Vanessa Alencar

Marcus Rômulo é o mais votado de lista tríplice para comandar MP

Foto: Ascom MPE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Promotor Marcus Rômulo Maia de Mello

O promotor de Justiça Marcus Rômulo ficou em primeiro lugar na eleição da lista tríplice para a escolha do novo procurador-geral de justiça que comandará o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) entre os anos de 2020 e 2022.  Os outros dois integrantes da lista são, por ordem de votação, o ex-PGJ em exercício, Márcio Roberto Tenório, que ocupou a vaga após o pedido de exoneração de Alfredo Gaspar, e o ex-PGJ, Eduardo Tavares.

A eleição conduzida pelo PGJ interino, Sérgio Jucá, aconteceu durante todo o dia desta sexta-feira (17). Marcus Rômulo obteve 94 votos, Márcio Roberto (77 votos) e Eduardo Tavares (62 votos).

A votação dos demais candidatos foi a seguinte: Flávio Costa (57 votos); Wesley Fernandes (56 votos) e Antônio Vilas Boas (26 votos). Segundo divulgado pela assessoria de Comunicação do MP, houve expressivos 111 votos em branco, de um total de 161 votantes que podiam escolher até três candidatos.

A lista tríplice agora será publicada no Diário Oficial e segue para o governador Renan Filho, a quem caberá a escolha.

Nos bastidores, o candidato tido como favorito pelo governador é Márcio Roberto. Vale lembrar que, tradicionalmente, o governo sempre escolhe o primeiro da lista.

Será mantida a tradição?

Renan Filho irá vetar polêmico projeto que extingue Gaeco e promove outras mudanças no MP

Divulgação/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ministério Público Estadual

Renan Filho irá vetar integralmente o polêmico Projeto de Lei Complementar (PLC), aprovado há mais de um mês na Assembleia Legislativa, que modifica a Lei Orgânica do Ministério Público Estadual (MP-AL), com uma série de emendas que impactam diretamente nas ações da instituição, sendo as mais controversas aquelas extinguindo grupos como o Gaeco (Combate ao Crime Organizado) e Gaesf (Combate a Sonegação Fiscal).

O anúncio foi no final da tarde desta quinta-feira (16), pelo próprio governador, em sua conta no Twitter. Segundo ele o veto se dá a pedido do MP, que deseja ampliar a discussão sobre o assunto. “Formei convicção a partir de uma reunião solicitada pelo ex-Procurador Geral de Justiça, Dr. Márcio Roberto”, destacou Renan Filho.

A aprovação do projeto oriundo do MP, que estava na Casa desde junho de 2019, gerou enorme repercussão entre integrantes do Ministério Público, que acusaram os deputados de terem feito mudanças inconstitucionais na proposta, já que legislam sobre assuntos de competência exclusiva da União. Promotores e procuradores também disseram que as mudanças propostas  não atingem só o Ministério Público, mas toda a sociedade.

Entre as emendas mais polêmicas estão as que extinguem provisoriamente o Centro de Apoio Operacional (Caop) e todos os grupos de atuação especial (como Gaeco e Gaesf) e de trabalho, como órgãos auxiliares de atuação coletiva.

Em outro ponto da proposta, uma emenda aditiva estabelece o prazo de 30 dias, a partir da publicação da lei, para encerrar o exercício de qualquer atividade executiva de membro do MP que esteja sendo exercida por comissão ou em conjunto. Também fica extinta a prerrogativa do PGJ de designar outro promotor - que não àquele da promotoria de origem - para atuar em determinação investigação.

As modificações ao PLC extinguem ainda o auxílio-alimentação e o auxílio-saúde e reforça a proibição de que integrantes do MP se licenciem para candidaturas e exercício de mandato eletivo.

Em nota divulgada um dia após a aprovação do projeto, em primeira votação, a Mesa Diretora da ALE divulgou uma nota justificando as mudanças feitas ao projeto, destacando que a proposta original encaminhada pelo MP à Casa de Tavares Bastos instituía os auxílios e equiparava salários aos de juízes.

