Blog do Vilar

Uma pausa na política para uma boa Literatura: a obra de Alberto Mussa

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Caro leitor, antes de mais nada: desejo um bom Carnaval. Que o período seja - para quem gosta das festividades - de paz e brincadeira sadia. Aos que - como eu - são mais afeitos ao silêncio e ficam observando à distância, que também este seja produtivo. 

Mas, antes dessa breve pausa que se inicia amanhã (neste blog, que retornará na quinta-feira, salvo exceções), permita-me falar um pouco sobre Literatura. 

É que, sempre tiro o período de descanso para duas coisas: atualizar leituras e aproveitar mais a família. 

E aí, caro leitor, parto para o meu Carnaval diante de uma grata surpresa: a literatura do escritor carioca Alberto Mussa. Muitos amigos - inclusive alguns também escritores, como é o caso do renomado Alexandre Costa (autor de O Brasil e a Nova Ordem Mundial) - já haviam me indicado os romances e contos de Mussa, mas até então eu não havia tido a chance. 

Nesta semana, ao ir à livraria, deparei-me com A Biblioteca Elementar de Alberto Mussa em uma das estantes. Peguei o livro ao lembrar das indicações e comecei a ler ali mesmo, entre um café e outro. Uma maravilhosa surpresa que nos enche de esperança em relação ao futuro da Literatura em nosso país. 

Mussa - que é de uma geração mais moderna, pois é nascido em 1961 - apresenta A Biblioteca Elementar em um projeto ambicioso. Faz parte de uma obra maior de cinco livros, que podem ser lidos fora de ordem, pois não são necessariamente complementos ou histórias continuadas. 

Agora, juntos, os escritos perfazem cinco séculos do Rio de Janeiro e consequentemente da formação de identidade de nosso país. 

São romances policiais com uma brilhante ambientação histórica, dramas complexos, suspenses e persongens que dialogam com valores, tabus, religiosidades, preconceitos, sem - graças ao bom Deus - sucumbir à lacração pós-moderna. Tudo entra na medida certa e com uma Língua Portuguesa impecável. 

Fiquei preso à leitura de A Biblioteca Elementar e só consegui soltar o livro ao seu término. Mussa nos leva à indiscritível sensação de ficar horas mergulhados na viagem da leitura, esperando o que vai acontecer com cada personagem e tentando desvendar antecipadamente os mistérios da trama. 

Não tive dúvidas, e da cafeteria da livraria, chamei a atendente e solicitei:

- Minha querida, por obséquio, traga-me tudo que você tiver desse autor.

Além de voltar para casa com A Biblioteca Elementar, pude trazer uma série de outros livros de Alberto Mussa: A Primeira História do Mundo, O Senhor do Lado Esquerdo, o Enigma de QAF, O Trono da Rainha Jinga, A Hipótese Humana, e Os Contos Completos. 

Não são todos dele. Mas, diante dos adquiridos, pretendo perfazer toda a obra. 

No mesmo dia em que li A Biblioteca Elementar, já enveredei pelo A Primeira História do Mundo. Nele, a mesma qualidade. Folheei alguns contos e também é surpreendente. Enfim, Literatura de primeira. 

É o que me acompanhará no período de descanso. 

Como tudo que é bom a gente compartilha, então indico aos leitores. 

Claro, não para agora. 

Sei que muitos de vocês partem para as festividades do momento e isso é muito bom. Todavia, fica a dica para os momentos em que quiserem boa diversão e cultura de qualidade. 

No mais, um bom Carnaval a todos. 
 

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JHC critica o que considera "pegadinha" do código tributário de Maceió: aumento de taxação

Assessoria/Arquivo 0b81d352 90f3 452a b32c 9dfdd5395aa9 Deputado JHC

Em suas redes sociais, o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), criticou o que chamou de "pegadinha" do novo código tributário de Maceió. 

De acordo com ele, a proposta da administração municipal ataca o bolso do contribuinte. JHC afirma que há "uma alteração na forma de cálculo a 'taxa do lixo' em mais de 230%". 

O parlamentar ainda ironiza: "Isso porque em 2018, o maceioense assistiu o amontoado de lixo nas ruas sem recolhimento". 

Segundo o deputado federal, ele estuda medidas cabíveis contra ação da gestão do prefeito Rui Palmeira (PSDB). "Esse assunto chegou aaté mim por alguns eleitores. No Código anterior, lei 359/89, a base de cálculo era a área construída. No atual, lei 6685/17, outras características do imóvel entram. O que seria justo, se não implicasse nesse aumento brutal". 

Em entrevista ao blog, JHC destaca que ele e equipe estão estudando formas de rever a questão. "Não está descartada alguma medida judicial. Há, também, uma outra situação: como vem no carnê do IPTU, ou o pagador de impostos paga ou paga. Sequer há opção de discutir esse lançamento", finaliza.

Reeleito para o mandato de deputado federal, JHC é tido como um dos possíveis canidatos à Prefeitura de Maceió. Ele concorreu no pleito passado, ficando na terceira posição. Na gestão passada de Palmeira chegou a ser aliado, indicando a pasta do Meio Ambiente. 

