PT prepara pré-campanha de Lula da prisão

Foto: Opinião Bda2c843 f91c 4a74 886c 7b9d245c1cfe Lula

Apesar de tudo, o partido mais enraizado e com estruturas mais sólida e que voltou a crescer nas pesquisas mesmo com Lula preso, acredita que tem potencial eleitoral e prepara à montagem da campanha à Presidência da República de Luiz Inácio.

É dessa forma que o PT afasta qualquer discussão sobre outra candidatura, o tal do "plano B". Ou seja, julgado e condenado em segunda instância, Lula é candidato.

O partido entende que todas as discussões jurídicas sobre a legalidade ou não da candidatura do ex-presidente não estão encerradas.

Por isso quer dar início a uma campanha em defesa da democracia e da inédita situação de um preso (político) líder das pesquisas eleitorais e de um partido que voltou a crescer.

Noutra ponta, o cientista político Andre Singer lança o seu novo livro – “O Lulismo em Crise: um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016)” – onde ele resgata e analisa a posse de Dilma Rousseff, o impeachment, o que deu errado e o futuro da esquerda.

Dá pra adiantar que ele conclui que a ex-presidente caiu porque contrariou interesses de “dois aliados que Lula tinha conquistado - os bancos e o MDB”.

Andre Singer não faz qualquer previsão sobre o pleito deste ano, mas observa a recuperação do PT e a influência do ex-presidente preso em Curitiba. 

Singer não arrisca previsões para a eleição presidencial de outubro, mas vê sinais de recuperação da força do PT e aposta que Lula continuará exercendo enorme influência mesmo preso em Curitiba. 

Ele diz ainda que a sobrevivência do PT, PSDB e MDB dependem de um acerto de contas com erros como os revelados pela Operação Lava Jato. “Todos se deixaram contaminar pela corrupção, mas nenhum deles explicou o que aconteceu nem anunciou o que fará para que não ocorra de novo”.

Leia mais sobre a estratégia do PT aqui e aqui sobre o livro de Andre Singer

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O estranho anúncio da candidatura de Cunha

O que estava sendo esperado como um grande acontecimento foi um fiasco. Rodrigo Cunha (PSDB), a ‘novidade na política’, o jovem independente deputado estadual iria anunciar se seria candidato ao governo ou ao Senado. Expectativa que não impactou. Um traque causado por uma sucessão de erros.

Ora, como havia uma boa dose de expectativa, uma coletiva deveria ter sido convocada. Como o parlamentar não é muito conhecido seria uma forma de difundir a sua imagem, mostrar a sua posição e o que pensa como candidato majoritário.

Além disso, ao seu lado deveriam estar os seus apoiadores e aliados para mostrar força política. Nada dessa obviedade ocorreu. Uma nota e um vídeo foram distribuídos com aquele tradicional velho belo discurso político.

O fato é que essa candidatura ao Senado cria alguns aparentes graves empecilhos. O presidente do PSDB, o prefeito Rui Palmeira, vai apoiar e pedir votos para três candidatos a senador, casos de Biu, Quintella e Cunha?

Tem mais: Como Maurício Quintella bandeou-se para o lado dos Calheiros após Rui optar por permanecer na prefeitura, quem será o candidato ao governo pela oposição? Haverá? Isso é muito importante nesse tipo de eleição porque candidatura ao Senado só tem sentido e força somada a de governador. Isoladamente perde esses atributos e o risco de derrota é forte.

A história mostra isso. Ano de 1994. Como não havia reeleição, o governador Geraldo Bulhões lança Pedro Vieira - professor, engenheiro e ex-prefeito ‘tampão’ de Maceió - para o governo. Pela oposição Divaldo Surugay era o candidato mais forte. Para o Senado Renan Calheiros e Téo Vilela ficam com Suruagy.

Bulhões indica Antônio Holanda como senador. Este vivia o auge na política e seria reeleito deputado federal, segundo pesquisas, além dos apoios que tinha nos municípios. Resultado: candidato a senador forte com candidato a governador fraco puxou a chapa pra baixo. Pedro e Holanda perderam feio.

Voltando para o presente, atualmente sequer a oposição tem candidato a governador, o que torna o quadro ainda mais difícil.

