Aécio Neves e um olhar no passado

Por pouco, muito pouco mesmo, o senador Aécio Neves (PSD) perdeu a disputa presidencial de 2014. Mas foi uma derrota que o credenciou para continuar no jogo da luta pelo cargo máximo da República: Presidente do Brasil.

Passados esses poucos anos, pesquisas mostram um Aécio que sequer tem musculatura para uma disputa majoritária em Minas. A luta que o senador mineiro enfrenta é simplesmente para não permanecer afastado e não perder o mandato.

Hoje poderemos saber algo sobre o futuro do neto de Tancredo Neves. Aécio está cercado de problemas. O ministro do STF Alexandre de Moraes concedeu liminar determinando a realização de uma "votação aberta, ostensiva e nominal" em relação às medidas cautelares aplicadas pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal contra o tucano.

Muitos senadores aliados do mineiro não estarão no plenário por diversos problemas. Com esse cenário – votação aberta, pressão da mídia e de procuradores da República - aliados suspeitam que ele não tenha apoio suficiente, por isso há articulação para adiar a votação.

Será que os senadores cumprirão o seu papel ou irão se acovardar?

Aguardemos.

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Rodrigo Maia já discute cargos pós-Temer

Contam que o clima entre o presidente Michel Temer (PMDB) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), azedou de vez.

Das histórias que são públicas, três se destacam: primeiro, com Maia reclamando que o governo estaria atrapalhando a chegada de novos filiados para o partido.

Segundo, o demista participou de um jantar com os senadores do PMDB que mais criticam o presidente da República, Renan Calheiros (AL) e Kátia Abreu (TO), além de ter participado de encontros com deputados federais da oposição.

Mas também deputados pró-Maia também participaram de alguns jantares semanas atrás e combinaram que com Maia no Poder Moreira Franco seria mantido, mas fora do Planalto.

Por último, Rodrigo Maia reagiu com uma virulência que lhe é incomum ao rebater e trocar farpas com o advogado de Temer, Eduardo Pizarro Carnelós, por causa dos vídeos do depoimento do doleiro Lúcio Funaro

Se sentido agredido pelo advogado que afirmou que era "evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no país", Maia chamou Carnelós de "incompetente e irresponsável". É que os vídeos também haviam sido publicados no site da Câmara, pois não mais estavam sob sigilo.

Outra declaração de Rodrigo Maia deixa bem evidente o seu novo posicionamento político: "A defesa do presidente recebeu todos os documentos. Nunca imaginei ser agredido pelo advogado do presidente Temer. Depois de tudo que eu fiz, esta agressão não faz sentido. Daqui para frente vou, exclusivamente, cumprir meu papel institucional, presidir a sessão”.

Porém, também fica claro que o presidente da Câmara botou gasolina no trono e no entorno do presidente. De acordo com o site do Poder360, “a assessoria do gabinete do ministro Edson Fachin, do STF, afirmou que o conteúdo da delação premiada de Lúcio Funaro não poderia ter sido divulgado pela Câmara. O único documento liberado do sigilo foi a inicial da denúncia.”

Ou seja, Rodrigo Maia que o lugar de Temer, mas com o compromisso de salvar o seu sogro, o ministro Moreira Franco, também chamado de “gato angorá” nas planilhas da propina distribuída pela Odebrecht.

 

 

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O prefeito de São Paulo e a homenagem da Câmara de Maceió

A concessão do título de Cidadão Honorário de Maceió ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), é proposta pelos jovens vereadores Chico Filho (PP) e José Márcio Filho (PSDB). A justificativa principal tem como base atender ao pedido feito pelo presidente da Associação Comercial de Maceió, Kennedy Calheiros.

As demais explicações sobre Doria ser “um empresário, que tem uma visão diferenciada do País como um todo” e que “antes de ser prefeito, Dória é empresário, com atuação muito focada na questão do turismo, principal atividade econômica de nossa cidade”, é uma justificativa sem pé nem cabeça.

O objetivo verdadeiro e estratégico é tornar o prefeito paulistano conhecido para que possa tornar viável o seu sonho – e de parte do empresariado paulista - de ser Presidente da República. Porém, talvez os dois vereadores tenha demorado bastante para atender a esse pedido. Doria, como candidato viável, já era.

Produto do marketing e da falsa tentativa de negação da política e já conhecido como traidor político de quem o inseriu no meio, são as principais lideranças do tucanato brasileiro que estão detonando o prefeito das redes sociais.

Para comprovar isso basta que os vereadores de Maceió façam uma pesquisa na internet sobre os últimos dias. O senador José Serra, o ex-governador Alberto Goldman, entre tantos outros, descascam o prefeito.

