Péssimo exemplo: Justiça para por quase uma semana

Se você não é deputado, governador, senador, ministro, presidente, esquece. Você não é ‘autoridade’, você não tem, entre tantas vantagens, foro privilegiado, por exemplo.

Melhor ainda do que qualquer um dos cargos citados acima é ser magistrado, função ‘divina’, vitalícia. Julgar o cidadão, determinar penas, interpretar leis – inclusive sobre teto salarial e abonos que os beneficiam diretamente – e ao cometer um ilícito receber como pena uma aposentadoria, por exemplo.

E ainda tem os feriados. Ah, as folgas e férias no Poder Judiciário são excelentes!

Agora mesmo, esta semana, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiram transferir a celebração do Dia do Servidor Público, que seria neste sábado (28), dia sem expediente, “excepcionalmente para o dia 3 de novembro, uma sexta-feira, logo após o feriado do Dia de Finados, em 02 de novembro, uma quinta-feira.

Como o dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, também é feriado no Judiciário, conforme regimento interno dos tribunais, o STF e o STJ não terão expediente por quase uma semana. Isso mesmo!

Claro, não haverá prejuízo para quem aguarda alguma decisão. É que os prazos processuais que começaria ou terminariam naquela data são prorrogados. Advogados não reclamam porque acabam também ‘curtindo’ a paralisação ou tendo prazo maior para trabalhar nos processos. E os servidores da justiça também não reclamam porque emendam o feriadão.

A única voz que se levantou contra tamanho absurdo foi a do ministro do STF Marco Aurélio Mello. Ele criticou a decisão e enviou ofício à presidente do Tribunal, Cármen Lúcia. Não adiantou, claro.

Pois bem, simples mortal, se você quer estar no andar de cima estude e passe em algum concurso da área jurídica. Ou busque um cargo eletivo. Porque aqui, no andar de baixo, a coisa tá complicada.

E o que é decidido pelas instâncias superiores normalmente é acatado pela justiça nos estados, Tribunais de Contas, TRTs, enfim.

Não é o caso do setor privado que, aliás, reclama que tantos feriados no Brasil causam prejuízo. Ora, culpa dos empresários e trabalhadores que fizeram opção pela profissão que abraçaram, não é mesmo?

Não, claro que não. Meus três leitores, entendam, por favor, que estou sendo irônico e controlando uma certa revolta. O que questiono é o seguinte: Essa decisão é ou não mau exemplo e uma imensa falta de respeito?

Folgas do STF

Ao longo de 2017 os Ministros do STF terão mais de 90 dias de folga. Só as férias coletivas dos 11 integrantes do tribunal somaram 61 dias –31 em janeiro e 30 em julho. No total, serão 3 meses de folga em 2017.

Ao final do ano, os ministros param de trabalhar em 20 de dezembro em razão do recesso forense, segundo determina lei de 1966 Retornam apenas em 1º de fevereiro, após as férias coletivas. O calendário é próximo ao praticado por universidades e outras instituições de ensino.

Além dos feriados nacionais, fixados por norma em 1949, os ministros do STF folgam em 11 de agosto (Fundação dos Cursos Jurídicos), 8 de dezembro (Dia da Justiça), 1º de novembro (Todos os Santos) entre outros.

 

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Alô, candidatos, Psicometria Eleitoral chega ao mercado e pode mudar tudo!

Eleição é como uma prateleira de supermercado com produtos para serem vendidos aos consumidores. Distribuição, embalagem, cores, propaganda, enfim, uma série de questões define o sucesso ou fracasso do produto, embora a principal seja a sua qualidade.

Algumas dessas características também são fundamentais numa corrida eleitoral. Só que a partir de agora além da força das redes sociais surge mais uma ferramenta para agregar valor na venda do produto-candidato.

É a tal da psicometria eleitoral que chega ao valioso e rentável mercado eleitoral brasileiro. Uma baita novidade por aqui, mas que já foi utilizada com sucesso pelos conservadores britânicos no Brexit – decisão que tirou a Inglaterra da Comunidade Europeia - e por Donald Trump na eleição norte-americana de 2016.

