Teoria da conspiração e o silêncio de Benedito de Lira

Foto: Agência Senado 63f3c8c6 cc83 4367 862f 147edea10be1 Senador Benedito de Lira

Todas as movimentações e adequações políticas registradas até o momento só prejudicaram a candidatura à reeleição do senador Benedito de Lira (PP-AL). As mais recentes e diversas pesquisas feitas para consumo interno por todos os grupos mostram isso.

Primeiro com o bem avaliado prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) - que tem a sua forma de administrar aprovada por mais da metade dos entrevistados -, que seria o candidato ideal a governador para o velho senador, mesmo que este não fosse o momento ideal para o prefeito abandonar o cargo. (Ou seja, do ponto de vista político Rui agiu corretamente ao não deixar o cargo).

Agora surge a candidatura de Rodrigo Cunha a senador pela oposição. As pesquisas também mostram o parlamentar relativamente fraco no Sertão, mas pontuando bem para um pré-candidato recém lançado, e muito forte nos maiores colégios eleitorais, especialmente em Maceió.

É fato que cerca de 80% do eleitorado gostaria de mudanças em nossa representação parlamentar. Mas o sistema montado pelo Congresso impede isso. Daí não dá para entender como boa parte das decisões e movimentações tomadas pela oposição parece conspirar ccontra Benedito de Lira.

Ora, candidato a governador inexistente e os nomes citados não somam para fortalecer qualquer candidatura majoritária. Além disso, o segundo candidato a senador anunciado pelo grupo de oposição ameaça a exatamente o mais antigo senador do grupo Biu.

Como Benedito de Lira está silencioso é difícil não acreditar que ele tem participado de todas as discussões desde o início e que, por isso, não existe nenhuma trama para prejudicá-lo. Portanto, a conclusão é de que a teoria de existência de uma conspiração não deve ser verdadeira.

Entretanto, se ele estiver sem saída, será por isso que mantém o silêncio?

Ou, quem sabe, suas excelências, ‘os fatos’, irão aposentar e impedir as dancinhas de forró nos palanques alagoanos, o que já estaria sendo pensado e avaliado?

Por outro lado, o silêncio talvez seja a preparação para a grande batalha.

Aguardemos.

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Enquanto não surge o 'novo', por que Lula vence...

Sai pesquisa, entra pesquisa, anos de pancadaria e de matérias negativas e mesmo assim o ex-presidente Lula, preso e condenado em segunda instância, lidera todos os levantamentos contra qualquer candidato e vence a eleição no segundo turno. E se não for candidato, quem indicar e escolher para chamar de seu transfere cerca de 20% do seu capital eleitoral.

Como isso é possível? Que fenômeno é esse de um condenado que ainda responde a outros processos? Calma, leitor. Se você odeia ou ama Lula e as esquerdas, calma, muita calma nessa hora. Mas a questão é simples, se quisermos.

Lembre que há dois anos a maioria do eleitorado apoiou a troca de Dilma por Michel Temer e o seu consórcio que falava da tal ‘ponte para o futuro’. Só que a dose do remédio que prometia a volta ao paraíso falhou redondamente. E agora teremos eleições.

Quando a gente fala de eleição tratamos de futuro e esperança, não importa o momento e isso, o ânimo, as pesquisas de opinião refletem. Portanto, quando depositarmos os nossos votos nas urnas, em outubro, os candidatos terão que vender até lá muito bem suas ideias sobre economia, segurança, geração de emprego e renda, solução para a previdência e até mais estado ou menos estado em nossas vidas.

Se Dilma tivesse permanecido no governo provavelmente o futuro virtual presidente da República Aécio Neves seria eleito agora em 2018. Mas, envolvido na teia do esquema optou pelo enfrentamento. Saiu derrotado e caiu torrado. Além disso, se Dilma tivesse permanecido quem iria justificar a recessão brutal que vivemos seria o PT.