As notícias o chamam de “cidadão sem escrúpulos”; pesquisas mostram grande queda de sua aprovação em São Paulo por parte do eleitorado e irritação dos entrevistados com o excesso de suas viagens para ser homenageado ou participar de festas populares.

Em Tempo – Também conhecido como “Prefake” por sempre tentar criar fatos e divulgá-los nas redes sociais, ou “ViajanDoria” por sempre estar fora da Prefeitura, o símbolo que mais pegou nele foi o de traidor. Isso porque quem bancou a sua candidatura como o novo na política em São Paulo foi o governador Geraldo Alckmin.

Só que nesses poucos meses no poder o que mais a criatura tentou foi inviabilizar a candidatura do seu criador ao Palácio do Planalto. Para tanto usou nas redes sociais, inclusive, aqueles meninos do Movimento Brasil Livre para criticar Alckmin.

Porém, João Doria foi desmascarado, revelado e inviabilizado como candidato pelo PSDB. E é esse tipo de político que Chico e José querem homenagear? É esse tipo de político que um empresário do porte de Kennedy acredita que merece ser reconhecido em Maceió?

Prefiro crer que todos se enganaram, assim como já reconheceu o PSDB.

Caso o Título seja aprovado a entrega deve ocorrer no final do mês, quando está previsto o desembarque de Doria em Maceió.

 

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Vox Populi: Mesmo preso Lula pode ser presidente

Líder em todas as pesquisas contra todos os possíveis adversários, a um ano das eleições o ex-presidente Lula parece não ter, ainda, adversário capaz de enfrentá-lo em 2018, apesar de todos os problemas que sofre no campo jurídico, inclusive com uma condenação em primeira instância.

Um dos fatores que ainda permanece na lembrança da população são os avanços sociais e econômicos dos governos do ex-presidente. Por outro lado, os nomes que surgem como opções não são representativos, com exceção do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, ainda sem partido, capaz de atrair eleitores de várias tendências, especialmente do centro.

Os demais, como Jair Bolsonaro, segundo nas pesquisas, é muito extremado para o gosto da maioria. Quanto a Geraldo Alckmin e João Doria, ambos do PSDB, o primeiro já foi derrotado numa disputa presidencial e, principalmente, não é um governador tão bem avaliado em São Paulo. Quanto ao segundo, tem um perfil excessivamente empresarial e de mercado para convencer o eleitorado país afora.

Além disso, o PSDB tem uma dificuldade ainda maior: está dentro do governo Michel Temer, altamente rejeitado, capaz de contaminar tudo e todos ao seu redor, mesmo que a economia melhore e seja sentida nos bolsos dos brasileiros.

João Francisco Meira, sócio da empresa Vox Populi, acredita que Lula é candidato a presidente mesmo se for preso. E se for condenado em segunda instância, vai transformar o caso em uma guerra jurídica.

E, de fato, não restará alternativa ao ex-presidente que não seja “brigar”. E em caso de prisão ou impossibilidade de candidatura, é provável que testemunhemos “uma campanha com um representante do PT prometendo que, se eleito, será Lula, de fato, quem irá governar”, prevê João Francisco Meira.

Provavelmente testemunharemos uma longa e emocionante novela ao estilo pastelão brasileiro.

Merecemos?

 

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Eleições 2018: Calheiros e Vilela vão disputar juntos?

As conversas e apostas no mundo político e em bares e bancas de revistas da orla de Maceió são que Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela (PSDB) vão marchar juntos, como já fizeram no passado, em busca do primeiro e do segundo votos para o Senado.

Desde que o imprevisível jurídico-policial não atue – os dois políticos têm processos no STJ e no STF referentes à Lava Jato e seus desdobramentos -, há muita lógica na reedição dessa dobradinha absolutamente vitoriosa no passado recente.

Na eleição de 2014, por exemplo, o então governador Vilela agiu para facilitar a vitória do filho do senador Renan Calheiros, Renan Filho. Ele não só não apoiou a candidatura do seu aliado, o senador Benedito de Lira, como trabalhou para esvaziá-la.

Para tanto lançou como candidato do governo do PSDB o ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Tavares. Mas foi só Tavares crescer um pouquinho nas pesquisas para que a pequena estrutura de campanha fosse retirada, o que o levou a desistir da candidatura. Daí em diante o que se viu foi um passeio de Renan Filho sobre o senador Benedito de Lira.

No entanto, alguns pontos desse enredo estão soltos. Um deles é referente ao senador Fernando Collor. Uma união entre Teotonio Vilela e Renan Calheiros deve facilitar, também, a reeleição de Renan Filho.