Porém, ainda na primeira gestão tucana houve a ruptura política. 

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Rodrigo Cunha: apoio a Randolfe Rodrigues nas críticas ao ministro Ricardo Vélez

Roque de Sá/Agência Senado Aef9e746 b8eb 4f6f 8d2a 646eb0869e3a Senador Rodrigo Cunha

O senador alagoano Rodrigo Cunha (PSDB) voltou a apoiar o também senador Rodolfe Rodrigues (REDE) nas críticas feitas ao ministro Ricardo Vélez após a solicitação (e não obritatoriedade) para se cantar o Hino Nacional nas escolas. 

Inicialmente, Vélez havia colocado em um texto a ser lido no ambiente escolar o slogan usado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL): "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos". Em minha visão, um erro. Mas tirando isso, a ação da execução do Hino não tem polêmica alguma. 

O problema em si não é o Hino Nacional, cuja execução já é prevista em lei desde o governo petista. É um símbolo nacional e pode muito bem ser usado em escolas, tanto para buscar despertar o sentimento cívico, como para que os alunos conheçam efetivamente a História do país e o que faz parte dela. 

A polêmica se dá em relação ao uso do slogan e das filmagens dos alunos. Todavia, o ministro Ricardo Vélez reconheceu o equívoco e a filmagem, se feita, deve ser com autorização dos pais. Quanto ao slogan, foi retirado. 

Mas, o opositor Randolfe Rodrigues - ex-PSOL - criticou o ministro e sugeriu que fosse conhecida a realidade das escolas. O ministro conhece e já descreveu esta diversas vezes em entrevistas. Pesquisa, senador. Pesquisa que acha. Insinuar que sugerir o Hino porque o governo não tem conhecimento do resto é uma piada.

De fato, a situação da Educação em todo o país atravessa sérios problemas que não consiste apenas em doutrinação, ou o uso político-partidário, mas também de estrutura, valorização dos professores, centralizações, disciplina, enfim: um show de precariedades. 

No entanto, é um problema de décadas - passando pelos governos petistas que foram apoiados pela esquerda, incluido Rodrigues - e resulta nos índices que vemos, com o Brasil sempre ocupando lugares tenembrosos nos rankings de avaliação. 

Mas, somente agora, de forma conveniente, se sugere que se filme as estruturas das escolas para enviar ao ministro, em um governo que tem dois meses no poder. Esse governo herda o estrago. Não foi ele que criou. E agora, assume a missão de melhorar como pode. Espero que consiga.

Onde estava toda essa indignação de Rodrigues no passado?

Quanto à Cunha, é verdade que, na Assembleia Legislativa, travou discussões sobre Educação cobrando ações em relação ao governo estadual. Que o senador alagoano não embarque nessa de "oposição pela oposição", mas que mantenha  a independência que tinha no parlamento estadual. 

Afinal, há sim que se cobrar do atual governo federal e criticar o que deve ser criticado. Só que Randofe Rodrigues cumpre um papel específico nessas críticas de hoje, pois lhe faltava a mesma garra no passado, sobretudo em épocas do PSOL.

Que Cunha não esqueça que Vélez já apontou para a preocupação com a alfabetização, a descentralização na tentativa de fazer com que os recursos cheguem na ponta sem tanta burocracia, e a meta de priorizar o ensino fundamental e básico. Isto está no site do Ministério da Educação (MEC).

Que isso seja cobrado e acompanhado. Porém, que não ache que por conta de sugerir a execução do Hino Nacional na escola, o ministro estaria eliminando o resto ou querendo deixar de enfrentar os problemas que herda. São coisas diferentes. 

A sugestão do Hino Nacional é somente uma ação e o Ministério não se resume a isso. Filmar a situação das escolas é casuísmo puro, pois é uma realidade conhecida. Serve apenas para inflamar a oposição e colocar Vélez na berlinda mesmo sem ter sido o gerador do problema, mas sim um governo novo que ainda precisa desenvolver sua gestão. 

Agora querem a solução em dois meses?

Olhem para a lista de prioridades de Vélez, que foi publicada pelo MEC ainda em 2 de janeiro de 2019: o ministro fala em investimentos na educação básica, combate ao analfabetismo, fortalecimento de creches e escolas, educação de jovens e adultos e foco em projetos que atendam aos que possuem deficiências. 

Eis uma das falas visa a educação superior:

“Daremos atenção especial, também, aos fundos de investimento em educação e ao ensino privado, para fortalecer a qualidade dos cursos oferecidos. Nas universidades, vamos melhorar a gestão dos recursos para que haja estímulo às linhas de pesquisa científica e tecnológica que irão fomentar políticas públicas de educação com qualidade. Há um compromisso assumido com o Brasil e a educação de todos”.

E aí, o ministro pode sim (e deve!) ser cobrado pelo que diz. Porém, fazer transparecer que a questão do Hino Nacional está acima disso ou que é o ponto principal de uma ação do MEC, sendo o resto excludente, é de uma bobagem extrema. Coisa de quem quer - no popular - "lacrar". 

