Voney Malta
Voney Malta

Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 24/03/2017 às 20:01 0

Pádua: ‘Venda da Mapel não obedece a legislação’


Por Voney Malta

Diante da decisão do juízo da Comarca de Coruripe, que autorizou a venda da concessionária Mapel, dentro do processo de falência da Laginha Agroindustrial, centenas de trabalhadores que nunca receberam o que deviam estão se sentindo prejudicados.

É que de acordo com a decisão do Juízo de Coruripe, a venda da Mapel servirá como pagamento de débitos de apenas uma das empresas credoras do Grupo, a JRCA. Além disso, somente os funcionários da concessionária, fechada no início do mês de março, serão beneficiados com o pagamento dos passivos trabalhistas. Todos os outros funcionários do grupo, de maneira geral, que há anos aguardam os pagamentos de salários atrasadas, rescisão e encargos trabalhistas, não serão contemplados.

O advogado Felipe de Pádua explica que esse procedimento afronta o entendimento judicial. “Por lei, a prioridade absoluta de créditos que entram para o processo de massa falida é do passivo trabalhista, e não apenas dos funcionários de uma empresa ou outra. Depois disso, devem ser pagas as empresas com garantias a receber e posteriormente as empresas que não tem garantias. Várias ações trabalhistas foram ajuizadas e até hoje mais de 200 clientes do escritório estão aguardando para receber o que lhes é devido. Dentre essas pessoas, há cardiopatas, pessoas com carcinomas e diversos problemas de saúde e também idosos, que não sabem se algum dia irão ser pagos. Ressalte-se, ainda, que está havendo a dilapidação do patrimônio da Massa, uma vez que a Laginha e João Lyra são sócios da empresa Mapel”, explica Felipe de Pádua.

Bruno Gerbase é um dos funcionários que entraram com ação na Justiça e ainda aguarda para receber os ativos. Ele diz que até concorda com a venda da Mapel, mas desde que a negociação fosse feita levantado recurso para pagamento de todos os credores trabalhistas da massa falida, já que a Mapel é uma empresa que faz parte do ativo dessa Massa.

“Nunca se executou a Mapel por existir uma suposta ‘blindagem fática’ com argumento de que não resolveria o problema da massa falida levando mais uma empresa ‘saudável’ à falência, preservando os empregos dos funcionários da concessionária. Por esse motivo a Justiça do Trabalho sempre respeitou esse argumento, no entanto agora estamos observando que o único ativo em funcionamento e vivo da massa falida, ou seja, também de todos os credores, está sendo entregue para compensação de um passivo existente de um único credor. Ele deve, sim, receber seu crédito se assim tenha, mas deverá respeitar a ordem de prioridade de recebimento conforme a lei”, pontua Bruno.

Bruno Gerbase diz ainda que espera que o Judiciário reveja essa decisão, evitando assim grandes prejuízos aos antigos trabalhadores.

Segundo o advogado Felipe de Pádua, a venda da Mapel, com créditos revertidos de maneira equivocada constitui crime falimentar e não é o primeiro caso de venda de patrimônio que é feita para favorecimento de credores. “Uma vez ocorreu a venda de um helicóptero para pagamento de processo trabalhista do ex-piloto, cujo processo era posterior a outros, e para pagamento do credor Agrofield. O Poder Judiciário está avalizando da venda os trabalhadores que devem receber primeiro. É necessário que haja uma atuação por parte dos órgãos competentes, como o Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho e o próprio Tribunal de Justiça, principalmente por se tratar de um interesse social e coletivo, haja vista o expressivo número de trabalhadores e credores que estão sendo prejudicados em seu direito”, entende o advogado.


Postado em 24/03/2017 às 10:25 0

Escolha certa: Canal do Sertão é transformação


Por Voney Malta

Apesar de estar no olho do furacão no esquema de propinas da Odebrecht para partidos e políticos, o Canal do Sertão é uma grande alternativa para transformar a vida da população, mesmo com a lentidão das obras e as suspeitas de corrupção.

A ideia da secretaria de Agricultura, comandada por Álvaro Vasconcelos, de, inicialmente, através do Programa de Desenvolvimento do Canal do Sertão, apoiar 132 famílias que moram no entorno do Canal do Sertão com o programa de microcrédito, é positiva.

Essas famílias serão capacitadas e terão apoio técnico e financeiro para produzirem às margens do canal. Mais adiante, haverá produção, geração de emprego, renda e o desenvolvimento de toda uma cadeia de desenvolvimento.

