Raízes da África

Carta de Maceió “Conversas Negras de 2011 a 2014”

A Carta de Maceió “Conversas Negras de 2011 a 2014” documento referencial do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, ocorrido de 24 a 26 de agosto, em Maceió/AL reafirma a necessidade de ratificação pelo Estado Brasileiro das resoluções nacionais e acordos internacionais de combate ao racismo.
Construída pela plenária do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “ Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” marcou o encerramento da atividade,desenvolvida pelo Projeto Raízes de Áfricas/AL em parceria com diversas entidades.
O palco da discussão foi o auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, no bairro do Farol e contou com a marcante presença e participação de diversas representações do movimento negro do Brasil, dentre eles: Instituto Mídia Étnica- Salvador/Bahia, Assessoria Especial de Políticas da Igualdade Racial- Goiânia- Goiás
Coletivo de Entidades Negras- CEN/Pernambuco, Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial da Federação Nacional dos Jornalistas/CONAJIRA, Rede de Desenvolvimento Humano- REDEH- Rio de Janeiro, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial- COJIRA- Alagoas/Rio de Janeiro/Distrito Federal/São Paulo, Coletivo de Clubes Sociais Negros do Rio Grande do Sul- RS, Quilombo Sesmaria/Mato Grosso,Fundação Afonso Arinos,ONG Águas Vivas, como também representantes de Secretarias de Educação do Estado do Rio de Janeiro/Alagoas/Viçosa/Paulo Jacinto/Atalaia, Escola Paulo Bandeira/SEMED/Maceió, Secretaria de Ciências e Tecnologia/AL, NEAB,UNITINS/EADCentro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Alunas orientadas da professora Nanci Franco/UFAL/AL, Universitários da FITS, FACIMA, ULBRA, Colégio Nossa Senhora do Amparo,  Instituto Federal de Alagoas,CESMAC,UFAL,Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Polícia Civil de Alagoas,Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Rio de Janeiro e Goiânia, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Secretaria de Educação Especial, Secretaria de Tecnologia, Programa Salto Para o Futuro, Universidade de Mato Grosso, Câmara de Vereadores de Piracicaba/SP , Ministério da Igualdade Racial/SEPPIR, dentre outros
A Carta é o documento norteador para realização do II Ciclo Nacional de Conversas Negras, que acontecerá em Piracicaba, São Paulo, nos dias 25, 26 e 27 de agosto em 2011.
O II Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” surge como projeto de formação e conversas continuadas...

 

Programação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”.

Programação:

1° Dia- Terça-Feira- Dia 24/08/2010

7h00 às 08 horas- Entrega de material
09h0- Composição da mesa:
Execução do Hino Nacional e Hino de Alagoas ao Som do saxofone:
Soldado Lucas Roger- Polícia Militar de Alagoas
Poema: 1912: A diáspora dos deuses- Maurício de Macedo - poeta alagoano
Projeto Capoeira-Arte – Prof. Alex Sandro
Apresentação de vídeo-documentário
9h30- Conferência
“As perspectivas políticas para a população negra em 2011-Ano Internacional dos Afro descendentes, segundo a resolução A/64/169 aprovado pela Assembléia Geral da ONU Sanção do Estatuto da Igualdade Racial”
Conferencistas:
Leonor Franco Araujo- Coordenadora Geral de Diversidade/SECAD/MEC- Estado do Espírito Santo
Rosangela Santana - Professora, vereadora- Estado de Sergipe
Moderação: Marluce Caldas- Promotora e Secretária da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos- Estado de Alagoas
11h00-“A importância da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro em Redenção - Ceará para construção das relações sócio-históricas do nordeste brasileiro com o continente africano,”.
Palestrantes: Andréia Lisboa de Sousa- Doutoranda em Educação na Universidade do Texas/Austin/USA, representante do movimento social negro/Estado de São Paulo.
Carlos Nobre Cruz- formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)- Estado de Sergipe
Moderação: Luis Carlos Oliveira- Movimento Social Negro-Estado do Rio Grande do Sul
12h10- Debate Ampliado-
12h50- Pausa para almoço
14h00- Mesa Redonda de Conversas: “Planos para a Lei nº 10.639/03”:
1-“Os Fóruns Permanentes de Educação e Diversidade Étnicorraciais e as Diferentes Possibilidades de Construção de Outros Olhares na Educação Formal”-
Palestrante:
Bárbara Rosa- Técnica de Assuntos Educacionais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/Ministério de Educação. Estado de São Paulo
14h20 –Debate Ampliado
Moderação: Rita de Cássia Rodrigues da Silva- Coordenadora de Diversidade Educacional do Estado do Rio de Janeiro
14h40- Relatos de Experiências:
A Experiência Política do Fórum no Sistema Formal da Educação-
Professora Ma Selma Maria da Silva - Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Rio de Janeiro
Coordenação da mesa: Coordenadora do Fórum Permanente Educação e Diversidade Étnico-Racial do Estado de Goiás.
Viviane Farias- Fórum Permanente de Educação e Diversidade do Estado do Piauí
15h50- Pausa para flexionar as pernas e colher afro-idéias
16h00- Conversa Especialíssima:
“Deficiência e Negritude” - A deficiência como hiato racial entre negros e brancos.
Palestrante:
Martinha Clarete Dutrados Santos- Diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação. Estado do Paraná
16h30- Debate Ampliado
Moderação: Simone Marques Menezes- Delegada e Diretora da Academia da Polícia Civil
17h00- Pausa para flexionar as pernas, colher outras afro-idéias e trocar conhecimentos

