Blog do Vilar

Rui Palmeira vai estar ou não ao lado de Collor na campanha?

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Em uma nota na Coluna Labafero, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), falou sobre as ausências das lideranças tucanas na convenção partidária ocorrida no início desse mês. Sobre a fala de Rui Palmeira publicada na imprensa, um comentário óbvio: o prefeito busca aparar arestas, mas parece também sentir o desconforto de ter que apoiar o senador Fernando Collor de Mello (PTC) ao governo do Estado.

Esse desconforto permanece entre os tucanos de forma visível. Nem analiso o mérito. Mas, o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) foi enfático: não vota em Collor em hipótese alguma.

O deputado estadual e candidato ao Senado Federal, Rodrigo Cunha (PSDB) – que está na chapa – não se fez presente na convenção. Além disso, disse até que houve movimentos para tirá-lo da disputa, o que foi rebatido por outro membro da chapa: o deputado federal e postulante à reeleição, Arthur Lira (PP).

Rui Palmeira coloca, como se diz no popular, “panos quentes”. Afinal, foi ele o articulador tucano do PSDB no processo. Pesou, evidentemente, as questões pragmáticas de uma eleição: agrupar os candidatos tucanos em um espaço onde teriam chances de se reeleger. Rui Palmeira agiu pelos interesses partidários e sabe que há ônus e bônus, mas – do ponto de vista do xadrez político – acertou com os seus.

Porém, fica visível: a dificuldade que o PSDB tem hoje de apresentar um discurso sólido para justificar a posição que escolheu. De um lado, as insatisfações internas de suas “estrelas” no processo. Do outro, o enfraquecimento do partido que começou desde o momento em que Rui Palmeira desistiu de ser candidato ao governo do Estado. Repito o que já disse em outras postagens: não pelo fato de Palmeira ter desistido, mas pela forma como se deu a desistência.

Rui Palmeira enfraqueceu o bloco. Isto gerou a saída do PR do deputado federal e candidato ao Senado, Maurício Quintella Lessa. Isso deixou sem alternativa alguns de seus aliados e inviabilizou candidaturas, como a de José Thomaz Nonô (Democratas). O PSDB que era protagonista, virou coadjuvante ao sabor das circunstâncias. O protagonista da articulação passou a ser o PP do senador Benedito de Lira e de Arthur Lira.

O que restou ao ninho tucano? Engolir seco.

Por isso o discurso morno de Rui Palmeira. O prefeito precisa ser confrontado com uma pergunta simples e direta: “o senhor vai estar ao lado de Fernando Collor no palanque?”. Sequer para a convenção Rui Palmeira foi. Ele é o presidente do PSDB. Logo, uma das ausências mais sentidas.

Então, quando a nota da Coluna Labafero diz que Rui Palmeira evita “comentários diretos”, diz também que a insatisfação permanece. Que a casa não está unida, que o foco do PSDB foi meramente eleitoral. Então, Rui Palmeira, não é que “teve muitos desacordos internos”. O verbo correto deve ser aplicado no presente: “tem muitos desacordos internos”. Tanto é assim que a candidatura de Rodrigo Cunha é quase uma candidatura avulsa.

Tanto é assim, novamente, que Collor não é citado pelos tucanos. Tanto é assim, mais uma vez, que o candidato a vice-governador, o vereador Kelmann Vieira (PSDB), que é aliado de Rui Palmeira e homem de confiança dele, saiu do palanque na hora dos discursos, causando desconfortos. Mas, até aqui, Vieira é o único tucano a erguer o braço de Collor e afirmar: “meu candidato”. Os demais fazem a mesma cara de paisagem que Rui Palmeira tem feito.

O PSDB entra nesse processo eleitoral de forma nanica. Sequer consegue defender em praça pública a posição que tomou. E o pior: nessa mesma praça pública, alguns de seus membros expõem a roupa suja. Isso pode refletir na majoritária? Sim.

Quanto a Collor, bem: a biografia do senador e ex-presidente deixa clara, por si só, os motivos do desconforto. Pesa o impeachment, a Operação Lava Jato, o fato de ter sido um rival de Teotonio Vilela Filho, de ter criticado os tucanos por muito tempo etc. Mas, biografias pesadas não são exclusividades nesse pleito, que o diga o senador Renan Calheiros (MDB).

Entre os tucanos, quem mais sente isso é Rodrigo Cunha. Afinal, sua estratégia é reagir ao estamento posto...porém, foi obrigado a estar dentro dele.

