Voney Malta
Voney Malta

Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 23/06/2017 às 10:29 0

Pesquisas mostram 'abismo' entre Renans



Comecemos pela pesquisa estimulada. Ela foi realizada pelo Instituto Falpe apenas no município de Porto de Pedras, entre os dias 21 e 22 de junho, para o governo de Alagoas e Senado Federal, ouviu 700 pessoas. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

Governo : Renan Filho obteve  39,5%; Rui Palmeira ficou com 17%. Nenhum 30% e 13,5% não opinaram

Senado: Benedito de Lira com 30%; Teotonio Vilela aparece com 22,5%; seguido por Heloísa Helena, 14,5%; Renan Calheiros, 12,5%; Marx Beltrão, 12%; e João Caldas, 4,5%.

Também foi levantado dos entrevistados a avaliação da gestão do prefeito Henrique Vilela (PSDB). Aprova: 82%. Desaprova: 7,5%. Não opinaram: 10,5%. Provavelmente a aprovação do prefeito beneficiou o ex-governador Vilela, especialmente porque o partido é o mesmo e o sobrenome também.

Deixando esse pormenor de lado, quando analisamos as duas pesquisas anteriores divulgadas neste espaço e somamos a esta feita em Porto Calvo alguns detalhes podem ser observados:

1 – Sem mover uma palha, sem mexer numa peça e mesmo sem dar um sinal qualquer sobre se será ou não candidato em 2018, Rui Palmeira (PSDB) aparece muito bem avaliado. Aliás, o seu nome vem sendo divulgado pelo bom trabalho na Prefeitura de Maceió e exatamente pela falta de candidatos capazes de enfrentar o atual chefe do Executivo. Ou seja, é o segundo colocado e é um nome viável.     

2 – Também é importante notar uma vitória pessoal do governador Renan Filho. As pesquisas mostram que ele conseguiu desvincular o seu nome ao nome do seu pai, senador Renan Calheiros. Há um abismo gigantesco ente a pontuação entre o governador e a do senador, o que provavelmente signifique que o pai não contaminou o filho com a sua rejeição.

3 – Por outro lado, também parece claro que o governador, pelo menos neste instante, não consegue transferir parte de sua aprovação para Renan pai. Claro que na disputa em 2018 isso tende a se modificar nos dois sentidos, positivo e negativo, mas só quando chegar o período eleitoral é que saberemos qual tendência irá prevalecer.

4 – O fato é que, ao que parece, o filho conseguiu abandonar o colo do pai definitivamente. Entretanto, 2018 ainda não chegou e até lá a política vem sendo assustada pelo imprevisível e imponderável como nunca visto antes, atingindo partidos e detentores de mandato.

Resumidamente, é isso, e vida que segue.

Aguardemos, portanto.

Leia aqui a pesquisa anterior feita nos municípios do Vale do Paraíba e aqui a realizada nos municípios do Litoral Norte.


Postado em 22/06/2017 às 10:24 0

Pesquisa: Lula e Bolsonaro lideram, mas...


Por Voney Malta

Bem interessante pesquisa realizada pelo DataPoder360. O estudo, realizado de 17 a 19 de junho de 2017, entrevistou 2.096 pessoas com 16 anos de idade ou mais, em 217 municípios.

Os dados mostram um cenário absolutamente aberto, com uma certa tendência, claro, mas totalmente factível para o surgimento de algo novo.

É o caso, por exemplo, quando são somados os votos brancos e nulos, 31%, com os eleitores indecisos, 12%. Ou seja, 43% dos entrevistados, um exército não simpático aos nomes postulados. Além disso, os brancos, nulos e indecisos superam qualquer nome apresentado.

O presidente Lula lidera em todos os cenários. 90% dos entrevistados querem mudanças em 2018.

Leia a pesquisa na íntegra aqui.


Postado em 21/06/2017 às 10:11 0

Candidatura de Rui causa ‘calafrios’


Por Voney Malta

Silencioso, reservado, cauteloso com as palavras. Assim tem sido Rui Palmeira sobre 2018. Ser ou não ser candidato? Aos assessores mais próximos responde que ‘não é hora de tratar disso’ e proíbe que o tema volte a ser tocado.

Desconfio que Rui responda da mesma forma se for questionado pelos mais íntimos: seus pais, tios e esposa. E tem razão. Dos detentores de cargos majoritários em Alagoas apenas ele e o senador Fernando Collor não terão que passar pelo julgamento das urnas em 2018, ao contrário de Renan Filho e dos senadores Renan Calheiros e Biu de Lira.

Portanto, a situação do prefeito de Maceió é mais do que confortável, é privilegiada. É o candidato para qualquer cargo, caso queira.

Mas também sabe que se cometer o erro de antecipar uma possível candidatura terá que, já agora, com quem buscar ou fechar acordo, abrir espaço na estrutura do município.

Além disso, há o financiamento das candidaturas para deputado estadual e federal, geralmente cabendo a maior parte do custo aos candidatos mais importantes, caso do governador e senadores.

Ou seja, precisa construir um grupo de amplitude estadual. E aí corre o risco de desorganizar a máquina administrativa e a relação com a Câmara Municipal. Some-se a isso o fato de que 2018 ainda não está claro. O imponderável e o imprevisível rondam a política com tantas operações, delações e prisões numa história sem fim.

Definitivamente, Rui tem sido tratado como candidato a governador ou a senador sem jamais ter dado qualquer sinal. É um nome falado tanto quanto os mais citados. Dessa forma é feita uma propaganda enorme sobre o fato, o que lhe dá ainda maior visibilidade em Alagoas, como revelam as pesquisas que lhe dão excelente pontuação em todos os quesitos.

Nunca o estilo silencioso, reservado e cauteloso com as palavras de um político alagoano causou tão fortes calafrios e expectativas tanto nos possíveis adversários quanto nos simpatizantes. é que todos sabem que uma coisa será a eleição em 2018 com Rui Palmeira candidato. E outra sem ele.

Como diz o ditado, ‘a gente é dono da palavra não dita; e escravo da palavra dita’, o que talvez explique a estratégia do prefeito. 

 


Postado em 20/06/2017 às 10:33 0

Junho: São João, São Temer, São Neves e São Todos ladrões!