E como funciona: “A psicometria eleitoral é uma ferramenta de análise dos perfis dos eleitores em redes sociais, aliada com dados socioeconômicos e de localização permitirão saber qual o discurso perfeito para atingir cada eleitor em particular”.

Impressionante!

Tem mais: Ela utiliza abordagens de cunho psicológico para traçar a personalidade dos indivíduos com base em preceitos clássicos de psicologia e nos rastros digitais que deixamos diariamente, como perfis em redes sociais, GPS de locais visitados, dados de uso dos serviços públicos e compras online.

A partir daí os donos dessa ferramenta garantem serem capazes de produzir mensagens que chegue ao alvo em nível quase individual. Ou seja, são capazes de dizerem através da propaganda-discurso o que “eu, você, todos nós, precisamos ouvir sobre um candidato-produto.”

Significa que o discurso de um candidato não terá mais uma ideia geral dirigida a todo o público. Nas redes sociais é possível que ele tenha um tom e uma comunicação quase individualizada. E com os dados de um grupo é possível dirigir aquela gravação apenas para aquele público, da mesma formauma outra para públicos diferentes.

Assustador? Aterrorizante? Big Brother eleitoral? Aldeia global? Manipulação? Comunicação de Massa?

É tudo isso e um pouco mais. Pode ser também uma grande máquina – ou uma arma - de propaganda eleitoral de excelente mira, mas que se utilizada sem escrúpulos e sem controle é extremamente prejudicial para a democracia.

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Oplit pratica ‘abuso de autoridade’ na Orla

Tenho certeza que o governador Renan Filho não tem conhecimento. Também acredito que o secretário da Segurança Pública, coronel Lima Junior, nada sabe. Assim como o prefeito Rui Palmeira, responsável pela gestão de Maceió. Por isso, aqui vai o alerta sobre a prática de ‘abuso de autoridade’ e descaso com o bem público por parte de membros da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit).

Aquelas belas camionetes de cor escura, que nos dão uma agradável sensação de segurança, estão sendo estacionadas em local impróprio, não permitido, proibido para qualquer cidadão comum que possua um veículo.

Uma, duas e até três são estacionadas ao mesmo tempo em cima do calçadão da Orla no posto da Oplit, que fica entre o Hotel Jatiúca e a barraca do Posto 7. Isso claramente é abuso de autoridade e depredação do patrimônio público.

O calçadão não foi feito para servir como estacionamento de qualquer veículo. As pequenas pedras finas não foram feitas para suportar constantemente o peso de veículos. Correm o risco de ceder, quebrar, o que vai implicar em necessidade de conserto e custo para o município.

Além disso, os veículos atrapalham e colocam em risco a segurança dos pedestres e atletas. É que para evitar trombar nas camionetes eles invadem um pouco a ciclovia e se não tiverem bastante atenção podem ser atropelados por ciclistas.

O pior é que no local há dois espaços exclusivos para estacionamento de veículos das polícias. Um deles – dez passos - fica em frente ao posto da Oplit e é protegido por cones, mas parece que está separado apenas para estacionamento particular dos policiais civis.

O outro – cerca de trinta passos adiante – fica diante do posto de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros e tem placa reservando parte do espaço para carros da polícia.

Tal situação tem revoltado quem gosta de praticar exercícios. Essas pessoas colocam a culpa no governador, no prefeito, no secretário de Segurança. Porque tal atitude é vista como ‘abuso de autoridade’.

Mas, na verdade, a culpa é da má educação exclusiva desses servidores públicos, autoridades que representam o Estado. Atitude como essa, embora possa parecer pequena, mostra o quanto ainda é presente o descaso com a coisa pública e a crença de que a lei não é igual para todos.