Caso isso ocorra, naturalmente o governador se credencia a disputar em 2022 a única vaga de senador, exatamente a que é ocupada hoje por Collor que, caso não sofra nenhum problema no STF, naturalmente vai buscar a renovação do mandato.

O outro ponto solto dessa teia diz respeito ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Bem avaliado, administra a capital sem enfrentar problemas e é o nome tido como o mais viável numa disputa pelo governo, como mostram as pesquisas, inclusive divulgadas neste espaço.

Mas, caso queira disputar o governo de Alagoas depende da vontade de Teotonio Vilela, que controla o PSDB. A saída para Rui é deixar o partido. Essa é a única forma de ficar livre para decidir o seu futuro e não ser usado como moeda de negociação pelo seu partido.

Contudo, talvez Rui nem seja um ponto solto nesse xadrez. Tem mais dois anos de mandato e pode tirar proveito político e administrativo dessas articulações. Aliás, as conversas e apostas que citei lá no início também cravam que o PSDB pode indicar o vice de Renan Filho.

Agora, quem deve ficar isolado com tudo isso é o senador Benedito de Lira. A jogada que articula o quadro para 2018 é de mestre, apesar de o imprevisível ter poder de mudar tudo, seja com Rui trocando de partido e unindo toda a oposição ou com decisões surpreendentes vindas do STF e STJ.

Se não for assim, PMDB e PSDB vão eleger os dois senadores e o governador de Alagoas.

Aguardemos os desdobramentos.

EM TEMPO: Da assessoria do senador Teotonio Vilela, via WhatsApp, recebo um gentil alerta: "Querido,  bom dia. Só pra esclarecer,  Teotônio não responde nenhum inquérito ou processo referente à Lava Jato." 

Argumento afirmando que o nome dele foi citado por uma das construtoras na delação sobre o Canal do Sertão. "Citou o nome, não há inquérito e nem processo. Caso guatama ele foi inocentado. Basta verificar no site do STJ e STF, só pra você saber", afirma a assessoria do ex-governador. 

Registro feito.



 

 

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Quem diria, Lula e Bolsonaro estão do ”mesmo lado!”

Em todas as pesquisas divulgadas até o momento, o ex-presidente Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro aparecem, respectivamente, em primeiro e segundo lugares. Exatamente por isso sofrem duros ataques com o objetivo de desconstrução de suas imagens.

Sem aqui querer avaliar os problemas que Lula enfrenta no Judiciário e que podem impedir a sua candidatura em 2018, o ex-presidente reclama da cobertura dada pela grande imprensa. A situação é considerada tão séria que a sua assessoria criou a “TV Lula”.

Desde maio, uma equipe de profissionais da área de comunicação produz vídeos para alimentar as páginas "A Verdade de Lula" nas redes sociais. Os vídeos têm duração de dois a cinco minutos. A maioria dos filmes tem entre 5 mil e 20 mil visualizações, com picos de 200 mil em alguns casos.

Jair Bolsonaro, por sua vez, é capa da Veja deste final de semana, com o título “A ameaça Bolsonaro”. Embora não tenha a influência do passado, uma reportagem nessa linha serve para divulgação nas redes sociais.

E qual o objetivo? Ora, a revista tem uma queda pelo PSDB. Além disso, o mercado financeiro e o empresariado paulista quer emplacar na Presidência da República, pós Michel Temer, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ou, principalmente, o prefeito da capital, João Doria (PSDB-SP).

É a partir daí que surge todo o trabalho de desconstrução de imagens e de reputações. Talvez este seja o único momento em que Lula e Bolsonaro transitem em uma mesma linha, por isso os mais ricos querem enfraquecê-los e até tirá-los das eleições de 2018.

Lula porque representa o estado de bem estar social, uma visão voltada também para os mais pobres. Bolsonaro é uma incógnita que cresce com o clima de intolerância e de insatisfação contra as instituições que não garantem direitos básicos, caso da violência.

O que os super-ricos da avenida paulista desejam é um presidente que dê continuidade ao plano econômico do governo de Michel Temer. Embora com visões totalmente divergentes sobre o Brasil, Lula e Bolsonaro não são essa garantia, ao contrário de Alckmin e Doria.

 

 

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Pesquisa: Apoiadores de Temer terão dificuldades na eleição

Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, com exclusividade para o site brasil247, entre 30 de setembro e 3 de outubro, ouviu 2.160 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro varia de acordo com as regiões do país.

Pelas perguntas feitas aos entrevistados e o resultado fica o alerta de contaminação e perda de votos dos deputados e senadores aliados do presidente Michel Temer.