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A Guerra das Narrativas: a obra de Luciano Trigo reflete o Brasil da pós-verdade

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Em ataque frontal ao clima beligerante que se impôs no país por conta das narrativas políticas que mais se preocupam com seus projetos de poder que necessariamente com a verdade, o jornalista Luciano Trigo escancara – em sua nova obra, Guerra de Narrativas: a crise política e a luta pelo controle do imaginário – os males da “bolha ideológica” instaurada no Brasil, em que grupelhos partidários falseiam fatos, mentem descaradamente e ainda vendem para a população a bravata de serem eles o “monopólio das virtudes”.

Sem exageros e pautado pelos fatos das últimas décadas nesse país, Luciano Trigo resgata o exercício da ciência política feita de forma inteligente. E isso se faz presente das epígrafes aos capítulos muito bem ordenados e coordenados entre si.

Trigo é irrefutável ao mostrar a ladainha do lulopetismo, mas ao mesmo tempo não esquece o populismo de alguns dos adversários.

Os dois primeiros capítulos de Guerra das Narrativas já deixam claro o tom acertado da obra e possuem um grande mérito: a capacidade de tornar didáticos assuntos que requerem a compreensão do pensador Antonio Gramsci, uma das bases da esquerda moderna no Brasil, e outros filósofos deste campo de pensamento.

Tudo isso aplicado à análise dos fatos e do funcionamento de um estamento burocrático que tomou conta do poder e pretende se manter nele eternamente ao sabor da corrupção generalizada.

Luciano Trigo mostra que tal estamento – definido pela primeira vez pelo intelectual de esquerda Raymundo Faoro – não se trata mais apenas dos três poderes instituídos, mas sim da ocupação dos meio culturais para a construção de uma hegemonia utilizando-se de “intelectuais orgânicos” que professem o mesmo credo, alinhados a uma ideologia.

É o que o autor chama de “Escola Com Partido”, por se fazer presente em redes de ensino, nas universidades, mas indo muito além, pois também estamos falando de artistas e intelectuais engajados muito mais compromissados na defesa de um lado político-ideológico que pela busca da verdade.

Uma das notas de rodapé sobre Gramsci, presente no segundo capítulo, tem um poder de síntese invejável. Nela se pode vê claramente a importância da doutrinação ideológica nesse processo. Trigo ainda associa tais conceitos a episódios recentes de nossa história que poderiam passar batido, como quando o autor vai resgatar uma analogia com um antigo comercial da Folha de São Paulo em que se falava de Hitler para mostrar o quanto é possível mentir usando da verdade. É uma sacada genial.

O livro de Trigo serve de alerta para o perigo de todos os populismos, independente em qual corrente ideológica este se apoie. Como bem coloca o jornalista, “nesse processo de balcanização da sociedade, a atmosfera de animosidade e embrutecimento se tornou irrespirável: amigos romperam relações, parentes deixaram de se falar. O país se fragmentou em uma briga de facções cheias de ressentimento e impermeáveis a qualquer possibilidade de diálogo. Nunca se defende tanto a tolerância: nunca se praticou tanto a intolerância”.

Some-se a isso a reflexão essencial de que o fenômeno que fez de alguns governistas independente dos males que o governo cause, virou um “imperativo moral” (como frisa o autor) dentro de uma ideologia, “mesmo quando o governo roubava, mentia, corrompia ou caluniava”.

Em resumo, Luciano Trigo escancara a fábrica de narrativas e mostra – de forma prática – que toda ideologia é um conjunto de ideias que traveste um fim político. Ao ponto de, como já constatou o escritor George Orwell, a liberdade de pensamento ser um início de um pecado mortal e mais tarde uma abstração sem sentido.

É o que Orwell classificou, em 1984, como crimideia, quando o Estado totalitário consegue dizer até o que pode ou não ser pensado, por meio de uma reformulação da linguagem. Em nosso tempo, o tal dos exageros do politicamente correto.

Em que pese ter algumas pequenas divergências com o autor, reconheço que até as críticas feitas a alguns populismos de direita são bem-vindas nesse momento, sobretudo quando se enxerga uma direita como sendo um bloco hegemônico.

A obra de Luciano Trigo é uma ode à liberdade. Uma defesa de algo tão caro às democracias: a liberdade de pensamento, expressão e do combate às ideias. Também acaba sendo, como já havia definido o pensador Micheal Oakeshott, uma radiografia do racionalismo articulado das ideologias que resulta na fé política, quando alguns – que se sentem iluminados – desrespeitam a tudo e a todos em nome da utopia do mundo melhor que se encontra em suas cabeças.

