Jornalista revela esquema entre Globo, Fifa, CBF e MPF

O jornalista Luis Nassif, um dos mais conceituados, é capaz de análises que destrincham o funcionamento, os objetivos e toda a estratégia de algumas organizações que funcionam como se organismos vivos fossem.

Esses seres se unem em momentos específicos, cada qual um com o seu interesse, seja no âmbito político, econômico ou jurídico. Mas, no fim de tudo sempre há algum resultado significativo do ponto de vista político, econômico ou simplesmente de conquista ou manutenção do poder.

Dessa vez, Nassif, em artigo publicado no Jornal GGN, revela a rede de relações entre a CBF, Fifa, Globo e os escândalos que só agora começam a ser revelados. Porém, é importante que você, leitor, observe a simbiose existente entre a Globo e o Ministério Público e o poderio que essa parceira construiu.

Teoria da conspiração? Acho que não. O futebol é uma indústria de lazer com uma capacidade imensa de lavagem de recursos ilícitos e de enriquecimento fácil e rápido, assim como a política.

Abaixo trechos do texto:

"Antes da Lava Jato e das jornadas de junho de 2013, já havia um acordo tácito entre a imprensa - Globo à frente - e procuradores.

"Têm-se, portanto, um poder de Estado sendo conduzido por uma organização privada, a Globo. Aí se entra em um terreno pantanoso: como se comporta essa organização na sua atividade corporativa?

O núcleo diretivo da CBF está conformado nos seus principais dirigentes (presidente, vice-presidentes e diretores) que, com unidade de desígnios, executam planos criminosos, objetivando o enriquecimento ilícito.

O núcleo empresarial está assentado nas empresas contratualmente ajustadas com a entidade nos acordos comerciais, com combinação de preços para pagamento de vantagens indevidas.

O esquema montado pela organização criminosa extremamente sofisticado e de difícil elucidação. Por isso, a atuação do FBI na prisão do ex-presidente JOSÉ MARIA MARIN, na Suíça, por crimes relacionados ao FIFA CASE, mesmo caso em que RICARDO TERRA TEIXEIRA, MARCO POLO DEL NERO e outros brasileiros foram denunciados pelo Departamento de Justiça Americano.

O papel da Globo não foi apenas o de provedora inicial dos recursos distribuídos pelas diversas peças da engrenagem criminosa. Foi fundamental também para a blindagem política de Ricardo Teixeira."

Leia aqui o texto de Luis Nassif na íntegra.

 

 

 

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Ibope revela as agendas política e pública atuais e a visão de futuro dos brasileiros

Com o sugestivo título “O DILEMA DO BRASILEIRO: ENTRE A DESCRENÇA NO PRESENTE E A ESPERANÇA NO FUTURO”, somente esta semana foi tornada pública uma profunda pesquisa realizada pelo Ibope, em agosto.

O objetivo do estudo foi identificar a percepção da sociedade sobre as agendas política e pública atuais e a visão de futuro para o país. Foram 1568 entrevistas em 108 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Temas sobre a visão do brasileiro quanto a redução da maioridade penal, legalização da maconha, aborto, democracia no Brasil, se os políticos atuais representam a sociedade, proteção da empresa brasileira, se o entrevistado foi a favor ou contra o impeachment, enfim.  

O relatório tem 165 páginas. E certamente será um excelente roteiro para os candidatos em 2018.

Leia o relatório na íntegra aqui e aqui uma análise sobre alguns pontos feita por Miguel do Rosário e tire as suas conclusões.

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Pesquisa em Maceió: Lula lidera; Rui e Renan empatam; Senado também tem empate técnico

O Instituto de Pesquisas Falpe entrevistou 2.122 pessoas, apenas na zona urbana de Maceió, entre os dias 2 e 7 de novembro. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos e a margem de confiança é de 95%. Levantamento foi feito para presidente, governador, senador e deputado federal e estadual.

Segundo avaliação de Chico da Pesquisa, dono da Falpe, o número de votos e brancos e nulos está muito elevado, levando-se em conta, por exemplo, que para o Senado Federal o eleitor pode escolher dois candidatos. Para ele, apesar de o ex-presidente Lula “sair na frente não quer dizer que em Maceió ele não pode sofrer derrota já que seu índice percentual é muito baixo”.