Duplo Lançamento Literário
I Ciclo Nacional de Conversas Negras
“Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”.
20h00- Composição da mesa
20h15- Um debate sobre livros, idéias e ações afirmativas
Schuma Schumaher - Coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh)
Carlos Nobre Cruz- jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes)
Mediação: Leonor Franco de Araújo- Ministério da Educação
21h00- Sessão de autógrafos, seguido de coquetel.
22h00- Encerramento

1- “O negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro” , de Carlos Nobre Cruz é um experiente jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes) R$ 35,00 9 trinta e cinco reais)
"Mulheres Negras do Brasil", de Schuma Schumaher, nascida Maria Aparecida Schumaher é a coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) que busca resgatar a participação feminina no Brasil de todas as épocas.
“Mulheres Negras do Brasil”- R$ 100,00 (cem reais)

2º Dia Quarta-Feira- Dia 25/08/2010


Uma Mesa Redonda de Conversas sobre Sustentabilidade:
8h 00- 1- A Tecnologia Social demarcando territórios na CT&I para Sustentabilidade das comunidades de remanescentes quilombolas. 30 minutos
Projeto ganhador do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio em 2007 e finalista do Prêmio Empreendedor Social 2009 da Folha de São Paulo
Palestrantes:
Nicolau Priante Filho- Diretor Operacional da Cooperativa de Pescadores e Artesãos de 8h 20- Pai André e Bom Sucesso e professor pesquisador da Universidade de Mato Grosso
Aluízio Sarat da Silva- Quilombola Sesmaria Boa Vida Quilombo Mata Cavalo, N. Sra do Livramento – MT-
8h40--A Política Afirmativas de Habitação para as Comunidades Quilombolas /Caixa Econômica/Alagoas. Ana Lília Guerreiro Carneiro- Gerencia de Apoio ao Desenvolvimento Urbano
09h10- Debate Ampliado
Moderação: Jandecy Oliveira/Movimento social/-Instituto Bem-Querer de Arte Cultura/AL
Diálogo Literário I
09h30-- De olho no preconceito: uma análise sobre os personagens negros em livros para crianças e adolescentes-
Profa. Dra. Nanci Franco-Universidade Federal de Alagoas
09h50- Debate
Moderação: Amilton Barreto- Secretaria de Estado da Educação/ Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do estado do Pará.
10h30- Pausa para flexionar as pernas e colher outras idéias
Ciclo de Projetos em Exposição:
10h40-Mulheres Negras construindo seu papel social-
Expositora:
Schuma Schumaher- Pedagoga.Feminista. Coordenadora Executiva da Organização Não Governamental Feminista- REDEH- Rede de Desenvolvimento Humano/Rio de Janeiro
11h00- Tramas Transversais- Um olhar étnico sobre Riacho Doce/AL-30 minutos
Expositora:
Patrícia Mourão- Cineasta. Especialista em turismo. Coordenadora Executiva do Instituto Magna Mater. Coordenadora do Projeto Tramas em Riacho Doce
11h20- Enfrentamento do Racismo Institucional, Defesa e Liberdade Religiosa-30 minutos
Expositor:
Jorge Arruda- Assessor Especial e Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Etnicorracial do estado de Pernambuco
11h40-“Emy- a concepção iorubana do universo”, ganhador do 1º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, patrocinado pela Petrobras, em parceria com a Fundação Palmares
Expositor: Amilton Barreto- Secretaria de Estado da Educação/ Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Pará.
12h15- Debate Ampliado
Moderação: Valdice Gomes- Presidente do Sindicato de Jornalista e da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Estado de Alagoas
12h30- Pausa para o almoço

Diálogo Literário II: Revisitando Essa Nêga Fulô:
14h00-O ponto e o contrapondo do texto literário ou Essa Nêga Fulô, de Jorge de Lima a Oliveira Silveira
Palestrante:
Maurício de Macedo- poeta alagoano, médico-auditor e professor universitário
Debate Ampliado-
14h20- Informes formando opiniões:
Um Diálogo com o Censo/2010: Declare-se: não deixe sua Cor passar em branco
Amilton Barreto- Secretaria de Estado da Educação/ Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do estado do Estado do Pará.
Representante Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/Estado de Alagoas
14h40- Debate Ampliado
Moderação: Rosa Helena Mendonça- TV Escola/Salto para o Futuro- Estado do Rio de Janeiro
15h10- Conversa da Plenária:
Os estados propõem ações públicas para constar na Carta de Maceió- Uma Conversa Negra sobre Diversidade de 2011 a 2014, sob o olhar do Estatuto da Igualdade Racial.
Moderação: Antonio Carlos - Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Distrito Federal
Selma Maria da Silva – Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Rio de Janeiro
18h00- Encerramento