Há formas sérias de se fazer oposição. Por exemplo: quem discutiu sobre o slogan - como fez até o movimento Escola Sem Partido - pedindo a retirada dele, fez uma discussão produtiva. Mostrou ao Ministério o erro. O MEC voltou atrás. Ponto final. 

Agora, estimular que se "filmem a condição das escolas, a situação das salas de aula e os contracheques de todos os trabalhadores da Educação e enviem para o ministro da Educação" como protesto orgânico é algo sem efetividade alguma. Isso já é filmado, mostrado, alardeado por jornais, revistas, televisões. É algo que já existe e deve continuar existindo, pois a imprensa séria também tem seu papel de cobrar.

É claro que esses males devem ser denunciados e cobradas ações efetivas. São males dos quais qualquer governo tem ciência e a obrigação de buscar resolver. 

Ricardo Vélez tocou em muitos deles em suas entrevistas, inclusive falando de planejamento para aplicação correta de recursos financeiros para formação e valorização de professores. É só pesquisar que acha. Porém, são problemas que não se resolvem do dia para a noite. 

Se Cunha quer tomar uma ação interessante e produtiva nesse sentido, sugiro que ao invés de pegar a onda de Randolfe Rodrigues, solicite - na condição de senador da República - detalhes do planjamento do MEC, com o apontamento das prioridades, saber o que já tem sido feito para além das polêmicas midiáticas, como anda a estruturação da política de alfabetização e tudo aquilo que corresponde à fala do ministro para saber se os encaminhamentos práticos estão sendo dados. 

A área é muito sensível e é preciso sim acompanhar de perto. Já que Rodrigo Cunha entende isso e tem essa preocupação honesta, ele pode ir além das baboseiras de um Randofe e contribuir de fato com o país, exercendo um crítica para qual é preparado, haja vista os posicionamentos que teve em Alagoas e que resutou em sua votação com méritos. 

Pois é de solução efetiva que alunos, alunas, pais e mães precisam. Com isso em mãos, o senador tucano poderá ser mais cirúrgico nas cobranças, críticas e sugestões. Papel que cumpriu muito bem quando deputado estadual. Essa independência e/ou oposição séria é produtiva. A outra é carnavalesca. Cunha é competente e melhor que Randolfo Rodrigues. Tem mais competência para ser independente e até para ser oposição caso deseje. 
 

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Você conhece o Trivium e o Quatrivium? Vale a pena!

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Todas as vezes em que muito se discute sobre Educação, eu recordo - ainda no início da década passada - quando caiu em minhas mãos as obras de Mortimer J Alder, ensinando a tirar o melhor dos livros e, na sequência, o Trivium e o Quatrivium. 

Foram três estudos que mudaram para sempre a forma como eu percebia a Educação, inclusive adotando para mim - ao lado de A Vida Intelectual de Antonin-Gilbert Sertillanges - novos métodos de pesquisas, estudos e leituras. Posso dizer sem medo de errar: foi uma bênção. 

Devo muito nesse processo a Santo Tomás de Aquino, quando me fez compreender as virtudes teologais, cardeais e intelectuais como orientadoras da formação humanista. As primeiras, dizem respeito a fé, esperança e caridade, o que nos ajuda a olhar o próximo pelas suas potencialidades e assim amar o humano apesar de suas inúmeras fraquezas e erros cometidos em um processo de aprendizagem. 

Não é preciso misturar nada com "religião" para isso. No campo das virtudes intelectuais, temos elementos como a busca da compreensão da verdade, sem querermos ser donos dela, mas nos colocando a serviço desta por meio da lógica, para atingirmos a ciência das coisas e alcançarmos virtudes como sabedoria e prudência. As cardeais nos orientam a termos a centralidade da psiquê em meio às turbulências, sendo fortaleza, buscando a Justiça, usando a razão e a moderação. 

Com efeito, não há, hoje, texto meu que não foque em reflexão prévia sobre tais virtudes, como tentar observar vários ângulos de uma questão, para só então construir uma opinião que tenha por objetivo estar mais perto da verdade do que do conceito ambicioso da "opinião própria", que em alguns momentos nos levam ao orgulho de permanecer no erro e defendê-lo a qualquer custo, com os maiores malabarismos retóricos. 

Esses malabarismos retóricos são chamado de erística por Arthur Schopenhauer. Vale a lida do A Arte de Vencer o Debate Sem Ter Razão. 

Pelo exposto, fica óbvio que vejo nos clássicos não o fato deles serem "velhos", mas sim de serem eternos. Razão pela qual o escritor italiano Italo Calvino nos convida a lê-los em sua obra Por Que Ler os Clássicos. O educar o imaginário nos salta aos olhos nesse momento. 

É como - querido leitor - ler Crime e Castigo de Dostoievski e nos depararmos ali com a profundidade dos sentimentos de uma época em que as causas justificavam os atos e, por isso, o personagem principal se achou no direito a cometer um assassinato para depois encarar dramas existenciais como a culpa e a busca pela redenção. A consciência cobrava um preço e denunciava os males revolucionários. 