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A boa iniciativa de Carlito Lima: o incentivo à leitura onde quer que passe

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Tenho uma admiração profunda pelo trabalho desenvolvido pelo Carlito Lima. Seja nas obras do autor, em que retrata uma Maceió do passado, onde há o bom humor sempre presente e um uso da Língua Portuguesa que contagia o leitor, seja pelo que realiza quando ocupa cargos públicos. 

Sem entrar nos méritos das questões ideológicas das gestões por onde passou, Carlito Lima fez muito pela Literatura alagoana e brasileira onde quer que estivesse. Na cidade de Marechal Deodoro, por exemplo, a Feira Literária tem a sua marca. É um legado que permaneceu. 

Tive a honra de participar de uma das edições debatendo a obra de Aureliano Cândido Tavares Bastos, quando Carlito Lima não estava mais a frente do evento. Todavia, a ideia que seguiu adiante, sendo muito bem organizada por quem estava no comando agora, remete ao passado. Então, sou grato a todos os envolvidos e em especial a Lima. 

Carlito Lima tem um destaque reconhecido, como na obra de Mary Del Priori, em que a historiadora fala de questões peculiares do Brasil republicano do passado. Lá, o alagoano é citado como fonte de referência. Uma memória viva. Fui a muitas das feiras literárias que Carlito Lima ajudou a realizar. Em todas, fiquei encantado. Ele inspira o zelo pelos personagens históricos de Alagoas. 

Independente de concordarmos ou não com as ideias e feitos de alguns de nossos personagens e mitos, não há como negar que fazem parte de nossa História e precisam ser conhecidos, debatidos e, em muitos casos, até a desmistificação. 

Leio, agora, no CadaMinuto, que Carlito Lima abriu a 1ª Feira Literária do Jacintinho - a Flijaça. Um ato ousado, pois na maioria das vezes eventos como esse miram os bairros mais conhecidos por seus cartões postais e esquece uma cidade que precisa receber essas ações para o fomento da cultura e da educação. 

É uma felicidade imensa perceber a ação certa com uma pessoa que tem um histórico nesse tipo de atividade. Lima merece todo o apoio da imprensa e dos amantes da literatura. Ainda mais quando aponta que os próximos eventos pretendem passar pelos bairros de Fernão Velho, Ipioca e Benedito Bentes. Que a população local e todos os maceioenses possam aproveitar. Que a ação cresça e possa misturar velhos e novos autores, resgatar personagens e até trazer convidados. 

Na edição de agora serão homenageados Luiz Gonzaga e a alagoana Ruth Quintella. Para os alunos, um estimulo à leitura. Que o maceioense se engaje em ações como essas. No mais, reitero minha admiração por Carlito Lima e deixo aqui meu muito obrigado. 
 

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Benedito de Lira mira em Renan Calheiros: “É só comparar Murici com Junqueiro para ver os feitos”

Agência Senado 1bb5673e 2bbb 425b 8520 ae5e67be8a72 Senador Benedito de Lira

Em um bate-papo com a população na cidade de Cajueiro, do qual eu fui o mediador, o senador Benedito de Lira (PP) começou campanha eleitoral afiado para cima do principal rival: o senador Renan Calheiros (MDB). Ambos tentam a reeleição ao Senado Federal, em uma disputa acirrada que ainda conta com os nomes do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) e o deputado federal Maurício Quintella (PR), dentre outros candidatos. 

Benedito de Lira foi indagado, por uma das pessoas, sobre suas ações nos municípios alagoanos. Todavia, não focou apenas na prestação de contas de seu mandato. Após falar sobre emendas conseguidas para ações em diversas cidades, destacou sua preocupação com sua cidade natal: Junqueiro. 

Lira aproveitou para alfinetar o senador Renan Calheiros, ao insinuar que o presidente do Congresso esteve por tantas vezes no comando do poder em Brasília (DF), mas não olhou para sua cidade de origem. “É só comparar Murici (terra natal de Calheiros) com Junqueiro para ver os feitos. Junqueiro vai dar de 10 a zero”. O pepista não citou o emedebista, mas para bom entendedor basta apenas algumas poucas palavras. 

O embate entre Benedito de Lira e Renan Calheiros se estende desde as eleições passadas. Em 2014, Benedito de Lira foi candidato ao governo do Estado de Alagoas e perdeu ainda no primeiro turno para o atual governador Renan Filho (MDB), que busca a reeleição. Do outro lado do palanque, na disputa pelo Executivo, está o senador Fernando Collor de Mello (PTC), que tem o apoio de Benedito de Lira. 

É uma disputa eleitoral que envolve os três senadores da República: Benedito de Lira, Renan Calheiros e Fernando Collor. Os três enfrentam - junto a opinião pública - desafios semelhantes, já que o trio foi citado na lista de investigados da Operação Lava Jato. Não se trata de prejulgamentos, nem de avaliação de mérito, mas de um fato: isto acaba por ter impacto político e deve ser explorado no andar da campanha eleitoral. 