3° Dia Quinta-feira- 26//08/2010

Roda de Conversa para Blogueiros/Blogueiras, Twiteiros/Twiteiras e Afins:
8h00- Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô- 05 anos de atuação na luta pela diversidade étnico-racial na mídia e a inclusão negra no campo das novas tecnologias. André Luís Oliveira de Santana- Instituto Mídia Étnica e do Portal Correio Nagô- Estado da Bahia
Entendendo a importância das redes sociais como mídias alternativas e formadoras de opinião nas eleições de 2010: Blogosfera ,Twitter, Orkut, Facebook
Palestrantes:
8h20- Prof. Antonio Freitas-Pós-Doutor em Comunicação e Educação-Doutor em Ciências da Linguagem-Grupo Comunicação e Multimídia (COMULTI)-Universidade Federal do Estado de Alagoas
8h40- José Wagner Ribeiro- Jornalista/Universidade Federal do Estado de Alagoas
09h00-José Amaral Neto- Jornalista/Uberlândia- Estado de Minas Gerais
Cultura e Mídia Não Discriminatórias e/ou Mais Mulheres Negras no Poder
09h20- Sandra Martins- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial no Sindicato dos Jornalistas Profissionais- Estado do Rio de Janeiro
09h40- Ailton Ferreira-Sociólogo, especializado em Comunicação, Mobilização e Cidadania pela UFBA/UNEB/UNB-Secretario Municipal de Reparação/Salvador/Bahia
09h50- Debate Ampliado
Moderação: Helciane Angélica- jornalista- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Estado de Alagoas
09h40-- Pausa para flexionar as pernas e colher outras afro-idéias
10h00-“A Voz das Africanidades Brasileiras no Salto para o Futuro”.
Palestrante: Rosa Helena Mendonça- TV Escola/Salto para o Futuro- Estado do Rio de Janeiro
Moderação: Sônia Maria Farias Azevedo- Secretaria de Estado da Educação e do Esporte- Estado de Alagoas
10h20- Questionando a Conversa:O Brasil é Quilombola?
Projetos para o Desenvolvimento Sustentável dos Remanescentes Quilombolas -
Vera Gomes - Secretaria Especial de Promoção das Políticas para Igualdade Racial
10h40- Debate Ampliado
Moderação: José Wagner Ribeiro- Jornalista/Universidade Federal do Estado de Alagoas
12h00- Pausa Almoço
14h00- Conversando sobre o Estatuto da Igualdade Racial
Sandra Rodrigues Cabral- Ministério da Igualdade Racial
Conversa Construída Coletivamente:
Apresentação dos resultados dos grupos e apresentação da Carta de Maceió Conversas Negras de 2011 a 2014 sob o olhar do Estatuto da Igualdade Racial.
Moderação: Selma Maria da Silva – Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado do Rio de Janeiro
Antonio Carlos - Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Distrito Federal
18h00- Mesa de Encerramento

 

Oficinas temáticas:
1- As tranças d’Áfricas- Um Diálogo com e sobre os livros afro brasileiros- Facilitadora: Livrarias Paulinas
Dia: 25 de agosto: 08 às 12 horas
Auditório 4º andar
Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Investimento: R$10.00 ( dez reais)
Inscrição: Afroespaço Paulinas- I Ciclo

2- Uma visão multicultural do jeito de viver as histórias infantis de nosso mundo. Da menina bonita do laço de fita às Tranças de Bintou.
Facilitadora: Roseane Ramos Silva dos Santos- Psicóloga Educacional na Equipe Multissetorial da Coordenação de Ensino Especial - COEE/GO/ Membro da Rede Goiana de Pesquisa Interdisciplinar em Educação Especial.
Dia: 25 de agosto: 08 às 12 horas
Auditório 4º andar
Federação das Indústrias do Estado de Alagoas
Investimento:R$10.00 ( dez reais)
Inscrição: Afroespaço Paulinas no I Ciclo
Informações: (82)8815-5794

 

Convite para uma noite de palavras, idéias, experiências e afro-descobertas.

Palavras abrem caminhos agò yagò em nossa língua “brasileira”, por favor. Dá-me licença!
Palavras vestem-se de afro aconchego: adupé! Que na língua africana quer dizer obrigada!
Palavras colecionam idéias e idéias fazem o mundo girar trazendo muita gente, mais histórias experiências juntas.
E para partilhar uma agradabilíssima noite de palavras, idéias, experiências e afro-descobertas temos o prazer de convidá-l@s para o lançamento dos livros:


1- “O negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro” , de Carlos Nobre Cruz é um experiente jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes) R$ 35,00

2-"Mulheres Negras do Brasil", de Schuma Schumaher, nascida Maria Aparecida Schumaher é a coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) que busca resgatar a participação feminina no Brasil de todas as épocas.
“Mulheres Negras do Brasil”- R$ 100,00 (cem reais)

 


Dia: 24 de agosto, às 20 horas
Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas ( Casa da Indústria)
Av. Fernandes Lima, nº 385 Farol
Informações: (82) 8815-5794
Aberto ao público
 

Encaminhamentos a@s moderador@s do I Ciclo Nacional de Conversas Negras.