Agora, se o objetivo for estar “presente nas prateleiras da política sendo visualizado como o futuro”, Rodrigo Cunha age com perfeição. Certamente, uma candidatura majoritária dá imensa exposição através da propaganda eleitoral gratuita, debates, cobertura jornalística, redes sociais, enfim, abre caminhos para novas rotas.

Especialmente se o objetivo for ser candidato a prefeito de Maceió ou de Arapiraca nas próximas eleições municipais. E essa é a aposta do mercado que circula no meio político. Pode ser que sim e pode ser que não. Pode ser fofoca e inveja, ou não.

Aguardemos.

EM TEMPO - PESQUISAS FORAM FEITAS E NOVAS JÁ ESTÃO SENDO FEITAS COM O NOVO DESENHO. 

 

 

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Carimbão diz que ‘Lei Cunha’ prejudica eleições

Agência Câmara/Arquivo Cce96772 be1a 469c a3af edb410ba3cfd Deputado Givaldo Carimbão

Se você, caro eleitor, pensa que o seu voto é poderoso e que você poderá mudar os rumos da nação e de Alagoas fazendo uma limpeza nos políticos que nos representam, tem bastante razão.

Mas não muita.

Ao desistir de disputar o comando do país nas eleições deste ano, o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, percebeu que, entre outras questões, tudo está montado para não permitir mudanças e transformações.

O experiente deputado federal Givaldo Carimbão (Avante-AL) vai um pouco além> Para ele, o modelo político e eleitoral atual funciona como uma espécie de ferrolho. O parlamentar lembra que Eduardo Cunha (MDB), ex-presidente da Câmara, com sua tropa em Brasília, que ele financiava, fazia e fez o que queria.

E Cunha ‘gestou’ a atual legislação, caso da redução de 90 para 45 dias do tempo de campanha. Segundo Carimbão, o ex-presidente dizia que essa diminuição atenderia aos ‘grandes políticos’ e partidos representantes de 'grandes interesses’. Quanto a quem tem ideais, ficaria sem tempo de defendê-los.

Portanto, mesmo preso, condenado e cumprindo pena em Curitiba, a lei gerada pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha influencia nas eleições, especialmente quanto ao ferrolho que dificulta mudanças profundas no Legislativo.

O que veremos a partir de 2019 será a continuidade do modelo atual na relação Executivo-Legislativo: ‘Toma lá, dá cá’ ou é ‘dando que se recebe’.

Entretanto, não podemos perder as esperanças de mudanças. O nosso voto é, não tanto, mas muito importante e qualquer mudança na representação parlamentar é necessária, mesmo que reduzi

 

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Justificativas de Barbosa, os fracos não sobrevivem e os militares candidatos

De fora da política tradicional, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e o apresentador Luciano Huck ensaiaram candidaturas ao Palácio da Alvorada e desistiram. Barbosa deu algumas entrevistas justificando a decisão: Leia abaixo algumas frases:

1 – Os políticos criaram um sistema político aferrolhado de maneira a beneficiar a eles mesmos. O brasileiro vai ser constantemente refém desse sistema.

2 – É um absurdo que o país não permita candidaturas avulsas.

3 – Não acredito que esta eleição mude o país.

O ex-ministro disse ainda que teme três perigos que vê no horizonte: um golpe militar, Bolsonaro e o próprio Temer: “temo que ele, maquiavélico, possa articular algo para continuar no poder, ou mesmo uma aliança que o eleja”.

Bom, alguns fatos unem Huck e Barbosa. Pontuavam nas pesquisas entre 10 e 12%, eram candidatos de fora da política – outsiders –e desistiram no meio do caminho. O que provoca isso é o cenário de incertezas, a falta de jogo de cintura e a não compreensão do funcionamento e da cultura política.

Enfrentar tudo isso, incluindo o julgamento do eleitor através do voto, opinião pública e mídia, afugenta os fracos. Portanto, é um universo onde apenas os ‘fortes entram'.

 

Quanto a sobreviver ao processo, isso é outro departamento!

 

No mundo há dois exemplos recentes de outsiders: o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da França, Emmanuel Macron. Ambos exercem o primeiro cargo eletivo. No começo, Trump foi rejeitado dentro do Partido Republicano. Macron criou um partido novo, o En Marche, pelo qual concorreu e venceu".