De acordo com Chico, o destaque na eleição para deputado estadual é o vereador Lobão que, tudo indica, “deve sair eleito com os votos que irá ter em Maceió”. Já para deputado federal a liderança do “ex-governador Ronaldo Lessa não apresenta nenhuma surpresa”, diz Chico, que aposta que Lessa e JHC vão disputar quem terá o maior número de votos.

Leia abaixo os principais dados da pesquisa:

Presidente:

O ex-presidente Lula lidera a pesquisa estimulada com 29%, seguido por Jair Bolsonaro, 10,5%; Marina Silva, 6,75%; Ciro Gomes, 3,5%; Geraldo Alckmin e João Doria, 1,75% e 1%, respectivamente; Álvaro Dias, 0,75%; Zé Maria, 0,5%; nenhum, 18,5%; não opinaram, 27,75%.

Lula também lidera no quesito “em quem você não votaria para presidente, com 20%; seguido por Alckmin, 10%, e Bolsonaro, 8%. Marina, Ciro e Zé Maria empatam com 5%. Álvaro Dias, 4%; João Doria, 3%. Nenhum, 18,5%; não opinaram, 6,5%; e nada contra, 15%.

Senado:

Dos nomes citados, “em quem você votaria para senador”? (1º e 2º voto). Benedito de Lira tem 18%; Renan Calheiros e Teotonio Vilela, 16%; Rodrigo Cunha, 11%; Pastor Ildo Rafael, 8%; João Caldas, 7%; Marx Beltrão, 6%; nenhum, 10%; não opinaram, 39%.

Perguntado sobre dos nomes citados “em quem você não votaria para senador”, Renan Calheiros aparece com 25%; Benedito de Lira e Marx Beltrão, 15%; Teotonio Vilela 10%; João Caldas e Pastor Ildo Rafael, 5%; Rodrigo Cunha, 1%; nenhum, 10%; não opinaram, 6%; e 8% nada contra.

Deputado Federal:

Ronaldo Lessa, 11,25%; JHC, 11%; Heloísa Helena, 9,75%, Rodrigo Cunha, 4%; Dr. Wanderley, 3,25%; Maurício Quintella, 2,75%; Carimbão (pai), 2,5%; Rafael Tenório, 1,75%; Arthur Lira, 1,5%; Pedro Vilela e Paulão do PT, 1%; Siderlane Mendonça, 1,75%; nenhum 28,5% e 20% não opinaram.

Governo:

Na disputa para o governo, com os nomes sendo apresentados e perguntado em quem o entrevistado votaria, o resultado é o seguinte: Rui Palmeira tem 20%; Renan Filho 18,5%; JHC 16%; Mário Agra 1,25%; nenhum 20% e 24,25% não opinaram.

Se a disputa for apenas entre Renan e Rui: O prefeito lidera com 24,75%; Renan tem 22%. Nenhum 32,5% e 20,75% não opinou. Se o confronto for entre o governador e o deputado federal JHC, Renan aparece com 25,5%; 22% tem o parlamentar. Nenhum 32,5% e 20% não opinaram.

Também foi perguntado “Desses nomes citados, em quem você não votaria para governador”: 12% tem Renan Filho; Rui Palmeira, 10%; JHC, 8%; Mário Agra, 7%; nenhum, 20%; nada contra, 27%; e 16% não opinaram.

Sobre a aprovação da administração do prefeito e do governador: 42% aprovam a gestão de Renan Filho; 25% desaprovam; 33% não opinaram. 44,5% aprovam o governo de Rui Palmeira; 27% desaprovam e 28,5% não opinaram.

Deputado Estadual:

Este levantamento foi feito de duas formas. Primeiro foi perguntado em quem o entrevistado votaria para deputado estadual, se a eleição fosse hoje. Marcos Barbosa e Ronaldo Luz tiveram a melhor avaliação, 0,75%. Com 0,25% aparecem Francisco Sales, Ronaldo Medeiros, Cícero Almeida, Silvânio Barbosa e Zé Márcio.

JHC, Flávia Cavalcante, Lobão, Léo Loureiro, Juliano Oliveira, Galvão, Chico Holanda e Fátima Santigo, somados, alcançaram o índice de 0,75%. E 96,5% dos entrevistados não opinaram.  

