Blog do Vilar

Cibele Moura: o repúdio a qualquer forma de ideologia secular. É isso!

Foto: Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada Cibele Moura

Em épocas onde as ideologias seculares ainda são apresentadas de forma romantizadas por aí, mesmo tendo gerado – como consequências – milhões de mortos, a deputada estadual Cibele Moura (PSDB) destacou o repúdio tanto ao nazismo alemão como ao comunismo soviético e aos desdobramentos da Revolução Russa.

O primeiro repúdio de Moura foi em relação ao ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim, que fez alusões a falas do nazista J. Goebbels em um pronunciamento em vídeo. Em minha visão, Moura acertou. É inadmissível que tenhamos referências ao nazismo dentro de um regime democrático.

O nazismo foi uma tragédia do século XX que vitimou milhões de pessoas entre judeus e não judeus. Perseguiu religiosos, atacou a liberdade etc. Uma das boas obras para entender o nazismo é a trilogia de Richard J. Evans: Terceiro Reich.

Evans detalha o regime de forma incrível e mostra como os nazistas chegaram ao poder. É uma verdadeira lição de história.

Todavia, ainda há quem romantize ideologias seculares. É o que aconteceu recentemente com a publicação da deputada federal Talíria Perone (PSOL) ao elogiar Lênin, um dos líderes da Revolução Russa. Lênin é também um sanguinário, como provam seus próprios livros. Aqui destaco O Estado e A Revolução, onde defende abertamente uma ditadura.

Desde que foram denunciados os crimes de Joseph Stalin, em 1953, há uma tentativa de se limpar a barra de Lênin para tentar manter vivo um suposto sentimento romântico de uma revolução pelos mais pobres. Porém, como mostram biógrafos de Lênin – os melhores são Robert Service e Victor Sebestyen – o revolucionário tem muita culpa no cartório, inclusive com uma ordem de enforcamento a camponeses, dentre outros males, como fuzilamentos.

Para quem tiver dúvidas, vale a leitura de História Concisa da Revolução Russa de Richard Pipes, o Livro Negro do Comunismo (vários autores) e Ascensão e Queda do Comunismo de Archie Brown. Na lista ainda vale ser lido A Era da Catástrofe Social de Robert Gellately e Os Camaradas de Robert Service.

Portanto, acerta a deputada estadual Cibele Moura quando faz o repúdio a toda e qualquer ideologia secular. Ele não pode ser seletivo em função da preferência por essa ou aquela ideologia, esse ou aquele ditador. Como diria o compositor gaúcho Humberto Gessinger, “Fidel e Pinochet tiram um sarro de você que não faz nada, yeah, yeah”.

Moura – em suas redes sociais – destaca: “matar milhares de pessoas é justificável a depender da ideologia? Qual fala é pior: Alvim ou Talíria? Não sei dizer. Ambas desrespeitam os valores democráticos que tanto prezo e acredito”.

Tenho algumas divergências com Cibele Moura. Ele parece aderir mais ao liberalismo e eu ao conservadorismo filosófico. Porém, em que pese as divergências naturais de uma democracia, acho importante o repúdio a todos os males oriundos de determinadas ideologias e a defesa – sem qualquer seletividade – da democracia e da liberdade. Ponto para a tucana.

Lutando pela consolidação do Aliança em Alagoas, deputado Cabo Bebeto se diz “preso ao PSL”

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Imagem postada por Bebeto nas redes sociais

Em uma postagem em suas redes sociais, o deputado estadual Cabo Bebeto não poderia ter sido mais direto em relação a sua situação no PSL, antigo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar está engajado na consolidação do Aliança Pelo Brasil no país e em Alagoas.

A expectativa do deputado estadual é que ele comande a legenda localmente.

Bebeto já deixou o comando do diretório municipal do PSL. Com isso, viu reduzirem as chances de firmar uma candidatura em 2020. Ele era cotado para disputar a Prefeitura de Maceió. Porém, provavelmente não terá mais partido para isso. É que o Aliança Pelo Brasil dificilmente se oficializa até lá.

Por outro lado, os apoiadores de Jair Bolsonaro e do Aliança Pelo Brasil estão em uma corrida para aprovarem a legenda o quanto antes.

O empresário Leonardo Dias – que é uma das lideranças do Aliança – diz que, nos primeiros dias de coleta de assinaturas para a oficialização do partido junto à Justiça Eleitoral, o trabalho feito em Alagoas foi destaque na Executiva nacional.