Na outra ponta os defensores do liberalismo, do menos estado estariam confortáveis para vender a ideia de que eram a solução. Só que o governo Dilma hoje é pasta de arquivo. Já o PT tem como argumento os oito excelentes anos do governo Lula. Tanto isso é verdade que, na prática da vida do brasileiro, o PT ganhou três eleições seguidas e ainda lidera a atual. Parte inferior do formulário

Portanto, discussão sobre direita, centro, centro-direita, liberalismo, partidos e ideias (o Novo) defendidas por Avante, Podemos, entre outros, de nada adianta, não impactam suas teses no povo. As pesquisas mostram e ponto.

Enquanto isso, Lula e o PT perceberam o vazio dessas ideias e ideais. Porque enquanto os opositores não dizem nem respondem como vão fazer mais e melhor, o PT, Lula e aliados tratam sobre os bons tempos do governo do ex-presidente, um período saudoso e bastante recente.

Por isso Lula mesmo preso permanece na frente dos seus adversários. Por isso o PT bate o pé e diz que ele é o candidato e não negocia nada com ninguém enquanto acompanha o desenrolar das questões jurídicas, policiais, processuais e políticas. E enquanto não surgir algo novo ou os opositores não entenderem o quadro, Lula e o PT seguem nadando de braçadas ainda como ‘novidade’.

Porque o eleitorado não está tão somente aguardando cegamente e burramente a palavra, a decisão, a indicação do grande líder. Espera, na verdade, pela esperança e “pelo portador de alguma boa nova”. É disso, simplesmente, que gente, o povo, a massa espera e se alimenta.

Claro, tudo sempre pode mudar em política. Sua excelência, os fatos, são os senhores absoluto. Tudo pode dar certo e tudo pode dar errado. Mas, por enquanto, tudo caminha para que um petista, ou alguém indicado pelo petismo, assuma o governo federal em 2019.

 

 

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Crise das esquerdas e o confronto Alckmin X Bolsonaro

Enquanto a cúpula do PT bate o pé, fica enfezada e não aceita discutir qualquer nome ou perspectiva de aliança que possa significar um substituto ao ex-presidente Lula nas eleições presidenciais, os governadores petistas e de partidos de esquerda pressionam por outro caminho.

Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA), Fernando Pimentel (MG), Wellington Dias (PI), Flávio Dino (PCdoB-MA), Paulo Câmara (PSB-PE), entre outros, defendem que o PT deve avançar em suas conversas com aliados, especialmente com a alternativa Ciro Gomes (PDT) para presidente e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) como vice.

O que pressiona os governadores é a disputa local e a necessidade de tocar adiante alianças, definições de candidaturas e formação de chapa. O tempo urge. Mas as lideranças petistas rejeitam qualquer discussão nesse sentido. O temor é que o PT e as esquerdas percam o tempo exato de subida no trem eleitoral que já está em movimento (leia aqui uma entrevista do governador cearense Camilo Santana sobre o tema).

Alckmin X Bolsonaro

Discurso de campanha eleitoral no Planalto Central. De um lado o belicoso e vazio Jair Bolsonaro. Do outro o fragilizado e questionado Geraldo Alckmin, aconselhado a prometer ao presidente Temer um cargo no governo, caso eleito, para manter o foro no STF em troca do apoio da máquina governamental e de parte do MDB.

Pois bem, o duelo foi o seguinte: durante uma feira de tecnologia, agricultura familiar e cooperativas do Programa de Assentamento do Distrito Federal, o deputado defendeu a tipificação das ações do MST como terrorismo, prometeu continuar fazendo a reforma agrária para a agricultura familiar e disse ainda que o agronegócio vive uma crise de segurança e que vai distribuir fuzis.

 

Quando Alckmin apareceu, minutos depois, prometeu “distribuir é trator. O que o produtor rural precisa é produzir e, para isso,

não precisa de fuzis, mas de tratores”.

 

Jair Bolsonaro tem cerca de 15% de intenções de votos. Alckmin, em queda livre e segura, ocupa a faixa dos 4%.