Car@s,
Inicialmente queremos agradecer o comprometimento de um@ de vocês ao pautar em suas agendas a ação voluntária de participação como moderador@s nas palestras no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece em Maceió/Alagoas, a partir da terça-feira, 24 até 26 de agosto.
Um voluntariado capaz de estabelecer caminhos possíveis para exaltar as diferenças e celebrar as similaridades.
E agora permitam-me escrever alguns encaminhamentos básicos:
A primeira mediadora será convidada a assumir a mesa pela mestra de cerimônia a jornalista integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do estado de Alagoas, Helciane Angélica.
Ao assumir a mesa a moderadora faz um auto-apresentação sucinta e objetiva, após convida @s palestrantes apresentando um mini-currículo. No término da sua mesa cada mediador@ deverá apresentar a mesa seguinte e assim sucessivamente....
Atentamos que cada moderador@ terá a responsabilidade de monitorar e ajustar a fala d@s palestrantes ao tempo previsto.
Cada palestrante terá exatos 20 (vinte) minutos para condução de suas idéias. É preciso o dinamismo na condução para que não haja extrapolação do tempo.O debate também terá duração de 20 (vinte) minutos.
As perguntas poderão ser formuladas oralmente (com a entrega de crachás à mesa ) ou escritas. É importante priorizar perguntas que tenham a identificação: nome e instituição.
São 20 minutos para perguntas e respostas que cada um de vocês deverá distribuir e monitorar conforme a configuração da mesa.
Os casos omissos neste processo deverão ser resolvidas pel@ mediadora em comum acordo com os palestrantes e/ou plenária.
Acreditamos que a partir da moderação de cada um@ de vocês no I Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece na terra negra das Alagoas, Zumbi,Aqualtune, a terra de Palmares ficará bem mais fácil dialogar, encontrar saídas para o auto-conhecimento, a troca de experiências.
Ficará mais fácil transformar os caminhos que nos levam a construção de um pais antirracista em uma política afirmativa de cunho popular.
Uma política em que a valorização das culturas gera riquezas humanas: gentes!
Gentes repletas de cores, amores, vontades. Gentes reinventando o senso do pertencimento.
Gentes assim como vocês. Sintam-se em casa!
Obrigada!

Arísia Barros
Coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas

 

Duplo lançamento literário acontece na 1º noite do I Ciclo Nacional de Conversas Negras, em Maceió/AL

Mulher, feminista, empreendedora, a pedagoga Schuma Schumaher, nascida Maria Aparecida Schumaher, de 47 anos, é a coordenadora do projeto Mulher: 500 Anos Atrás dos Panos e da ONG Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) que busca resgatar a participação feminina no Brasil de todas as épocas.
Apaixonada pesquisadora da temática negra Schuma diz:” a idéia é refletir sobre a ausência das mulheres na História oficial e resgatar, com a pesquisa, a participação delas na construção do Brasil”.
Schuma transforma idéias em brilhantes pesquisas de descobertas históricas. Agora nos apresenta o livro: “Mulheres Negras do Brasil”.

A idéia do livro surgiu a partir do lançamento do Dicionário Mulheres do Brasil, em 2000, quando Schuma e Érico Brazil ,  co-autor da referida obra, perceberam que muitas lacunas sobre a contribuição dos negros e negros na construção do país ainda precisavam ser preenchidas. Além das entrevistas e dos depoimentos colhidos, eles recorreram a diferentes acervos e documentos históricos, para escrever esse título, que representa uma nova etapa do projeto “Mulher, 500 anos atrás dos panos”, que vem sendo desenvolvido pela Redeh.
O livro "Mulheres Negras do Brasil", terá  lançamento em Alagoas no I Ciclo Nacional de Conversas Negras, dia 24 às 20 horas, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, bairro Farol, ajuda a construir um novo olhar sobre o passado e a superar a invisibilidade das mulheres negras, levando ao reconhecimento de suas contribuições na formação de nossa identidade.

Carlos Nobre Cruz é um experiente jornalista, pesquisador, professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio e mestre em Ciências Penais (Universidade Cândido Mendes). A sua experiência e perspicácia no jornalismo já o consagrou com 6 premiações, sendo 2 deles prêmios Esso (1987 e 1989). Trabalhou nos jornais O Dia, O Globo, Jornal do Brasil, Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e na revista Isto É Senhor. Realizou também estudos na UCAM sobre policiais negros da PM do Rio de Janeiro.
Autor de cinco livros sobre direitos humanos, cidadania, relações raciais, ficção e da coleção Personalidades Negras, da Editora Garamond (RJ). A história das Mães de Acari, que ao longo da década de 90 travaram a luta contra a impunidade dos assassinos dos seus filhos e os corpos da vitimas foi tema de um dos livros de Nobre.
Na noite do dia 24 de agosto, às 20 horas,na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas,bairro Farol, Carlos Nobre nos apresenta o seu mais recente livro: “O negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro”,como resultado de dois anos de pesquisa em em cinco unidades da corporação carioca : Batalhão de Policiamento Turístico (Bptur), Grupamento de Apoio em Áreas Especiais (Gpae Pavão-Pavãozinho e Cantagalo), 12º. BPM (Niterói), 19º. BPM (Copacabana) e Quartel-General(Centro) e relata a condição do negro na Polícia Militar do Rio de Janeiro
Uma das constatações mais significativas do estudo (foram ouvidos 49 praças e oficiais negros através de entrevistas com duração de duas horas) é que a PM é a instituição estatal no Rio que quem mais emprega negros. Pelo menos, 60% da tropa (oficias e praças) são afrodescendentes, segundo Nobre. Se levados em conta somente os praças, o percentual de afrodescendentes sobe para 66%.