Por Voney Malta

O mordomo de filme de terror de 5ª categoria desembarcou na Rússia.

Depois segue para Noru-égua, diz um amigo meu de Mata Grande separando as sílabas. Mas ele mesmo acha que soa melhor dizer que Temer foi ‘pra baixa da égua’.

Delatado como o chefe da quadrilha que comanda o governo brasileiro pelo empresário Joesley Batista, Michel Temer deixou sozinho o seu grande amigo, Aécio Neves. O senador mineiro terá o pedido de sua prisão julgado pelo STF nesta terça-feira (20).

Há muita coisa fora da lógica. A razão foi deixada de lado.

Hoje o Brasil é governado por um novo grupo de ‘anjos decaídos’ denominados São Todos Ladrões. É fácil encontrá-los e reconhecê-los. São Neves, São Temer, São Alves, São Cunha, São Padilha, São Tantos e São Todos...!

Perdemos a razão!

Bom, o fato é que parte do PMDB e do PSDB avaliou errado o que projetaram lá atrás. Dilma Rousseff cometeu erros, perdeu o apoio popular. Esse grupo travou qualquer mudança na rota do governo petista. Dilma caiu e eles disseram que logo, logo o país voltaria aos trilhos.

Mas não conseguiram controlar nem eliminar a Lava Jato. Muito menos perceber que o modelo pretendido é incontrolável dentro de uma sociedade complexa formada por diversos atores. Deu tudo errado.

Na mudança imaginada perfeita - para muitos um golpe -, na troca de Dilma por Temer faltou uma análise qualificada dos políticos, empresários, mercado financeiro e outros setores que apoiaram a troca da presidente pelo vice: fundamentalmente, o nível do presidente e dos seus assessores para comandar o país.

O fato é que nesse embate o Santo São Todos Ladrões vendeu o conflito, mas não levou. Foi uma mudança em que todos saíram perdedores. Dezenas de carreiras políticas e empresarias estão mortalmente feridas. E ainda há tantos que deverão seguir o mesmo caminho. Os prejuízos econômicos e sociais são assustadores.

O Brasil, certamente, saíra diferente dessa crise. Mas não se sabe quando, até onde, muito menos como.

O meu amigo sonhador lá de Mata Grande disse que há um Santo enviado que pode nos salvar, se tivermos fé e rezarmos bastante: Santo Salve-Se-Quem-Puder!

Mas que não haverá perdão pra político ladrão. Estes terão que fazer um acordo com o “São Coisa Ruim”.

Bem que Michel Temer poderia ter vindo ao Nordeste pra curtir as festas juninas e apreciar uma boa cachaça, mas optou pela vodca.

Uma pena, porque não vai poder dar nada pro santo “São Todos Ladrões” – uma pra mim, uma pra tú, outa pra mim....Que até poderia aceitar o seu pedido perdão depois de tantos anos pecados.

Aguardemos.

Será que o enviado vai dar troco?

Vida que segue.


Postado em 19/06/2017 às 10:28 0

Michel Temer é a verdadeira face do Brasil?


Por Voney Malta

Aposto que se todos os fatos tornados públicos, somados as denúncias e as investigações hoje em curso contra o presidente Michel Temer fossem contra FHC, Lula ou Dilma no período em que estiveram no poder, certamente qualquer um dos três teria sido enxotado rapidamente do poder.

Dilma, coitada, a cada dia parece mais uma inocente. Caiu por causa das ‘pedaladas fiscais’, um crime tolo, infantil, inferior, pelo menos quando colocado diante dos fatos e atos de Michel Temer e seus companheiros.

Porém, talvez Temer seja a face real da maioria dos brasileiros, de todos os estratos sociais. Porque a cada dia que passa parece que ele está mais forte, como quem perdeu a vergonha e não se incomoda de ter sido pego e dedurado com provas substanciais de esquemas ilícitos.

O presidente viaja nesta segunda-feira (19) para a Rússia e Noruega e só retorna na sexta-feira (23), no exato instante em que o ‘caldeirão de dedurações’ está fervendo ainda mais.

Só que Temer tem a qualidade - ou será defeito? Nem sei mais! - de não temer e não ter absolutamente medo algum das investigações da PF, do MPF, ou de novas delações de empresários ou de seus aliados presos, o que deixaria fragilizado qualquer político ou empresário que enfrentasse situação semelhante.

Qual o motivo pra tanta coragem e disposição, podemos questionar?

Ora, caro leitor, a única chance que ele tem de se livrar de todo esse cerco, assim como livrar os políticos que o apoiam, foi decidida lá atrás, quando todos descobriram que não teriam o apoio irrestrito do governo Dilma para brecar a Lava Jato e controlar ministros do STF, juízes, policiais e procuradores.

A opção era a faixa presidencial ou as faixas no uniforme de presidiário. E isso ficou claro naquela conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB) e Sérgio Machado quando falavam sobre “estancar a sangria”.

Será Michel Temer a verdadeira face apenas da política brasileira, ou será ele também a nossa cara?

 


Postado em 16/06/2017 às 12:41 0

2018: Pesquisa revela os preferidos no Vale do Paraíba


Por Voney Malta

A mais nova pesquisa realizada pelo Instituto Falpe ouviu três mil pessoas nos municípios do Vale do Paraíba, em Alagoas, entre os dias 9 e 12 de junho. Levantamento trata da avaliação do governo Michel Temer e de candidaturas para senador, deputado federal, deputado estadual e para o governo em 2018. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

O Vale do Paraíba tem oito municípios – Pilar, Atalaia, Capela, Cajueiro, Viçosa, Chá Preta, Paulo Jacinto e Mar Vermelho – e está localizado na região do interior considerada a mais rica de Alagoas por conta da presença de usinas de açúcar, pecuária e pela proximidade com Maceió.

Os números referentes ao governo federal comprovam o fracasso do governo atual. Quando perguntados se “aprova ou desaprova o governo do presidente Michel Temer?, ele foi desaprovado por 83% dos entrevistados; aprovado por apenas 8,5% e 8,5% não opinaram.