O tom do palanque de Collor deve ser mais agressivo, ao que tudo indica. 

O evento, ocorrido na noite de ontem, foi promovido pelo deputado estadual Bruno Toledo (PROS), na cidade de Cajueiro. Tratou-se de um bate-papo onde as perguntas foram feitas pelo público. 

Sobre os municípios citados, ambos possuem os problemas da maioria das cidades alagoanas: a dependência administrativa e política, até mesmo em função do pacto federativo brasileiro. Além disso, regiões que - infelizmente - ainda são tratadas por redutos por seus caciques eleitorais, na tradicional forma de se fazer política em Alagoas. Isto, por si só, abre espaço para criticar ambos os lados, ainda que existam aqui e ali realizações. 

No mais, apesar das emendas orçamentárias terem importância, pois acabam trazendo equipamentos públicos e infraestrutura para os municípios, não é segredo que fazem com que alguns mandatos no Congresso Nacional se tornem “office-boys” de luxo. O Senado e a Câmara de Deputados possuem outras funções, como as discussões de temas mais profundos para a mudança da realidade do país, como - entre elas - a revisão do pacto federativo para dar maior autonomia às administrações municipais, o que seria o início do fim de um ciclo vicioso. 

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Ex-ministro de Temer, Maurício Quintella declara voto ao PSDB de Alckmin para a presidência

Assessoria 94df33d8 de2e 40ad a3c2 c9599108d289 Maurício Quintella

Para o eleitor, uma das coisas mais difíceis é entender as coligações que se formam para a disputa das eleições, em função das contradições aparentes. Em Alagoas, por exemplo, o ex-ministro dos Transportes e deputado federal licenciado, Maurício Quintella Lessa (PR), declarou voto ao tucano Geraldo Alckmin, mesmo estando em uma coligação do MDB do senador Renan Calheiros, que apoia Lula (PT). 

Mais que isso: mesmo sendo um ex-ministro de confiança do presidente Michel Temer (MDB), que tem como candidato o também ex-ministro (Fazenda), Henrique Meirelles. E para piorar: o PSDB de Alckmin, nas coligações de Alagoas, está em uma chapa que faz oposição ao grupo político de Maurício Quintella Lessa. 

Mas Quintella, em entrevista ao Blog do Vilar Ao Vivo (transmitido pelo portal CadaMinuto), foi taxativo ao ser indagado por um dos internautas: “voto no Geraldo Alckmin”. Na avaliação de Quintella, Alckmin é o candidato “mais preparado para governar o país”. “É um homem sério, que tem experiência no Executivo e foi governador de São Paulo”. 

Quintella avalia que Alckmin pode ajudar a reconduzir o país ao crescimento econômico. Apesar de votar no PSDB, Quintella ainda deixou claro que terá o apoio do deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), em Alagoas. Paulão luta pela candidatura de Lula à presidência, mas deve votar, mas votará em Quintella para o Senado Federal. 

O xadrez é de fato confuso, pois mostra que os partidos, no âmbito regional, não costumam seguir a mesma lógica do cenário nacional. Quintella não é o único assim. O PROS do deputado estadual Bruno Toledo é oposição ao PT em Alagoas. No campo nacional, marchará junto com os petistas. 

É possível ainda encontrar outras contradições nas chapas. No bloco de oposição encabeçado pelo senador Fernando Collor de Mello (PTC), que é candidato ao Senado Federal, alguns tucanos não votam em Collor, como é o caso do candidato ao Senado Federal e deputado estadual Rodrigo Cunha. Por sinal, Cunha nem deve subir no palanque de sua coligação. 

Outro tucano histórico que também repudiou a união do PSDB com Collor foi o ex-governador Teotonio Vilela Filho. Por sinal, o ex-governador tentou até o último momento desfazer essa aliança, mas não conseguiu. Esta situação já rendeu troca de farpas - pela imprensa - entre Rodrigo Cunha e o deputado federal Arthur Lira (PP). 

Não é fácil entender esse jogo! 

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Vilela: “Não voto em Collor em nenhuma hipótese”. Ou: o PSDB e suas culpas...

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Em suas redes sociais, o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), se mostrou contrário a aliança dos tucanos com o senador Fernando Collor de Mello (PTC), que é o candidato ao governo pelo bloco político que inclui o partido de Vilela. 

Segundo o ex-governador, os tucanos já sabiam de sua posição “contrária a aliança do PSDB com o PTC de Collor”. Ele acusa o partido de ter feito a coligação de forma “impositiva”, mas não dá detalhes de como isso ocorreu. 