O deputado estadual também se mostra engajado nessa luta. Bebeto já postou vídeos, fez-se presente em eventos e está junto da organização dos movimentos. Porém, não pode sair do partido. O parlamentar alega a legislação eleitoral.

De acordo com ele, a lei de número 9.096/1995 é clara em seu artigo 22, ao afirmar que “perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito”. Em outras palavras, o PSL tem e não tem um deputado estadual em Alagoas.

Apesar da confusão no PSL nacional – que dividiu a legenda entre bolsonaristas e bivaristas (por conta do deputado federal Luciano Bívar) – o PSL local ainda trabalha se apoiando no nome do presidente Jair Bolsonaro.

O dirigente Flávio Moreno se coloca ainda como uma voz bolsonarista em Alagoas desde que renovou sua condição de presidente estadual do PSL.

Isso tem causado brigas nas redes sociais entre direitistas alagoanos. Recentemente, o empresário Leonardo Dias – líder do MBR, um dos grupos de direta do Estado – foi até acusado de ser petista. A acusação de que ele seria cabo eleitoral do ex-delegado da Polícia Federal, José Pinto de Luna, é falsa, pois Dias sequer participou da campanha, mas apenas – como ele coloca – declarou voto em função de não votar no governador Renan Filho (MDB).

Na prática, o deputado estadual Cabo Bebeto já bateu o martelo: irá para o Aliança assim que possível.

PS: houve um erro de digitação no título. Já corrigido. Peço desculpas. 

Grupo já se mobiliza na defesa da candidatura de Alfredo Gaspar

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Dr. Alfredo Gaspar

Semelhante ao ocorrido nas eleições de 2018, já há um grupo se mobilizando – nas redes sociais – para dar suporte a uma candidatura à Prefeitura Municipal de Maceió do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça.

Se essa candidatura vai se consolidar ou não, é outra história...

Oficialmente, o procurador-geral ainda não bateu o martelo sobre sua candidatura ou não. Nas mais recentes entrevistas, Alfredo Gaspar apenas negou que já esteja em negociação com partidos políticos e preparando uma filiação para esse mês.

No tabuleiro do xadrez político alagoano, o nome de Gaspar é disputado pelo MDB do governador Renan Filho, mas também pelo grupo que hoje é situação na administração municipal: O PSDB abriu as portas para o procurador-geral e o Podemos já se prontificou em recebê-lo nos quadros.

Nas eleições passadas, Gaspar de Mendonça cogitou a possibilidade de disputar o Senado Federal. Mas a conjuntura não possibilitou sua saída do Ministério Público dentro de condições favoráveis de vitória.

Agora, Alfredo Gaspar de Mendonça enfrentará o dilema mais uma vez. A mobilização de apoiadores é um termômetro. Em um grupo montando em Whatsapp já são quase 200 pessoas com diretrizes bem definidas.

O grupo se chama “União da mudança AGM”. Eis como se apresentam: “Este grupo tem como principal finalidade, reunir os amigos que torcem por uma Maceió de cara nova.Nossa missão, nossa caminhada será segurarmos as mãos e juntos levarmos o amigo Alfredo Gaspar de Mendonça ao cargo de prefeito. Nós queremos Alfredo, nós queremos a mudança!”.

Se já conta com o aval ou não do procurador, é outra história. Mas, os que lá estão reunidos já se mobilizam para “encontros” e distribuição de adesivos. O grupo tem regras, como por exemplo, “não mencionar nome de nenhum outro candidato”.

Para essas pessoas, não há mais segredo: Alfredo Gaspar é pré-candidato à Prefeitura de Maceió.

“Agora, de forma independente, teremos maior liberdade e autonomia”, diz Cícero Almeida ao confirmar pré-candidatura à Prefeitura de Maceió

Assessoria/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Cícero Almeida

O jornalista Voney Malta publicou – em seu blog aqui no CadaMinuto – a informação de que o ex-prefeito de Maceió e ex-deputado federal Cícero Almeida pode ser um dos nomes na disputa pela Prefeitura da capital alagoana. Malta cravou corretamente. A informação publicada pelo jornalista é confirmada pelo próprio Cícero Almeida.

Almeida comandou os destinos da capital alagoana por dois mandatos que antecederam o atual prefeito Rui Palmeira (PSDB). Nas eleições municipais passadas, Almeida – que se encontrava na condição de deputado federal pelo MDB do governador Renan Filho – tentou retornar ao Executivo municipal.

Ele chegou ao segundo turno, mas foi derrotado nas urnas. Rui Palmeira, dessa forma, chegou ao segundo mandato. Em 2018, Almeida tentou uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas pelo PHS, mas também não obteve êxito.