Leia abaixo os demais resultados para deputado estadual, governador, senador e deputado federal:

Deputado estadual

1 - Se a eleição para deputado estadual fosse hoje, em quem você votaria?

Chico Tenório, 3,75% das intenções de votos; Bruno Toledo, JHC, Inácio Loiola, Carimbão Filho, Judson Cabral, Marcelo Victor, Jeferson Morais, Maurício Quintella, e Carlos Alberto Canuto ficaram empatados com 1%. 94,25% não opinaram.

Mas quando alguns nomes são apresentados, os números mudam bastante. Veja abaixo:

2 – Desses nomes citados, em quem você votaria para deputado estadual?

Chico Tenório, 15%; Bruno Toledo, 7,75%, Carlos Alberto Canuto, 7,25%; a surpresa Pedro Acioly, que sequer apareceu na anterior, crava 5,25% das intenções; Davi Maia, filho de Marcelo Lima, 3,5%; Ronaldo Medeiros, 3,5%; Antônio Albuquerque, 3%; Olavo Calheiros, 2%; Ângela Garrote, 1,5%; Isnaldo Bulhões, 1,25%; Henrique Vilela, 1%; Val Gaia, também 1%; Paulo Dantas, 0,75%; nenhum, 27%; não opinaram 20,25%.

Governador

Na pergunta “você aprova ou desaprova a administração do governador Renan Filho?”, 58,5% responderam que aprovam, enquanto 23% desaprovam. 18,5% não opinaram.

Na disputa para governador, quando os nomes dos candidatos são apresentados e pergunta em quem o eleitor votaria para governador, Renan filho lidera com 33,5%; Rui Palmeira tem 22,25%, JHC 5,75%. 22,25% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos e 16,25% não opinaram.

Quando o confronto é apenas entre o governador e o prefeito de Maceió, Renan fica com 35%; Rui obtém 24,25%. Nenhum 24% e 16,75% não opinaram.

Na disputa entre Renan Filho e JHC, o governador tem 40,25% e JHC 11%. Nenhum 29,5%, não opinaram 19,25%.

Quando a pergunta é “Dos nomes citados, em quem você não votaria para governador?”, JHC lidera com 6,75%. Renan Filho aparece com 6,5% e Rui Palmeira tem a menor rejeição, apenas, 275%. Nenhum, 22,25%; nada contra, 36,5% e não opinaram, 25,25%.

Senado

Na disputa por uma das duas vagas para o Senador Federal, os números foram os seguintes na pergunta “desses nomes citados, em quem você não votaria para Senador?”, Renan Calheiros tem 5,75%; Benedito de Lira 2,5%; Teotonio Vilela, 1,75%; Marx Beltrão e Heloísa Helena ficam com 1%; João Caldas, 0,75%. Nenhum, 24,5%; nada contra, 41% e não opinaram, 21,75%.

Quando é perguntado “dos nomes citados em quem você votaria para senador”, Teotonio Vilela lidera com 27,25%; Benedito de Lira, 23%; Renan Calheiros, 19%; Heloísa Helena, 18,5%; João Caldas, 7%; Marx Beltrão, 6,5%; nenhum, 24,5%; não opinaram, 25%.

Deputado federal

Na pergunta “Desses nomes citados em quem você votaria para deputado federal”, Sérgio Toledo lidera com 15,25%; Ronaldo Lessa tem 11,75%; Carimbão Pai, 8%; Maurício Quintella, 5,25%; HC, 5%; Paulão do PT, 2,5%; Arthur Lira, 2%; Augusto Farias, 1,75%; Marx Beltrão, 1,25%; Rodrigo “prefeito de São José da Laje”, 0,5%; Nivaldo Albuquerque, 0,25%. Nenhum, 23,5%; não opinaram, 17,5%.

Agora é com você, caro leitor, e as suas conclusões. 


Postado em 14/06/2017 às 10:47 0

Redes: Rui e Renan na vanguarda dos ‘votos’


Por Voney Malta

Políticos alagoanos da jovem guarda, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) e o governador Renan Filho (PMDB) são os melhores exemplos de uma nova era em que as mídias sociais têm a maior influência na formação de simpatizantes, seguidores e, claro, eleitores.

Ambos usam constantemente as redes sociais para divulgarem ações, seja em visita a obras, inaugurações ou se posicionando sobre determinado tema. Renan, por exemplo, anunciou ao vivo nesta terça-feira (13) o reajuste dos servidores.

A lógica do uso dessa ferramenta – um caminho sem volta- é comprovada através de uma pesquisa do ibope divulgada esta semana sobre a influência das diversas mídias na formação da decisão de voto nas eleições de 2018.

Ou seja, o que era percepção para a grande maioria das pessoas agora é fato. O meio privilegiado de convencimento do eleitor é a internet e as redes sociais. Supera, inclusive, os meios de comunicação tradicionais – rádio, tv, jornal, etc. Porém, essa mídia convencional também está presente nas redes.

Segundo o Ibope, na pergunta sobre os canais de influência na escolha do candidato à Presidência da República nas eleições de 2018, o resultado foi o seguinte:

1 – A internet/As redes sociais: Muita influência; 36%. Pouca influência; 20%. Nenhuma; 40%.

2 – A mídia: Muita influência; 35%. Pouca influência; 21%%. Nenhuma; 42%.

3 – Conversas com amigos: Muita influência; 29%. Pouca influência; 29%. Nenhuma; 40%.

4 – Os movimentos sociais: Muita influência; 28%. Pouca influência; 26%. Nenhuma; 43%.

5 – Conversas com parentes: Muita influência; 27%. Pouca influência; 29%. Nenhuma; 42%.

6 – Os partidos políticos: Muita influência; 24%. Pouca influência; 22%. Nenhuma; 51%.

7 – Os políticos influentes: Muita influência; 23%. Pouca influência; 22%. Nenhuma; 52%.

8 – A igreja/os líderes religiosos: Muita influência; 21%. Pouca influência; 22%. Nenhuma; 54%.

9 – os artistas/as celebridades: Muita influência; 16%. Pouca influência; 19%. Nenhuma; 62%.

Conclusão:

- Quem não se comunica, se trumbica, como dizia o apresentador Chacrinha. Agora, é preciso ter moderação no uso das redes sociais, ter ciência da repercussão que irá causar, manter certa constância no uso para alimentar os seguidores/eleitores.