Collor tem com vice na chapa um tucano: o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Kelmann Vieira, que - desde que saiu do MDB para o PSDB - tem sido um fiel escudeiro do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Tanto é assim que Vieira chegou até a ser cogitado como possível candidato ao governo do Estado. 

“Os meus correligionários sabem que não voto em Collor em nenhuma hipótese”, diz Vilela. 

O ex-governador ainda destaca que “o presidente (do PSDB) Rui Palmeira, líder do nosso partido, não poderia deixar de atender à necessidade de uma coligação eleitoral viável para os nossos candidatos à Assembleia Legislativa”. 

Em outras palavras, Vilela joga a culpa da coligação nas costas de Rui Palmeira, que foi o principal articulador do PSDB no processo eleitoral. Palmeira assumiu a presidência do partido, que lhe foi entregue por Vilela, na expectativa de que fosse o candidato ao governo. Porém, o prefeito desistiu de participar do pleito. 

Com isso, os tucanos quase desorganizam todo o bloco opositor. Tanto é assim que o deputado federal e candidato ao Senado, Maurício Quintella Lessa (PR), tirou seu partido da oposição e levou para junto do MDB do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho, ambos candidatos à reeleição. 

Vilela finaliza a curta nota pública afirmando que seguirá trabalhando para eleger as proporcionais do PSDB, o deputado Rodrigo Cunha ao Senado Federal. Além disso, salientou o apoio ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). 

O ex-governador é o primeiro tucano a deixar público o que já se observava nos bastidores das convenções partidárias: uma série de insatisfações dos tucanos com o nome de Collor encabeçando a chapa. Rodrigo Cunha, por exemplo, sequer compareceu às convenções conjuntas do partido. 

Uma coisa é certa: a redução do PSDB a um mero coadjuvante do processo é culpa da forma como Rui Palmeira conduziu o processo. Primeiro ao desistir sem uma conversa com o bloco de oposição. Segundo, ao não conseguir ser o principal articulador. O partido que assumiu a liderança do processo foi o PP do senador Benedito de Lira e do deputado federal Arthur Lira. 

Arthur Lira, em especial, ganhou a confiança do bloco ao mostrar, pelo pragmatismo da matemática eleitoral, a viabilidade das candidaturas proporcionais, reforçando a sua própria campanha e a campanha do pai: o senador Benedito de Lira. Com isto, Rui Palmeira sucumbiu, mesmo iniciando o processo com um peso político considerável. 

Teotonio Vilela que era voz de destaque, no início da pré-campanha, perdeu influência por também não ser mais um candidato ao Senado Federal. Não restou ao PSDB alternativa porque não lhe restou filiados de peso como candidatos. A exceção é Rodrigo Cunha. O PSDB, como já disse em vários textos, cavou sua própria cova. Rui Palmeira foi um desses coveiros. 

Agora, os tucanos choram sobre o leite derramado como se não tivessem culpas no processo. Farão um palanque paralelo dentro da coligação. Se o racha se amplia na campanha, é péssimo, pois demonstra ausência de unidade diante de uma adversário forte: o governador Renan Filho, que lidera as pesquisas eleitorais. 

Todavia, o PSDB não rejeitará - obviamente - os votos de legenda nas proporcionais. Vale lembrar: só tem um candidato majoritário, que é Rodrigo Cunha. 

Vilela não apoiar Collor é até um fato compreensível. Os dois foram adversários ferrenhos no ano de 2014, quando Fernando Collor de Mello se tornou o principal crítico de Vilela. Collor acreditava, naquele momento, que Vilela deixaria o governo para disputar o Senado Federal. Porém, o então governador tucano preferiu ficar de fora das eleições. Todavia, o embate entre os dois gerou sequelas. 

Agora, Collor é candidato por um motivo muito claro: o senador do PTC olha para um futuro distante, que é a disputa do Senado Federal nas eleições de 2022. Ele sabe que se não agir antecipadamente pode ter como rival o governador Renan Filho. Então, antecipa a disputa e busca o seu recall político, caso perca essa eleição. Fernando Collor de Mello soube mover o xadrez para si. 

Por mais indigesto que o nome de Collor seja para alguns, se tornou a opção viável do ponto de vista matemático para uma série de candidaturas, já que uniu o grupo. Ganha Collor, ganha Benedito de Lira, ganha Arthur Lira e ganha uma série de candidatos. Quem perde? Rodrigo Cunha que terá que construir uma campanha solitária, como já seria, pois não subiria no palanque de Benedito de Lira. Então, nem perde tanto assim.