EM TEMPO - Aos meus poucos leitores, repito, tenho certeza que essa atitude da Oplit na sua base localizada na praia de Jatiúca – dizem que o mesmo fato ocorre na base da Ponta Verde - não é autorizada pelo governador Renan. Porque isso prejudica excessivamente a imagem do governo, que já tem as suas meninas maluquinhas causadoras de problemas para diferenciar o público do privado, casos da secretária de Esportes, Cláudia Petuba, e Mellina Freitas, da Cultura.

Também acredito que nenhuma autorização para estacionar os carros em cima do calçadão foi dada pelo prefeito Rui Palmeira.

Os bons exemplos surgem das pequenas ações. O bem público é de todos e a legislação tem que ser igual para todos. Isso é cidadania.

 

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O jovem Renan Calheiros está de volta ou é nuvem passageira?

Quem conviveu com Renan Calheiros universitário, ativo participante do movimento estudantil e logo depois deputado estadual e federal diz que o Renan oposição e crítico do governo Michel Temer lembra muito o estudante que lutava pela redemocratização do País.

Pode ser. Mas é claro que o atual é incomparavelmente melhor. Porque ficou maduro, sábio, tem assessoria qualificada e conhece tudo de bom e de ruim do ofício que deixou de ser aprendiz há muitos anos e hoje é’ mestre-doutor-mágico’ reconhecido e consagrado.

O fato aparente é que o senador está extremamente a vontade no papel de opositor e crítico do governo Michel Temer. Viu primeiro, antes de qualquer pesquisa, que o governo do companheiro de partidos seria rejeitado pela população.

Se no passado para adquirir musculatura dentro da realidade política brasileira teve que se aliar a governos, agora, na atual fase da sua carreira, já nem precisa tanto disso. O mais importante na atual conjuntura é sobreviver, renovar o mandato, e para isso é preciso dizer o que agrada a maioria da população.

No último vídeo divulgado em suas redes sociais, por exemplo, o senador – que foi o primeiro político alagoano a tratar de questões que afetam as nossas vidas – volta com a questão da Reforma Trabalhista e Escravidão, governo Temer e Reforma da Previdência e as perspectivas futuras.

Segundo ele, “O Congresso não pode assinar embaixo de tudo que o Temer quer!  O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão e vai ser o primeiro a trazê-la de volta. O decreto do trabalho escravo e essa temerária reforma trabalhista, que passa a valer dia 11, são os primeiros passos para esse retrocesso.

Pois bem, Renan Calheiros está ocupando o espaço que seria das esquerdas. Tomou pra si o discurso em defesa da população e com isso provavelmente vai conseguir reduzir o seu elevado índice de rejeição, especialmente entre os alagoanos jovens e os formadores de opinião.

Simpatizemos ou não com ele, do ponto de vista político vem dando uma lição de como ocupar espaço, como se comunicar através das redes sociais e como escolher temas a serem tratados, algo que outros políticos alagoanos deveriam imitar.

O certo é que o senador Renan Calheiros, um sobrevivente da política que conheceu o céu e o inferno nessa atividade, vencedor e derrotado em disputas eleitorais, mesmo com imensos problemas jurídicos roçando os seus calcanhares por suspeitas de recebimento de recursos ilícitos, é um espetáculo no meio de tanta pobreza política e falta de visão.

Será que esse novo-velho Renan oposicionista é um retorno ao seu próprio passado ou é apenas uma nuvem passageira?

Assista ao vídeo clicando aqui.

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Collor, o renascimento do CSA e a morte da Gazeta

O que é movido à paixão nunca acaba, mas o CSA já esteve perto do fim. Com o título de campeão da Série C e o acesso a série B do Campeonato Brasileiro o Azulão renasce, ressurge para dar prosseguimento a sua bela história de superação.

O campeonato de agora remete ao passado de glórias no cenário nacional comandado por ex-presidentes como o empresário João Lyra e um pouco antes, nos anos 70, pelo hoje senador Fernando Collor, entre outros também responsáveis por momentos memoráveis.