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Deputados se unem e cobram do Estado socorro a municípios

Foto: Arquivo/Cada Minuto Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Assembleia Legislativa de Alagoas

Pelo menos 18 deputados se reuniram no que nomearam de Bancada Municipalista e protocolaram ontem (15), no Palácio República dos Palmares, um requerimento direcionado ao governador Renan Filho, para que seja marcada uma audiência entre Estado, Poder Legislativo e Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) para discutir um possível socorro do Executivo estadual aos municípios.

A pauta do encontro é a recomposição do repasse do ICMS a patamares do mesmo período de 2019 e o estabelecimento de uma mesa de negociação permanente com o Estado, a Assembleia Legislativa e a AMA.

Conforme divulgado pela assessoria da Casa de Tavares Bastos, integram a bancada as deputadas Jó Pereira, Fátima Canuto, Cibele Moura, Flávia Cavalcante e Ângela Garrote, e os deputados Davi Maia, Bruno Toledo, Paulo Dantas, Jairzinho Lira, Francisco Tenório, Cabo Bebeto, Tarcizo Freire, Ricardo Nezinho, Breno Albuquerque, Gilvan Barros, Inácio Loiola, Davi Davino e Marcelo Beltrão.

No documento entregue a Renan Filho, os parlamentares lembram que o pedido a recomposição do repasse do ICMS para os municípios já foi alvo de requerimentos aprovados na Assembleia. Eles frisam que as pequenas e médias cidades, mais dependentes de transferências constitucionais de recursos, como FPM e ICMS, devem ser atingidas em cheio pela crise decorrente da pandemia do coronavírus.

Pedem ainda que seja elaborado um estudo técnico da arrecadação do Estado, levando em conta a suspensão do pagamento da dívida da União por parte do Estado de Alagoas – o que representa uma “folga financeira”, em torno de R$ 30 milhões, para possibilitar a recomposição do repasse do ICMS nos mesmos patamares do ano passado.

A bancada municipalista lembra, por fim, que a redução dos repasses irá impactar diretamente na prestação de serviços de assistência básica à população, principalmente a mais vulnerável, podendo comprometer também o pagamento da folha de servidores, fornecedores e prestadores de serviços essenciais.

A bola agora está com o governo.

Deputado sugere demissão de Mandetta: “Covarde e demagogo”

Foto: Vinícius Firmino (Ascom ALE) Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Antonio Albuquerque

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (14), quando voltou a defender o isolamento vertical, o deputado Antonio Albuquerque criticou o que classificou de “exercício patético da demagogia” por parte de alguns políticos e sugeriu a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Fico profundamente incomodado, por exemplo, quando vejo esse rapaz, esse ministro da Saúde, que se apresenta como um homem preparado, competente - jamais para função pública, porque é demagogo, covarde - querer usar a força e os trilhões do governo federal, resultado do trabalho do povo brasileiro, para tentar se autopromover politicamente... Esse Mandetta, que até alguns dias contava com minha admiração, hoje conta com meu repúdio. É  um covarde”, desabafou o parlamentar.

“O presidente deveria fazer valer a autoridade que o povo lhe outorgou e demiti-lo a bem da ordem, porque ninguém é insubstituível”, prosseguiu Albuquerque, chegando a sugerir, em outras palavras, uma possível substituta, a médica oncologista e imunologista, Nise Yamaguchi, de São Paulo.

“Esse Mandetta não é insubstituível. O presidente precisa passar ao brasileiro a segurança de sua autoridade, que está em xeque face o comportamento desse ministro”, completou.

Durante sua fala, o deputado estadual disse que “exageros criminosos estão sendo praticados” durante o isolamento horizontal, quando é necessário fazer um “enfrentamento racional”, protegendo os grupos de risco e evitando, quem sabe, uma recessão econômica que, segundo ele, “talvez se torne a mais letal pandemia que poderemos enfrentar”.

“Tem que ter isolamento, mas vertical. O isolamento horizontal, a meu ver, é absurdo... É confortável o isolamento de quem tem uma boa casa, apartamento, fazenda... Alguém leva em consideração o isolamento das famílias que moram nos cortiços, habitações insalubres ocupadas por inúmeras pessoas?”, questionou, frisando a necessidade de proteger os grupos de risco, a exemplo dos idosos.