Agora, o ex-prefeito e ex-deputado federal se encontra no PSDC que, em Alagoas, é comandado por Eudo Freire. Almeida diz que, dessa vez, poderá ser candidato ao Executivo com maior “liberdade”.

O ex-prefeito afirma que colocou o seu destino nas mãos do partido e que o assunto está sendo discutindo internamente.

“É uma decisão do partido. Como eu nunca me neguei e já me vi em outras situações semelhantes, eu vou aguardar os próximos dias. Mas, oficialmente, a decisão do partido é de que a gente seja candidato e participe do processo”, colocou ainda Cícero Almeida.

Almeida coloca ainda que o que o motivou a aceitar a posição do PSDC foi o fato de ter aguardado uma decisão do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça em relação ao pleito. O ex-prefeito diz que defendia uma candidatura de Mendonça. “Eu tenho por ele muito carinho”, explica.

Como há uma demora nessa tomada de posição, na avaliação de Almeida, o PSDC resolveu se adiantar.

“Acredito que o Gaspar de Mendonça é o melhor nome que temos hoje. Mas como há uma indefinição, o partido decidiu que está na hora de lançar um nome. Colocamos, com muita dignidade, a nossa história. Agora, de forma independente, teremos maior liberdade e autonomia. Vamos saber até onde vai a vontade do povo. Se sentirmos que a população almeja a nossa volta, prosseguimos com o projeto. Se essa não for a vontade do povo, sentamos, conversamos e reavaliamos. Mas, no momento, a decisão é essa: ser candidato à Prefeitura de Maceió”, coloca ainda o ex-prefeito.

Cabo Bebeto se engaja na liderança do Aliança Pelo Brasil em Alagoas e na coleta de assinaturas

Ascom ALE/Vinícius Firmino Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Cabo Bebeto

Diante da crise envolvendo o PSL nacional e os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, o deputado estadual Cabo Bebeto já tinha deixado claro a sua posição: a defesa de Bolsonaro e o rompimento com ala mais ligada ao deputado federal, Luciano Bívar (PSL).

Os passos do Cabo Bebeto foram ainda mais claros quando ele entregou o comando do PSL de Maceió. Se o parlamentar ainda não deixou o PSL é por conta do mandato, já que não pode correr riscos de perder a cadeira que ocupa na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.

Por outro lado, a posição do parlamentar praticamente sepulta a possibilidade dele ser um dos nomes na disputa pela Prefeitura Municipal de Maceió. É que o Aliança Pelo Brasil – partido que o presidente Bolsonaro trabalha para oficializar ainda esse ano – dificilmente estará pronto para o pleito de 2020.

No PSL, o comando estadual fica com o dirigente Flávio Moreno, que deve ser o candidato do partido.

Bebeto agora se engaja na missão de coleta de assinaturas para a oficialização do Aliança Pelo Brasil. No dia de hoje e amanhã, 17, apoiadores de Bolsonaro coletam assinaturas no Centro de Maceió. Em conversa com esse blog, o deputado Cabo Bebeto disse que está junto com a organização do evento, mas só não se fará presente por conta de compromissos previamente assumidos.

O deputado estadual – entretanto – destaca que um outro evento maior, em prol do Aliança Pelo Brasil, está sendo organizado para acontecer em um hotel da capital. Nesse, pode até haver a presença do presidente Jair Bolsonaro, ainda que seja por uma live.

"Alagoas foi o estado que mais deu votos a Bolsonaro em todo o Nordeste. Por esse motivo, esperamos que ele [o presidente] possa vir a Maceió", enfatizou Cabo Bebeto.

Esse evento é previsto para o dia 7 de fevereiro. Já está confirmada a presença da deputada federal Carla Zambelli (PSL).

Bolsonaro pretende se fazer presente em pelo menos 21 capitais do Nordeste.

O Aliança Pelo Brasil precisa de aproximadamente 500 mil assinaturas para ganhar o registro na Justiça Eleitoral. O deputado estadual acredita que, nesses dois dias, o grupo de apoiadores do Bolsonaro consigam coleter 1,5 mil assinaturas.

 

Roger Scruton: a coragem de um pensador num mundo que se dissolve...

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O filósofo e escritor Roger Scruton faleceu no dia 12 de janeiro. Eu estava sentado em uma das cafeterias da cidade quando um amigo me encaminhou a notícia por meio de um aplicativo de mensagens. Senti uma tristeza profunda naquele momento.