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Collor prepara anúncio sobre eleições em AL

Foto: DM 8ce95c74 d90c 4c0a bf0d e8f2729f7974 Fernando Collor

O senador Fernando Collor (PTC) já mandou convidar aliados, amigos e apoiadores para uma reunião em seu escritório, nesta sexta-feira (18), em Maceió. A expectativa é de que serão feitos anúncios específicos sobre as eleições em Alagoas.

Candidato a presidente da República, pessoas próximas ao senador falam que o grupo político tem indefinições sobre se apoia ou lança candidaturas ao governo e ao Senado Federal.

Recentemente, aqui mesmo neste espaço, publiquei um texto sobre a possibilidade de Collor disputar o Senado. No entanto, juridicamente não é possível detentor do mandato de senador disputar o mesmo cargo sem estar concluindo o mandato para o qual foi eleito.

Porém, aliados de Fernando Collor, que é candidato a presidente, repito, não descartam que ele dispute o governo de Alagoas, inclusive tendo Benedito de Lira (PP) - com quem vem conversando - e Rodrigo Cunha (PSDB) como candidatos ao Senado.

Qualquer anúncio feito por Collor sobre apoio ou lançamento de candidatura própria pode causar terremoto em muitas das combinações políticas gestadas e pensadas até o momento.

Ou seja, pode embaralhar tudo!

Aguardemos, então, o fim do silêncio do Fernando Collor sobre o pleito em Alagoas

EM TEMPO :

1 - Em Brasília, desde terça-feira (15), convocado pelo presidente do PSDC, José Maria Eymael, e pelo senador Fernando Collor, Eudo Freire, que comanda o PSDC em Alagoas, acertou na reunião com Eymael a questão do uso do Fundo Partidário para os candidatos em Alagoas.

2 - Quanto ao encontro com Collor, Eudo avaliou o quadro político para deputado estadual e federal. Ele recebeu a missão de eleger Fernando James – filho de Collor - deputado federal e para estadual Célia Rocha e o vereador de Penedo, Nelsinho Azevedo.

3 – Eudo Freire é um entusiasmado defensor da candidatura de Fernando Collor para os cargos possíveis nestas eleições: governador ou presidente.

 

 

 

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As candidaturas de Kelmann e Cunha e o imprevisível

Vanessa Alencar/CadaMinuto/Arquivo 2d05492a 3377 4b3e bde7 170d73ba9888 Kelmann Vieira

Antes de qualquer coisa vão dar aos eleitores uma maior (melhor?) opção. E vão também, especialmente a candidatura do vereador Kelmann Vieira, caso seja confirmada na disputa ao governo pela oposição, evitar uma vitória da situação por W.O.

Porém, a primeira ação do candidato a senador, Rodrigo Cunha (PSDB), e a do candidato a governador, Kelmann Vieira (PSDB), será a de resgatar e convencer os aliados de que ambos são viáveis.

Algumas pessoas tentam comparar a candidatura ao Senado de Rodrigo Cunha com a de Heloísa Helena. Na primeira vez em que disputou e se elegeu ela teve ao seu lado um grupo político forte comandado pelo então candidato a governador Ronaldo Lessa, responsável pelos acordos com lideranças políticas de todas as cores na capital e no interior.

Sem Lessa e o benefício causado pelos seus acordos, nas eleições seguintes ao Senado HH disputou de forma isolada, sem grupo com musculatura e densidade, e lhe faltou o básico numa eleição majoritária: carro e combustível para circular durante toda a campanha eleitoral. Foi derrotada em sequência.

Certamente, pelo menos o mínimo em estrutura foi garantido ao candidato Rodrigo Cunha, que terá condições de fortalecer o seu discurso de ‘diferente’ na corrida por uma das duas vagas de senador.

Porém, mesmo que tudo dê errado para Kelmann e Cunha eles ainda poderão tirar alguma vantagem. O vereador deixará de ser um desconhecido presidente da Câmara de Maceió para ser reconhecido em todo o Estado e quem sabe, se credenciar como nome para prefeito de Maceió ou, ainda, ter uma reeleição tranquila.