“O transportador, o pedreiro, o cabelereiro, o profissional liberal... As pessoas que ganham de manhã pra comer à noite e alimentar sua família, como estão vivendo?”, prosseguiu Albuquerque, questionando ainda a curva de contágio da doença: “Quero que apareça uma autoridade, estadual, federal, mundial, que diga quando essa curva deixará de existir... Porque todo dia a data muda... Essa curva vai durar até quando? Até quando haverá o isolamento horizontal? Quem pode garantir que esse vírus será erradicado com 30, 60, 90 dias ou quantos dias for o isolamento?”.

Albuquerque também cobrou a adoção de providências objetivas para o enfrentamento da crise, entre elas a instalação do Comitê - do qual faz parte - que irá tratar dos efeitos econômicos da pandemia do Covid-19 em Alagoas.

Veja o vídeo:

 

Pandemia: só 29 dos 102 municípios de AL respondem pesquisa da CNM; veja dados

Reprodução / Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Coronavírus

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com 2.601 municípios constatou que, até o dia 31 de março, mais de 1.900 cidades decretaram calamidade ou emergência em saúde pública por conta do novo Coronavírus.

Dos 102 municípios alagoanos, apenas 29 responderam a pesquisa que traçou um retrato da pandemia no país.

Desses 29 ouvidos, 65,5% responderam que não houve registro de casos suspeitos de Covid-19 e 58,6%, 17 municípios, decretaram estado de calamidade ou emergência em decorrência da pandemia.

Vinte e duas cidades elaboraram Plano Municipal de Contingência do novo Coronavírus, mas destas apenas sete fizeram previsão orçamentária suficiente para desenvolver as ações do plano. E somente três delas disseram ter estrutura para atender uma epidemia.

Questionados se estão articulando estratégias de combate ao vírus, 27 dos municípios (93,1) disseram que sim, sendo a maioria (95,7%), em parceria com o governo do Estado.

Pandemia: Projetos de Lei determinam descontos nas mensalidades da rede privada de ensino em AL

Fotos: Vinícius Firmino - Ascom-ALE-Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Plenário da Assembleia Legislativa

Dois projetos de lei protocolados na Assembleia Legislativa de Alagoas, de autoria dos deputados Cabo Bebeto e Inácio Loiola, determinam a redução no valor das mensalidades cobradas por escolas da rede privada de ensino em Alagoas, enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas, em virtude do decreto governamental com medidas restritivas para conter o avanço do Coronavírus no estado.

Protocolado na terça-feira, 7 de abril, o PL de autoria do Cabo Bebeto prevê a redução das mensalidades em toda a rede privada de Alagoas, do ensino infantil ao médio e nas instituições de ensino superior, enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas, o que deve ocorrer pelo menos até o dia 30 deste mês, conforme o novo decreto publicado pelo Governo de Alagoas.

Pela proposta, o desconto será progressivo: instituições organizadas em cooperativas devem conceder 10%; colégios com mais de 100 alunos matriculados, 20% e escolas com mais de 200 estudantes, 30% de abatimento.

Além das escolas particulares e faculdades, o projeto de lei de Inácio Loiola, protocolado nesta quarta-feira 8, amplia a concessão dos descontos para a educação especial e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O abatimento nas mensalidades para colégios geridos por cooperativas ou associações deve ser de 10%; de 12% para escolas com até 100 alunos; 15% entre 100 e 300 alunos matriculados e 20% de desconto no caso de faculdades e escolas de línguas estrangeiras.

A matéria beneficia ainda, com a redução em até 35% do valor da mensalidade, os trabalhadores que, comprovadamente, tenham sido demitidos no período, aqueles cujos estabelecimentos comerciais tenham sido provisoriamente ou permanentemente fechados ou os profissionais cuja renda dependa de comissão ou produção.

“Sem regra legal, escolas particulares de ensino e pais buscam alternativas para manter adimplemento de mensalidades até as aulas retornarem à normalidade. Pensando nisso, junto a minha equipe parlamentar, analisamos as mais diversas situações econômicas e possibilidades de desconto, para não apenas atender aos pais, mas também não trazer prejuízos aos estabelecimentos de ensino, funcionários e professores”, destacou Loiola, via redes sociais.