- O ideal é que o político não fique carimbado como quem só se comunica com o eleitor pelas redes em época de eleição. E aqui em Alagoas são tantos os exemplos...

- O certo é que temos em todas as regiões uma imensa e crescente quantidade de eleitores jovens que trocam informações nas redes sociais e ninguém sabe como eles vão se posicionar, um exército poderoso que decide qualquer eleição.Verdade vira mentira, assim como o contrário, numa batalha sem tréguas.


Postado em 12/06/2017 às 10:44 0

PSDB segue tocando violino no Titanic de Temer


Por Voney Malta

Essa é aposta, da mesma forma que na semana passada foi cravado que o TSE não cassaria a chapa Dilma-Temer. Tais raciocínios seguem a lógica dos bastidores, dos acordos, das trocas de favores e da sobrevivência.

Estão em campo, para a reunião da Executiva do PSDB desta segunda-feira (12), o senador afastado Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Doria. Eles trabalham para o partido permanecer ao lado de Temer.

A tendência majoritária é que o partido não desembarque da base de sustentação, mas que todos fiquem livres para se posicionarem como quiserem sobre o governo. Na prática, os tucanos estão de olho na sobrevivência de Aécio e, nos casos de Alckmin e Doria, nas eleições de 2018.

Ir para a oposição significaria, para os dois últimos, fortalecimento do PT e de Lula, que já ocupa esse espaço. Além disso, faria chegar ao poder o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o que lhe daria cacife para ser candidato presidencial, ou, no mínimo, deixaria a legenda bastante valorizada para uma possível aliança em 2018.

E tem mais: Com Temer no governo o PSDB é o seu grande fiador. Tem cargos, bastante poder e influência nos rumos do governo federal. Ou seja, pode conseguir apoios no meio empresarial e político, caso do próprio PMDB, por exemplo.

Por outro lado, os tucanos Alckmin e Doria não querem ganhar o carimbo de “fiador” de Temer, um presidente impopular, rejeitadíssimo e prestes a ser denunciado no STF. O discurso para o eleitor será, portanto, que será dado “um crédito a Temer, mas comprazo de validade definido e sujeito a uma mudança de rumos, na dependência de eventuais fatos novos e decisões da Justiça."

Uma pena que o PSDB perca de vez a possibilidade de abraçar o discurso anticorrupção. Poderia fazer diferente – bem mais até do que tem feito o PT com relação aos seus membros denunciados – e dar uma senhora canelada no governo que ajudou a colocar no poder e no investigado senador Aécio.

Como diz o cientista político Luis Felipe Miguel, “No começo da crise, muito se falava no declínio inexorável do PT. O PT está bem machucado, é verdade, mas é implausível que se torne um ator político irrelevante em 2018. Já o PSDB está a perigo. É possível que ele só sobreviva nas regiões politicamente mais atrasadas, como São Paulo.”

Portanto, tudo caminha para que o PSDB continue tocando violino no Titanic de Michel Temer.


Postado em 09/06/2017 às 10:37 0

TSE: ministro está na delação; governo vê vitória e problemas


Por Voney Malta

Napoleão Nunes Maia Filho é ministro do Tribunal Superior Eleitoral e também ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até esta quinta-feira (8) era dado como certo que ele votaria contra a cassação do mandato de Michel Temer.

O ministro, um senhor de cabelos totalmente grisalhos, é um dos citados por executivos da construtora OAS que fizeram acordos de delação premiada.

Como dito inicialmente, a banca de apostas coloca o voto de Napoleão a favor de Temer, assim como os de Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira e Gilmar Mendes. Aguardemos.

No entanto, mesmo que sai vitorioso o governo Temer sabe que a batalha no TSE é apenas um dos muitos confrontos de um governo totalmente suspeito de crimes de corrupção, obstrução da justiça, por exemplo.

A próxima explosão será a denúncia que deverá ser apresentada pela PGR ao STF contra Michel Temer. Para enfrentar esse ataque, os generais de Temer estão arregimentando parlamentares da base para barrar a aceitação da denúncia, que precisa passar pela Câmara dos Deputados para prosseguir.

O governo diz que os parlamentares terão que optar se seguem a orientação do MPE e aceitam a denúncia ou se mantém as relações com esse governo.

Ou seja, o governo trabalha com a lógica do convencimento prático: cargos, liberação de recursos de emendas e ‘estrutura’.

E para barrar o pedido da PGR Temer precisa de apenas 172 votos para impedir que o processo seja aberto, portanto, um número pequeno, mesmo com a debandada de integrantes da base aliada, especialmente do PSDB.

Conclusão: A crise vai continuar, o TSE não resolve a crise política porque outras denúncias contra o atual governo deverão continuar pipocando, é claro.

Afinal de contas, são décadas de funcionamento desse esquema de propinas para financiamento de partidos e políticos.


Postado em 08/06/2017 às 11:11 0

Pesquisa: Lula cresce, Aécio ‘morre’


Por Voney Malta

Nesses tempos em que o imprevisível e o imponderável parecem comandar a política brasileira, pesquisas eleitorais continuam sendo feitas como quem pretender adivinhar o futuro que se aproxima.

Cartas lançadas sobre a mesa, não dá, ainda, para cravar quem serão os jogadores que poderão disputar a Presidência da República. Muitos foram atingidos mortalmente pela Lava jato e seus desdobramentos contínuos. Outros, embora feridos, mantêm o fôlego, até quando não se sabe.

Como o mundo da política também se alimenta de especulação eleitoral, daí surgem as pesquisas, retrato do momento.

E no último levantamento para presidente tornado público, pesquisa CUT/Vox Populi realizada entre os dias 2 e 4 de junho em 118 municípios de todos os Estados, além do distrito Federal, ouviu 2000 pessoas em capitais, regiões metropolitanos e também em cidades do interior. A margem de erro é de 2,2 % e o intervalo de confiança de 95%.

Pois bem, o ex-presidente Lula não só bate todos os adversários como vem em ascensão, ao contrário de Aécio Neves, morto politicamente, mas ainda insepulto. O senador tucano aparece nas pesquisas com 0% de intenção e voto.