Data: 24 de agosto, terça-feira, às 20 horas

Local: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Avenida Fernandes Lima, 385 Casa da Indústria, bairro Farol

“Mulheres Negras do Brasil”- R$ 100,00 (cem reais)


“O Negro na Polícia Militar: cor, crime e carreira no Rio de Janeiro”- R$ 35,00

Com informações: Web: Ciranda Afro Iniciativa Afro-Brasileira de Comunicação Compartilhada
Web: AldeiaGriot

 

 

 

 

 

 

 


 

Que tal insistirmos em apostar e avançarmos para 2011. Ainda dá tempo....

Abaixo socializo carta do jornalista Romilson Madeira e com ele compartilho uma dor étnica, afirmando que NENHUM governo por mais democrático que seja terá a sutileza de “perceber” a implementação de ações afirmativas como política pública.
Esse papel cabe ao elemento, politicamente negro, que ocupa os cargos estrategicamente criados, para tal, nos diversos órgãos estatais.
O X da questão são os nossos pares que quando ocupam os ditos cargos simplesmente embranquecem e se deixam levar pelo “poder ilusório”. As ações de tão pálidas somem no emaranhando dos problemas estruturais da secretarias.
Ora, perguntam alguns: porque cargas d”água manter um cargo estatal que além de onerar os cofres públicas, não produz retorno social?
A resposta é extremamente singular: ao manter alguém INOPERANTE em cargos étnicos o governo faz o jogo que realmente quer fazer com a questão racial, ou seja NADA e ainda dirá que a culpa não é dele e sim do nosso povo que não tem competência para ser gestor.
É assim que muit@s de nós PERMITIMOS que a banda toque.
Zumbi, com certeza não descansa em paz. Além, ainda o acordam no 20 de novembro para festejar a rendição diária de tantos e muitos do nosso povo ao espaço cômodo do "poder de nada ser".
Mas, não vale desistir meu caro. Que tal insistirmos em apostar e avançarmos para 2011. Ainda dá tempo....

Deseducando Ribeirão Preto


* Romilson Madeira
Um dos pilares da perpetuação do racismo é a escola. Nela são produzidas e reproduzidas as mais variadas formas de discriminação que um indivíduo pode sofrer. Em Ribeirão Preto, a própria Secretaria da Educação patrocina esta realidade ao transformar o que era uma vigorosa política pública em brincadeirinha de “faz de conta”.
O fato é que vemos hoje o Projeto Baobá, criado para concretizar a implantação da Lei Federal 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, ser jogado por terra em função da incompetência e da evidente falta de compromisso com a causa dos negros por parte de quem deveria ser o seu principal defensor e líder.
Em bem pouco tempo, a atual gestão, que tem como chefe do executivo uma prefeita já acusada de intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana – como publicado nos jornais locais -transformou os grandes avanços, conseguidos no passado recente, em um teatro dos mais risíveis.
Uma nota triste, com certeza a mais triste desta realidade, é a presença de negros - uns letrados, outros nem tanto - no comando desta chacina dos direitos dos afro descendentes. Nada justifica esta conduta por parte deles.
A escolha destes negros não pode ser considerada ideológica em função do atual governo já ter mostrado, em várias oportunidades, a aversão que tem pela questão do combate ao racismo.
A falta de compromisso com a promoção da história e cultura africana e afro-brasileira é tão evidente que recentemente realizaram um show de uma “filarmônica afro”, dentro de uma programação conhecida como “Consciência Negra o Ano Todo”, como se fosse possível a qualquer ser humano com um mínimo de conhecimento considerar esta manifestação artística como cultura negra.
Fora esta tentativa de negação explícita da “consciência negra”, o que vemos é um absoluto imobilismo e retrocesso. Até mesmo a prática da capoeira, presente na rede municipal de educação há quase uma década, foi retirada por este governo.
Talvez alguém possa se defender dizendo que precisa do “empreguinho público” para engordar o orçamento doméstico. Se for isso, prefiro acreditar na máxima do escritor que afirma que os que não traem os seus princípios por ordens superiores e para estarem empregados "são pessoas que não se curvam diante dos opressores para não mostrar o traseiro para os oprimidos".
Enquanto esteve coordenando o Baobá, a professora Silvany Euclênio desenvolveu atividades como cursos de capacitação dos docentes, de formação dos profissionais da educação, gestores/as e servidores/as, em Relações Étnicas, Desigualdades Raciais, História e Cultura Africana e Afro-brasileira. Viabilizou bibliografia mínima para uso dos professores e dos alunos; material audiovisual tratando da temática; seminários e palestras e articulação com as outras secretarias da Administração Municipal em ações conjuntas.
O Projeto chegou a ser reconhecido nacionalmente, inclusive por uma das grandes pesquisadoras da questão racial no país, a professora Elisa Larkin Nascimento, que incluiu um texto sobre o trabalho desenvolvido em Ribeirão Preto no livro “Cultura em Movimento – Matrizes Africanas e Ativismo Negro no Brasil”.
Na atualidade, o professor Petean, responsável por implantar políticas de combate ao racismo a partir da Secretaria Municipal de Educação, parece perdido e imóvel. Recentemente ouvimos de uma professora, que obviamente prefere não se identificar “retrocedemos a meras ações pontuais em determinadas datas, e ao compromisso e boa vontade de um ou outro professor, de uma ou outra gestora...”.
O cargo de assessoria para a promoção da igualdade racial na Secretaria de Educação foi uma conquista do Centro Cultural Orùnmilá, na gestão anterior. Mas é bom destacar que não basta mantê-lo, se não for ocupado por pessoas comprometidas.
Nunca é demais relembrar que o Projeto Baobá tem como premissa um conjunto de ações a serem desenvolvidas pela Secretaria de Educação com o objetivo de combater o racismo e promover a igualdade étnico-racial na Rede Municipal de Educação.
O nome do Projeto é o de uma árvore lendária africana - que chega a viver seis mil anos. Em similaridade com a importância do Baobá para a cultura africana, a iniciativa nasceu para superar adversidades e se desenvolver por meio do fomento, nas mentes e nos espíritos, de novos valores que objetivam levar a coletividade a uma relação de respeito e valorização da diversidade.
Em Ribeirão Preto, a deseducação pública municipal tenta conseguir o que a nem a natureza se mostra capaz. Destruir um Baobá antes que ele cresça e se solidifique.
* Jornalista e professor universitário.
Ex-assessor de Promoção da Igualdade Racial de Ribeirão Preto/SP