No mais, quem chora está fora do pleito. Logo, tem o direito de espernear de forma mais efusiva e demonstrar seu ponto de vista. Mas que diferença faz? No máximo, alimenta polêmicas…

Resta saber como estas figuras participarão da eleição. Rui Palmeira deve pedir votos para Benedito de Lira e para Rodrigo Cunha. Mas, pedirá para Collor? Há quem ainda queira colocar mais água no chope, querendo tirar Kelmann Vieira da condição de vice. Nas convenções, literalmente, o tiraram do palco…

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O desconforto de Rodrigo Cunha e do PSDB na chapa de Collor

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Foi visível na convenção que anunciou o senador Fernando Collor de Mello (PTC) como candidato ao governo, o desconforto do PSDB dentro da coligação. No palanque montado para a fala de Collor e dos aliados, não estava presente o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), nem o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Este se fez representado pelo vice-prefeito, Marcelo Palmeira (PP). 

Quem lembra de 2014, vai lembrar dos embates entre Collor e Vilella. Naquele tempo, Collor era um amigo e apoiador do governador Renan Filho (MDB), como sempre foi. Afinal, Collor tem indicações no Palácio República dos Palmares. A política é um mundo cheio de voltas, que faz com que agora - e somente agora! - Collor chame os palacianos de “mundo dos poderosos”, como se ele estivesse fora desse grupo. É uma piada! 

Ainda quanto às convenções, o deputado estadual e candidato ao Senado Federal, Rodrigo Cunha (PSDB), sequer se fez presente e, ainda no dia de ontem, 05, divulgou um vídeo em que as entrelinhas e as linhas de suas falas dizem mais que o suficiente. Cunha, como já era esperado, parte para uma campanha solitária, em que não pretende “misturar” seu nome ao dos demais da chapa majoritária. 

O desconforto foi tão grande que até mesmo o vereador Kelmann Vieira (PSDB), anunciado como vice de Collor, passou pouco tempo no palanque e sequer falou durante o evento. Ele foi anunciado em um evento que ocorreu em outro lugar da cidade. Chegou ao lado de Collor com a convenção partidária já em andamento. Todavia, Vieira foi tão discreto quanto possível. 

Fernando Collor de Mello, portanto, começa o processo eleitoral dentro de um bloco onde alguns coligados possuem uma certa rejeição ao seu nome. As movimentações foram tão intensas durante a convenção “collorida”, que nasceu - nos bastidores - até o burburinho de que o PSDB buscava formar um outro bloco, no qual estaria Rodrigo Cunha. Ou a informação que circulou não era verdadeira, ou não se concretizou. 

O fato é que o nome de Collor ganhou projeção no grupo político nas últimas horas do sábado, dia 04, quando foi visto como a única alternativa de ter um nome que pudesse bater de frente com o Palácio República dos Palmares, forçando um processo eleitoral onde até então, conforme as pesquisas, Renan Filho tinha uma vantagem imensa. 

Collor - em que pese todas as crítica que possam ser feitas a ele - possui capilaridade eleitoral e obriga o Palácio República dos Palmares a não tratar a eleição majoritária para o governo do Estado com displicência, focando apenas na reeleição do senador Renan Calheiros (MDB). Desta forma, equilibra-se um pouco a briga, o que pode trazer benefícios ao senador Benedito de Lira (PP). Razão pela qual o nome de Collor foi tão defendido pelo PT. Motivo pelo qual a aliança entre Benedito de Lira e Collor foi tão enaltecida na convenção. 

Para Fernando Collor de Mello, a eleição de agora antecipa o cenário possível de 2022, quando, se eleito, Renan Filho pretende disputar o Senado Federal. Collor antecipa a briga e ainda aposta em um recall político para aquela eleição. E se Fernando Collor ganhar uma eleição assim? Bem, não se joga fora uma vitória. A readequação dos planos será bem-vinda ao grupo político, que passará a ter mais poder em Alagoas. 

O grupo de Collor conseguiu sustentar 12 siglas partidária, apesar das insatisfações (em especial de parte dos tucanos). 

Como as demais estrelas tucanas não participam do pleito, podem “lavar as mãos”. Já Rodrigo Cunha, terá o desafio de ser o candidato solitário apesar das convenções. E ele já deixou claro isso em vídeo: será um candidato anti-sistema político, já que - em sua visão - é esse sistema que acaba forjando alianças das quais seu partido agora faz parte. 

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Collor: uma esfinge no processo eleitoral até o último momento….