Vejamos os dados:

1 – O governo Michel Temer é aprovado por 3% dos entrevistados

2 - 52% acham que a vida piorou com Temer na presidência. Para 38% nada mudou. 9% acham que melhorou.

3 – Se a eleição fosse hoje, Lula teria 52% das intenções de voto, no segundo turno, contra Geraldo Alckmin (PSDB), 11%.

4 – Se o nome que o PSDB apresentar for o do prefeito João Doria, Lula aparece com 51% dos votos no segundo turno. JD teria 13%.

5 – Lula também derrotaria Marina Silva por 50% a 15%.

6 – Se adversário for Aécio, Lula chega a 53%. Aécio teria 5%.

ESPONATÂNEA

Neste caso, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, cresce ainda mais a diferença pró Lula.

1 – em abril, pesquisa da CUT/Vox Populi mostrava que 36% dos entrevistados votariam em Lula. Agora 40% disseram que votariam no ex-presidente se a eleição fosse hoje.

2 – Jair Bolsonaro (PSC) aparecia com 6%. Agora surge com 8%.

3 - Em seguida aparecem com 2% Marina Silva (Rede) e o juiz Sérgio Moro.

4 – Com 1% aparecem Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (sem partido), João Doria (PSDB), Fernando Henrique (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB).

5 – Aécio Neves, que em abril – quando ainda não havia sido divulgado o grampo da JBS, tinha 3% das intenções de voto. Agora, na espontânea, tem 0%.

Conclusão:

É indiscutível o crescimento do ex-presidente. Mas nada disso significa questão resolvida. O imponderável e o imprevisível vão continuar atuando, o que é previsível. Lula é réu e investigado em diversos processos.

Mas o fato é que ele é o favorito e vem numa crescente, segundo os números. No voto espontâneo, ele tinha 31% em dezembro, 36%, em abril e agora 40%.

Em um hipotético segundo turno contra Alckmin, a vantagem foi de 45% da preferência dos votos, em dezembro, para 51%, em abril, e agora 52%.

Entre os jovens tem 48% das intenções de votos; 44% entre os adultos e 44% entre os maduros.

Escolaridade: 55% dos eleitores com ensino fundamental votam Lula, 40% ensino médio e 29% ensino superior.

Renda: votam em Lula 58% d que ganham até 2 salários mínimo, 41% dos que ganham entre 2 e 5 mínimos e 27% dos que ganham mais de 5 salários mínimos.


Postado em 07/06/2017 às 10:56 0

MPE barra “superfaturamento de pessoas “


Por Voney Malta

Apesar de certa paralisia nas movimentações políticas para 2018 por conta dos terremotos que atingem o cenário político nacional, prefeitos, vereadores e deputados alagoanos viram no desastre causado pelas chuvas uma boa oportunidade eleitoral.

Como é histórico, a ocorrência de um desastre natural – como o excesso de chuva ou a estiagem prolongada – traz consigo ações que implicam na chegada dinheiro novo para ações, contínuas ou não, com o objetivo de reduzir o sofrimento da população. Isso em ano pré-eleitoral é uma alegria para os políticos alagoanos.

No entanto, uma simples ação do Ministério Público parece ter travado essa jogada. Bastou aos promotores de Justiça da Comissão de Apoio Institucional às Vítimas visitarem, em um fim de semana, as 31 cidades atingidas para constatar superfaturamento.

Isso mesmo, superfaturamento de pessoas, digamos assim. Tecnicamente houve inconformidade entre o número verdadeiro de vítimas e os dados repassados pelas prefeituras.

Em Colônia de Leopoldina, por exemplo, a Prefeitura contabilizou 2,5 mil desabrigados e desalojados na cidade. Mas o promotor que atua no município constatou a existência de apenas 214 vítimas das enchentes.

Logo em seguida, o MPE divulgou uma série de recomendações e alertas para que os gestores municipais não caíssem na ilegalidade. Nas entrelinhas - na minha interpretação - um claro recado de que o órgão estava atento a “fraude que estava prestes a ser montada”.

Resultado: Segundo a Defesa Civil, o número de desabrigados ou desalojados caiu de 39 mil para 7.600 pessoas em Alagoas. Uma Impressionante redução de cerca de 80%.

Apesar disso, é importante que os promotores permaneçam atentos. Novas tentativas devem ocorrer.

Um ano depois das eleições municipais a turma da política está com muita sede e, o que é pior, dependendo do ponto de vista, sem ou com perspectivas reduzidas no que diz respeito à ‘estrutura’ que vai 'alimentar' as eleições de 2018.


Postado em 06/06/2017 às 10:00 0

As perguntas feitas pela PF a Michel Temer


Por Voney Malta

Quando tudo começa errado, quando tudo é iniciado pelas pessoas suspeitas e inadequadas, o que é ruim tem grande possibilidades de piorar ainda mais.

É o simples caso do presidente Michel Temer. Um traidor, para muitos. Para outros, o chefe de uma quadrilha que se apossou do governo para frear definitivamente investigações que chegariam ao grupo.

Independente do que eu e você pensamos, o fato é que os aliados mais próximos ao presidente seguem caindo. Geddel – afastado; Cunha e Loures – presos; além, por último, da prisão do amigo de Temer, Henrique Eduardo Alves.

A cada dia a queda do presidente fica mais próxima, seja pelo caminho jurídico, ou pelo político. O fato é que o mercado financeiro, os empresários e boa parte da classe política já vê a saída de Temer como solução.

O problema é quem colocar no lugar. O outro problema, para Temer, é que ele corre perigo real e imediato de ser preso assim que deixar o poder. Por isso, também, é que se segura com unhas e dentes ao cargo.

Para perceber tal fato basta ler as perguntas enviadas a ele pela Polícia Federal. Fica claro que a turma já sabe mais do que o que foi divulgado até o momento sobre os crimes do presidente e a sua turma.

O certo é que estamos vendo a história da República ao vivo. O que vai acontecer depois, aí é outra história.