Ela (a tristeza) veio acompanhada de um grande lamento.

É que companho a obra de Scruton há muitos anos e, confesso, ele foi um dos autores mais importantes na minha formação. Scruton foi um exemplo de coragem em seu ofício e em sua vida. O mínimo de honestidade para com a biografia desse pensador nos fará tirar uma lição para as nossas existências sobre como encarar o belo e o verdadeiro.

Roger Scruton me ensinou – ao trabalhar a temática da importância da beleza na arte (em seu sentido mais amplo) – a rever a forma como eu ouvia música e consumia literatura, filosofia e até mesmo os livros de história, dentre tantos outros. Esse é só um dos motivos pelos quais sou extremamente grato a Scruton, mesmo sem tê-lo sequer conhecido.

Para o pensador a beleza importava porque ela arrancava o melhor de nós ao nos depararmos com aquilo que a humanidade – ao longo do tempo – era capaz de erguer e de deixar visível um sentido metafísico ali impresso.

Assim, por exemplo, analisou a trajetória de Tristão e Isolda, compreendendo cada elemento da história e a força de seus personagens (uma de suas maiores obras), como se Roger Scruton nos ensinasse a olhar o que de mais profundo habita na obra de arte e educa o nosso imaginário.

É que a vida é curta para que tenhamos todas as experiências possíveis e aprendamos tudo na própria pele. Então, aprendemos com nossos erros, com os erros alheios e com o imaginário que formamos a partir do que conhecemos.

Ao nos envolvermos com as personagens de uma obra de arte somos levados a sentimentos, empatia, compaixão, repulsas que nos ajudam a compreender – por meio desse belo – o bem e o mal, o certo e o errado. Aprendemos a enxergar a complexidade humana.

É como ler Crime e Castigo de Dostoiévski. Nessa obra, ao nos depararmos com o personagem principal confrontamos a redenção do humano no expiar de suas penas por conta dos pecados cometidos.

Roger Scruton nos mostra que algo só pode nos tocar assim porque é bem-feito, porque é belo em sua tragédia, porque nos comove por essa beleza em como é contada a história, pois há uma preocupação com a forma, com a linguagem. Porque transcende e busca o verdadeiro.

No caso da música, com os sons que falam à alma. Na arquitetura, com os elementos que nos arrancam suspiros e nos faz marejar os olhos. Quando nos deparamos com a beleza natural do meio ambiente, o espanto de estarmos diante do grande milagre de Deus. A partir disso, o filósofo nos ensina o que precismos preservar, conservar para não perdermos o senso estético e o senso ético.

Ou seja: para não cairmos no conto vigarista das ideologias revolucionárias de querer mudar o mundo a todo custo; construir o paraíso na terra, mas só conseguir mesmo apagar as conquistas de gerações passadas; promover a destruição da civilização; desprezar a união dos valores cristãos, do direito romano e da filosofia grega. Assim, repetirmos o Terror visto na Revolução Francesa, quando os racionalistas extremos – em nome dessa mesma razão – quiseram um mundo sem Deus e nos entregaram um banho de sangue.

Eis a essência do que ocorreu na Revolução Russa e em qualquer outro genocídio do século XX, como o nazismo, por exemplo. Eles foram regimes totalitários execráveis que perderam a noção do humano tal como o Cristianismo ensina, perderam a noção da complexidade do mundo, da liberdade, das virtudes e vícios tal qual como pensavam os gregos e da evolução do direito na busca por conciliar a sociedade e o indivíduo.

Nada disso é fácil, tudo isso é complexo. Os ideólogos e intelectuais de plantão, ao desprezarem tudo isso na busca pelo tal “mundo melhor”, acabam jogando o bebê fora com a água suja do banho.

Esse alerta Roger Scruton nos dá.

O filósofo que deixou o mundo no domingo passado refletiu bastante sobre a mentalidade revolucionária e se posicionou contrário a ela como um gigante. Scruton mostrou que a ideologia é uma camisa de força que faz com que o homem passe a não mais enxergar o outro em sua essência, mas sempre por meio de coletivos que são manipulados conforme os interesses políticos.

Assim, se alguém não pertence ao clubinho da moda, se não está enquadrado nas ideias certas, pode imediatamente ser excluído do conceito de humanidade e encaminhado a um paredão de fuzilamento como tanto ocorreu na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Porém, tais erros do passado não se encontram longe do presente, pois são muitos os que ainda andam por aí a defenderem o tal comunismo de forma aberta ou em doses diluídas. Razão pela qual, Scruton também adentrou o universo dos “intelectuais-da-modinha” e destrinchou esse mundinho com coragem e maestria.