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Como quase sempre, o senador Fernando Collor de Mello (PTC) consegue ser a esfinge eleitoral em Alagoas. Nos últimos anos, somente quando foi candidato à reeleição ao Senado Federal (2014), que o senador do PTC teve seus rumos definidos de forma prévia. 

Em eleições passadas, Collor sempre manteve o silêncio na observância dos bastidores políticos para então lançar seu nome ou se retirar do processo, ficando apenas nos bastidores. 

Agora, em 2018, a pergunta sobre os rumos de Fernando Collor de Mello ainda circulam pelos bastidores. De um lado, há quem aposte que Collor se isente do tabuleiro de xadrez. Do outro, quem fala de suas costuras com a oposição e até mesmo com o PSDB, quiçá apostando em uma candidatura ao Governo do Estado.

No primeiro semestre, Collor chegou a ensaiar uma candidatura à presidência da República. Todavia, em nota oficial, o PTC já disse que não terá candidato, focando na eleição de parlamentares para a Câmara de Deputados e para as assembleias legislativas. 

Surgindo de surpresa, Collor sempre bagunçou o coreto. Foi assim desde que resolveu disputar o governo do Estado, em um longínquo embate com o ex-governador e atual deputado federal Ronaldo Lessa (PDT). 

Naquele momento, Lessa levou a melhor. Em 2006, pelo pequeno PRTB, Collor se lançou ao Senado Federal no último momento. Em uma campanha quase que solitária, conseguiu desbancar Ronaldo Lessa - que tinha o apoio de Renan Calheiros (MDB) e do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) - e se elegeu para o Senado. Tentou voltar ao governo do Estado em 2010, mas foi derrotado no primeiro turno e fechou aliança com Lessa no segundo, mas ambos foram vencidos por Teotonio Vilela. 

Porém, participando de eleições ao seu modo, Collor sempre garantiu o que se chama de “recall” político, mantendo seu nome vivo ainda que transitando entre os caciques alagoanos. Em alguns momentos ao lado de Renan Calheiros, em outros mais distante. 

A preocupação de Collor - nesse processo eleitoral - não é com o resultado de 2018, mas com o cenário das próximas eleições presidenciais. É que, em 2022, mesmo que muita água ainda vá passar por baixo dessa ponte, o senador do PTC pretende disputar a reeleição. 

Se Renan Filho se reeleger candidato ao governo agora, Collor pode ter o emedebista como rival lá na frente. Uma batalha árdua que se avizinha, já que as apostas na reeleição de Renan Filho são grandes, em virtude da oposição não ter candidato consistente.

Quem já está definido como adversário de Renan Filho não tem pontuado nas pesquisas a ponto de incomodar. É o caso da candidatura de Basile (PSOL) e de Josan Leite (PSL). Os tucanos ainda não bateram o martelo quanto a candidatura do vereador Eduardo Canuto (PSDB) e conversam com Fernando Collor de Mello. 

Na base de Collor, a expectativa é grande. Até os mais próximos dizem não saber como Fernando Collor vai se posicionar. As convenções dos partidos de oposição acontecem no próximo dia 5 de agosto. Trarão surpresas? Collor já estabeleceu diálogo até com o PSL, que é o partido do presidenciável Jair Bolsonaro, e pretende ter chapa completa em Alagoas. Ao mesmo tempo, o PP do senador Benedito de Lira se aproxima de Collor. Lira é candidato à reeleição. 

O PP - segundo o deputado federal Arthur Lira - apenas discutiu com Collor a questão das proporcionais e não de uma chapa majoritária. 

O PTC já chegou a anunciar - em Alagoas - uma aliança com o PSB do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC. 

Como isso, Collor mantém o suspense que lhe é conveniente…

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Na aliança com Calheiros, PT fica na chapa em que o segundo senador é Quintella, o ex-ministro de Temer…

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A coluna Rada - da Revista Veja - chama atenção para um fato interessante que passou batido. O PT, ao anunciar apoio ao MDB do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho, acaba por se firmar em uma chapa que tem, na eleição majoritária, o deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR) ao Senado. 

Quintella: o ex-ministro de Temer, o “golpista” do impeachment, o que chegou a estampar outdoors vermelhos como “inimigo do povo” etc…pois é… ironias da vida!

Quintella votou abertamente pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Mais que isso: se tornou um crítico do governo petista nos últimos anos e articulador do PR na aliança com o presidente Michel Temer. Tanto que isso ajudou a trazer o PR para dentro do Palácio do Planalto. 

Maurício Quintella, como nome de destaque no partido, acabou por ocupar a posição de ministro do Transporte. Saiu do cargo para concorrer ao pleito. Em Alagoas, Quintella estava na oposição ao senador Renan Calheiros e defendia a candidatura do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), ao governo do Estado. 

