que decida que rumo quer tomar. Que tenhamos agremiações libertárias, liberais, conservadoras, progressistas, sociais-democratas, enfim...que elas se confrontem por meio de projetos.

Como Michael Oakeshott – um importante pensador político – não vejo a política como território de salvadores da pátria, mas como o espaço para adoção de medidas com base em ideias que possuem consequências.

Razão pela qual defendo um país livre de toda e qualquer hegemonia e dentro disso, expresso minhas convicções: defesa do livre-mercado, moralidade objetiva, Justiça não ativista, respeito ao Estado Democrático de Direito, e a defesa intransigente de direitos que enxergo como pré-civis: vida, liberdade e propriedade.  

Isto, dentro do atual espectro político, faz de mim alguém alinhado à direita e assumo isso para o meu leitor. E dentro disso, rejeição total a qualquer sinal de totalitarismo como os que foram impostos pela visão comunista, nazista e fascista. Três pragas do século XX que ainda fazem filhos por aí.

O que me espanta não é a crítica ao governo federal atual, que pode e deve ser feita. Mas sim a crítica daqueles que parecem acreditar que tudo antes era um mar de rosas quando – na realidade – tivemos o maior escândalo de corrupção do mundo quando de posse de uma máquina estatal gigantesca, fazendo de estatais território de “amigos” e gastando o dinheiro do povo com práticas nefastas que nos renderam os índices negativos que temos hoje, nas mais diversas áreas.

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Lessa expõe as negociações de cargos com RF, deixa escapar insatisfação e diz que ARSAL se encontra sem fiscalizar

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ronaldo Lessa

Em uma mensagem nas redes sociais (por vídeo), o ex-deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) expôs as negociações de cargos com o governador Renan Filho (MDB) para que o partido fizesse parte da base aliada também nesse segundo mandato. A mensagem tem linhas e entrelinhas!

Nas falas de Lessa, é possível perceber uma certa insatisfação com o fato de não poder contemplar toda turma pedetista dentro do Palácio República dos Palmares. Assim, foi obrigado a dar satisfações ao que parecem ser cobranças de correligionários.

Motivo? Lessa perdeu a eleição. Com isso, passa a ter menos poder de barganha para ocupar espaços dentro da administração estadual diante do jogo da tal dita “governabilidade”. É que Renan Filho precisa recompor com a Assembleia Legislativa e com outros aliados que ganharam o processo eleitoral, evidentemente. É a chamada “articulação política”.

Isso levou Lessa a dar suas explicações, que assim se iniciaram: “Companheiros do PDT, quando nós conversamos com o governador eu estava deputado federal e o governador nos ofereceu naquela época a Sedetur (Turismo) e a ARSAL (Agência Reguladora dos Serviços Públicos).  Ficamos então com dois espaços. (...) Passou a eleição, nós ficamos na primeira suplência e o governador teve alguns momentos. No primeiro momento, ele queria que nós ficássemos lá (em Brasília) e iria conversar com os parlamentares para ver se faria algum ser secretário e eu pudesse continuar em Brasília, mas isso não foi possível”.

Segue o ex-deputado: “Ele, portanto, ofereceu a opção de algumas secretarias e eu escolhi a Agricultura (Lessa é secretário). O governador decidiu que fizéssemos uma migração do pessoal da Sedetur para a Secretaria da Agricultura”. O deputado federal destaca que a ARSAL deveria ser entregue ao Executivo, dentro dessa nova negociação.

“Nós deveríamos ter um espaço menor, mas compensaria a perda que a gente teria entre a Sedetur, que tinha 81 cargos, e a Agricultura que é bem menor. Isso foi nessa conversa conosco, e apesar das denúncias (envolvendo a ARSAL) que eram denúncias vazias. O que aconteceu foram pessoas contrariadas porque a nossa direção lá, do PDT, buscou caminhos mais modernos e mais eficientes, tirando os vícios que existiam. Dessa forma, então, o governador ficou claro de que não havia nenhum problema de ordem de improbidade, mas precisava de espaço para poder acomodar as novas forças que venceram a eleição e que nós não vencemos”, explica Ronaldo Lessa.

Bem, nessa colocação de Lessa há alguns pontos questionáveis: 1) se as denúncias contra o ex-presidente da ARSAL Laílson Gomes são vazias e fruto do combate que se teve a antigos vícios, é válido lembrar que esses antigos vícios são de uma gestão anterior do órgão, mas do próprio governo Renan Filho. Então, o que ocorria na ARSAL?; 2) se houve aspectos mais modernos e mais eficientes na ARSAL, por qual razão se teve a crise financeira pela qual a empresa passou no final do ano passado?; e 3) se há esses vícios e forças contrariadas (sem que se cite o nome) é obrigação – por motivo de transparência – que se denuncie quem são essas forças e quais esses vícios, afinal é o mesmo Executivo? Simples assim!

Mas, a preocupação do PDT é passar a borracha na sua participação passada no governo e iniciar uma nova, ainda que o espaço seja bem menor.

Após falar da situação da saída da ARSAL, Lessa dá algumas alfinetadas no governo – ainda que sem querer – buscando se esclarecer para seus correligionários: “O governo não nomeia ninguém. Nós estamos com a fiscalização sem ninguém na ARSAL, situação difícil. Fica difícil para nós. Nós vamos também ser responsabilizados pelas consequências. Então para agilizar, conversamos com Laílson e ele entregou uma carta de exoneração.”

E aí, Renan Filho? Ronaldo Lessa está dizendo que é culpa do atual governo, a ARSAL não está exercendo seu papel fiscalizador. Como fica?

O ex-deputado do PDT frisa que essa é uma informação importante, logo após criticar a lentidão do governo o qual faz parte.

Ronaldo Lessa finaliza ainda afirmando que vai buscar acomodar os “companheiros”. “O espaço que o PDT tem não terá a mesma coisa que tinha quando eu era deputado. Faremos o maior esforço para contemplar a nossa equipe e dar a resposta que Alagoas merece”. Segundo ele, é hora de colocar o pé no chão (se referindo ao partido): “(...) entender o momento que nós estamos vivendo. Só foram feitas sete nomeações, enquanto a Sedetur e a ARSAL estão todas as pessoas exoneradas. Espero que a partir de amanhã a relação com o governo modifique”.

Essas são as palavras do aliado de Renan Filho sobre a situação da ARSAL e sobre o novo papel dele e de seu partido no novo governo do MDB.

O vídeo de Lessa está nesse link: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2270330409655326&id=492504607437924

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