As experiências da leitura dialogam com nossa alma, como ocorre com Alexandre Dumas em O Conde de Monte Cristo, Drácula de Bram Stoker e outros. São processos catárticos que também formam o homem para o bem e para as virtudes ao se deparar com persongens complexos e os valores ali debatidos. 

Reler essas obras depois de ter tido o conhecimento sobre o pensamento de Alder, do Trivium e do Quatrivium mudou minhas perspectivas. Até esta data releio clássicos que havia lido pela primeira vez antes de me deparar com o que comumente se chamou de Educação Clássica. 

Uma das edições do Trivium no Brasil - por exemplo - é da Irmã Miriam Joseph (publicada pela É Realizações). Nela, se explica magistralmente que há três artes pertinentes à mente: a lógica, a retórica e a gramática. Ter acesso ao aprendizado destas é colocar nas próprias mãos o que de melhor a humanidade já produziu em termos de conhecimento, pois o pleno domínio da linguagem nos faz ter acesso ao pensamento alheio, que foi deixado como herança ao mesmo tempo que nos torna autonomos e livres para a execução de nosso próprio pensamento, identificando as correntes de poder que atuam sobre nós e que querem nos impor uma hegemonia de convicções. 

Miriam Joseph define a lógica como "a arte de pensar", a gramática como a "a arte de inventar símbolos e combiná-los com a expressão do pensamento" para entender e descrever a realidade. Quantoa retórica, ela define como a "a arte de comunicar pensamento de uma mente a outra, ou de adaptar a linguagem às circunstâncias". 

O Quatrivium nos leva ao pensamento matemático em sua excelência, não apenas pelo decorar de fórmulas para uma prova, mas pela artimética em sua profundidade, a música, a astronomia e o que diz respeito à matéria, ao perceptível. Pensamos por meio dessa Educação na "Classe de Bens", entendendo o que é valioso, o que é útil e o que é aprazível.

Por exemplo, buscamos o valioso em nossas vidas por entender que determinados bens aumentam o valor intrísseco de quem os possui. A Educação é um deles. O ser humano bem educado sente em si a riqueza que possui com isso, e as porta que a partir dela se abrem, não sendo apenas algo material. 

Os úteis são ferramentas que nos levam a bens maiores, como o pleno domínio da linguagem que nos leva ao melhor da Literatura. Os aprazíveis são os que nos dão a sensação de prazer em si quando conquistados, como uma reputação, pequenas felicidades do cotidiano etc. 

A este conjunto é dado o nome de "artes liberais" que nos preparam como seres humanos íntegros para as chamadas "artes mecânicas", que é a busca por um conhecimento específico como os que sustentam as nossas profissões. Observamos então a Educação por etapas para a formação do indivíduo. 

Mas há quem ache que olhar essas heranças do passado é obscurantismo e só o moderno é que tem coisas boas a nos oferecer. 

Meus caros, estudar o Trivium e o Quatrivium mudou muita coisa em minha vida e, tendo uma filha entrando na adolescência, também mudou muita coisa na forma como estudo com ela as lições de casa. Ela ganhou uma velocidade considerável para a matemática e uma capacidade de leitura que me surpreendeu. Estou deixando para ela algo melhor do que o que eu tive.

Este foi um dos motivos pelos quais me tornei um defensor da Educação Clássica. Acredito sim que ela pode - evidentemente - se modernizar ao refletirmos sobre o contexto no qual nos encontramos e as ferramentas que hoje temos. Mas, como diz Ortega y Gasset, há nos ensinamentos do passado algo que não se banha no rio do tempo e isto pode ser absorvido. 

Foi essa educação que nos deu avanços como a teoria do Big Bang, de Georges Lemaître, os Pensamentos de Pascal e até muitas das melhores obras críticas a este modelo de Educação. 

Claro, esse meu texto é apena inicial. Não tem como explicar tudo da Educação Clássica em uma postagem de blog ou coluna. Meu intuito é muito mais despertar a curiosidade sobre o tema e espero conseguir, ao menos no sentido de dizer: "conheçam antes de rejeitar e assimilarem preconceitos". 

Portanto, finalizo com uma sugestão: conheçam o trabalho de Alder, conheçam o Trivium, conheçam o Quatrivium, conheçam - aqui no Brasil - o trabalho do professor Carlos Nogué, conheçam o projeto da brasileira especialista em Educação Selma Palenzuela, dentre tantos outros. 

Será uma rica experiência! 
 

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Melina Freitas retorna após a "disputa" entre Renan Filho e a Assembleia

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A disputa entre o governador Renan Filho (MDB) e a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE), no início desse ano, rendeu exonerações diversas no Executivo. 

A leitura foi de uma retaliação diante da dificuldade que Renan Filho teve para emplacar a candidatura do tio-deputado Olavo Calheiros (MDB) à presidência da Casa de Tavares Bastos.

A candidatura de Calheiros não decolou. Não encontrou qualquer apoio e o parlamento - com exceção do voto de Olavo Calheiros, que se absteve - elegeu o deputado estadual Marcelo Victor (Solidariedade) para a presidência. 

Agora, o governo monta sua nova estrutura e surgem as reconciliações. A secretária de Cultura, Melina Freitas, que foi uma das que sofreu com a caneta de Renan Filho, retorna ao cargo. Foi empossada no dia de hoje, 26. No grupo político dela está o deputado estadual Inácio Loiola. 