 

EM TEMPO – O presidenciável Jair Bolsonaro tem servido de inspiração. 71 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica lançaram suas pré-candidaturas a vagas no Congresso e no Executivo. Apenas o Acre não tem, ainda, um candidato militar.

 

Já o general da reserva Antonio Hamilton Mourão filiou-se ao PRTB e pode ser candidato à presidência pelo partido de Levi Fidélix.

 

Eles usam frases e slogans para afirmar que trabalham com princípios de “honestidade” e “defesa dos interesses do País” cultivados nos quartéis.

 

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Por apoio da máquina e do MDB, PSDB terá que defender Temer

Patinando nas pesquisas e representando uma sigla fortemente desgastada pelas esquerdas porque foi ator principal no impeachment de Dilma e pela direita e centro por ter se envolvido em casos de corrupção, o PSDB do presidenciável Geraldo Alckmin enfrenta seríssimas dificuldades.

Além de tudo isso, para ter o apoio do MDB e da máquina do governo federal já sabe o que tem que fazer, mas o que tem que fazer significa morte certa: defender o presidente Temer, o legado do seu governo. Ora, como defender o presidente mais rejeitado na história da política brasileira, tão rejeitado que sequer tem coragem de se candidatar ao governo para defender o seu próprio legado?

Essa exigência foi repetida diretamente para os tucanos pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB). Em jantar de Temer e dirigentes partidários, o enfático Marun afirmou que nenhum candidato terá o apoio do MDB se não defender o ‘legado’ de Temer: “se o Alckmin quiser o apoio do governo, tem que defender o governo. Quem quiser o apoio do governo tem que defender o governo, exaltar o que fizemos juntos”, disse o emedebista.

Disse ainda que o “O PSDB foi governo até esses dias. Quem quiser seguir conosco na eleição tem que ter a sinceridade de colocar na campanha essa situação. (Ou defende o governo), ou não coliga com o PMDB. Isso são favas contadas. Para ter o apoio do PMDB tem que ter a disposição de defender o que junto conosco fez”.

Marun afirmou ainda que “é até hipócrita a atitude daqueles que pensam que tendo feito o impeachment, tendo praticamente colocado esse governo, tendo participado do governo e agora podem disputar a eleição como se não tivessem participado do governo. Isso é uma situação que foge daquela situação de realismo e verdade que entendemos ter que ter na eleição”.

EM TEMPO:

1 - Voltando um pouco para a disputa em Alagoas, tem um monte de gente ansiosa para saber como serão as campanhas de Maurício Quintella e Marx Beltrão ao Senado. Os dois ex-ministros de Temer vão defender o legado que ajudaram a construir?

2 – Caso dispute o Senado ou o governo de Alagoas, Rodrigo Cunha, do PSDB, poderá ser contaminado pela rejeição ao seu partido? Pesquisas para consumo interno circulam nos gabinetes.

 

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Marcela Temer dá 'Piti' e afasta servidora que não ajudou a salvar cão

‘Madame’ sempre ama os seus cãezinhos, trata-os como quase filhos, ou melhor filhos. Com a primeira-dama do Brasil não poderia ser diferente. Marcela Temer se jogou no lago Paranoá, no Palácio da Alvorada, em Brasília, para salvar o cachorro do filho Michelzinho.

Picolly, o cãozinho, foi atacado por patos ao entrar na água. Diante de tamanha violência, Marcela mergulhou de roupa e tudo para fazer o resgate do bichinho. Mas teria ficado possessa coma servidora que a acompanhava. A serviçal, ou melhor, a servidora, nada fez, não reagiu diante da violência.

Irritada, a esposa do presidente Temer pediu que a mulher fosse exonerada, o que de fato ocorreu com a transferência para uma nova função por não ter protegido a primeira-dama.

O heroísmo da esposa do presidente Temer, o mais rejeitado da história da política brasileira, ocorreu há duas semanas.

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Em PE Lula vence e elege governadora; 94,3% não votariam num candidato apoiado por Temer

600 pessoas foram ouvidas em Pernambuco, entre 27 de abril e 1º de maio, pelo Instituto Multipla. Antes de tratar do empate técnico entre os postulantes ao governo, vale registrar a situação avassaladora do ex-presidente Lula contra qualquer adversário.