Dessa forma, Álvaro Calheiros, técnicos da secretaria e membros de governos anteriores registram os seus nomes como atores que contribuíram decisivamente para superar o atraso do Sertão alagoano.

Agora é lutar para que, apesar da delação da Odebrecht contra políticos alagoanos, as obras tenham continuidade para que também possam beneficiar moradores de outros municípios inseridos no projeto inicial de construção do canal.


Postado em 23/03/2017 às 10:58 0

Sem líderes/autoridades, onde está o fundo do poço?


Por Voney Malta

Quando uma autoridade tem ciência do seu poder, ela não se preocupa com questões minúsculas, mas, isso sim, mira no futuro, planeja, pensa grande, busca reconhecimento pelas suas boas ações em prol da sociedade.

Quando essa autoridade não tem ciência do seu poder, vive apenas para o seu círculo limitado de apoiadores e simpatizantes porque não entende o papel que pode desempenhar.

 Talvez isso explique o motivo pelo qual o Brasil não consegue chegar – sequer se aproximar - ao patamar de desenvolvimento econômico e social das maiores nações do mundo.

Como exemplo cito dois fatos simplórios:

1 – O juiz Sérgio Moro determinar a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, o que provocou reações contrárias dentro e fora do Brasil.

2 – Deputado estadual alagoano consegue na justiça estadual que o jornalista Davi Soares, entre outras coisas, fique impedido de citar o seu nome em suas reportagens.

Resumindo, dois juízes e um deputado estadual optando por situações e embates bobos quando deveriam, caso fossem conhecedores do exato tamanho e significado do papel que deveriam exercer, ter um tipo de atitude completamente diferente.

Talvez por tudo isso – mas não só por isso -, é que tenhamos muito mais ‘otoridades’ dentro dos poderes ultrapassando os limites constitucionais, desrespeitando os direitos individuais, vazando informações sigilosas, tomando decisões arbitrárias, partidos e políticos recebendo recursos ilícitos para campanhas e para enriquecimento particular.

Enfim, faltam-nos líderes/autoridades cientes dos exemplos que devem dar com ações maiores do que os seus intestinos.

Saber, por exemplo, o que é liberdade de expressão e, no mínimo, o significado de sigilo da fonte.

Enquanto isso, “onde é que está mesmo o fundo do poço?”

 


Postado em 22/03/2017 às 10:23 0

'Carne Fraca' é o alimento de muitos políticos


Por Voney Malta

Você já sabe o quanto foi estúpida a forma como delegados da Polícia Federal anunciaram, na semana passada, a Operação Carne Fraca.

Da forma como foram anunciados os resultados da ação policial, toda a indústria foi colocada sob suspeição, o que é uma inverdade em um setor altamente profissional e que trabalha com enormes quantidades de produtos para venda no mercado interno e externo.

Você também sabe que o prejuízo está sendo enorme para o setor. O problema é que ele pode piorar, inclusive com demissões, com a queda do consumo no mercado interno e, ainda mais, se os países que suspenderam as importações não voltarem atrás.

Tirando a babaquice da coletiva dos federais, talvez o que você não saiba é que está em curso um acordo de delação premiada, no âmbito da Carne Fraca, que pode detonar o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) do cargo de ministro da Justiça.

Dois fiscais presos teriam dito aos seus advogados que querem fazer delação premiada e contar o que sabem. Um deles seria Daniel Gonçalves Filho, tratado por Serraglio como ‘chefão’ nas escutas da PF, que ocupou o cargo de superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná por indicação e insistência do agora ministro.

Como sabemos, certas indicações para cargos comissionados de chefia são disputadíssimas. E são usadas para fazer favores, atender aliados e gerar, principalmente, dinheiro para gastos políticos de quem indicou o apadrinhado, entre outras coisas.

Ou seja, tem que dar resultado para o padrinho, de preferência ‘money’, também conhecido com ‘faz-me rir’.

Definitivamente, de forma geral os nossos políticos chafurdam no lixo como nunca antes se ouviu falar.


Postado em 21/03/2017 às 10:12 0

O estranho silêncio de Aécio Neves


Por Voney Malta

Imagino como têm sido difíceis os dias do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Por pouco não se elegeu, em 2014, presidente da República na disputa contra Dilma Rousseff.

Mesmo derrotado, tornou-se a voz mais poderosa da oposição e candidato natural e forte para 2018. Foi o mais importante estrategista para a derrubada do PT do governo. Mas agora...