O governador começa a refazer suas bases. O próprio Renan Filho, por sinal, já havia dito que o Executivo seria montado com base nessas negociações e esperaria o diálogo com o parlmento estadual e outras forças políticas. 

Mas, não é apenas Melina Freiras que foi exonerada na época. 

O ex-secretário Fernando Pereira saiu da Assistência e Desenvolvimento Social, o que representou um rompimento com o grupo político da deputada estadual Jó Pereira (MDB). Apesar de Pereira ser do partido do governdor, a parlamentar tem investido em seu próprio grupo e se preparado para voos maiores. 

A tendência é que a família Pereira assuma uma postura mais independente. Alguns de seu bloco já estão no PP do deputado federal Arthur Lira, que é oposição ao governador Renan Filho. 

Outros deputados estaduais também perderam espaços, como é o caso de Galba Novaes (MDB). O filho dele - Galba Neto - ocupava o PROCON.  

Em todo caso, Renan Filho começa o seu governo tendo maiores dificuldades na Casa de Tavares Bastos. Cresceu o número de opositores e o parlamento aposta em um discurso de menos subserviência e mais independência. Isso pode ser visto nas falas mais recentes de Jó Pereira, por exemplo. 
 

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Site afirma que presidente da ARSAL prepara dossiê para entregar ao MP

Ascom/Arsal Aa87c9eb 8997 4a58 b4fd f0274123af0c Lailson Gomes é empossado como presidente da Arsal

No dia de ontem, 25, fiz um texto aqui sobre a Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Alagoas (ARSAL). 

Destaquei pontos públicos e evitei fazer determinados juízos de valores porque não foram apurados por mim. Porém, são relevantes porque são expostos por jornalistas de credibilidade e intelectualmente honestos, como é o caso do colega Davi Soares, no Diário do Poder. Ele fala de algo grave.

A matéria lá presente fala de uma empresa e uma contratação de R$ 12 milhões que está sendo investigada e foi alvo de ação na Justiça. Isso é público. 

Agora, o que chama atenção é o seguinte: tudo indica que há uma disputa entre grupos políticos dentro da própria ARSAL. O fruto disso é surgirem denúncias de tudo que é lado. A situação parece ter incomodado o presidente Laílson Gomes. É o que se observa em um texto publicado no site Folha de Alagoas, em que Gomes é o personagem da matéria. 

Nela, Gomes diz ter feito uma "limpa" no órgão e remete os problemas ao passado. Detalhe: um passado não tão distante e que também faz parte da gestão do governdor Renan Filho (MDB). 

Ele defende a contratação da atual empresa de prestação de serviço como uma ação para corrigir irregularidades cometidas nesse passado. É dito que a quebra de contrato com a empresa anterior deixou pessoas do setor público e privado indignadas. Mas, os nomes dessas pessoas não são revelados. 

Surge uma pergunta: essas pessoas possuem ligação com o atual governo? Afinal, como já dito, esse pretérito da ARSAL também pertence ao governo Renan Filho. O fato de ninguém ser citado nominalmente faz com que se cobre ainda mais a transparência para o que ocorre ou deixa de ocorrer no órgão. 

A matéria da Folha de Alagoas diz que o presidente Laílson Gomes prepara um dossiê para entregar ao Ministério Público. Se verdade, espero que seja um documento público. Afinal, trata-se de recursos dos pagadores de impostos. 

Gomes diz que está agindo respaldado pela legalidade e pronto para qualquer questionamento. “Aqui não há regalia para ninguém, todos são tratados de forma justa e isonômica.  Não há chance para empresário picareta meter a mão na coisa pública e isso deixa muita gente frustrado”, eis uma de suas falas à Folha de Alagoas. 

A reportagem ainda fala da disputa política pela ARSAL nesse segundo mandato de Renan Filho. Uma disputa que inclui aliados derrotados. Quem são eles? 

Não interessa para a população as alianças políticas com A ou B visando cenários futuros, como 2020. Interessa que os serviços públicos sejam prestados e que suspeitas sejam apuradas. 
 

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Um pedido de desculpas

Caro leitor, por um problema de configuração em meu teclado, nos textos anteriores passaram alguns erros de digitação que não notei mesmo ao reler o material publicado. Peço desculpas. Só notei tal problema devido a um leitor que, muito carinhosamente, chamou atenção para o fato, mostrando que em um mesmo texto um vocábulo aparecia correto em diversos parágrafos, mas depois com erro de digitação em outro. 

Isso me fez perceber que algumas teclas do meu computador estão apresentando problemas. Eu peço desculpas pelos erros ocorridos e agradeço ao entendimento desde já. 

Obrigado

Luis Vilar

ARSAL vira alvo de denúncias e uma preocupação para o governador Renan Filho

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A Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Alagoas (ARSAL) se encontra na berlinda no atual governo de Renan Filho (MDB). O órgão - cujo comando é indicado pelo ex-deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) - já teve dificuldades para fechar suas contas no ano passado. Servidores ficaram apreensivos com questões salariais e agora existem suspeitas sobre contratos, como a contratação de uma empresa que terceiriza serviços - a Conexão - de R$ 12 milhões. 