Recomendação

No dia 26 de março, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, publicou a Nota Técnica 14/2020, citando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para recomendar que consumidores evitem o pedido de desconto de mensalidades escolares, “a fim de não causar um desarranjo nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar o pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”.

Para prosperarem, os projetos de lei em tramitação na Casa de Tavares Bastos precisam primeiro ser aprovados e sancionados enquanto as aulas estiverem suspensas, já que nenhum deles prevê descontos retroativos. E ainda que isso ocorra, a segunda e mais difícil etapa é vencer os obstáculos judiciais que certamente encontrarão no caminho.

Covid-19: deputados repercutem dados da saúde e cobram medidas para resgate da economia

Fotos: Vinícius Firmino - Ascom-ALE-Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Plenário da Assembleia Legislativa

A repercussão da reunião ocorrida ontem (6) com a médica Sandra Maria, diretora do Instituto de Saúde e Cidadania (Isac), entidade responsável pela gestão das UPAs Trapiche, Benedito Bentes, Marechal Deodoro e Rio Largo, e novos apelos para flexibilização do decreto governamental sobre o isolamento social e para a adoção urgente de medidas para minimizar o impacto econômico da pandemia estiveram em pauta na sessão desta terça-feira (7), na Assembleia Legislativa. A sessão voltou a ocorrer de forma presencial, mas contou com a participação virtual da maioria dos parlamentares.

Primeiro a falar, Davi Maia destacou que, conforme a diretora do Isac, os dois pacientes que morreram em decorrência do Coronavírus, ambos internados na UPA do Trapiche, não foram transferidos para hospitais de referência devido à ausência de leitos disponíveis.

Criticando a falta de clareza do governo do Estado em relação aos dados na área da saúde, o parlamentar cobrou também ações e projetos para recuperação da economia pós-pandemia. Ele anunciou ainda que protocolou na Casa um projeto de lei autorizando o acesso, pelo Poder Executivo, de 50% dos recursos disponíveis em fundos do Tribunal de Justiça, como o Funjuris, do Ministério Público, Defensoria Pública, Poder Legislativo, entre outros, para que o dinheiro seja investido no resgate da saúde e da economia.

“O secretário da Fazenda, George Santoro, também precisa vir a público dizer qual é o projeto de resgate da economia... Vejo todos corretamente cobrando do governo federal, pela demora na liberação da Renda Mínima, mas precisamos também de atitudes do governo do Estado... Temos uma economia lastreada no turismo e serviços e até agora nenhum tuite, nenhuma live no Instagram, nenhum post sobre quais os projetos do governo para recuperar a economia”, afirmou Maia.

Em aparte, Cabo Bebeto reforçou a cobrança do colega em relação à adoção de medidas, por parte do executivo estadual, para minimizar os impactos econômicos do isolamento social e voltou a apelar por uma maior flexibilização do decreto: “Todos os dias as pessoas falam comigo que estão desesperadas... A população está pensando assim: ou morro de fome amanhã ou talvez adoeça de Coronavírus daqui a 15 dias...  A fome é hoje e as pessoas mais humildes estão desesperadas, estamos vendo isso nas ruas”.

Também em aparte, Bruno Toledo cobrou que o governo do Estado apresente à sociedade o detalhamento de como o sistema de saúde se preparou para enfrentar a pandemia. Pare ele, a fala da diretora do Isac ontem deixou claro que, o período de cerca de 20 dias de isolamento social deveria, mas não foi crucial para o planejamento do setor.

Ainda sobre a reunião com a médica Sandra Maria, a deputada Jó Pereira voltou a destacar a importância de ampliar o número de testes para detecção do Coronavírus, lembrando que, conforme dito pela própria diretora do Instituto, os resultados - que estavam levando em média cinco dias - eram condição para transferência dos pacientes.