Nesse sentido, destacam-se duas obras de Roger Scruton: Os pensadores da Nova Esquerda e Tolos, Fraudes e Militantes. Ali estão destrinchados nomes como Michel Foucault e Dworkin. São os queridinhos de uma turma que – em alguns momentos – sequer se assumem como socialistas ao fingirem uma isenção descabida. Em resumo: hipócritas.

Roger Scruton entrou de sola na sala vip ao mostrar essa hipocrisia e pagou um preço, como quando foi perseguido pelo ambiente acadêmico ao lançar “Os pensadores...”.

Scruton estava compromissado com a busca pela verdade. Ele tinha dentro de si a certeza de que a verdade não se banha no rio do tempo, e se fez maior que seus críticos em obras que são – na maioria dos argumentos – irrefutáveis.

Roger Scruton – na defesa do conservadorismo filosófico – mostra algo que o pensador G.K.Chesterton já tanto dizia: uma verdadeira democracia se faz com as vozes dos vivos e dos mortos, além daqueles que virão. Em outras palavras, a necessidade de aprender com as lições da História e buscar conservar o que é bom sem ser avesso às mudanças necessárias. Não é uma equação fácil, mas ser avesso às mudanças nos faz reacionários e isso era tudo o que Roger Scruton não era.

No mais, é agradecer a esse filósofo por dividir com o mundo e, consequentemente, comigo também a riqueza de seus escritos. Sou um eterno devedor e eternamente grato! Scruton cumpriu sua missão. Que Deus o receba de portas abertas. Obrigado por tudo, Sir Scruton!

JHC: “Eu e Rodrigo (Cunha) tempos relação pessoal e institucional muito positiva”

Blog do Tinho Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true JHC

Comentei, em postagem nesse blog (ontem), que o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), não descarta a possibilidade de aproximação com o presidente estadual do PSDB, o senador Rodrigo Cunha.

Em conversa com esse blog, o próprio JHC confirma isso.

No ninho tucano, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, classifica o deputado federal como um “opositor” desde que os dois romperam a aliança política ainda no primeiro mandato de Palmeira.

O chefe do Executivo municipal quer construir a sucessão dentro do próprio PSDB e mantendo a base aglutinada: Democratas, PP, PROS e Podemos.

Por meio de assessoria, Rodrigo Cunha destaca que os diálogos com foco em processo eleitoral ainda ocorrerão e que “qualquer apoio ou aliança política tem que ser algo construído”. Cunha coloca ainda que ainda são os primeiros dias do ano e não há qualquer resposta final em relação a apoio ou não ao deputado federal JHC.

O senador pretende discutir tudo com o prefeito Rui Palmeira para que as decisões se deem em conjunto.

JHC já tem o aval da Executiva nacional do PSB para se candidatar à Prefeitura de Maceió. Ao ser indagado sobre um possível apoio do senador Rodrigo Cunha, repetindo a dobradinha dos dois em 2018, o parlamentar responde: “Eu e Rodrigo temos uma relação pessoal e institucional muito positiva. Então, é natural que esse movimento (aproximação pensando em eleição) venha a ocorrer”.

“Mas reitero o que tenho dito: considero muito cedo e ambos temos mandatos que, na minha visão, têm ajudado muito Alagoas e o Brasil. Então, o foco – por agora – continua sendo esse”, complementa ainda o parlamentar.

O fato é que o presidente estadual do PSDB não bate o martelo em relação a JHC como faz Rui Palmeira. Nem JHC o faz.

Rodrigo Cunha: apoio ou não apoio a JHC, eis a questão…

Cortesia Edilson Rodrigues Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Rodrigo Cunha

No dia de ontem – como divulgado pelo CadaMinuto – o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, destacou a pré-candidatura do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB) à Prefeitura de Maceió.

Nas mais recentes pesquisas de intenção de votos, JHC aparece na primeira posição. O parlamentar já disputou a Prefeitura da capital alagoana nas eleições municipais passadas, quando foi derrotado ainda no primeiro turno. Todavia, o cenário agora é outro e JHC não mais aparece como uma aposta, mas como um dos favoritos.

O desafio do deputado estadual é ter grupo. No entanto, já tem partido e o aval da Executiva nacional, como pontuou Siqueira.

JHC – entretanto – não é um nome bem-aceito nem no Palácio República dos Palmares (o governo emedebista de Renan Filho) nem na base de sustentação do prefeito Rui Palmeira (PSDB).