No caso da Conexão, trata-se de uma contratação emergencial. 

O assunto foi parar a Justiça, como mostrou o jornalista Davi Soares, em O Diário do Poder. Diante do que vem acontecendo, o Palácio República dos Palmares já pensa em substituir o presidente da ARSAL, Laílson Gomes, que é homem de confiança de Ronaldo Lessa. 

Em fevereiro deste ano, também foi apontado problemas com pagamentos de diárias no órgão. O caso foi revelado pela TV Gazeta, em um de seus telejornais. O fato é que, diante de tantas coisas, o clima vai ficando insustentável e a ARSAL virou assunto recorrente nos corredores do Palácio República dos Palmares. 

O governador Renan Filho (MDB) ainda não falou publicamente sobre o assunto. Deveria. As informações que se somam são graves e é preciso passar a limpo para saber quem tem culpa no cartório e quem não tem. 

O ex-deputado federal Ronaldo Lessa - que, repito, fez a indicação de Laílson Gomes ao firmar acordo político com o governador Renan Filho - destacou, em entrevista ao jornalista Davi Soares que o presidente da ARSAL é experiente e age sempre dentro dos trâmites legais. Em outras palavras, Lessa demonstrou confiar em Gomes. Ele hipotecou apoio em meio às turbulências. 

Quando Gomes assumiu a ARSAL disse, em entrevista a este blog, que colocaria a empresa no lugar onde ela nunca esteve. Pois é...

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A nota da Comissão do CRP na íntegra e algumas considerações...

A Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia de Alagoas (CRP-15) divulgou uma nota pública sobre as críticas que recebeu em relação a uma campanha que fez nas prévias carnavalescas de Maceió em que, a pretexto da política de redução de danos, fez uma cartilha sobre o uso correto de drogas ilícitas. 

Como fui um dos que criticou o panfleto, divulgarei a nota na íntegra. A nota não é dirigida a minha pessoa, mas aos críticos. Como fui apenas um, repito, só posso falar pelos pontos que critiquei. Esclareço: não fiz crítica alguma a política de redução de danos (RD), não critiquei a intenção da peça panfletária, pois não conheço quem a fez, muito menos disse que a RD não tem serventia, ao contrário. 

Eu critico - isto sim - a linguagem do panfleto que acaba por estimular o uso e se afastar da própria RD, que sei do que se trata. Mesmo este não sendo o objetivo da peça. Mas a maior prova que houve uma falha no entendimento é a repercussão que teve e que é anterior ao meu blog, pois só tratei do tema quando me certifiquei da existência real desta e da opinião do CRP.  Então, antes de divulgar a nota na íntegra, pontuarei aqui algumas coisas essenciais do texto que fiz anteriormente:

1) Disse, neste blog, que não posso falar da intenção. Afinal, não conheço as pessoas. Critiquei a linguagem da peça e não a RD em si. A linguagem é péssima. O trocadilho usado reforça a imagem de um efeito positivo da droga e o associa ao verbo aproveitar, o que leva ao entendimento óbvio de tirar o melhor proveito com o menor dano. Isto é reforçado pelo contexto, em que pessoas que não são usuárias buscam drogas - licítas e ilícitas - a pretexto recreativo. Portanto, o panfleto não se destina apenas aos usuários, que devem ser tratados, merecem acolhimentos e devem ser compreendidos com base nos reais dramas humanos que enfrentam. Então, isso por si só se afasta daquilo que deveria ser essência da RD, concordando ou não com tais políticas. E eu concordo com muitas delas. Afinal, os dramas humanos são complexos. 

2) Não é essa a essência da RD (a promoção de panfletos descuidados), mas sim entender o usuário dentro de um conjunto de dramas humanos que podem fazer da droga uma muleta e não um mero instrumento recreativo. Reconhecido isso, o tratamento atua de forma holística na compreensão do humano caso a caso. Evitando o corte de laços familiares e comunitários, pois quem sofre precisa de todo apoio possível para a melhor estratégia de ação e tratamento dentro daquele contexto. Jamais se pode defender que pessoas sejam trancafiadas ou isoladas. Se alguém fez isso, é um louco sem empatia. Eu jamais faria isso. Logo, desprezo essa parte da nota por até concordar com ela. 

3) Assim, se visa combater o preconceito (que deve sim ser combatido) sem deixar de focar nos males feitos a si e ao outro. Isso vale para drogas lícitas e ilícitas. Eu até poderia fazer críticas ao entendimento da RD no Brasil, com base em escritos até de Theodore Dalrymple e outros psiquiatras. Mas este não foi o meu foco. Por que? Por achar que há sim pontos sérios e complexos nessa discussão, que vai além de uma crítica a uma linguagem usada por uma peça publicitária. O CRP não pode culpar a desinformação dos críticos, uma vez que seu objetivo era melhor informar. Logo, se houve erro no entendimento, este foi deles (os produtores) que não foram sensíveis ao contexto e ao melhor texto a ser empregado. No mais, uma crítica mais profunda tem que levar em consideração haver pontos em que a RD tem razão. E isto requer um debate científico muito mais amplo do que uma crítica a um panfleto.