O senador, aliás, usou as redes sociais para parabenizar o clube que já dirigiu e que tanto ajudou a brilhar no país. Mas o dono da Gazeta talvez não saiba o tamanho da irritação dos compradores avulsos e dos assinantes do jornal impresso da OAM.

Uma rápida olhada nas bancas de revistas entre o Hotel Jatiúca e o Mar Hotel você ainda encontra, em plena segunda-feira (23), a Gazeta, mas não a Tribuna Independente. Esta desapareceu, esgotou.

E o motivo é bem simples: a Tribuna mostra o CSA campeão com foto na capa e ainda oferece ao leitor o pôster do time. A Gazeta....Nada.

Conclusão: Ganhamos no futebol, mas fomos derrotados na comunicação.

De um assinante ouvi o seguinte comentário: “É injusto para o assinante ou para quem compra avulso, no seu domingo, sair até a banca para saber quem foi campeão? Claro que sim. Agora o assinante da Gazeta só vai ficar sabendo o que aconteceu no sábado ás 20 horas na edição de terça-feira!”

De fato, no momento histórico de um clube umbilicalmente ligado aos Collor de Mello a não cobertura pelo impresso soa como algo descabido. Ou, o que é pior, como a decretação da morte do primeiro veículo de comunicação a fazer parte da lista de empresas do ex-senador Arnon de Mello em Alagoas.

Por outro lado, a Tribuna Independente merece parabéns. O presidente Gabriel, o editor Ricardo Castro e os demais trabalhadores pela forma valente e dedicada como encaram os desafios.

Vocês salvaram Alagoas de um absurdo para a imprensa local e nacional.

Por fim, aos leitores da Gazeta e aos meus três leitores informo:

O CSA é Campeão Brasileiro de 2017.

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O motivo da saída de Álvaro Vasconcelos da Agricultura

Foto: Agência Alagoas 57e70d85 17e4 42ae 8448 1e1f073c21f1 Ex-Secretário de Agricultura de Alagoas, Álvaro Vasconcelos

Da mesma forma como foi convidado para assumir a Secretaria de Agricultura do governo Renan Filho, em 2014, Álvaro Vasconcelos foi informado que deixaria o cargo: pelo celular enquanto viajava a trabalho.

Na época, a sua indicação foi feita pelo senador Fernando Collor após aval do setor agroindustrial. O resultado do trabalho até o momento é considerado excelente, conseguindo grande destaque e dividindo os holofotes do sucesso no primeiro escalão do governo com George Santoro, da Fazenda.

Com uma profunda visão empresarial-desenvolvimentista, jeito simples no trato pessoal e com a ideia de que problema que surge é para ser superado, Álvaro Vasconcelos rodou o estado, tocou projetos antigos e novos.

São os casos da instalação da fábrica de sementes – ação que todos os secretários do Nordeste estão de olho -, participação de entidades ligadas a ONU no desenvolvimento do projeto de irrigação do Canal do Sertão, instalação da Embrapa em Alagoas, liberação de recursos do governo federal para o Programa do Leite, entre tantos outros.

Tamanha capacidade de trabalho e de entregar resultados logo fez de Álvaro nome cotado nos corredores da política para disputar o cargo de deputado federal. E aqui está o “X” do problema que causou o seu afastamento: conquistou luz própria.

Ao perceber esse crescimento natural da musculatura política do aliado, mas que poderia trazer prejuízos dada à necessidade de usar o órgão para a campanha do seu filho, Arnon, também para deputado federal, Fernando Collor optou pelo afastamento do indicado.

O fato é que o telefone de Álvaro Vasconcelos não para de tocar para receber parabéns pelo trabalho executado. Empresários, gente do governo, secretários de Agricultura do Nordeste, técnicos do governo federal, pessoas simples do interior, vereadores, lideranças políticas, enfim.

Contam que a turma da oposição articula uma conversa com Álvaro Vasconcelos, visto como excelente nome. O senador Renan Calheiros já marcou um encontro para aproxima semana. O ex-secretário deixa o governo em alta, portanto é natural que seja assediado.