Rodrigo Cunha também poderá se credenciar para disputar a prefeitura de maceió ou a da sua terra natal, Arapiraca. Portanto, algumas derrotas podem resultar em pontos positivos numa trajetória profissional semelhante a uma maratona de longuíssima duração

Porém, até para uma derrota eleitoral poder ser positiva é preciso que os postulantes saibam somar, conquistar lideranças e simpatizantes. Ou seja, deixar, construir um rastro positivo.

Mas não pode ser esquecido, muito menos descartado, que numa disputa eleitoral tudo pode acontecer, pois o imprevisível faz parte do jogo.

O certo aparente neste momento é que pelo menos o tal do W.O. será evitado.

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PT prepara pré-campanha de Lula da prisão

Foto: Opinião Bda2c843 f91c 4a74 886c 7b9d245c1cfe Lula

Apesar de tudo, o partido mais enraizado e com estruturas mais sólida e que voltou a crescer nas pesquisas mesmo com Lula preso, acredita que tem potencial eleitoral e prepara à montagem da campanha à Presidência da República de Luiz Inácio.

É dessa forma que o PT afasta qualquer discussão sobre outra candidatura, o tal do "plano B". Ou seja, julgado e condenado em segunda instância, Lula é candidato.

O partido entende que todas as discussões jurídicas sobre a legalidade ou não da candidatura do ex-presidente não estão encerradas.

Por isso quer dar início a uma campanha em defesa da democracia e da inédita situação de um preso (político) líder das pesquisas eleitorais e de um partido que voltou a crescer.

Noutra ponta, o cientista político Andre Singer lança o seu novo livro – “O Lulismo em Crise: um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016)” – onde ele resgata e analisa a posse de Dilma Rousseff, o impeachment, o que deu errado e o futuro da esquerda.

Dá pra adiantar que ele conclui que a ex-presidente caiu porque contrariou interesses de “dois aliados que Lula tinha conquistado - os bancos e o MDB”.

Andre Singer não faz qualquer previsão sobre o pleito deste ano, mas observa a recuperação do PT e a influência do ex-presidente preso em Curitiba. 

Singer não arrisca previsões para a eleição presidencial de outubro, mas vê sinais de recuperação da força do PT e aposta que Lula continuará exercendo enorme influência mesmo preso em Curitiba. 

Ele diz ainda que a sobrevivência do PT, PSDB e MDB dependem de um acerto de contas com erros como os revelados pela Operação Lava Jato. “Todos se deixaram contaminar pela corrupção, mas nenhum deles explicou o que aconteceu nem anunciou o que fará para que não ocorra de novo”.

Leia mais sobre a estratégia do PT aqui e aqui sobre o livro de Andre Singer

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O estranho anúncio da candidatura de Cunha

O que estava sendo esperado como um grande acontecimento foi um fiasco. Rodrigo Cunha (PSDB), a ‘novidade na política’, o jovem independente deputado estadual iria anunciar se seria candidato ao governo ou ao Senado. Expectativa que não impactou. Um traque causado por uma sucessão de erros.

Ora, como havia uma boa dose de expectativa, uma coletiva deveria ter sido convocada. Como o parlamentar não é muito conhecido seria uma forma de difundir a sua imagem, mostrar a sua posição e o que pensa como candidato majoritário.

Além disso, ao seu lado deveriam estar os seus apoiadores e aliados para mostrar força política. Nada dessa obviedade ocorreu. Uma nota e um vídeo foram distribuídos com aquele tradicional velho belo discurso político.

O fato é que essa candidatura ao Senado cria alguns aparentes graves empecilhos. O presidente do PSDB, o prefeito Rui Palmeira, vai apoiar e pedir votos para três candidatos a senador, casos de Biu, Quintella e Cunha?

Tem mais: Como Maurício Quintella bandeou-se para o lado dos Calheiros após Rui optar por permanecer na prefeitura, quem será o candidato ao governo pela oposição? Haverá? Isso é muito importante nesse tipo de eleição porque candidatura ao Senado só tem sentido e força somada a de governador. Isoladamente perde esses atributos e o risco de derrota é forte.