4) Logo, critiquei a linguagem na peça que soa descontextualizada, com foco apenas no uso e sequer no usuário. Tendo um público alvo mais abrangente que usuários, era para focar na substância em primeiro plano e sem trocadilhos que geram duplas interpretações. Exemplo: como faz o Detran nesses momentos ao intensificar a campanha em relação ao consumo de álcool, onde chama atenção para o dano e a vida.

5) A Nota da Comissão fala da crítica que fiz ao trocadilho do panfleto, mas não reflete o óbvio: em um ambiente onde essas substâncias são postas como recreativas, o verbo PIRAR remete ao estímulo, uma vez que é o que até o usuário não contumaz quer, ao fazer "um experimento". Quando associado ao APROVEITAR, aí se desfaz qualquer contexto educativo que se queria ter, pois induz ao pirar de boa dentro dos menores riscos. É o contexto, o entendimento dúbio, e a linguagem didática dissociada dos eixos da própria RD que eu critiquei. E o fiz justamente por conhecer. Comissão, nem todo mundo que lhe critica é um desinformado. Dalrymple trata do assunto e é um psiquiatra. Ele tem uma humanidade para com as pessoas que sofrem mazelas que é uma lição de vida

6) Mas o pior é aquele que acha que toda crítica parte de desinformados que não conhece o que é RD. Eu posso falar por mim: eu conheço, pois estudei muito isso ao prestar consultoria a um parlamentar que precisava falar sobre problemas em uma rede de acolhimento de dependentes. Como era um tema transversal tive que estudar o funcionamento e tratamento, porque nosso trabalho visava a melhoria de políticas públicas para quem precisava delas. Isto incluia entender relações pontuais com as drogas, sabendo das recaídas que um usuário teria e que nesse caso a RD atuaria para minimizar danos. Portanto, ela é importante sim. Mas como tudo: há contextos. 

7) Sendo assim, concordo com alguns pontos da nota: 1) o envolvimento de estudantes em ações propositivas e benéficas (o que nunca critiquei);  2) a preocupação com o cuidado de si e do outro; e 3) a importância da discussão envolvendo a RD. Em momento algum eu critico isso. Agora, eu mantenho a minha visão: o trocadilho que a nota defende é sim infame, pois associa o "PIRE" a "APROVEITAR" no pior contexto e, levando em conta a construção dos signos, acaba por fazer da peça uma cartilhazinha, ainda que essa não tenha sido a intenção. Como disse algumas vezes: não julgo intenções. 

8) Por mais incisivo que eu seja, não quero descredenciar TODO o trabalho do CRP e da Comissão. Eles são importantes para a sociedade e para a discussão de temas que necessitam sim da visão de quem estuda sobre o assunto. Sempre defenderei instituições nesse sentido. O que falo é pontual e com foco em um panfleto e sua linguagem. Afinal, é óbvio que eu creio que EM MOMENTO ALGUM se quis estimular o uso de drogas lícitas e ilícitas. Isso nunca passou pela minha cabeça. Acho apenas que a peça publicitária errou e ela, e somente ela, é responsável pela polêmica gerada.

Segue a nota na íntegra e o leitor é livre para tomar a posição que deseja: 

NOTA EDUCATIVA PARA  ESCLARECIMENTO SOBRE A AÇÃO PAUTADA NA POLÍTICA DE REDUÇÃO DE DANOS NO JARAGUÁ FOLIA

A Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia de Alagoas (CRP-15) realizou no último dia 22 de fevereiro, uma ação educativa sobre a Política de Redução de Danos (RD) no Jaraguá Folia. 

A RD se configura como um conjunto de princípios e ações para abordagem aos problemas relacionados ao uso abusivo ou não de álcool e outras drogas. É uma estratégia usada nacional e internacionalmente por instituições formuladoras de políticas sobre drogas e está vigente nas práticas de cuidados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) reconhecidas pelo o Ministério da Saúde via Portaria n° 1.028 de 1 de julho de 2005, e fazem parte do rol de práticas dos Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas (CAPS AD). A RD é respaldada também pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (SENAD) e se expressa em um movimento de não criminalização do usuário(a).

Essa política visa a prevenção/redução de danos sociais e à saúde decorrentes do uso e/ou abuso de álcool e outras drogas e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), suas ações estão presentes no Brasil desde meados dos anos 80. A proposta é atuar de modo a desviar-se de práticas discriminatórias que levam a um processo de estigma e isolamento de pessoas que fazem uso dessas substâncias, propondo assim, uma via de cuidado em saúde a partir do respeito à autonomia dos sujeitos.

Assim, o uso consciente é compreendido como uma forma de prevenção,  não tendo a abstinência como a única via de tratamento. Nesse sentido, a abstinência poderá fazer parte do processo de cuidado, mas sempre  respeitando a decisão dos sujeitos em toda prática interventiva. 