Porém, esse quadro muda bastante com os nomes são apresentados aos entrevistados. Lobão, 12,75%; Davi Davino, 5,25%; Galba Novaes, 4,5%; Francisco Sales, 3,5%; Dudu Ronalsa, 3,25%; Marcos Barbosa, 3%; Chico Tenório, 2,5%; Fátima Santiago, 2,25%; Eduardo Canuto, 2%; Davi Maia, 1,75%; Ronaldo Luz, 1,5%; Chico Holanda, 1,25%; Luiz Pedro (filho de Celso Luiz), 1%; Zé Márcio e Beto da Farmácia, 0,75%; Ângela Garrote, 0,5%; Samir Malta, Léo Loureiro, Major Fragoso, Ana Hora e Simone Andrade, 0,25%. Nenhum, 28,25% e 24% não opinaram.

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Câmara aprova transposição do Rio Tocantins para o São Francisco; Kátia reage

Após ser aprovado pela Câmara dos Deputados, tramita agora no Senado Federal Projeto de Lei que prevê à transposição do Rio Tocantins para a Bacia do São Francisco.

O projeto, que agrada a bancada nordestina, prevê um percurso de 733 km de interligação entre o Rio Tocantins e o Rio Preto, na Bahia, que está vinculado na bacia do São Francisco.

Bem sabemos que o São Francisco vem ‘morrendo’ ao longo das últimas décadas e que isso decorre não só por conta de fenômenos naturais, mas também –e principalmente – por causa da intervenção humana.

A relatora do projeto na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal é Kátia Abreu (PMDB-TO), que já anunciou ser contrária. Ela apresenta uma série de fortes argumentos:

1 - “a salvação de um rio não pode significar a condenação de outro. Pelo contrário, precisamos manter todos os nossos rios vivos e garantir que eles cumpram sua função social”.

2 - “No lugar de uma nova e dispendiosa transposição, a atitude a ser tomada para garantir água no São Francisco é revitalizar sua bacia”.

Em nota, Kátia Abreu se dirigiu aos tocantinenses afirmando que lutará “bravamente pela rejeição deste projeto inviável e agressivo ao nosso Rio Tocantins”.

Terá razão Kátia Abreu?

Leia abaixo a nota da senadora e tire as suas conclusões:

"NOTA À POPULAÇÃO DO TOCANTINS

Kátia Abreu é contrária à transposição do Rio Tocantins para o São Francisco

Dirijo-me à sociedade tocantinense para comunicar que sou veementemente contrária à transposição do Rio Tocantins para a Bacia do São Francisco, conforme determina o Projeto de Lei 6569/2013, aprovado pela Câmara dos Deputados, que agora tramita no Senado Federal.

Somos sensíveis à grave estiagem que ano após ano castiga os estados nordestinos, mas a salvação de um rio não pode significar a condenação de outro. Pelo contrário, precisamos manter todos os nossos rios vivos e garantir que eles cumpram sua função social.

O projeto – do qual serei relatora na Comissão de Serviços de Infraestrutura -, prevê um percurso de 733 km de interligação entre o Rio Tocantins e o Rio Preto, na Bahia, que está vinculado na bacia do São Francisco. A proposta agrada parlamentares do Nordeste, porém representa uma grave e inadmissível ameaça ao nosso rio.

Estudos da Agência Nacional de Águas (ANA) e do próprio Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco reforçam essa preocupação: o Rio Tocantins não tem volume nem vazão suficientes para suportar uma transposição. E a cada ano seu volume reduz. Todos nós vimos durante a seca deste ano que, em vários pontos do estado, era possível atravessar o leito à pé. Onde havia água em abundancia, hoje há pedras e areia.

No lugar de uma nova e dispendiosa transposição, a atitude a ser tomada para garantir água no São Francisco é revitalizar sua bacia.

O Ministério da Integração Nacional estima que o custo de operação do empreendimento será de R$ 500 milhões ao ano, dos quais R$ 300 milhões apenas para custear a energia necessária ao bombeamento, devido ao acentuado desnível entre a captação e a entrega da água.