Agora o silêncio é quase sepulcral. E tem motivos para isso. Não é fácil pra ninguém passar de acusador para suspeito dos mesmos crimes e ainda ser o campeão de pedidos de investigação.

O pior de tudo é quando as investigações atingem membros da família, como é o caso agora.

Acusado pela Odebrecht de ter acertado propina de R$ 50 milhões e mais um bocado pela construção da nova sede do governo de Minas, parentes agora aparecem no olho do furacão da Lava Jato, embora esteja havendo o famoso ‘abafa o caso’ por parte da grande imprensa.

Os parentes foram detectados em planilhas encontradas na residência do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. Entre os destinatários de recebimento de recursos estão a ex-sogra de Cabral, Ângela Neves Cunha, irmã de Aécio, e a ex-cunhada, Nina Neves, sobrinha do senador.

Cada uma recebeu, entre 2014 e 2015, R$ 37,5 mil mensais. Tem mais: A ex-mulher de Cabral, Susana Neves Cabral, neta de Tancredo Neves, prima do vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), e do senador Aécio, está sendo acusada de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Nas planilhas obtidas pelo MPF sobre os gastos de Cabral, há registros de que entre 2014 e 2016 ela teria recebido R$ 883 mil em propina.

Portanto, o silêncio do senador Aécio Neves é muito mais do que apenas política. É uma questão familiar.

O fato é que o tucano foi abatido na corrida pelo Palácio do Planalto.

De todo jeito, vai aqui uma solicitação:

Fala, Aécio!


Postado em 20/03/2017 às 10:35 0

Lula, Dilma, Renan, e como erra esse Temer!


Por Voney Malta

Talvez se tivesse citado Lula e Dilma como também responsáveis – os principais - pela obra de transposição do Rio São Francisco, o presidente Michel Temer teria evitado criar um palco tão imenso e positivo para os dois ex-presidentes.

Primeiro porque mostraria humildade, reconhecimento. Isso soaria positivo para os simpatizantes dos ex-presidentes, especialmente para os nordestinos mais simples, e diminuiria um pouco a antipatia existente contra o “golpista” presidente.

Só que ao não citá-los e ao dizer que a obra não era de ninguém e sim do povo, esqueceu-se do básico: Lula e Dilma tiveram a ideia e tocaram a transposição. Ou seja, nesse caso não adianta ir de encontro ao imaginário popular.

Mas, burrice política é uma coisa que caminha junto com Temer, parte do PMDB e o PSDB, principalmente nos últimos meses. Tanto que Renan Calheiros, antevendo o fenômeno Lula, já ensaia e tem dado passos que lhe dão discurso contrário ao do governo do seu partido, casos da reforma da Previdência e da Trabalhista.

E ele sabe que vai precisar demasiadamente reconstruir uma empatia – ou reduzir a antipatia-com o eleitor lulista na corrida ao Senado.

E mais do que todos os atuais políticos brasileiros, apesar de todos os problemas jurídicos, Renan sabe o momento de definir rumos, destruir e reconstruir pontes, como fez ao articular que Dilma Rousseff, mantivesse os seus direitos políticos, apesar de cassada.

O que Lula fez ontem, em Monteiro, na Paraíba, foi só o palanque que ele tanto necessitava para 20018, seja candidato ou decida apoiar outro nome.

A Jararaca está vivíssima, no ambiente que adora e com os concorrentes perfeitos.

“Homi, oh povo burro esses cara do governo. Só pode ser uns fi duma égua, seu menino, ôxe!”


Postado em 17/03/2017 às 10:23 0

Dilma: “O Brasil é governado por ladrões”


Por Voney Malta

A frase foi dita pela ex-presidente Dilma Rousseff. Ela diz que o Brasil, desde que Michel Temer assumiu o poder, passou a ser governador por ladrões. Declarações foram dadas a jornalista Maria Cristina Fernandes.

A ex-presidente cita e explica sobre alguns dos principais aliados de Temer.

Moreira Franco - "O gato angorá tem uma bronca danada de mim porque não o deixei roubar. Chamei o Temer e disse: 'ele não fica'", diz Dilma, explicando por que demitiu Moreira Franco da Secretaria de Aviação Civil.

Bom, Moreira Franco aparece nas delações da Odebrecht acusado de cobrar propinas nas concessões de aeroportos.

Michel Temer - Dilma deixa claro que é o próprio Eduardo Cunha, preso há mais de quatro meses em Curitiba, quem o chama de ladrão, nas perguntas que tentou encaminhar a ele, mas que foram vetadas pelo juiz Sergio Moro.