Leia abaixo a relação de perguntas já divulgadas pela Rede Globo e pelo blog do jornalista Fausto Macedo:

Bloco 1

1. Qual a relação de Vossa Excelência com Rodrigo da Rocha Loures?

2. Desde quando o conhece? Já o teve como componente de sua equipe de trabalho? Quais os cargos ocupados por ele, diretamente vinculados aos de Vossa Excelência?

3. Rodrigo da Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?

4. Vossa Excelência confirma ter realizado contribuição financeira à campanha de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, no valor de R$ 200.650,30? Quais os motivos dessa doação?

5. Vossa Excelência realizou contribuições a outros candidatos nessa mesma eleição? Se a resposta for afirmativa, discriminar beneficiários e valores.

6. Vossa Excelência gravou um vídeo de apoio à candidtaura de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados em 2014. Fez algo semelhante em prol de outro candidato? Quais?

7. Rodrigo da Rocha Loures, mesmo após ter assumido vaga na Câmara dos Deputados, manteve relação próxima com Vossa Excelência e com o Gabinete Presidencial?

8. Vossa Excelência confirma ter estado com Joesley Batista, presidente do Grupo J&F Investimentos S/A em 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu, em Brasília, conforme referido por ele em depoimento de fls. 42/51 dos autos do Inquérito nº 4483?

 

9. Qual o objeto do encontro e quem o solicitou a Vossa Excelência?

10. Rodrigo da Rocha Loures teve prévio conhecimento da realização desse encontro?

11. Por qual motivo a reunião em questão não estava inserida nos compromisso oficiais de Vossa Excelência?

12. Vossa Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a Presidência da República.

13. Vossa Excelência já havia encontrado Joesley Batista fora da agenda oficial? Quando, onde e qual o propósito do(s) encontro(s)?

14. Em pronunciamento público acerca do ocorrido, Vossa Excelência mencionou que considerava Joesley Batista um “conhecido falastrão”. Qual o motivo, então, para tê-lo recebido em sua residência, em horário, prima facie, não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio do Jaburu (segundo as declarações do próprio Joesley Batista)?

15. Vossa Excelência aventou a possibilidade de realizar viagem a Nova York, no período de 13 a 17 de maio de 2017? Rodrigo da Rocha Loures chegou a comentar com Vossa Excelência sobre o interesse de Joesley Batista de encontra-lo na sede da JBS, naquela cidade?

16. Vossa Excelência sabe se o ex-ministro Geddel Vieira Lima mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

17. Vossa Excelência tem conhecimento se o Ministro Eliseu Padilha mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

18. No mesmo depoimento de fls. 42/51, Joesley Batista disse ter informado Vossa Excelência, no encontro, sobre a cessação de pagamentos de propina a Eduardo Cunha e da manutenção de mensalidades destinadas a Lúcio Bolonha Funaro, ao que Vossa Excelência teria sugerido o prosseguimento dessa prática. Em seguida, o empresário afirmou "que sempre recebeu sinais claros de que era importante manter financeiramente ambos e as famílias, inicialmente por GEDDEL VIEIRA LIMA e depois por MICHEL TEMER para que eles ficassem 'calmos' e não falassem em colaboração premiada". Vossa Excelência confirma ter recebido de Joesley Batista, na conversa havida no Palácio do Jaburu, a informação de que ele estaria prestando suporte financeiro às famílias de Lúcio Funaro e de Eduardo Cunha, como forma de mantê-los em silêncio? Em caso de resposta negativa, esclareceu a Joesley Batista, na ocasião, que não tinha qualquer receio de eventual acordo de colaboração de Lúcio Funaro ou de Eduardo Cunha?

19. Existe algum fato objetivo que envolva a pessoa de Vossa Excelência e seja passível de ser revelado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou Eduardo Cunha, em eventual acordo de colaboração?

20. Vossa Excelência sabe de algum fato objetivo que envolva o ex-ministro GEDDEL VIEIRA LIMA e que possa ser mencionado em acordo de colaboração premiada que eventualmente venha a ser firmado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou por Eduardo Cunha?

21. Vossa Excelência conhece LÚCIO BOLONHA FUNARO? Que tipo de relação mantém ou manteve com ele? Já realizou algum negócio jurídico com LÚCIO BOLONHA FUNARO ou com empresa controladas por ele? Quais?

22. LÚCIO BOLONHA FUNARO já atuou na arrecadação de fundos a campanhas eleitorais promovidas por vossa Excelência ou ao PMDB quanto Vossa Excelência estava à frente da sigla? Se sim, especificar a(s) campanha(s).

23. Joesley Batista também aduziu no depoimento de fls. 42/51 que Vossa Excelência se dispôs a "ajudar" Eduardo Cunha no Supremo Tribunal Federal, através de dois Ministros que lá atuam? Vossa Excelência confirma isso? Se sim, de que forma prestaria tal ajuda? Quais eram esses dois Ministros?

24. Joesley Batista afirma, no depoimento de fls 42/51, que RODRIGO ROCHA LOURES foi indicado por Vossa Excelência, em substituição a GEDDEL VIEIRA LIMA, como interlocutor ao Grupo J&F Investimentos S/A. Vossa Excelência confirma tê-lo indicado para tal função? Se sim, quais temas estavam compreendidos nessa interlocução?

25. Vossa Excelência já indicou RODRIGO DA ROCHA LOURES para atuar como interlocutor do Governo Federal em alguma questão?

26. Vossa Excelência sabe se RODRIGO DA ROCHA LOURES efetivamente reuniu-se com Joesley Batista, aós o encontro mantido entre Vossa Excelência e esse empresário, no Palácio do Jaburu? Se sim, qual a finalidade do encontro?

27. Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência algum assunto tratado com Joesley Batista? Quais?

28. Vossa Excelência esteve com Rodrigo da Rocha Loures após a conversa mantida com Joesley Batista, em 7 de março de 2017? Se sim, aponte, com a máxima precisão possíveol, quando e onde se deram tais encontros.

29. Recorda-se de Joesley Batista, na conversa mantida com Vossa Excelência no Palácio do Jaburu, ter feito comentários acerca do comando do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Receita Federal do Brasil? Qual o interesse manifestado pelo empresário acerca desses órgãos?