 

O menino é pequeno MAS o medo que se avoluma em seu peito é enorme.

Reeditando por conta do “MAIS” no lugar do “MAS”.

Desculpe-me car@s, principalmente ao Carlão, foi a “pressa de chegar”. É bom verificar o cuidado de tantos blogueir@s com a questão dos erros gramaticais que embaçam sobremaneira a técnica de persuasão de textos que visam expor argumentos enxutos e concisos.
Afroabraços, da Arísia Barros

O menino fora atropelado pelo racismo. Agora tem medo de sair à rua e deparar-se com seus algozes. Os “outros” eram um pouquinho maiores do que eles, entretanto a intolerância era gigante. Intolerância que invadiu a alma do menino e quebrou-lhe dentes primários. A mãe o consola dizendo que ‘ainda bem que são dentes de leite”. A mãe não irá denunciar a selvageria dos meninos da rua de cima porque tem medo de perder o emprego de faxineira que sustenta os dois, ela e o menino e ainda diz : Quem vai dar ouvidos a gente miserável e pobre que nem nós?
A história da mãe do menino é lastreada por capítulos de exclusão. Mataram-lhe o marido a pouco mais de dois anos, o menino não tem a menor lembrança do pai.
O homem que dera-lhe vida era hoje uma réstia em sua memória. Confundiram o pai do menino com um criminoso e o mataram. E ainda alegaram legítima defesa. A mãe deixou a morte para lá e cuidou da vida. Afinal- pensa ela - justiça foi feita para gente que tem dinheiro. Gente rica como os meninos da rua de cima que surraram seu menino.
Além tinha que comparecer as audiências e ela nem tinha o dinheiro do ônibus, nem com quem deixar o menino. Eram só eles dois: a mãe e o menino. Aspereza de uma existência invisível. Um dia, sem marido, dinheiro ou algum emprego entrou em um supermercado e pensou em “pegar” um leite para dar de comer ao menino. O menino tinha fome. Mas, a mãe do menino não pegara o leite porque teve medo da justiça humana e de jeito nenhum ela poderia deixar que gente estranha criasse o seu menino. Seu filho!
O menino fica em casa o tempo todo quando a mãe vai fazer faxina nas casas de cima.
O menino tem medo e se esconde. Quando apanhava da turma dos meninos da rua de cima os ouviu: É para você aprender que aqui não é lugar para negros!
A dor doía e machucava, mas o menino não conseguia entender: existe lugares para negros e brancos? E se não existe porque os meninos ricos e brancos da rua de cima bateram nele e disseram aquilo. O menino quer entender, mas o medo de sair a rua deixa-o inerte, preso em amarras de conceitos esdrúxulos.
O menino é pequeno mais o medo que se avoluma em seu peito é enorme.
O menino espera a mãe . A mãe e o medo são, hoje, suas únicas companhias.

 

Um Diálogo com @s palestrantes do I Ciclo Nacional de Conversas Negras.