A pesquisa foi contratado pelo próprio instituto e está registrada no TRE-PE sob o número 03562/2018, e no TSE sob o número 00402/2018. Ela foi estimulada, isto é, com apresentação de um cartão ao eleitor com os nomes de todos os pré-candidatos.
Presidente

Com Lula na disputa para presidente, ele lidera com 65,8% de intenções de voto, seguido por Bolsonaro (PSL) com 7%, Marina Silva (Rede) com 4,8%, Joaquim Barbosa (PSB) com 1,8%, Ciro Gomes (PDT) com 1,8% e Geraldo Alckmin (PSDB) com 1,2%.
Sem o ex-presidente, Marina Silva fica em primeiro com 16,3%, Bolsonaro tem 9,5%, Ciro Gomes 6,8%, Joaquim Barbosa 4,2% e Geraldo Alckmin (PSDB) com 3,7%, Fernando Collor de Mello (PRTB) surge com 2,7%, Rodrigo Maia (DEM) com 1,5% e Manoela D'Ávilla (PCdoB) com 1,2%.

Impressionantes 51,5% dos entrevistados responderam que votariam "com certeza" num candidato apoiado por Lula. Já 94,3% não votariam, também, num candidato apoiado por Michel Temer. 76% dos entrevistados responderam que o ex-presidente Lula deveria disputar a eleição e 20,5% que ele deveria ser impedido de concorrer.

Governador

Resultado aponta empate técnico entre o governador Paulo Câmara (PSB),15,5%, a vereadora Marília Arraes (PT),15%, o senador Armando Monteiro (PTB), 14,5% , e o deputado Mendonça Filho (DEM), 11%, na disputa pelo governo estadual. A margem de erro da pesquisa é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. O 5º colocado é o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) com 3,8%, seguido pelo deputado Odacy Amorim (PT) com 2,3%, o ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio (Rede) com 1,5%, o ativista José de Oliveira (PT) com 1,2%, o coronel Luiz Meira (PRP) com 0,8% e Daniela Portela (PSOL) com 0,3%. Brancos e nulos somam 23,3%, indecisos 7,5% e não sabem ou não quiseram responder 3,3%.

Governador I

O instituto simulou um segundo cenário com apenas Paulo Câmara (PSB), Marília Arraes (PT) e Armando Monteiro (PTB) e novamente houve empate técnico entre os três. Nessa hipótese, o governador teria 24%, a vereadora 21,5% e o senador 17,3%. Brancos e nulos totalizariam 25,7%.

Governador II

Num cenário em que são mostrados os apoios a cada um dos candidatos, o resultado seria o seguinte: Marília Arraes (PT) apoiada por Lula: 49,8%, Paulo Câmara (PSB) apoiado por Joaquim Barbosa: 10,5%, Armando Monteiro (PTB) sem apoio de nenhum presidenciável: 8,7%, Coronel Meira (PRP) apoiado por Jair Bolsonaro: 4,7%, Júlio Lossio (Rede) apoiado por Marina Silva: 1,2% e Daniele Portela (PSOL) apoiada por Guilherme Boulos: 0,5%. Brancos, nulos e indecisos: 24,6%. Num cenário em que Paulo Câmara (PSB) seria apoiado pelo ex-presidente Lula (PT), o governador iria para 47,7%.

SENADOR

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) está em 1º lugar com 20% das intenções de voto, seguido pelo senador Armando Monteiro (PTB) com 15,8%, o senador Humberto Costa (PT) aparece com 12%, o deputado federal Mendonça Filho (DEM) tem 11,3%, o deputado estadual André Ferreira (PSC) 5,7%, o deputado federal Sílvio Costa (Avante) surge com 5,2%, o advogado Antonio Campos com 3,7%, o ex-prefeito José Queiroz (PDT) com 3,2%, o ex-prefeito Júlio Lossio (Rede) com 2,3%, Eugênia Lima (PSOL) com 2,0% e Antonio Souza (Rede) com 1%. Brancos, nulos e indecisos, 41,4%.