Não cabe na atuação de profissionais da psicologia e das áreas da saúde e assistência social de modo geral, propor uma prática de atuação a partir do que considera moralmente certo/errado.  Assim, é importante ressaltar ainda que com base na proposta da RD os(as) profissionais estão comprometidos(as) com uma forma de tratamento in loco, sem retirar os sujeitos do convívio familiar e comunitário indispensável para os cuidados em saúde integral, além de efetivar o debate social sobre a questão, ao invés de simplesmente trancafiar e afastar essas discussões da sociedade, como se fossem invisíveis. 

Entendemos que o tema "drogas" ainda é tabu na sociedade sendo abordado sempre de forma dramática e catastrófica, por isso, o preconceito e o estigma associados ao usuário de drogas e também às ações de redução de danos. No entanto, na literatura produzida por profissionais e pesquisadores(as), a RD é apresentada como uma medida de prevenção adequada e eficaz na redução de danos sociais e a saúde de usuários(as), podendo em muitos casos ter a abstinência como resultado final, sem que isso tenha sido uma exigência verticalizada. Associarem "redução de danos" a apologia ao uso de drogas é um sintoma da desinformação. E um sinal verde de que temos muito a avançar na desconstrução desse estigma. Não há possibilidade de tratamento sério sem que tabus sejam quebrados e haja uma ampla discussão sobre um assunto que atinge direta ou indiretamente a todos(as).

Sabemos que no carnaval o uso de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas  aumenta, e o tabu que gira em torno do consumo dessas substâncias acaba gerando formas de uso que potencializa os prejuízos acarretados. Deste modo, o (Res)PIRE: reduzir para aproveitar, através de uma intervenção psicoeducativa buscou levar informações à população com foco na adoção de práticas que diminuíssem os danos para aqueles(as) que usam drogas e para os grupos sociais com que convivem. 

Estudantes e profissionais participaram desse momento importante para a Psicologia alagoana, mostrando que o cuidado ao outro pode acontecer em todos os espaços. É preciso construir redes e práticas de cuidados em saúde que possibilitem a dignidade da pessoa humana.

É preciso falar sobre redução de danos, do cuidado de si, e cuidado do outro.
 

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Em discurso sobre obras da BR-101, Collor ataca "licenciocracia" de técnicos do TCU e ações dos ministérios públicos

Foto: Reprodução D972073d a147 4b76 a7ac 4643466109f6 Fernando Collor

Durante a inauguração de mais um trecho duplicado da BR-101, em São Miguel dos Campos, o senador Fernando Collor de Mello (PROS) aproveitou o seu momento de discurso para mirar em alguns técnicos do Tribunal de Contas da União e em ações dos ministérios públicos que - segundo ele - tem atrapalhado os prefeitos e as obras do país. 

O discurso foi Collor em seu já conhecido estilo. 

Collor falou ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, que se encontra em Alagoas. O senador iniciou sua fala destacando a importância da obra como uma ação continuada entre governos, ressaltando que também houve trabalho e esforço dele para a conclusão do trecho.

"Lembro-me bem do problema no Tribunal de Contas da União, por conta de um fiscal dizendo que a obra tinha que ser paralisada, porque a pedra que estava sendo aberta indicava que tinha que ser pago royalties ao governo da União. Brigamos bastante, a obra foi paralisada. Eu avisei ao ministro do TCU, mas ele disse que estava nas mãos dos técnicos. Esse é um problema que temos que lutar (contra)", pontuou.

Collor frisou que alguns técnicos criam uma "licenciocracia" ou "auditiocracia" para dificultar obras. "São esses que estão aí em diversas repartições e o (presidente) Bolsonaro já disse que vai acabar com isso", complementou o senador alagoano, ladeado pelo ministro e por outras autoridades. 

Para Collor, o excesso de burocracia tem criado "gente que se sente dono do pedaço e com o seu poder decide se libera ou não a obra e gera prejuízo. Nós temos que continuar lutando contra a licenciocracia e a auditiocracia". 

O senador alagoano aproveitou também para alfinetar o que considera burocracia dentro dos ministérios públicos. "Os prefeitos sofrem nas mãos dos ministérios públicos. Muitas vezes é mais fácil entregar a chave ao ministério público". Ele citou um caso em que um prefeito - após reclamação de um popular - foi obrigado a comprar um pneu de forma urgente para uma ambulância e depois foi processado pelo MP por ter comprado pneu sem licitação.

"Do mesmo jeito, TCU e MP atrapalharam o quanto puderam a obra que é um esforço da bancada de Alagoas e de prefeitos que querem ver a região prosperar", salientou.  Collor ainda fez elogios ao governo de Bolsonaro e disse esperar que o presidente desburocratize processos. 

Segundo Collor, há o compromisso do ministro da Infraetrutura para a construção de aerportos em Alagoas, como o de Maragogi. "Espero essa renovação e que Bolsonaro venha a cumprir o que propôs. Eu reconheço que ele assumiu o compromisso de acabar com o poder indiscriminado das licenças para atrapalhar obras". 

Sobre o aerporto de Maragogi, disse que será um avanço para o Turismo. Por fim, Collor ainda teceu elogios ao governador Renan Filho (MDB). 
 

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