Dilma também explica porque nã

o se aproximou de Eduardo Cunha e trata, também, de Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima.

Leia reportagem na íntegra publicada no brasil247.

Lula e Dilma

Os dois ex-presidentes visitam neste domingo (19) a cidade de Monteiro, na Paraíba. Previsão era que de 3 mil a 5 mil pessoas aparecessem para recepcionar Lula e Dilma no evento em farão a “inauguração popular” das obras de transposição do rio São Francisco no município.

Só que a quantidade é muito maior. Não há mais espaços de hospedagem em hotéis de toda a região, nem vans para transportar as pessoas.

Vai ser uma festa política

 

 


Postado em 16/03/2017 às 10:49 0

‘Clube dos delatados’ já sabe como se eleger em 2018


Por Voney Malta

Os parlamentares que integram o ‘clube dos delatados’ da Lava Jato pensaram bastante sobre como sobreviver às urnas em 2018. Como a classe política encontra-se na posição de quem está prestes a ser examinado por um proctologista-eleitor, acharam uma saída para evitar o toque.

E ela é não ter o nome julgado diretamente pelo eleitor na próxima eleição.  A proposta é adotar o modelo de lista fechada. Ou seja, nesse sistema a gente vota no partido, não no candidato. E caberá à direção de cada partido indicar quem assumirá as vagas.

Peguemos como exemplo hipotético o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que faz parte do ‘clube dos delatados’. Ele e o seu pai, senador Biu de Lira (PP-AL), também sócio do ‘clube’, comandam o partido em Alagoas.

Logo, caso o deputado queira renovar o mandato e permanecer com o foro privilegiado – ser julgado pelo lentíssimo STF – será o primeiro da lista indicado pelo partido.

Quer dizer, se a sigla tiver votos suficientes apenas para eleger um parlamentar, será ele por ser o primeiro da lista. Mas, repito, o eleitor não votará nele, e sim na sigla.

Essa ideia, defendida na época pelo PT, reaparece dois anos depois de ter sido derrubada em votação no Congresso por 402 votos contrários e 21 a favor.

É a boia de salvação contra a revolta da população, uma forma inteligente para evitar o risco de naufrágio político e aumentar as chances de reeleição.

Eles querem impedir que você, cidadão, tenha o direito de demitir diretamente os políticos acusados e suspeitos de usarem o mandato para ganhar muito dinheiro ilícito.

O presidente Michel Temer (PMDB) e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMD-CE) – todos sócios do ‘clube dos delatados’ – têm discutido o tema.

Lista fechada é a palavra do momento que os exclusivos sócios do clube querem criar em Brasília.

Palavra da Salvação!


Postado em 15/03/2017 às 10:52 0

Rui, o ringue de Renan, a Câmara e Mac Lira


Por Voney Malta

Caso decida disputar o governo de Alagoas, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) aparece como adversário capaz de enfrentar o governador Renan Filho (PMDB). Essa densidade eleitoral de Rui é revelada tanto pelas pesquisas para consumo interno, como por aquelas tornadas públicas e divulgadas neste blog e na Coluna Labafero nos últimos dias, aqui no CM.

Exatamente por isso, o senador Renan Calheiros (PMDB) – ‘Doutor’ em estratégia política – tenta chamar Rui para o centro do ringue. E, atentem, Renan pai preserva o filho governador, Renan Filho.

É cedo? Não, de jeito nenhum.

Pois bem, a provocação foi feita após o prefeito de Maceió ter ido visitar, no início desta semana, as obras de pavimentação e iluminação no bairro de Saúde.

Calheiros disse que Rui visitou as obras cujos recursos de emendas parlamentares foram feitas por ele. Como para bom entender meia palavra basta, Renan deu a entender que Rui estava aparecendo em cima do seu trabalho.

Claro que o senador esperava uma resposta direta de Rui. Daí viria uma polêmica, debate, enfrentamento.

Mas o tiro saiu pela culatra. Rui Palmeira não aceitou ir para o centro do ringue. Essa decisão e a verdade sobre a origem dos recursos esvaziaram a tentativa de Renan.

É que as obras no bairro da Saúde são de recursos próprios do município, sendo R$ 400 mil da Seminfra e R$ 131 mil da Sima.

Renan errou?

Não.

No caso presente interessava muito mais a polêmica do que a verdade sobre os recursos. Em política não importa se o que é dito é fato.