30. Vossa Excelência teve ciência, através de Rodrigo da Rocha Loures, do interesse do Grupo J&F Investimentos S?A em questão submetida ao CADE, envolvendo o setor de energia? Quais informações foram levadas a Vossa Excelência?

31. Vossa Excelência determinou a Rodrigo da Rocha Loures que interviesse junto ao CADE no sentido de atender a interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

32. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação jornalística) de encontros mantidos entre Rodrigo da Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor do grupo J&F Investimentos S/A? Se sim, soube do encontro antecipadamente? Qual a pauta dessas reuniões?

33. Vossa Excelência compareceu à inauguração da Casa Japão, em São Paulo, em 30 de abril de 2017. Rodrigo da Rocha Loures viajou com Vossa Excelência no avião presidencial? Se sim, Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência , durante a viagem, detalhes dos encontros que tivera com Ricardo Saud, executivo do Grupo J&F Investimento S/A, naquela mesma semana? Se sim, em que termos foi o relato?

34. Vossa Excelência soube que Ricardo Saud, em encontros realizados em 24 e 28 de abril de 2017, expôs a Rodrigo da Rocha Loures, em detalhes, um “esquema” envolvendo o pagamento de vantagens indevidas decorrente da suposta intervenção do então parlamentar junto ao Cade, em prol dos interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

35. Em caso de resposta negativa, o que tem a dizer acerca desse episódio, mesmo que dele tenha tomado conhecimento somente por sua veiculação na imprensa?

36. Rodrigo da Rocha Loures chegou a levar ao conhecimento de Vossa Excelência a disponibilidade do grupo J&F Investimentos S/A em fazer pagamentos semanais que girariam entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), por conta da resolução da questão que estava em trâmite no Cade?

37. Vossa Excelência soube, também por Rodrigo da Rocha Loures, que tais pagamentos semanais estavam garantidos até dezembro do corrente ano e, a depender da extensão do contrato firmado entre empresa do Grupo J&F Investimentos e a Petrobras, poderiam se prolongar por até vinte e cinco anos?

38. Caso não tenha tomado conhecimento, Vossa Excelência acredita que Rodrigo da Rocha Loures possa ter participado de tais tratativas com o Grupo J&F Investimentos S/A com intuito de obter exclusivamente para si as quantias que, na hipótese da mencionada dilação contratual, chegariam pelo menos à casa dos R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais)?

39. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação na imprensa) do recebimento, por Rodrigo da Rocha Loures, de R$ 500.000,00 (quinhentos mil erais) do Grupo J&F Investimentos S/A, em São Paulo, em 28 de abril de 2017? O que tem a dizer sobre tal fato (ainda que tenha tomado conhecimento do mesmo pela imprensa)?

40. Após a divulgação desses fatos pela imprensa, que demonstraram a participação inequívoca de Rodrigo da Rocha Loures em conduta aparentemente criminosa, Vossa Excelência manteve algum contato com ele, seja diretamente, seja por interpostas pessoas? Se sim, por qual meio e qual finalidade do contrato?

41. Ricardo Saud, em depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República, conforme vídeo já amplamente divulgado, afirmou que tratou com Rodrigo da Rocha Loures sobre os repasses semanais já mencionados, mas ressaltou, categoricamente, que o dinheiro era direcionado a Vossa Excelência. O que Vossa Excelência tem a dizer a respeito?

42. Vossa Excelência considera a hipótese de Rodrigo da Rocha Loures ter usado o nome de Vossa Excelência para obter valores espúrios do grupo J&F Investimentos S/A?

43. Vossa Excelência conhece Ricardo Saud? Qual a relação que mantém com ele?

44. Vossa Excelência já esteve com Ricardo Saud em alguma ocasião? Onde e qual o motivo do encontro?

45. Já solicitou ou recebeu algum valor através de Ricardo Saud, pretexto de contribuição de campanha?

46. Vossa Excelência, em campanhas eleitorais nas quais foi candidato, recebeu alguma contribuição financeira de empresas pertencentes ao Grupo J&F Investimentos S/A? Discriminar as campanhas, os valores, quem os solicitou e como foram encaminhados (se via diretórios ou diretamente)

47. Vossa Excelência tem alguém chamado "Edgar" no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

48. Vossa Excelência conhece Antônio Celso Grecco, proprietário do Grupo Rodrimar, de Santos/SP? Qual relação mantém com ele?

49. Vossa Excelência já recebeu alguma contribuição financeira para fins eleitorais de ANTÔNIO CELSO GRECCO, da empresa RODRIMAR ou de alguma outra empresa a ela vinculada? Quando e qual o valor?

50. Vossa Excelência recebeu alguma reivindicação dessa empresa, ou de outra igualmente atuante no segmento de portos, relacionada à questão do "pré-93"? Se sim, em que termos?

51. Vossa Excelência tem conhecimento se RODRIGO DA ROCHA LOURES recebeu alguma reivindicação da RODRIMAR ou de outra empresa igualmente atuante no segmento de portos, relacionada a esse tema?

52. RODRIGO DA ROCHA LOURES chegou a demonstrar a Vossa Excelência interesse pela questão do "pré-93"?

53. Rodrigo Rocha Loures tem alguma relação com empresas do setor portuário?

54. Vossa Excelência tem relação de proximidade com empresários atuantes no segmento portuário, especialmente de Santos/SP?

55. Vossa Excelência conhece Ricardo Mesquita, vinculado à Rodrimar? Que relação mantém com tal pessoa?

56. Rodrigo da Rocha Loures mencionou a Vossa Excelência o fato de ter encontrado Ricardo Mesquita no mesmo dia (e local) em que esteve reunido Ricardo Saud? Se sim, qual o propósito do encontro com Ricardo Mesquita?

57. Vossa Excelência conhece João Batista Lima Filho, coronel inativo da Polícia Militar de São Paulo? Qual relação mantém com ele?

58. João Batista Lima Filho já teve alguma atuação em campanha eleitoral promovida por Vossa Excelência? Qual a fundação desempenhada por ele?

59. João Batista Lima Filho já atuou na arrecadação de valores a eventual campanha política de Vossa Excelência ou ao PMDB de São Paulo?