Car@s,

Antes de qualquer palavra atropelada pela pressa de chegar, saúdo a todos e a todas, como uma velha prática geracional das bandas de cá, da terra de Palmares, da liberdade , ainda que numa fragmentada construção.
Saúdo-@s dessa forte região nordestina com uma logística recheada de calor humano, abraços e afro aconchegos.
Mais de quatro séculos nos separam do período escravocrata, entretanto as cenas explicitas do segregacionismo racial ainda imperam em espaços estratégicos do país cuja população negra é a segunda maior do planeta.
A realização do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que A História Oficial Ainda Não Conta, que ocorrerá em Maceió/AL de 24 a 26 de agosto de 2010 traduz as inquietações sócio-étnicas do movimento social negro, aqui representado pelo Projeto Raízes de Áfricas e seus parceiros nessa espreitada,com a perspectiva de promover o diálogo da partilha: a troca de experiências em um aprendizado comum: tod@s palestrantes juntamente com a plenária trocam saberes adquiridos com a simplicidade e objetividade da sabedoria humana.
Até agora nossa plenária inscrita configura-se de inúmeros universitári@s, militantes negros, professor@s. Um público diversificado e em sua maior parte, sem a intimidade com a temática negra.
Já temos inscritos representações dos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Sergipe e Distrito Federal.
Ao convidar @s senhores e senhoras, intelectuais, militantes, cientistas, quilombolas, pesquisador@s, atentamos não só para a seriedade do trabalho e competência, dentro do lugar que ocupam, como também enxergando que cada um/uma de vocês possam criar as possibilidades de traduzir esse mesmo conhecimento como simbologia social de que as mudanças nascem dos 95% de transpiração, estudo e trabalho. É transparência da palavra-ação.
O I Ciclo nasce, ainda, do alinhavo entre a vontade do fazer e a urgente necessidade da partilha do conhecimento como símbolo de redes que ser formam para o combate ao racismo, sobretudo o institucional.
Ao convidar os senhores e senhoras partimos da premissa de que a complexidade do racismo a là Brasil exige a exposição de diversificados panoramas de idéias, gentes, cores, lugares e saberes para doar ao público presente, a palavra como herança significativa para o possível surgimento de pequenas ou explosivas auto-revoluções das idéias.
Cada um/uma de vocês terão 20 minutos de exposição dos temas relacionados na programação que segue. Desculpem-nos a demora em enviá-la. Tivemos pela frente uma árdua tarefa para conciliar e agregar gentes, em tempos espaços geográficos e horas.
Alguns terão um duplo desafio de intercambiar papéis; serão expositor@s e mediador@s de outras mesas.
O I Ciclo é a ação-piloto do ativismo negro visando transformar a proposta dessa realização numa mostra anual e permanente nas terras de Zumbi e para tal contamos com a explosão de afro-brasilidade de cada um@ das senhoras e senhores.
Em e-mails anteriores enviamos um contato de hotel para os que vem de outros estados, possam fazer suas reservas e assim otimizarmos o tempo da locomoção ao centralizar as pessoas em um mesmo espaço.
É importante criar uma dinâmica de interação com o público, alguns leigos na acepção e concepção da temática, para o surgimento de uma conversa coletiva que possa reinterpretar o racismo como personagem que age “calculadamente” de improviso e que só podemos construir uma nova história se olharmos detidamente para o passado e seus fragmentos conceituais.
No mais gostaríamos de contar com cada um/uma de vocês como co-autor@s desse projeto que surge como uma grande roda de conversa tendo como principio o afro-compromisso de cada pessoa para a construção de um país melhor. Aquilo de: “Sim, um mundo melhor é possível!
Sejam bemvid@s a Alagoas!

Arísia Barros
Coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas
 

Indicada ao Prêmio Nobel da Paz lança, em Maceió/AL “Mulheres Negras do Brasil “

Acontece no próximo dia 24 de agosto, às 20 horas, o lançamento do livro Mulheres Negras do Brasil de Schuma Schumer e Érico Vital Brazil.
O lançamento faz parte da programação do I Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”, que acontece de 24 a26 de agosto, na Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, bairro do Farol/AL
Fruto de uma intensa pesquisa de três anos através de entrevistas, depoimentos colhidos, diferentes acervos e documentos históricos, o livro Mulheres Negras do Brasil traz a luz histórias identitárias de mulheres que contribuíram para a formação da etnicidade negra no Brasil que é na geografia étnico-contemporânea o segundo país mais negro do planeta.
Para dar vida ao livro Schuma Schumer, coordenadora da REDEH, Rede de Desenvolvimento Humano e Érico Vital Brazil contaram com o apoio da Petrobras e do Banco do Brasil.
A obra apresenta referências, estudos e raridades iconográficas desde antes da chegada dos europeus às terras brasileiras até a atualidade. Os autores relatam o pioneirismo e a garra de diversas mulheres negras, seja nas artes, na política, nos esportes ou nas diferentes atividades profissionais. O leitor poderá, ainda, se inteirar sobre as mais de cem sacerdotisas afro-brasileiras retratadas no livro, assim como outras curiosidades sobre as atividades das negras brasileiras em áreas como comércio ambulante e educação ou no engajamento em movimentos sociais e em práticas ancestrais das benzedeiras e parteiras. O título conta também com cerca de 950 imagens que ilustram o dia-a-dia dessas mulheres.
Quem é Schuma Schumaher?
Em 2005 foi uma das 52 brasileiras indicadas ao Prêmio Nobel da Paz. É pedagoga, especialista em Orientação Educacional e Administração Escolar. Atualmente é Coordenadora Executiva da Organização Não-Governamental Feminista Redeh – Rede de Desenvolvimento Humano; na qual é co-responsável pelos Projetos “Por uma educação não discriminatória” e “Mulher, 500 anos atrás dos panos”. É co-autora do Dicionário mulheres do Brasil, Abrealas, Um rio de mulheres e Gogó de emas. Representa no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), a Articulação de Mulheres Brasileiras da qual faz parte desde a fundação. Foi integrante da Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, do governo federal, em 2004; ano em que recebeu o prêmio de Mulher do Ano.
Quem é Érico Vital Brazil.
Após uma formação multidisciplinar com estudos específicos nas áreas de simbolismo e religiões comparadas, se dedica às iniciativas socioculturais. Ocupa a direção de projetos da Casa de Vital Brazil e esteve durante 12 anos à frente da instituição de ensino Astroscientia. Desde 1997, é um dos coordenadores do projeto “Mulher 500 anos atrás dos panos”, que tem como objetivo resgatar e dar visibilidade à participação das mulheres na formação e no desenvolvimento do Brasil. Foi co-organizador do Dicionário mulheres do Brasil (Editora Jorge Zahar, 2000), e co-autor de Um rio de mulheres (Redeh, 2003).
SERVIÇO
Lançamento do livro Mulheres Negras do Brasil
Autores: Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil
Local: Secretaria de Estado da Defesa Social – SEDS
Rua Zadir Índio, 213 - Centro - Maceió - Cep: 57.020.480
Telefones: (82) 8815-5794, 3315-2396 ,(82)3315-2396
Horário: 20h
Valor : R$100,00