Esse montante seria melhor aplicado na revitalização do São Francisco, para recompor as matas do território da bacia, principalmente as ciliares, encostas e áreas de recarga dos aqüíferos.

Portanto, quero garantir a todos do meu estado que lutarei bravamente no Senado Federal pela rejeição deste projeto inviável e agressivo ao nosso Rio Tocantins.

Senadora Kátia Abreu"

 

 

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Pesquisa Vox Populi: Temer destrói tudo e sobrevive com 3%

Pesquisa divulgada pela CUT/Vox Populi revela que apenas 3% dos entrevistados aprovam o governo do presidente Michel Temer e 76% avaliam negativamente. Os piores números do presidente estão no Nordeste, 83%. Péssima avaliação também é encontrada entre os jovens e adultos, 76% e 77%, respectivamente.

Esse levantamento foi realizado em 118 municípios, ouviu 2 mil pessoas maiores de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, em todos os segmentos sociais e econômicos. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

(Leia a pesquisa aqui).

O fato concreto que essa pesquisa mostra é a rejeição do presidente Temer e, consequentemente, a sua capacidade de contaminar os seus apoiadores nas eleições de 2018.

Aliado de primeira hora de Michel Temer, o PSDB está enfraquecido eleitoralmente e vivendo uma forte guerra interna. O senador Aécio Neves é o principal responsável pelo ‘afogamento’ dos tucanos ao construir e lutar pela manutenção da aliança com Temer para que ambos consigam salvar as suas peles.

Entre mortos e feridos, conseguirá o PSDB sobreviver?

Você votaria num candidato que apoia Michel Temer?

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Huck monta ministério e almirante da Lava-Jato diz que foi preso por interesse internacional

Contam que o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, é o candidato da emissora para chegar ao Planalto em 2018. Como Donald Trump, fórmula que deu sucesso e tem sido copiada, é conhecido por conta do programa que apresenta.

Mas o fato é que Huck tem efetivamente feito movimentos que apontam para uma candidatura presidencial. Recentemente ele convidou e conversou sobre política com o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, no Rio.

Estratégia, que parece ter sido confessada, é, sendo candidato, se cercar de notáveis brasileiros, como o ex-ministro, que também poderiam ser os seus ministeriáveis.

É uma ideia inteligente, caso consiga se cercar de pessoas como Barbosa. Um inexperiente na política (Huck) rodeado de pessoas respeitadíssimas que alcançaram destaque em suas atividades profissionais.

O problema será convencer Joaquim Barbosa, como já tentou Marina Silva, que foi citado para encabeçar ou ser vice da ex-ministra pela Rede. Até agora JB tem sido irredutível na decisão de não participar das eleições.

O Almirante

O outro tema que considero relevante para dividir com meus três leitores é sobre o ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Ele foi condenado a 43 anos de prisão e ficou preso por dois anos por conta da Operação Lava-Jato, acusado de receber propina de mais de R$ 4 milhões de empreiteiras que tinham obras em Angra 3.

Em entrevista à Folha, o almirante diz ser inocente e afirma que suspeita que sua prisão “foi feita sob os auspícios de interesses internacionais".

Othon, em sua versão, conta toda a sua relação com a Andrade Gutierrez, fala sobre a capacidade brasileira de construir uma bomba nuclear e opina se deve ou não (leia aqui).

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Ex-presidente aconselha e quer o PSDB diferente do PMDB

Ninguém tem dúvida que o PSDB está bem mais frágil eleitoralmente para uma disputa presidencial em 2018. Tal situação foi alcançada por causa das movimentações políticas feitas pelo senador Aécio Neves.

Levar o partido para o colo do presidente mais rejeitado do mundo, Michel Temer, e, principalmente, pelas suspeitas de recebimento de propinas por parte do próprio senador mineiro, causam uma imensa rejeição por parte dos seus simpatizantes. Essa situação é claríssima nas pesquisas de opinião.

Há saída? Sempre existe - apesar da profunda divisão interna -, desde que os conselhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sejam ouvidos.

O primeiro deles, disse FHC, é que “é preciso reconhecer os erros e corrigi-los”, caso contrário, perderá a capacidade de expressar um sentimento de “esperança”.