Caso Rui rebatesse diretamente, Renan Calheiros apareceria com outro tipo de ataque, daí o ringue, a polêmica, o confronto antecipado e talvez o desgaste.

Rui acertou. Renan tentou.

E o ringue ainda aguarda os lutadores definitivos de 2018.

 

A CÂMARA E MAC LIRA

O secretário de Desenvolvimento Territorial de Maceió, Mac Lira, foi convidado para comparecer ao plenário da Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (16), às 9 horas.

Ele será ouvido pela Comissão de Assuntos Urbanos formada pelos vereadores Zé Márcio (presidente), Eduardo Canuto e Sílvio Camelo, sobre imperfeições na lei que regulamenta o Plano Diretor de Maceió.

É que o prazo dado pela lei para regulamentação através de decreto foi extinto há mais de um ano, segundo vereadores da oposição. Dessa forma, eles defendem que tem que retornar para o Legislativo como projeto de lei para que os vereadores façam as devidas alterações, e não que elas sejam feitas pelo Executivo através de decreto.

Corretores, construtores e o CREA estão de olho nessa questão, cada um com os seus devidos interesses sobre o tema.

O Plano Diretor atual trata de remembramentos, estacionamentos, construções e, entre outras coisas, outorgas onerosas.

Exemplo: legislação diz que um prédio construído na Pajuçara deve ter dez andares. A construtora erra e levanta o prédio com onze andares e fica sem poder regularizar a obra.

Porém, se fizer um acordo com a administração municipal – ressarcir construindo uma praça, por exemplo, resolve o problema.

Ou seja, outorga onerosa não pode ser uma regra, defendem vereadores.

Daí pode surgir uma nova discussão sobre essa questão.

É o que tudo indica, inclusive com polêmicas jurídicas, políticas e econômicas.

 


Postado em 14/03/2017 às 10:25 0

2018 e as chances de Heloísa Helena


Por Voney Malta

Caso decida disputar o Senado, Heloísa Helena terá amplas chances de conquistar uma das duas vagas em 2018.

Mas, repito, se for candidata, terá que adequar o seu estilo, temperar o seu tom de discurso agressivo sem que precise deixar de ser a contundente HH.

Ou seja, pode e deve ser dura, mas precisa transmitir esperança, otimismo. Tudo na medida certa. Não ser uma metralhadora que dispara para todos os lados.

Discursos estridentes agradam alguns tanto quanto desagradam a outros. Daí – também - a dificuldade de superar candidatos com melhor estrutura técnica e financeira de campanha.

Entre todos os possíveis nomes colocados como candidatos em 2018 ao Senado Federal, apenas Heloísa pode se apresentar como uma política cuja trajetória é limpa.

Não esteve nem está na Lava Jato, tema dominante nos dias atuais, e até depois de 2018, tampouco, no passado, em qualquer esquema de financiamento (propina-empresas) de campanha eleitoral.

Isso ira fazer uma diferença enorme na eleição, ao contrário dos prováveis adversários, atolados até a alma.

Tem até quem sonhe no retorno de uma dobradinha que fez enorme sucesso no passado: HH para o Senado e Ronaldo Lessa para o governo. Ou os dois para o Senado.

Pesquisa recente mostra HH e Lessa empatados tecnicamente na disputa pelo Senado (leia aqui).

"Vai dar onda?"

Aguardemos o desenrolar dos fatos políticos, policiais e jurídicos.

 


Postado em 13/03/2017 às 10:16 0

Lista de Janot e o fantasma ‘Preto’ do PSDB


Por Voney Malta

O nome dele é Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Foi diretor da Dersa – empresa responsável por obras em São Paulo, nos governos José Serra e Geraldo Alckmin entre os anos de 2002 e 2010.

Ex-executivos da Odebrecht apontaram Paulo Preto como arrecadador de recursos ilícitos para campanhas eleitorais tucanas em São Paulo.

O ‘Preto’ fantasma arrecadador também foi citado como operador por doleiros e tem tirado o sono de gente como os senadores José Serra e Aloysio Nunes Ferreira, agora ministro das Relações Exteriores do presidente Michel Temer.

Antigos amigos de Aloysio estão preocupados, entre outras coisas, em saber como ele irá conseguir explicar dois imóveis, no bairro de Higienópolis, onde moram suas duas filhas gêmeas.

Paulo Preto está no radar. Se for pego e falar será um Deus nos acuda!