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Créditos da Laginha: Advogados recorrem e Minas trata caso como ‘calote’

Crédito: Divulgação 817b1dce 6126 468e b94b 062335d104ae Usina Laginha

A repercussão negativa sobre o pagamento dos direitos trabalhistas dos credores trabalhistas da massa falida da Laginha Agroindustrial é crescente. A qualquer momento BRs serão fechadas em Minas Gerais. Em Alagoas dezenas de advogados entraram com centenas de recursos (Agravos) na Justiça Estadual contestando os valores a serem pagos.

É que são muitos os casos detectados de ações acordadas anteriormente entre empregado e empregador e/ou decididas pela Justiça do Trabalho cujos valores foram simplesmente reduzidos nos cálculos feitos pelo administrador judicial. E do ponto de vista jurídico outras questões também motivaram uma enxurrada de recursos na Justiça Estadual.

Na imprensa ligada aos setores sucroenergético, jurídico e de Mina Gerais é imensa a repercussão sobre as questões que envolvem tamanho imbróglio, cuja situação é tratada como ‘calote’.

O enfoquetriangulo.com (leia aqui), por exemplo, diz que “Há dinheiro no caixa da administradora da massa falida para quitar a dívida trabalhista integral com os quase 18 mil ex-funcionários”. Afirma ainda que “Para ex-funcionários do Grupo João Lyra a decisão judicial de pagar até cinco salários mínimos é calote”.

Leia abaixo na íntegra:

Drama: dívidas trabalhistas da Massa Falida do Grupo João Lyra ganham novo capítulo; credores veem calote

Imagine se ver diante da possibilidade de receber direitos trabalhistas após 5 anos de espera e, finalmente quando a receita entra no caixa da gestora dos recursos, previsões são feitas para o acerto, mas, mais uma vez ocorre protelamento…

Segue mais um capítulo da novela sobre o acerto de contas das dívidas trabalhistas da massa falida da Laginha Agroindustrial (Grupo João Lyra), no valor aproximado de R$ 200 milhões a quase 18 mil ex-funcionários.

Com a venda em leilão, no final de 2017, das duas unidades do Grupo em Minas Gerais – Triálcool, adquirida pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) pelo valor de R$ 133,83 milhões, e a Vale do Paranaíba arrematada pelo Grupo Japungu por R$ 212.548.740,00 – a programação era de que até o mês de abril todos deveriam ter recebido.

Mas não foi o que ocorreu. Após muita reclamação e divulgação pela imprensa da falta de pagamento, o Desembargador do Tribunal de Alagoas conversou com os credores trabalhistas e garantiu que até a primeira quinzena de abriu os pagamentos seriam iniciados.

Para revolta dos ex-funcionários, em 17 de abril, a 1ª Vara Cível de Coruripe decidiu que a massa falida da Laginha Agroindustrial deverá pagar até cinco salários mínimos a todos os seus credores trabalhistas.

O administrador judicial da massa falida, que protocolou o requerimento para o pagamento, alega que a medida “atende aos mais necessitados” e não prejudica os credores trabalhistas de valores vultosos. O requerimento foi deferido pelos juízes Leandro Folly, José Eduardo Nobre Carlos e Marcella Pontes, que atuam no processo de falência da Laginha.

 “Considerada a dimensão social da medida, que possui respaldo legal, um grande número de credores, dos quais a maioria é composta por canavieiros e trabalhadores rurais sujeitos à penúria que se arrasta desde o início da crise da pessoa jurídica falida, poderão ter seus créditos iguais ou inferiores a cinco salários mínimos integralmente quitados, conferindo-lhes a dignidade assegurada constitucionalmente”, explicaram os magistrados.

Os juízes ressaltaram, na decisão, que o pagamento é uma espécie de antecipação, cujo valor deverá ser deduzido quando do pagamento final do crédito a quem tem direito. “Como se trata de mera antecipação, tal fato não representa uma preferência. Isto é, a norma que determina o prognóstico não inverte a ordem de pagamentos dos beneficiários na falência, o que corrobora para justificar a adoção da medida”.

Mas, segundo os ex-funcionários, a decisão dos juízes vai contra a lei que regulamenta a recuperação social e a massa falida, que coloca como limite o pagamento no valor de até 150 salários mínimos e não cinco salários mínimos para cada credor trabalhista.

O que mais revolta os ex-funcionários é que no caixa da administradora da massa falida há dinheiro suficiente para quitar a dívida trabalhista integral com os quase 18 mil ex-funcionários. A preocupação é grande sobre o destino que será dado para esse dinheiro.