Como o PSDB foi criado nos anos 90 por políticos que romperam como PMDB insatisfeitos com o fisiologismo do partido, o segundo conselho sugere que os tucanos precisam mostrar-se diferentes dos peemedebistas, “e se não fizer isso enfrentará nas próximas eleições a mesma resistência do eleitorado que o PMDB enfrenta hoje”.

Sobre a disputa entre o grupo do presidente licenciado do PSDB e investigado na Operação Lava-Jato, Aécio Neves, e o do presidente em exercício, Tasso Jereissati, FHC preferiu não se posicionar.

Porém, deu um recado generalista para o tucanato, mas que também funciona para outras siglas, caso do PT: "É preciso reconhecer os erros e corrigir. Se não fizer isso, os partidos sobrevivem, mas vão perdendo a seiva".

Tem razão FHC?

 

 

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Mercado financeiro, eleições 2018 e leia aqui a pesquisa Ibope

Um dos principais motivos para a queda do índice da bolsa de valores nesta segunda-feira (30) foi a pesquisa do Ibope. A turma do mercado financeiro não tem nenhuma simpatia por Lula e Bolsonaro, que lideram os números.

Daí tenta tratá-los como representantes de algum risco para o Brasil. Mas é tudo inverdade. Como no mercado especulação é parte do jogo, apostam apenas que um ou outro não lhes agrada.

E essa antipatia é parte da decepção dada a consolidação de Lula e de Bolsonaro e nenhuma perspectiva positiva para os seus preferidos, casos de João Doria, Geraldo Alckmin e Luciano Huck.

Por enquanto esses três citados têm o compromisso específico que interessa ao mercado financeiro, que é limitação das políticas sociais voltadas aos mais pobres e privatização das empresas públicas.

Aliás, foi em 2002 que o mercado financeiro nacional e internacional viram na perspectiva de eleição de Lula um risco. O que se viu foi exatamente o contrário com as empresas e a bolsa surfando no consumo, aumento de lucro e produtividade das empresas.

Sobreo Ibope – O levantamento feito pelo instituto é aprofundado. Avalia o perfil dos entrevistados pelo sexo, escolaridade, região, município, renda familiar, religião, raça, cor e acesso a internet.  A pesquisa também mostra a disputa sem Lula e aí surge outra situação que é a polarização entre Bolsonaro e Marina.

Em alguns momentos Jair Bolsonaro ultrapassa o ex-presidente entre os que têm renda maior e é do sexo masculino. Mas o fato concreto é que no levantamento Lula vence em todos os cenários e em todas as regiões na totalização da pesquisa.

Leia a pesquisa estimulada e espontânea na íntegra aqui e tire as suas conclusões.

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1ª pesquisa Ibope confirma disputa entre Lula e Bolsonaro

A primeira pesquisa realizada pelo Ibope, divulgada neste domingo (29), repete o que já foi divulgado por outros institutos, com o ex-presidente Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro na dianteira e seguindo para polarizarem a disputa em 2018.

Levantamento foi feito entre os dias 18 e 22 de outubro, ouviu 2.002 pessoas em todos os estados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Se a eleição fosse hoje, segundo resultado da pesquisa estimulada, o ex-presidente teria 35% das intenções; Bolsonaro 13%, e iriam para o segundo turno. A ex-senadora Maria Silva teria 8%; Geraldo Alckmin e Luciano Huck, 5%; João Doria, 4%; e Ciro Gomes, 3%%. Brancos e Nulos, 18%. Não sabem ou não responderam, 5%.

Sem a presença do ex-presidente, a disputa fica entre Jair Bolsonaro e Marina Silva, ambos com 15%, na estimulada. Em seguida, com 8%, aparece Huck; com 7%, estão empatados Ciro e Alckmin, e Doria com 5%. Com 1% aparece Fernando Haddad, que substituiria Lula. Nessa perspectiva, 28% dos eleitores anulariam o voto, 6% não sabem ou não responderam.

Na pesquisa espontânea Lula também lidera, com 26%. Bolsonaro tem 9% e Marina 2%. Alckmin, Doria, Ciro Dilma e Temer ficam com 1%. Brancos e Nulos aparecem com o mesmo percentual do ex-presidente, 26%, e 30% não sabem ou não responderam.