Enquanto isso, e com tudo isso, o clima político em Brasília é de máxima voltagem. Tensão elevadíssima.

O procurador-geral da República Rodrigo Janot está concluindo a segunda “lista de Janot” – dois anos depois da primeira lista -, que será encaminhada ao STF entre hoje (13) e amanhã (14).

Há pânico no governo federal, congresso, TCU, governos estaduais, enfim. É que essa lista é baseada na delação de executivos da Odebrecht.

A aposta é de que 400 políticos da situação e da oposição serão citados.

Há fantasmas de todo tipo, origem, cores e partidos vagando por Brasília.

EM TEMPO: Teremos alagoanos nessa nova “lista de Janot?”


Postado em 09/03/2017 às 10:59 0

Pesquisa para governador e senador anima e assusta


Por Voney Malta

Já tem cerca de um mês que ela foi realizada, mas só agora pesquisa para governador e senador começa a circular fora dos gabinetes dos principais políticos alagoanos. Alguns viram os números com alegria, outros, nem tanto.

Eu recebi os dados pelo WhatsApp, inclusive com imagem. Algumas fontes  – que consultei - afirmaram que haviam tomado conhecimento, viram os dados e sabiam qual instituto fez o levantamento e quem a pediu.

Uma omissão da mensagem pela rede social - onde foi realizada, por exemplo -, consegui levantar que a área abrangida pelos pesquisadores foi a grande Maceió.

Mas não consegui descobrir quantas pessoas foram ouvidas, grau de instrução, idade, sexo, entre outros detalhes que dão maior credibilidade a esse tipo de levantamento.

Porém, os números começam a circular, começam a sair de alguns poucos gabinetes. Outras pessoas do meio político viram ou ouviram falar dessa pesquisa, apesar de os dados que obtive estarem incompletos, repito.

Abaixo alguns números da pesquisa:

Dos nomes citados, em quem você votaria para governador?

Rui Palmeira lidera com 21,5%; Renan Filho tem 20,75%; JHC 19%; Collor 12%; Teotonio Vilela 2%; nenhum 13% e não opinaram 11,75%.

Na pergunta seguinte, se a disputa for entre Rui e Renan Filho, o prefeito de Maceió aparece com 39% e o governador tem 29,25%. 18% não votariam em nenhum dos dois e 13,75% não opinaram.

Em outra questão, 47,5% disseram que aprovam a administração do governador Renan Filho, 28% desaprovam e 24,5% não opinaram.

O entrevistado também foi questionado, com os nomes sendo apresentados, em quem não votaria para governador.  Fernando Collor lidera com 16%; Renan Filho 8,5%; Teotonio Vilela 7,5%; JHC 6,5%; Rui 4,5%; nenhum 13%; nada contra 8,5% e 35,5% não opinaram.

Também foram apresentados nomes na disputa pelo Senado. Heloísa Helena lidera com 23,75% das intenções de votos; Ronaldo Lessa 23%; Benedito de Lira 15,75%; Renan Calheiros 14%; Rodrigo Cunha 13,25%; Teotonio Vilela 12,5%; ministro Marx Beltrão 8,5%; nenhum 16% e não opinaram 29%.  

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:

Não é surpresa Rui e Renan ocuparem os primeiros lugares. Embora o prefeito apareça muito bem em todos os quesitos apresentados na disputa com os demais – o que o torna bastante competitivo - pende a favor de Renan Filho a aprovação da sua administração.

Também não é surpresa HH e Lessa liderarem a disputa pelo Senado. Se souberem a administrar o tom do discurso – principalmente Heloísa – e as alianças, tendem a ficarem ainda mais competitivos.

Quanto ao mestre da política, senador Renan Calheiros, sua chance de renovar o mandato está no que sempre teve de melhor: evitar o excesso de nomes competitivos, deixar o eleitor sem muitas opções e montar um imenso arco de alianças na capital e no interior. 

Porém, pelo retrato de momento dessa pesquisa, o pleito de 2018 estará sujeito a chuvas e trovoadas. Basta observar, para comprovar, os percentuais de pesquisados que não opinaram, optaram por nenhum, não votariam ou desaprovam.

Vale também registrar os bons números de Rodrigo Cunha e JHC, assim como o resultado ruim do ex-governador Teotonio Vilela.

Entretanto, ainda tem muita Lava Jato. Ainda é muito cedo. O imponderável e o imprevisível, que sempre andaram de mãos dadas com o mundo político, somados ao descrédito da classe, nunca estiveram tão presentes como estão neste momento.