Entre os tucanos, Rui Palmeira já foi enfático e afirmou que não há possibilidade de aliança com o deputado federal do PSB.

Vale lembrar o óbvio: Palmeira não pode mais ser candidato, pois está finalizando o seu segundo mandato no comando da gestão municipal.

O prefeito de Maceió quer construir uma candidatura tucana e aglutinar os partidos da base: Democratas, PROS, PP e Podemos. Buscar um candidato fora desse cenário não é prioridade, apesar do Podemos ter aberto suas portas para uma possível vinda do procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça.

Em todo o caso, o fato é que Rui Palmeira enxerga JHC como um opositor. O tucano nunca “engoliu” a forma como o deputado federal deixou a base da administração municipal – no primeiro governo de Rui – para ser candidato à Prefeitura de Maceió. Para o tucano, houve traição.

Todavia, o nome de JHC no xadrez político pode forçar um racha tucano. É que o deputado federal busca o apoio do senador Rodrigo Cunha (PSDB), que é o presidente do diretório estadual dos tucanos.

Cunha e JHC possuem uma boa relação política. Nas eleições de 2010, os dois se apoiaram em uma dobradinha. A mãe de JHC – Eudócia Caldas – é suplente de Rodrigo Cunha. O senador tucano, por enquanto, tem evitado a bola dividida. Porém, ele precisará se posicionar. Cunha e Rui Palmeira devem conversar sobre eleições nos próximos dias.

A pergunta a ser feita Rodrigo Cunha é muito simples: ele apoiará uma candidatura de João Henrique Caldas ou apostará no projeto de Rui Palmeira de construir uma via tucana para disputar o pleito vindouro?

Quanto mais o tempo passa, mas Cunha terá a necessidade de dar essa resposta...

Em uma entrevista a esse blog (em outra oportunidade), Cunha disse que a parceria firmada com JHC nas eleições de 2018 não envolvia acordo para pleitos futuros, como esse agora de 2020 e que as decisões sobre alianças só seriam feitas após conversas com Rui Palmeira e com o partido.

O fato é que Rodrigo Cunha não descarta uma aliança com o PSB. Já Rui Palmeira não quer nem ouvir falar dessa possibilidade. Se um tucano enxerga em JHC um político promissor, o outro o vê como um rival.

Rui Palmeira aposta no Nova Maceió para entrar no jogo da sucessão municipal

Foto: Daniel Paulino/CM Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Prefeito Rui Palmeira durante solenidade

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), não poderá ser candidato à majoritária esse ano. É óbvio! Afinal, ele já está em seu segundo mandato. Todavia, trabalhará – como tem dito em diversas entrevistas, inclusive em uma concedida a este blog – para construir o sucessor.

No entanto, ele tem desafios. Um deles é o fato do “ninho tucano” não ter tido renovação na capital alagoana.

Não há nome, com base nas mais recentes pesquisas de intenções de voto, que apresente capilaridade eleitoral para a disputa. Portanto, caso realmente insista em buscar um pré-candidato no PSDB, Rui Palmeira terá que fabricá-lo, seja ele o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Kelmann Vieira, o secretário Eduardo Canuto ou até mesmo a deputada federal Tereza Nelma.

Uma coisa é esses nomes terem seus redutos para as disputas proporcionais. Outra é assumirem uma majoritária de forma aventureira. Rui Palmeira sabe disso e uma das apostas do prefeito é que – nesse ano eleitoral – repercuta bem o programa Nova Maceió, que tem recapeado ruas, feito algumas obras na cidade e intervenções em espaços públicos, como nas praças por exemplo. É inegável que isso dá visibilidade e garante publicidade para a Prefeitura.

A estratégia é que, numa eleição em que haja candidaturas pulverizadas, o nome escolhido tenha a associação direta com as obras da Prefeitura de Maceió para crescer nas pesquisas e assim conseguir chegar ao segundo turno.

Rui Palmeira ainda espera destravar algumas ações e com isso associá-las a um pré-candidato. Porém, o grupo político que acompanha o prefeito de Maceió precisa de um nome que seja o “capitão” do processo. Assim, se trabalha a sua imagem. Não há esse nome hoje.

Em recente entrevista ao jornalista Edivaldo Júnior, da Gazetaweb, Rui Palmeira ainda deixa claro que não há martelo batido e que, apesar de buscar o nome no ninho tucano, pode até haver opções que não estejam no PSDB, mesmo que essas sejam distantes.