Conclusão: Essa pesquisa do Ibope mostra Lula com uma bela vantagem. Se fosse uma corrida, eu diria “com vários corpos de vantagem”. Observe que na espontânea ele tem quase três vezes mais intenções de votos do que o segundo colocado e treze vezes mais que Marina Silva.

Ou seja, é o único nome com solidez e capacidade eleitoral, pelo menos em comparação com os que estão postos no atual cenário. O fato é que preso ou solto, impedido ou não por decisão judicial, o ex-presidente decide em 2018.

A única forma de ser neutralizado - destruído no imaginário popular e ser inviabilizado politicamente -, é se conseguirem encontrar uma conta no exterior ou alguns milhões de reais em algum imóvel de sua propriedade ou, ainda, em algum local que seja frequentador assíduo.

Caso contrário, Lula é peça decisiva no cenário político eleitoral de 2018. E como tanto tempo já se passou sem que nada semelhante aos casos de Geddel Vieira Lima, Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer tenham ocorrido, é pouco provável que isso aconteça agora.

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Péssimo exemplo: Justiça para por quase uma semana

Se você não é deputado, governador, senador, ministro, presidente, esquece. Você não é ‘autoridade’, você não tem, entre tantas vantagens, foro privilegiado, por exemplo.

Melhor ainda do que qualquer um dos cargos citados acima é ser magistrado, função ‘divina’, vitalícia. Julgar o cidadão, determinar penas, interpretar leis – inclusive sobre teto salarial e abonos que os beneficiam diretamente – e ao cometer um ilícito receber como pena uma aposentadoria, por exemplo.

E ainda tem os feriados. Ah, as folgas e férias no Poder Judiciário são excelentes!

Agora mesmo, esta semana, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiram transferir a celebração do Dia do Servidor Público, que seria neste sábado (28), dia sem expediente, “excepcionalmente para o dia 3 de novembro, uma sexta-feira, logo após o feriado do Dia de Finados, em 02 de novembro, uma quinta-feira.

Como o dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, também é feriado no Judiciário, conforme regimento interno dos tribunais, o STF e o STJ não terão expediente por quase uma semana. Isso mesmo!

Claro, não haverá prejuízo para quem aguarda alguma decisão. É que os prazos processuais que começaria ou terminariam naquela data são prorrogados. Advogados não reclamam porque acabam também ‘curtindo’ a paralisação ou tendo prazo maior para trabalhar nos processos. E os servidores da justiça também não reclamam porque emendam o feriadão.

A única voz que se levantou contra tamanho absurdo foi a do ministro do STF Marco Aurélio Mello. Ele criticou a decisão e enviou ofício à presidente do Tribunal, Cármen Lúcia. Não adiantou, claro.

Pois bem, simples mortal, se você quer estar no andar de cima estude e passe em algum concurso da área jurídica. Ou busque um cargo eletivo. Porque aqui, no andar de baixo, a coisa tá complicada.

E o que é decidido pelas instâncias superiores normalmente é acatado pela justiça nos estados, Tribunais de Contas, TRTs, enfim.

Não é o caso do setor privado que, aliás, reclama que tantos feriados no Brasil causam prejuízo. Ora, culpa dos empresários e trabalhadores que fizeram opção pela profissão que abraçaram, não é mesmo?

Não, claro que não. Meus três leitores, entendam, por favor, que estou sendo irônico e controlando uma certa revolta. O que questiono é o seguinte: Essa decisão é ou não mau exemplo e uma imensa falta de respeito?

Folgas do STF

Ao longo de 2017 os Ministros do STF terão mais de 90 dias de folga. Só as férias coletivas dos 11 integrantes do tribunal somaram 61 dias –31 em janeiro e 30 em julho. No total, serão 3 meses de folga em 2017.

Ao final do ano, os ministros param de trabalhar em 20 de dezembro em razão do recesso forense, segundo determina lei de 1966 Retornam apenas em 1º de fevereiro, após as férias coletivas. O calendário é próximo ao praticado por universidades e outras instituições de ensino.

Além dos feriados nacionais, fixados por norma em 1949, os ministros do STF folgam em 11 de agosto (Fundação dos Cursos Jurídicos), 8 de dezembro (Dia da Justiça), 1º de novembro (Todos os Santos) entre outros.

 

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