A história mostra isso. Ano de 1994. Como não havia reeleição, o governador Geraldo Bulhões lança Pedro Vieira - professor, engenheiro e ex-prefeito ‘tampão’ de Maceió - para o governo. Pela oposição Divaldo Surugay era o candidato mais forte. Para o Senado Renan Calheiros e Téo Vilela ficam com Suruagy.

Bulhões indica Antônio Holanda como senador. Este vivia o auge na política e seria reeleito deputado federal, segundo pesquisas, além dos apoios que tinha nos municípios. Resultado: candidato a senador forte com candidato a governador fraco puxou a chapa pra baixo. Pedro e Holanda perderam feio.

Voltando para o presente, atualmente sequer a oposição tem candidato a governador, o que torna o quadro ainda mais difícil.

Agora, se o objetivo for estar “presente nas prateleiras da política sendo visualizado como o futuro”, Rodrigo Cunha age com perfeição. Certamente, uma candidatura majoritária dá imensa exposição através da propaganda eleitoral gratuita, debates, cobertura jornalística, redes sociais, enfim, abre caminhos para novas rotas.

Especialmente se o objetivo for ser candidato a prefeito de Maceió ou de Arapiraca nas próximas eleições municipais. E essa é a aposta do mercado que circula no meio político. Pode ser que sim e pode ser que não. Pode ser fofoca e inveja, ou não.

Aguardemos.

EM TEMPO - PESQUISAS FORAM FEITAS E NOVAS JÁ ESTÃO SENDO FEITAS COM O NOVO DESENHO. 

 

 

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Carimbão diz que ‘Lei Cunha’ prejudica eleições

Agência Câmara/Arquivo Cce96772 be1a 469c a3af edb410ba3cfd Deputado Givaldo Carimbão

Se você, caro eleitor, pensa que o seu voto é poderoso e que você poderá mudar os rumos da nação e de Alagoas fazendo uma limpeza nos políticos que nos representam, tem bastante razão.

Mas não muita.

Ao desistir de disputar o comando do país nas eleições deste ano, o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, percebeu que, entre outras questões, tudo está montado para não permitir mudanças e transformações.

O experiente deputado federal Givaldo Carimbão (Avante-AL) vai um pouco além> Para ele, o modelo político e eleitoral atual funciona como uma espécie de ferrolho. O parlamentar lembra que Eduardo Cunha (MDB), ex-presidente da Câmara, com sua tropa em Brasília, que ele financiava, fazia e fez o que queria.

E Cunha ‘gestou’ a atual legislação, caso da redução de 90 para 45 dias do tempo de campanha. Segundo Carimbão, o ex-presidente dizia que essa diminuição atenderia aos ‘grandes políticos’ e partidos representantes de 'grandes interesses’. Quanto a quem tem ideais, ficaria sem tempo de defendê-los.

Portanto, mesmo preso, condenado e cumprindo pena em Curitiba, a lei gerada pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha influencia nas eleições, especialmente quanto ao ferrolho que dificulta mudanças profundas no Legislativo.

O que veremos a partir de 2019 será a continuidade do modelo atual na relação Executivo-Legislativo: ‘Toma lá, dá cá’ ou é ‘dando que se recebe’.

Entretanto, não podemos perder as esperanças de mudanças. O nosso voto é, não tanto, mas muito importante e qualquer mudança na representação parlamentar é necessária, mesmo que reduzi

 

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Justificativas de Barbosa, os fracos não sobrevivem e os militares candidatos

De fora da política tradicional, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e o apresentador Luciano Huck ensaiaram candidaturas ao Palácio da Alvorada e desistiram. Barbosa deu algumas entrevistas justificando a decisão: Leia abaixo algumas frases:

1 – Os políticos criaram um sistema político aferrolhado de maneira a beneficiar a eles mesmos. O brasileiro vai ser constantemente refém desse sistema.

2 – É um absurdo que o país não permita candidaturas avulsas.