Mas, Rui Palmeira resolveu não ser candidato. Isso foi o suficiente para Quintella mudar de barco e construir sua candidatura no MDB, mesmo com as divergências com Renan Calheiros em relação a muitas pautas, incluindo a “questão Temer”. Quintella defende os méritos do governo federal emedebista. Renan é ferrenho crítico de Temer. 

Na composição, veja onde o PT foi parar. Estará na base de sustentação da chapa de alguém que o partido considera “golpista”. Que o principal nome do PT no processo eleitoral, o deputado federal e candidato à reeleição, Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, vai votar em Renan Calheiros ninguém duvida. Resta saber se votará também em Maurício Quintella em função da chapa. Eis que fica a pergunta: quem será o segundo senador dos petistas em Alagoas?

Ou será que o PT vai ficar caladinho e liberar as bases para votar em quem quiser como segundo senador, já que não tem candidatos na majoritária, mas apenas nomes que disputam cadeiras na Assembleia Legislativa e um único candidato a deputado federal?

São as questões do xadrez eleitoral com as suas surpresas. Como diz o dito popular: o mundo dá voltas. Eis uma das curiosidades interessantes da eleição que foi percebida pela coluna de Veja. 

Maurício Quintella está longe de ser um nome de direita. Todavia defende pautas que incomoda a esquerda: privatizações, acesso ao porte de arma por parte do cidadão, dentre outras. Será interessante observar o PT no palanque de Maurício Quintella e vice-versa. 
 

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Apoio de Marx Beltrão é a porta de entrada nos redutos do Litoral Sul para Quintella

Foto: Assessoria 79cf41dd 9225 45f4 8f79 fa114d64be3b Ex-ministro do Turismo e deputado federal, Marx Beltrão (MDB)

De forma oficial, o deputado federal Marx Beltrão e o PSD (que é comandado por Beltrão em Alagoas) bateram o martelo em uma aliança com o também deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR). 

Na aliança, pelo que se observa, os nomes do governador Renan Filho (MDB) e do senador Renan Calheiros (MDB) são coadjuvantes. O principal passa a ser a parceria entre os dois ex-ministros. 

O discurso: o trabalho que tiveram juntos no ministério do governo do presidente Michel Temer (MDB). Aliás, os dois - mesmo quando pré-candidatos ao Senado Federal - sempre mantiveram uma relação cordial e de parceria. 

É que Marx Beltrão - que pretendia ser candidato ao Senado Federal - teve que recuar diante da máquina chamada Palácio República dos Palmares. Ele não teve fôlego, apesar de ter saído do MDB para isso, para manter sua candidatura avulsa e fechou com o chapão para garantir uma eleição mais tranquila de retorno à Câmara de Deputados. 

Quem mais lucrou com isso? Em um primeiro momento, o senador Renan Calheiros que tirou de cena mais um adversário. Logo em seguida, Maurício Quitnella que construiu mais uma parceria política que pode lhe render diversos “cabos eleitorais” nos redutos de Beltrão, situados no Litoral Sul de Alagoas. 

Quintella tem percorrido prefeituras e já conta - segundo informações de bastidores - com uma base formada por 70 prefeitos. O número, na forma tradicional de se fazer política, é visto como algo importante. Afinal, essas bases conduzem votos. Se o suficiente para fazer Quintella bater os adversários na briga por duas vagas, aí é outra história. 

Mas, o deputado federal do PR que já foi um opositor ao Palácio República dos Palmares segue firme nas alianças. Conseguiu o compromisso do senador Renan Calheiros, que tem brigado para que a chapa tenha o primeiro e o segundo voto. Nesse contexto, a parceria com Marx Beltrão é vista, por Quintella, como uma das mais importantes do pleito. 

Afinal, a família Beltrão domina - eleitoralmente - os municípios de Coruripe, Feliz Deserto, Piaçabuçu, Penedo e Jequiá da Praia. Tanto é assim que se encontra dividida em duas candidaturas para a Assembleia Legislativa: a de Marcelo Beltrão e a de Yvan Beltrão. Ambos querem a cadeira que antes era de João Beltrão. É muito Beltrão! 

Na recomposição com os Calheiros, Marx Beltrão manteve seus quadros no governo estadual. O voo solo que planejava nem saiu do chão. Porém, ele soube aproveitar as condições do céu para fazer da política - como diria o alemão Bismarck - “a arte do possível”. 

Em tempo, no dia 07 de agosto, entrevistarei o deputado federal e candidato ao Senado, Maurício Quintella. Será transmitido ao vivo pelo Portal CadaMinuto. 

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