Pontuando a preocupação com o fato de as UPAs não possuírem estrutura para internação, principalmente devido à ausência de leitos de UTI, Jó informou que o governo já revisou o fluxo de atendimento de pacientes com suspeita do Covid-19 e tem se esforçado, inclusive para corrigir alguns encaminhamentos, mas cometeu um “erro de comunicação” ao divulgar os números de leitos disponíveis: “Foram anunciados 200 leitos de UTI específicos, mas ainda não temos. O Estado está se preparando para ter e eles vão existir até maio, mas hoje temos 52 leitos de UTI específicos para pacientes com Coronavírus”.

Ela também frisou que, conforme estimativas do próprio secretário de Saúde, Alexandre Ayres, para cada leito de UTI específico, serão necessários de três a quatro vagas em enfermarias para isolamento, representando de 600 a 800 novos leitos, o que ainda está sendo providenciado.

Jó anunciou ainda a reunião do Conselho do Fecoep, que acontece nesta tarde e na qual será analisado o projeto de distribuição de 200 mil cestas básicas, e voltou a defender a importância do Parlamento cobrar e protagonizar a instalação do “Comitê da Primavera” para pensar o futuro de Alagoas: “A retomada econômica precisa ser pensada e planejada hoje para ser executada depois... Isso é necessário, levando em consideração todos os problemas e impactos futuros”.

 

Deputado cobra Renda Mínima e diz que ações de Bolsonaro são “criminosas”

Foto: Agência Câmara/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Paulão

O deputado federal Paulão (PT) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (6) para criticar a demora do governo federal em liberar para a população o pagamento da Renda Mínima, um auxílio de R$ 600 aprovado pelo Congresso Nacional, a ser pago a trabalhadores informais, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs), em decorrência da pandemia do Coronavírus.

O parlamentar alagoano classificou as ações do presidente Jair Bolsonaro de “criminosas”, ao destacar, em seu microblog, no Twitter, que os municípios e estados também não receberam ainda os recursos – igualmente aprovados pelo Congresso Nacional - para o combate ao novo Coronavírus.

“Esse presidente não pode continuar governando o Brasil”, escreveu Paulão.

Além de fornecer auxílio financeiro emergencial para estados e municípios, as propostas da União aprovadas no Legislativo englobam a complementação dos recursos do FPE e do FPM durante a pandemia e o adiamento do recolhimento de contribuições previdenciárias.

Depois de “bolo”, diretora de UPAs pode ser convocada pela ALE

Secom Maceió/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true UPA do Trapiche

A diretora do Instituto de Saúde e Cidadania (Isac), entidade responsável pela gestão das UPAs Trapiche, Benedito Bentes, Marechal Deodoro e Rio Largo, não compareceu à reunião por videoconferência da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa, na manhã desta sexta-feira, 3 de abril.

Segundo o deputado Davi Maia, que participaria da conversa, a diretora Sandra Maria foi convidada oficialmente ontem para participar da reunião, na qual responderia a questionamentos dos parlamentares acerca das circunstâncias do atendimento, da internação e da morte do primeiro paciente vítima de Coronavírus em Alagoas. O paciente, um acreano de 63 anos, faleceu no dia 31 de março, na UPA do Trapiche.

Ainda conforme Maia, apesar de ter confirmado presença momentos antes, a diretora não apareceu, nem justificou a ausência. “Foi feito um novo convite para segunda-feira, às 14h. Se ela não atender, a convocação para que compareça, na próxima terça-feira, às 11h, já foi aprovada”.

Por meio da assessoria de Comunicação do Isac, a diretora explicou que não pôde participar porque precisou atender uma demanda profissional, auxiliando uma equipe médica em outra unidade.

Além de Maia e do deputado Cabo Bebeto, presidente da Comissão, aguardavam a diretora os deputados Marcos Barbosa, Galba Novaes, Jó Pereira, Flávia Cavalcante e Fátima Canuto.

Covid-19: deputados cobram protocolo na saúde e ações na área econômica: “Pessoas estão passando fome”

Reprodução/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Sessão da ALE online

A morte do primeiro paciente vítima de Coronavírus em Alagoas voltou a repercutir na sessão desta quarta-feira (2), na Assembleia Legislativa. Além de cobrarem uma maior organização no fluxo de atendimento aos pacientes com sintomas de Covid-19, os deputados criticaram a falta de ações, por parte do Poder Executivo, para recuperação econômica e social do estado durante a após a pandemia.