Mas deve ter sido duro estar em Brasília, ir ao gabinete do senador Collor, aguardar para ser atendido, saber que ele estava com Renan Filho, ver e ser visto pelos dois, se despedir do governador na saída deste, não ser recebido pelo senador com a justificativa de que a agenda estava cheia, e cerca de dois dias depois ser surpreendido no interior de Alagoas com uma ligação informando sobre o seu desligamento.

Isso é política, atividade onde quase sempre nada é pessoal. Bem conceituado, Álvaro Vasconcelos pode decidir por novos rumos, uma vez que as suas conquistas parecem que incomodaram.

Vida que segue.

 

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Razão, lenda e a jogada de Teotonio Vilela

Foi pura razão, razão e extrema inteligência política - motivada por profunda leitura sobre a eleição de 2018 - a jogada do ex-governador Teotonio Vilela de anunciar que decidiu entregar o diretório estadual do PSDB ao prefeito Rui Palmeira.

Ora, se cada eleitor pode votar duas vezes para senador, o que lhe importa é somar a maior quantidade possível de apoiadores e o prefeito de Maceió é fundamental, seja Rui candidato ou não ao governo de Alagoas.

O que é prejudicial para Vilela é ser responsabilizado pelo impedimento da candidatura de Rui, de quem perderia, naturalmente, o apoio, e ganharia, em contrapartida, de Rui e de seus aliados e apoiadores imensa antipatia.

A próxima eleição de senador, como já disse, cada liderança, eleitor, cabo eleitoral, enfim, poderá votar e indicar o voto em até dois senadores. Dessa forma, todos os candidatos brigam por um dos dois votos. Sendo assim, pouco importa se um dos votos será dado ao mesmo companheiro de coligação, seja ele candidato a governador ou senador.

Isso significa que, por exemplo, Biu, Vilela, Renan, João Caldas, Marx, Fulano, Sicrano e Beltrano poderão ter o mesmo apoio em um determinado palanque e em outro município o cenário ser outro completamente diferente.

Reza a lenda que o político alagoano da atualidade com o perfil diferente dos demais é Teotonio Vilela. Frio, calculista, calmo, simpático. Essas são algumas das suas qualidades, até mesmo quando vira alvo constante de críticas.

Contam que Collor, irritado, pode dar um murro na mesa. Lessa pode explodir e tratar da questão publicamente. Renan pode ser duro ao ser contrariado, assim como Biu. Todos esses são capazes de mostrar irritação publicamente e também numa reunião política

Teotonio Vilela age diferente. É comedido, controlado. Dizem que ao querer atingir um adversário a ação é feita como se nada estivesse ocorrendo. O inimigo do momento pode estar ao lado, sentado, conversando, sem ter percebido coisa alguma. Só depois é surpreendido por um petardo.

Sem dúvida, essas são qualidades positivas para a realidade da política brasileira.

Reza a lenda, no entanto, que Vilela leu que Rui não é candidato. Por isso ofereceu e botou o cavalo selado em frente a sua porta. Será?

Genial!

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O que diz Delcídio e a vitória de Aécio é vitória da política!

Sim, é vitória da política, mas da brasileira e muito mais com os seus defeitos – que agora parecem mais do que nunca claros - do que com as suas virtudes. Aécio venceu e sobrevive.

É vitória da política desde que o STF corretamente, do ponto de vista estritamente constitucional, interpretou que qualquer decisão sobre penas contra parlamentares depende de autorização da Casa Legislativa correspondente.

Mas a verdade é que outros 29 senadores hoje podem ser alvo de medidas semelhantes. Então o Senado se uniu para criar um manto de proteção.

Embora seja uma decisão que vai de encontro à maioria da sociedade que quer o fim dos privilégios de todas as autoridades, entre as várias contas que o senador mineiro terá que pagar uma já está sendo cobrada: o PSDB quer que ele renuncie à presidência da sigla.