3 – Não acredito que esta eleição mude o país.

O ex-ministro disse ainda que teme três perigos que vê no horizonte: um golpe militar, Bolsonaro e o próprio Temer: “temo que ele, maquiavélico, possa articular algo para continuar no poder, ou mesmo uma aliança que o eleja”.

Bom, alguns fatos unem Huck e Barbosa. Pontuavam nas pesquisas entre 10 e 12%, eram candidatos de fora da política – outsiders –e desistiram no meio do caminho. O que provoca isso é o cenário de incertezas, a falta de jogo de cintura e a não compreensão do funcionamento e da cultura política.

Enfrentar tudo isso, incluindo o julgamento do eleitor através do voto, opinião pública e mídia, afugenta os fracos. Portanto, é um universo onde apenas os ‘fortes entram'.

 

Quanto a sobreviver ao processo, isso é outro departamento!

 

No mundo há dois exemplos recentes de outsiders: o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da França, Emmanuel Macron. Ambos exercem o primeiro cargo eletivo. No começo, Trump foi rejeitado dentro do Partido Republicano. Macron criou um partido novo, o En Marche, pelo qual concorreu e venceu".

 

EM TEMPO – O presidenciável Jair Bolsonaro tem servido de inspiração. 71 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica lançaram suas pré-candidaturas a vagas no Congresso e no Executivo. Apenas o Acre não tem, ainda, um candidato militar.

 

Já o general da reserva Antonio Hamilton Mourão filiou-se ao PRTB e pode ser candidato à presidência pelo partido de Levi Fidélix.

 

Eles usam frases e slogans para afirmar que trabalham com princípios de “honestidade” e “defesa dos interesses do País” cultivados nos quartéis.

 

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Por apoio da máquina e do MDB, PSDB terá que defender Temer

Patinando nas pesquisas e representando uma sigla fortemente desgastada pelas esquerdas porque foi ator principal no impeachment de Dilma e pela direita e centro por ter se envolvido em casos de corrupção, o PSDB do presidenciável Geraldo Alckmin enfrenta seríssimas dificuldades.

Além de tudo isso, para ter o apoio do MDB e da máquina do governo federal já sabe o que tem que fazer, mas o que tem que fazer significa morte certa: defender o presidente Temer, o legado do seu governo. Ora, como defender o presidente mais rejeitado na história da política brasileira, tão rejeitado que sequer tem coragem de se candidatar ao governo para defender o seu próprio legado?

Essa exigência foi repetida diretamente para os tucanos pelo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB). Em jantar de Temer e dirigentes partidários, o enfático Marun afirmou que nenhum candidato terá o apoio do MDB se não defender o ‘legado’ de Temer: “se o Alckmin quiser o apoio do governo, tem que defender o governo. Quem quiser o apoio do governo tem que defender o governo, exaltar o que fizemos juntos”, disse o emedebista.

Disse ainda que o “O PSDB foi governo até esses dias. Quem quiser seguir conosco na eleição tem que ter a sinceridade de colocar na campanha essa situação. (Ou defende o governo), ou não coliga com o PMDB. Isso são favas contadas. Para ter o apoio do PMDB tem que ter a disposição de defender o que junto conosco fez”.

Marun afirmou ainda que “é até hipócrita a atitude daqueles que pensam que tendo feito o impeachment, tendo praticamente colocado esse governo, tendo participado do governo e agora podem disputar a eleição como se não tivessem participado do governo. Isso é uma situação que foge daquela situação de realismo e verdade que entendemos ter que ter na eleição”.

EM TEMPO:

1 - Voltando um pouco para a disputa em Alagoas, tem um monte de gente ansiosa para saber como serão as campanhas de Maurício Quintella e Marx Beltrão ao Senado. Os dois ex-ministros de Temer vão defender o legado que ajudaram a construir?

2 – Caso dispute o Senado ou o governo de Alagoas, Rodrigo Cunha, do PSDB, poderá ser contaminado pela rejeição ao seu partido? Pesquisas para consumo interno circulam nos gabinetes.

 

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