Primeiro a falar, o deputado Cabo Bebeto relatou que, conforme o depoimento de familiares da primeira vítima fatal do Coronavírus no estado, na UPA do Trapiche, onde o paciente estava internado, foi dito que ele não seria transferido para um dos hospitais de referência porque não havia leitos disponíveis. Ele cobrou também maior agilidade nos resultados dos exames para detecção da doença.

“O governador anunciou pelo menos 85 leitos nas UTIs... Essas vagas anunciadas existem mesmo? Porque na UPA avisaram que não tem UTI disponível?”, questionou, informando que amanhã, sexta-feira, ele e o deputado Davi Maia irão se reunir com a direção do Instituto Isac, responsável pela gestão da UPA do Trapiche.

Bebeto cobrou ainda que o Estado apresente soluções econômicas para que as pessoas consigam sobreviver durante a crise.

À deriva

“Vivemos uma crise gestada dentro do próprio governo, que alardeou que estava preparado para enfrentar a pandemia, com toda a retaguarda resolvida... Ele que anunciou isso e agora o sistema foi posto em prova e falhou... O governador já está sendo taxado de ‘Renan Paraguaçu’ nas redes”, disse Davi Maia, em aparte, se referindo ao personagem Odorico Paraguaçu, prefeito da fictícia Sucupira.

“As UPAs não dialogam com os leitos e os alagoanos estão desnorteados, sem saber a quem procurar... Sei que o momento é difícil, a pressão é grande, mas o governador perdeu a mão, perdeu o rumo da condução por querer posar de herói... Qual o protocolo de atendimento dos leitos? Onde é a porta de entrada? Adoeci, para onde vou? Com quem eu falo?, esse protocolo não está em canto nenhum... Estamos em uma nau onde o capitão se afogou”, prosseguiu o deputado.

Para Davi Maia, o governador também precisa anunciar medidas para o resgate econômico e social de Alagoas. “As pessoas estão passando fome”, disse, relatando as filas formadas ontem, no Vergel do Lago, para o recebimento de cestas básicas distribuídas pelo Centro Espírita Nosso Lar.

Protocolo de atendimento

Também em aparte à fala de Bebeto, a deputada Jó Pereira voltou a destacar que é imprescindível organizar o fluxo de atendimento dos pacientes na rede de saúde. “O primeiro caso que testou o sistema, infelizmente não teve êxito e precisamos aprender com o erro, precisamos desenhar esse fluxo para que ele atenda as pessoas... O senhor que faleceu estava desde o dia 17 de março dentro do sistema de saúde e terminou na UPA do Trapiche... Há outras pessoas relatando sintomas que estão sendo encaminhadas para casa”, alertou.

Jó apelou ainda para que o governador e os prefeitos avaliem a possibilidade de, assim como começou a ser feito hoje na rede particular de ensino, iniciar aulas online ou viabilizar outra forma para que os estudantes da rede pública não sofram tanto com a demora na conclusão do ano letivo.

Sobre o protocolo de atendimento aos pacientes com suspeita de Coronavírus, os deputados Ricardo Nezinho e o líder do governo, Silvio Camelo explicaram que a primeira orientação é procurar o posto de saúde mais próximo.

“Depois, se for constatado que o paciente está com problema gripal, são feitos os exames e o paciente é mandado para casa enquanto o resultado sai... Se a situação se complicar, com falta de ar, ele deve ser internado. Esse é o protocolo”, disse Camelo.

Equilíbrio

Por fim, o deputado Bruno Toledo apelou ao governo pela retomada da atividade econômica e defendeu o isolamento vertical: “O isolamento social não me parece muito difícil para quem tem a questão financeira resolvida, mas para aquele que precisa matar um leão por dia para alimentar sua família, os efeitos desse isolamento serão mais danosos que os efeitos do vírus... Tenho recebido vários apelos, porque a fome já está batendo na vida das pessoas”.

O parlamentar Apelou para que seja encontrado um ponto de equilíbrio que permita a continuidade do achatamento da curva de contágio, porém sem paralisar a atividade econômica, para que os efeitos dessa paralisação não sejam ainda mais danosos do que já estão sendo.

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