74,9% dos entrevistados disseram que não reelegeriam um deputado federal que votasse pelo arquivamento da denúncia contra Temer. 13,3% disseram que reelegeriam; 8,5% responderam talvez, e 3,3% não souberam ou não quiseram opinar.

A Pesquisa também quis saber se os entrevistados votariam em um candidato à presidente apoiado pelo PMDB, do presidente Michel Temer? 75,8% disseram que não.

Os números acima trazem uma conclusão rápida e simplória. O candidato que tiver a sua imagem associada a Temer sofrerá imensa dificuldade de conquistar algum voto livre, consciente, ideológico, especialmente quem vai lutar por uma reeleição.

Ou seja, se já não tiver ou fizer acordo com lideranças e cabos eleitorais, se não puder construir em seu entorno uma boa “estrutura de distribuição de favores”, não vai alcançar o objetivo.

Já aqueles não alinhados têm uma arma poderosíssima contra os aliados de Temer. Além da propaganda eleitoral nos meios de comunicação, as redes sociais são essências para espalhar e reforçar uma informação, o carimbo dessa aliança com o presidente rejeitadíssimo.

E os mais destacados apoiadores de Michel Temer em Alagoas são: o ministro do Turismo Marx Beltrão, que deseja disputar o Senado. Maurício Quintella, ministro dos Transportes, deve brigar pela reeleição de deputado federal, assim como o deputado Arthur Lira e o seu pai, Benedito de Lira, que tentará renovar o mandato de senador.

Mesmo que a economia melhore e Temer permaneça no cargo, não há tempo nem pessoas qualificadas dentro do governo acima do que há de negativo e capazes de reverterem a imagem de um presidente visto como chefe de quadrilha.

Os Temeristas alagoanos que se cuidem e o MP que fique de olho nas “estruturas de distribuição de favores”.

Leia a pesquisa aqui.

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O mercado financeiro, Lula, Alckmin e Doria, Temer, Ciro, Marina e Bolsonaro

Embora a bolsa de valores tenha apresentado ótima valorização nesta terça-feira (3), a última pesquisa Datafolha deixou o mercado financeiro em polvorosa. Os grandes especuladores, analistas de investimentos, economistas de bancos e de corretoras tentavam avaliar os resultados.

As duas situações que eles não engolem é o crescimento e a liderança de Lula, o segundo lugar de Jair Bolsonaro e a pontuação baixa dos dois candidatos que mais agradam aos seus projetos e objetivos: Um é Geraldo Alckmin. O outro e principal é o prefeito de São Paulo, João Doria, ambos do PSDB.

São esses dois políticos que mais se aproximam do que defendem e que lhes é bastante lucrativo que, no caso, é privatização das empresas estatais, nenhum ou redução de programas sociais, nada de estado de bem estar social, reduzir a proteção ao meio ambiente, abertura total para empresas estrangeiras, entre outras ideias.

Entre a turma desse setor – que vive e pensa que no mundo só existe o mercado e para ele tudo deve estar voltado - começou a ser distribuída, inclusive para clientes, uma série de análises sobre o quadro sucessório.

A primeira delas foi uma reportagem com o presidente do PDT, Carlos Lupi, que avalia como ponto mais positivo do Datafolha “o fato de Ciro Gomes ter o menor índice de rejeição entre os nomes apresentados”.

Quanto ao desempenho de Lula, ele bota na conta da rejeição do presidente Michel Temer, a quem considera como “o maior cabo eleitoral” do ex-presidente.

Sobre Marina Silva, Lupi parece desprezar a pontuação da ex-senadora ao afirmar que é devido as lembranças das duas últimas eleições presidenciais e crava que ela não deve perdurar no páreo.

A análise do presidente do PDT é semelhante para Bolsonaro, que crava que o parlamentar não conseguira se manter na segunda colocação. “Vai ter aqui e ali os votos dos mais extremistas, mas ele não aguenta uma presidencial. Aliás, lembra que o filho dele desmaiou no primeiro debate para a prefeitura do Rio? Vai que ele enfarta no debate presidencial. Já pensou?", alfinetou Lupi.

O segundo documento a circular no mercado foi um texto de uma avaliação de um auxiliar direto (o nome não foi revelado) de Michel Temer sobre a pesquisa. Ele avalia cenário, o PT, voto em Lula, Bolsonaro e o debate econômico.

Sobre o cenário diz que ”sem um candidato claro de sucessão do governo atual” tudo fica muito indefinido. E lembra que em 1993, nessa mesma época, “FHC era candidato apenas ao Legislativo”, o que significa que há muito tempo para o quadro mudar.