Ele (o prefeito) fala que tem conversado com o deputado estadual Davi Davino Filho (PP) e ressalta a aproximação – que já falei aqui nesse espaço – com o ex-deputado estadual Ronaldo Lessa (PDT).

São dois nomes que não irão para a majoritária. Muito difícil. Agora, uma fala na entrevista chama atenção: Rui Palmeira não descarta aliança com o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça. Diz ele ao jornalista Edivaldo Júnior (que conseguiu arrancar boas falas do prefeito): “E a questão do Alfredo, no momento que ele deixar o Ministério Público é que de fato vai passar a ser encado com candidato. Converso bem com todos, mas quero ter meu candidato no PSDB”.

Bem, Alfredo Gaspar de Mendonça ainda não tem partido. Ele é um nome que tem sido disputado pelo grupo do governador Renan Filho (MDB) e pelo grupo de Rui Palmeira (PSDB). Até o Podemos – que é comandado pelo secretário municipal da gestão tucana, Tácio Melo – já abriu portas para o procurador-geral. Mendonça não fala em eleições agora e destacou, em entrevista a esse blog, que não procede qualquer que seja a insinuação sobre uma filiação sua.

E se Gaspar de Mendonça se aproximasse do PSDB? Uma pergunta que fica no ar… Rui Palmeira não descarta trazer novos quadros e diz que conversará como senador Rodrigo Cunha (PSDB), que comanda o diretório estadual, sobre esse assunto.

Em todo caso, Rui Palmeira só buscará – é o que é perceptível em suas declarações – um nome fora do PSDB se for a última opção. O problema é que ele corre contra o relógio. E se a Nova Maceió for mesmo esse cabo eleitoral todo, o programa precisará apontar para alguém no tabuleiro do xadrez político que se desenha.

O prefeito Rui Palmeira acredita que manterá o bloco junto no processo eleitoral, com PSDB, Democratas, PP, PROS e Podemos. A ideia é solidificar o grupo já pensando em 2022.

Por mais Ricky Gervais contra o bonde dos iluminados…

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Os artistas – em regra – adoram emitir opinião sobre tudo e abraçar causas politicamente corretas que lhes rendam uma boa imagem (ou que pelo menos assim eles julguem). É gente que adora fazer parte do “bonde dos iluminados” sempre com a agradável posição da moda para ser glamourizado nos meios culturais e bancarem de intelectuaizinhos orgânicos.

Não por acaso, em tempos pós-modernos, todo filme, toda novela, toda série se preocupa mais em ter uma agenda ideológica e política do que necessariamente contar uma boa história.

Eles se sentem os “justiceiros sociais”. Fazem isso sem perceber que boas históricas, com dramas naturais e complexos da vida humana acabam por nos fazer refletir, sugerir empatias e nos colocar no lugar de outro, trazendo – obrigatoriamente – reflexões sobre virtudes e vícios do humano, dentre eles o que é justo ou não, como já discutia Sócrates por meio das obras de Platão.

Afinal, é isso que provoca as narrativas construídas por diversos gênios da humanidade, desde as peças de Sófocles a romances de Dostoiévski. Há ali reflexões sobre o mundo sem que esses artistas estivessem preocupados com os aplausos de um grupinho em frente às câmeras. Era feito arte em seu sentido mais pleno.

Isso se fazia presente independente da posição política ou ideológica do autor. Exemplo: eu tenho aversão às opiniões políticas do escritor Gabriel Garcia Márquez. Todavia, seus romances são lupas geniais sobre o humano. Eis aí o que me faz gostar muito de Cem Anos de Solidão, Relato de um Náufrago e Crônica de uma Morte Anunciada.

José Saramago – que é ateu e comunista, portanto o meu avesso – tem um belíssimo livro: O Ano da Morte de Ricardo Reis. Além disso, há outros dele que também gosto. Motivo? São boas histórias, são personagens intrigantes que não buscam lacrar, chocar gratuitamente para atender a uma demanda político-ideológica da “novafala”, como diria George Orwell.

A novafala – em nossa modernidade – é o politicamente correto aliado ao controle de tudo por meio de causas impostas que tentam dizer o que você pode ou não pensar, quem pode ou não ser alvo de uma crítica etc. E aí, meus caros (as) leitores (as), Ricky Gervais – na apresentação do Globo de Ouro – foi surpreendente com sua ironia, com o sarcasmo, com o humor inteligente e com o desprendimento de toda e qualquer amarra. A fábrica de sonhos da indústria cinematográfica americana foi o alvo. O progressismo hipócrita dos artistas foi o alvo, assim como foi alvo o fato deles terem opinião sobre tudo sem terem estudado nada. São raras as exceções, mas a maioria é garoto-propaganda de causas bem planejadas por seus agentes e ditadas pela “tribo”. Há muita grana em jogo.