De qualquer forma, a vitória de Aécio é a vitória dos nossos políticos, do sistema político que alimenta campanhas e partidos com dinheiros de contratos com empresas.

Apesar de tudo, nada mudou, tampouco eles querem qualquer mudança.

EM TEMPO: O ex-senador Delcídio do Amaral, que foi preso por ordem do STF em 2015 e teve o encarceramento autorizado pelo plenário, protestou:

“Se eu tivesse sido flagrado pedindo dinheiro, talvez ainda fizesse parte do Senado. O tempo de Deus haverá de fazer justiça! Delcídio foi acusado de obstruir as investigações. Ele avalia que “o desfecho do caso Aécio vai salvar a todos os partidos” e mostra a reação da política. “Vai sobrar para o PT. Mais especificamente para o Lula.”

E o que será que Eduardo Cunha tem a comentar?

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Aécio Neves e um olhar no passado

Por pouco, muito pouco mesmo, o senador Aécio Neves (PSD) perdeu a disputa presidencial de 2014. Mas foi uma derrota que o credenciou para continuar no jogo da luta pelo cargo máximo da República: Presidente do Brasil.

Passados esses poucos anos, pesquisas mostram um Aécio que sequer tem musculatura para uma disputa majoritária em Minas. A luta que o senador mineiro enfrenta é simplesmente para não permanecer afastado e não perder o mandato.

Hoje poderemos saber algo sobre o futuro do neto de Tancredo Neves. Aécio está cercado de problemas. O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu liminar determinando a realização de uma "votação aberta, ostensiva e nominal" em relação às medidas cautelares aplicadas pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal contra o tucano.

Muitos senadores aliados do mineiro não estarão no plenário por diversos problemas. Com esse cenário – votação aberta, pressão da mídia e de procuradores da República - aliados suspeitam que ele não tenha apoio suficiente, por isso há articulação para adiar a votação.

Será que os senadores cumprirão o seu papel ou irão se acovardar?

Aguardemos.

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Rodrigo Maia já discute cargos pós-Temer

Contam que o clima entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), azedou de vez.

Das histórias que são públicas, três se destacam: primeiro, com Maia reclamando que o governo estaria atrapalhando a chegada de novos filiados para o partido.

Segundo, o demista participou de um jantar com os senadores do PMDB que mais criticam o presidente da República, Renan Calheiros (AL) e Kátia Abreu (TO), além de ter participado de encontros com deputados federais da oposição.

Mas também deputados pró-Maia também participaram de alguns jantares semanas atrás e combinaram que com Maia no Poder Moreira Franco seria mantido, mas fora do Planalto.

Por último, Rodrigo Maia reagiu com uma virulência que lhe é incomum ao rebater e trocar farpas com o advogado de Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, por causa dos vídeos do depoimento do doleiro Lúcio Funaro

Se sentido agredido pelo advogado que afirmou que era "evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no país", Maia chamou Carnelós de "incompetente e irresponsável". É que os vídeos também haviam sido publicados no site da Câmara, pois não mais estavam sob sigilo.

Outra declaração de Rodrigo Maia deixa bem evidente o seu novo posicionamento político: "A defesa do presidente recebeu todos os documentos. Nunca imaginei ser agredido pelo advogado do presidente Temer. Depois de tudo que eu fiz, esta agressão não faz sentido. Daqui para frente vou, exclusivamente, cumprir meu papel institucional, presidir a sessão”.

Porém, também fica claro que o presidente da Câmara botou gasolina no trono e no entorno do presidente. De acordo com o site do Poder360, “a assessoria do gabinete do ministro Edson Fachin, do STF, afirmou que o conteúdo da delação premiada de Lúcio Funaro não poderia ter sido divulgado pela Câmara. O único documento liberado do sigilo foi a inicial da denúncia.”

Ou seja, Rodrigo Maia que o lugar de Temer, mas com o compromisso de salvar o seu sogro, o ministro Moreira Franco, também chamado de “gato angorá” nas planilhas da propina distribuída pela Odebrecht.

 

 

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