O PT, com ou sem Lula, “será elemento central na eleição, até porque haverá um debate opondo o modelo liberal atual ao assistencialismo e paternalismo dos anos Dilma e Lula”. Analisa, ainda, que o voto em Lula é “em parte pelo petismo e em parte pela comparação da situação econômica. Até ano que vem, situação terá melhorado e parte desse voto pela comparação econômica pode migrar dele”.

Por conta disso acredita que o debate econômico deverá ser importante, o que abre uma janela para o que chama de “solução Meirelles”, sem que necessariamente seja o atual ministro da Fazenda o candidato, mas alguém com o seu perfil e que encampe essa agenda do atual governo.

A análise também duvida da candidatura Jair Bolsonaro. Acha que ele herda a insatisfação de parte da população, tem intensidade elevada, “mas não tem narrativa própria” e inda não transmite confiança.

Por fim, conclui que numa eleição também são fundamentais dois pontos: Estrutura partidária e institucional, além da grande estrutura política, que reúne governo e partidos de coalizão.

De fato, essa avaliação não deixa de ter muitas razões. Como essas questões estão indefinidas, a entrada delas em alguma direção altera o cenário.

Portanto, mais uma vez aguardemos.

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Renan Calheiros virou apresentador!

É sempre assim. Um ano antes da eleição os políticos que passam a maior parte do tempo em Brasília “desembarcam” em Alagoas. Nas redes sociais, ferramenta fundamental em uma disputa eleitoral, as principais atividades são apresentadas.

Circula um vídeo resumido do senador Renan Calheiros (PMD-AL) em que ele é o próprio apresentador de Renan Calheiros. Explico: o senador, ao lado de algumas lideranças política do município, diz onde está e de qual evento participou no final de semana do dia 30 de setembro.

Em exatos 55 segundos Renan Calheiros apresenta o resumo do seu final de semana viajando por Alagoas. Em Batalha fala sobre uma exposição da Bacia Leiteira. Em Senador Rui Palmeira acompanhou uma festa tradicional. Em São Brás a Emancipação Política e em Quebrangulo o Festival de Cultura.

Vídeo curto, boa iluminação e qualidade satisfatória do apresentador que busca a reeleição. Porém, o que é mais importante é que em todos esses lugares havia muita gente. Ora, gente vota, portanto, gente é eleitor. E eleitor tem um valor danado de bom a partir dessa época.

Como o tempo do vídeo é curtíssimo – e assim deve ser o uso dessa ferramenta, o senador não apresenta os nomes das lideranças políticas que estão ao seu lado naquele instante. Essa forma pode deixar alguns chateados, por um lado, mas, por outro, essa limitação técnica o livra de citar algumas figuras polêmicas e até pouco recomendáveis.

Porém, que são influentes e quem tem influência transfere votos. E voto depois que é contado não tem cara, cheiro, sexo, caráter, ação judicial, anfim, não tem defeito.

É só número, operação matemática de adição ou multiplicação.

Nessa corrida estratégica Renan Calheiros sai na frente.

E política também é uma caçada aos votos e conquista de apoios.

 

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Um prefeito é cassado por semana no Brasil

Os dados fornecidos por Tribunais Regionais Eleitorais foram levantados a partir das eleições do ano passado. Até agora 49 governantes perderam o cargo, o que dá uma média de um prefeito cassado por semana no Brasil.

Problemas como ficha limpa, abuso de poder político e econômico, compra de voto e propaganda eleitoral irregular são as causas. São mais de 300 cidades sendo governadas em meio a uma intensa guerra travada no Judiciário.

Funciona como uma espécie de terceiro turno no tapetão. Prefeitos que já foram cassados em primeira instância, mas permanecem no cargo graças a recursos interpostos nos TREs e no TSE. Uma disputa contra candidatos derrotados que seguem brigando por uma nova eleição ou para derrubar o adversário.

Essa situação crescente cria uma imensa instabilidade política e administrativa. Em Alagoas, segundo levantamento feito pelo O Globo, 27 municípios alagoanos são administrados por gestores com recursos judiciais.

É uma questão crítica para a democracia e para os administrados e, por outro lado, bastante lucrativa para os escritórios de advocacia.

Culpa de uma legislação que permite muitos recursos e de uma justiça eleitoral lenta, o que transfere o pleito das urnas para o “tapetão eleitoral”.

O fato é que temos uma justiça rápida durante o processo eleitoral, mas que demora a julgar os recursos do mandato, o que permite que os maus políticos sigam no poder administrando os recursos públicos.

 

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