As opiniões da turma do “bonde dos iluminados” não se sustenta – como alguns querem fazer acreditar – em “estudos científicos”. Não! Ela está apoiada em convenções que pairam no ar e que apontam o norte do que deve ser defendido para ser aceito nos clubinhos, receber convites para propagandas e filmes, ser garotos de causas e parecer o agradável sujeito bonzinho.

Gervais foi o desagradável espelho a destruir um conto de fadas. Enquanto a turma perguntava: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais inteligentinho, moderninho e politicamente correto do que eu?”, o espelho respondia: “venham aqui, peguem seus prêmios e deixem de hipocrisia porque vocês não entendem absolutamente nada sobre o que estão por aí opinando”.

No início de sua fala, Gervais fez questão de dizer que tudo era apenas piada. Ora, eis mais uma piada, pois sua apresentação foi contendora da verdade incomoda. Tanto é assim que foi atacado no dia seguinte por parte da mídia especializada e – no evento – alguns artistas pediram para trocar de lugar com medo de virarem alvos. Em resumo: Gervais deixou o rei nu, como se diz naquela velha fábula infantil. De fato, isso incomoda.

Afinal, quem era ele diante dos poderosos homens do cinema americano? Dos homens que fabricam sonhos e ilusões? Dos memoráveis? Dos que sabem tudo? Ele era só um humorista. E não há aqui como deixar de lembrar da figura do bobo da corte que – na festa do castelo – é o único que tem a coragem de, por meio do humor, falar a verdade sobre o rei e sobre a bajulação de seus súditos.

Ao assistir o discurso de Ricky Gervais fiquei a imaginar o seguinte: pensem em um Gervais no púlpito do Congresso Nacional, entre nossos iluminados legisladores e suas ideias estapafúrdias em nome de corrigir as injustiças do mundo? Pensem em um Gervais falando dos semideuses presentes no Supremo Tribunal Federal? Gervais nas academias com seus intelectuais afetados? Gervais nas casas legislativas, no Judiciário… Gervais a dizer verdades brincando e mostrando que os mitos possuem pés de barro?

O que incomodou – a ponto de existirem textos que tentam desqualificar Ricky Gervais (como um publicado no jornal Estadão, aqui no Brasil) – não foi a presença de Ricky Gervais nem seu humor. O que incomodou foi o fato de não existir uma mentira em tudo aquilo que ele disse em tom de piada.

Ele revelou o quanto os artistas são hipócritas nas campanhas que abraçam, o quanto há de igual hipocrisia na forma como a indústria cinematográfica se apoia na tal “diversidade”. E não faltou ninguém na lista, pois até os longos e tediosos filmes, que só são longos para se bancarem mais inteligentinhos foram alvo de críticas.

Nem mesmo os casos de pedofilia envolvendo sacerdotes da Igreja Católica escapou do radar de Gervais, sem ter esquecido que tais casos também se fazem presentes na “elite pura” do poder político, econômico e cultural. Nem os gigantes como a Apple, a Disney ficaram de fora…

Humor é isso!

Quem não assistiu a participação de Gervais no Globo de Ouro, que assista. Vale a pena.

O melhor trecho, em minha humilde opinião, é esse aqui: “Vocês não sabem nada do mundo real e a maioria de vocês passou menos tempo na escola do que a Greta Thunberg. Então se você ganhar, não use essa plataforma para dar um discurso político. Apenas pegue o seu premiozinho, agradeça seu agente...”. E houve jornal que achou que a piada era sobre Greta. É risível, eu sei...

Por sinal, deixo aqui uma dica que mostra muito bem a importância do humor em determinados momentos. O humor, a ironia e o sarcasmo são desconstrutores de mitos, mostram o quão ridiculamente humanos são aqueles que se sentem deuses, desafiam tiranias, despertam consciência, nos chamam a realidade, derrubam castelos de cartas, enfim… Razão pela qual lembrei do maravilhoso trabalho do escritor Ben Lewis com o livro Foi-se o Martelo. Publicado no Brasil pela editora Record, essa obra mostra como muitos russos usaram das piadas para despertarem os outros para a realidade tirânica do regime stalinista na antiga URSS. Indico esse livro.

Por fim, tomara que tenhamos mais Ricky Gervais por aí.

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