“Até a semana passada, esse caso havia dado como liquidado, já iam até soltar a lista com os nomes para o pagamento. Agora vem essa decisão de juízes que não são nem de primeira instância e muda as regras, isso é manobra de calote”, diz um dos ex-funcionários do Grupo João Lyra, que preparam manifestação contra a decisão.

Para quem já fazia planos para o dinheiro que receberia nos próximos dias, resta a frustração de ver seus direitos legítimos desrespeitados

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Eleições 2018 e o estranho silêncio de Collor

Foto: DM 8ce95c74 d90c 4c0a bf0d e8f2729f7974 Fernando Collor

O estranho silêncio do senador Fernando Collor lembra, digamos assim, o roteiro de um filme onde o mocinho é um personagem culpado-inocente. Ora, convenhamos, é inimaginável que em pleno processo eleitoral um sábio estrategista e animal político diplomado esteja afastado do processo de discussões sobre o quadro sucessório alagoano.

Por isso há quem crave que em cima da hora ele vai se lançar candidato ao Senado. Mesmo com mais de quatro anos que ainda tem pela frente para cumprir, uma disputa agora poderia lhe dar mais oito anos e se derrotado continuaria no cargo. Ou seja, não precisaria renunciar ao mandato para ser candidato, e evitaria uma possível disputa com Renan Filho ((MDB) e/ou Rui Palmeira (PSDB) em 2022.

Portanto, a aposta é que a disputa agora seria mais fácil. Enfrentar Biu de Lira, Maurício Quintella, Marx Beltrão e outros nomes sem densidade eleitoral com duas vagas em jogo seria melhor do que apenas uma contra Renan Filho e/ou Rui Palmeira no futuro.

Quanto a Renan Calheiros, o que se avalia é que a candidatura Collor em nada o atrapalharia. Neste caso específico, quanto mais candidatos melhor para pulverizar os votos. Calheiros tem apoios de prefeitos, vereadores e lideranças no interior, a máquina governamental ao seu dispor e muita, muita experiência, apesar do desgaste.

Por outro lado, o fato real e concreto hoje é que Fernando Collor já se lançou candidato a Presidente da República. Ele é esperado em Maceió nos próximos dias para participar do casamento do seu filho, Fernando James, lançado candidato a deputado federal.

Agora, aconteça o que acontecer, sejam alterados ou não os ventos e as nuvens que definem os caminhos da política, o silêncio de Fernando Collor a essa altura do campeonato soa como um ‘grito’ estranho.

EM TEMPO - Caso Collor de Mello dispute o Senado a aposta é que ele coloque a ex-prefeita de Arapiraca Célia Rocha como a sua 1ª suplente. E se sair vencedor, os quatro anos restantes do atual mandato serão cumpridos pela sua primeira suplente, Renilde Bulhões, ex-prefeita de Santana do Ipanema.

 

 

 

 

 

 

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'Meirelles é a versão piorada do Michel', diz Renan

O MDB de Temer e Henrique Meirelles sonha em ter um candidato viável para disputar a Presidência da República este ano. Ou que pelo menos apoie alguém que esteja disposto a defender o legado do atual governo federal. Porém, outra parte significante do partido parece não dar muito crédito a essa ideia.

E a voz dissonante que aparece é a do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Crítico duro de Michel Temer, Renan diz que o MDB não tem nenhum candidato viável para disputar a Presidência da República em 2018. Os dois nomes discutidos hoje, de Temer e do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, numa campanha defenderiam “o legado do governo, não do partido”.

Para o senador, “Meirelles é a versão piorada do Michel”, diz. Renan não apenas descarta a possibilidade de apoiar algum deles como defende que o MDB, em vez de investir recursos em uma candidatura própria, precisa “sobreviver à hecatombe que o governo Michel Temer provocou no partido”.

Renan Calheiros também avalia os presidenciáveis Joaquim Barbosa (PSB), Jair Bolsonaro (PSL-RJ), analsia nomes que fazem parte do quadro fragmentado que espera para a eleição de 2018, Lula, foro privilegiado, Lava Jato, enfim, em entrevista ao Estado de Minas/Correio Braziliense, (leia aqui na íntegra).

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