 

Bloco 2

 

60. Joesley Batista afirmou que desde a assunção de Vossa Excelência como Presidente da República, vinha mantendo contatos com o ministro Geddel Vieira Lima. Vossa Excelência tinha conhecimento desses encontros? A que se destinavam?

61. O empresário referiu também que vinha ‘falando’ com o ministro Eliseu Padilha. Vossa Excelência tinha conhecimento desses contatos?

62. Quando Joesley Batista perguntou como estava a relação de Vossa Excelência com o ex-deputado Eduardo Cunha, Vossa Excelência menciono “o Eduardo resolveu me fustigar”, aludindo, em seguida, a questionamentos que ele havia proposto ao juiz Sérgio Moro, em seu interrogatório realizado na 13ª Vara Federal, em Curitiba/PR. Imediatamente, Joesley Batista, referiu que havia “zerado as pendências” (presumivelmente em relação a Eduardo Cunha) e que perdera o contato com Geddel, “o único companheiro dele”, não mais podendo encontra-lo, ao que Vossa Excelência fez o comentário “é complicado”. A quais pendências se referiu Josley Batista?

63. Geddel Vieira Lima efetivamente mantinha relação próxima a Eduardo Cunha?

64. Vossa Excelência via algum inconveniente na realização de encontros entre Joesley Batista e Geddel Vieira Lima? Qual o motivo de ter classificado a situação exposta como “complicada?

65. Em seguida, Joesley Batista, em outros termos, mencionou que investigações envolvendo Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima haviam tangenciado o Grupo J&F Investimentos S/A, afirmando, com conotação de prevenção, que estava “de bem com o Eduardo”, ao que Vossa Excelência interveio com a colocação “tem que manter isso, viu?”, tendo o empresário complementado dizendo “todo mês”.

66. Explique o contexto em que se deram essas colocações, esclarecendo, sobretudo, o sentido da orientação final de Vossa Excelência, nos termos "tem que manter isso".

67. Uma das interpretações possíveis a essa passagem do diálogo é de que Joesley Batista, ao afirmar que "estava de bem", tenha se referido a pagamentos mensais que vinha efetuando a Eduardo Cunha com o propósito de não se ver implicado em eventuais revelações que pudessem partir do ex-parlamentar. Vossa Excelência sequer considerou essa hipótese?

68. Vossa Excelência tem conhecimento de alguma ilegalidade cometida por Eduardo Cunha? Quais?

69. Avançando no diálogo, Joesley Batista ao mencionar a sua condição de investigado, afirmou "aqui, eu dei conta, de um aldo, do juiz, dar uma segurada... do outro lado, um juiz substituto", ao que Vossa Excelência complementou: "que tá segundao, os dois...", o que foi confirmado por Joesley "segurando, os dois". Logo em seguida, o empresário adicionou a informação "consegui um procurador dentro da força-tarefa", "que tá me dando informação"; Adiante, o empresário complementa que estava agindo (sem explica como) para trocar um Procurador da República que estava "atrás dele", fazendo menção, ao que o contexto indica, à atuação de um membro do Ministério Público Federal em alguma investigação. Vossa Excelência, inclusive, se certifica indagando "o que tá em cima de você?", o que é confirmado pelo empresário. Vossa Excelência percebeu alguma ilicitude nas informações que lhe estavam sendo transmitidas por Joesley Batista?

70. Ao fazer o breve comentário "segurando, os dois", Vossa Excelência aparenta compreender a alusão do empresário à suposta intervenção que estaria exercendo na atuação de dois magistrados com atuação em investigações instauradas em seu desfavor (de Joesley Batista). O que tem a dizer sobre isso? Caso tenha feito interpretação diversa, a exponha.

71. Se, no entando, Vossa Excelência confira ter entendido, naquele momento, o imediato sentido que emana das expressões usadas pelo empresárioo, explique o porquê de não ter advertido Joesley Batista quanto à gravidade daquela revelação, e também, por qual razão não levou ao conhecimento de autoridades a ilícita ingerência na prestação jurisdicional e na atuação do Ministério público que lhe fora narrada por Joesley Batista?

72. Mais à frente, em contexto diverso, Joesley Batista aparentemente procurou estabelecer (ou restabelecer) um canal de contato com Vossa Excelência: “queria falar como é que é, para falar contigo, qual melhor maneira? Porque eu vinha através do Geddel, eu não vou lhe incomodar, evidentemente”. Vossa Excelência confirma ter mencionado Rodrigo de Rocha Loures nesse momento?

73. Qual função ele deveria efetivamente exercer?

74. Joesley Batista já conhecia Rodrigo Rocha Loures?

75. No tocante à menções feitas pelo empresário à nomeação de presidente do Conselho Administrativo de Defesa econômica (CADE), Vossa Excelência sugeriu a Joesley Batista que procurasse o novo Presidente do CADE para ter uma “conversa franca” com ele? Qual o exato significado dessa orientação?

76. Vossa Excelência, naquele momento, tinha conhecimento de algum interesse específico de Joesley no âmbito do CADE?

77. Joesley Batista mencionou também que o Presidente da Comissão de Valores Milionários (CVM) estava por ser “trocado” e que se tratava de “lugar fundamental”. Vossa excelência, então, orientou o empresário para que falasse com “ele. A quem Vossa Excelência se referiu?

78. Qual a legitimidade de Joesley Batista para interceder (ou tentar, ao menos) na nomeação do novo presidente da CVM?

79. Em seguida, Joesley Batista referiu a importância de um “alinhamento” com o ministro Henrique Meirelles, ao que Vossa Excelência manifestou concordância. Qual o sentido da expressão “alinhamento”?

80. Vossa Excelência autorizou que Joesley Batista apresentasse pontos de interesse ao Ministro Henrique Meirelles? Quais? Vossa Excelência tem conhecimento se isso realmente ocorreu?

81. Joesley Batista também mencionou determinada operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que tinha dado certo, sendo que Vossa Excelência manifestou ter conhecimento do tema, mencionando, inclusive, que havia falado com “ela” a respeito. Qual importância referida pelo empresário?

82. A pessoa aludida por Vossa Excelência no contexto é Maria Silvia Bastos Marques, ex-Presidente do BNDES? O que solicitou a ela?