 

Uma Carta de Marcos Rezende pela eleição de sua Mãe Preta

Voto em Alaíde do Feijão até para Presidente do Brasil


Marcos Rezende - Ogã de Ewá do Ilê Axé Oxumarê e Coordenador Geral do do Centro de Entidades Negras- CEN/Salvador .

Cá estamos nós em momentos de eleições, e claro que estamos todos, de uma forma ou de outra, envolvidos no processo político eleitoral do nosso país.
É justamente também neste momento que a Fundação Palmares teve a brilhante idéia de reparar e democratizar as indicações ao Troféu Palmares. Primeiro indicando somente mulheres, e, diga-se de passagem, cada uma mais poderosa que a outra, e depois abrindo ao público a votação, possibilitando assim que possamos exercitar a nossa cidadania um pouco antes do pleito eleitoral nacional.
São três as categorias do Troféu Palmares: religiosa, cultural e social. Sendo que todas as indicadas são de fazer cair o queixo. Mas, quero exclusivamente me dedicar ao Campo Social.
Na verdade quero fazer uma homenagem, ser cabo eleitoral e pedir votos para Alaíde do Feijão.
Sem nenhum demérito às demais, mas pelo que ela representa para mim. E como tomo partido em vários processos, não poderia me furtar neste caso.
Alaíde do Feijão representa aquela mulher de tempos antigos, a tia da comunidade, dos bairros periféricos. Aquela tia que quando a nossa mãe saia para trabalhar ela lá estava a observar os filhos e perguntar o que ele estava fazendo na rua até tal hora da noite e dar bons conselhos. Sempre alerta, cuidou da juventude negra em épocas que o Estado Brasileiro não reconhecia o que era ser negro.
Esta querida mulher sempre sabia como ser dura e doce, enérgica e amável. Carregada de conhecimento tradicional, e forjada na Faculdade da Vida, do Gueto, do Mundo. Alaíde vendeu muito feijão para sobreviver e para garantir ate hoje a sobrevivência de muitos. Mas não falo de um feijão qualquer, a delícia de saborear o Feijão de Alaíde, não é tão somente pelo sabor, mas pela dignidade, pela batalha, pelos temperos espirituais e sentimentais invisíveis, mas atávico à nossa tradição. Pelo bate papo gostoso e aprendizado passado a cada garfada.
Na verdade o sue feijão não alimenta o nosso corpo, mas a nossa alma e a cada dedo de prosa, temos a mais completa certeza de que apesar de tudo, vale a pena viver e pedir a benção a cada momento que Alaíde dá um conselho.
Alaíde é uma ilustre filha da Ilha de Itaparica e conhece o Movimento Negro Baiano mais do que qualquer tese de doutor da academia formal. Ela lê nas entrelinhas, e mais do que isto, posso afirmar, que todo militante negro baiano ao passar por momentos de dificuldade nas suas batalhas diárias foi lá naquele cantinho aconchegante do Pelourinho onde está instalado o Feijão da Alaide, se reconfortar em uma mesinha onde Alaide fica sentada como a esperar para dar consultas com um cuidado e responsabilidade ancestral. Lá diariamente está sentada Alaíde do Feijão, e na sua panela do saber está a receita dos conselhos de mestra, de mãe, de tia de comunidade, de egbomy do Axé.
Alaíde é minha mestra, e este texto pode não garantir um único voto, pode até não ser lido, ou ser tratado de forma descartável frente a minha mediocridade. Mas tem um significado muito especial para mim. Significa dizer para o mundo que Alaíde é minha mãe. A Mãe Preta que cuida, que zela, que passa a mão no telefone para saber como eu estou, por que sumi, o que estou fazendo, para me confortar. Para, através destes gestos me mostrar que a vida é dura, mas que ela ainda é capaz, e muitíssimo capaz de amar e me ensinar a amar e manter a chama viva. E que no final de cada batalha posso ir lá e ela estará pronta e a postos para cuidar das minhas feridas e fazer cicatrizar as dores da alma. Não em postura passiva, mas na sabedoria de quem me mandou para a o campo de batalha, e eu sei muito bem quem comanda a frente.
Este texto é tão somente para dizer e declarar ao mundo a minha querência por Alaíde do Feijão, e principalmente agradecer por tudo!Alaíde, eu voto em ti com toda a certeza para 3 coisas: ser premiada pela Fundação Cultural Palmares, ser Presidente do Brasil e com mais certeza ainda para ocupar a cadeira do Conselho de Segurança da ONU, pois já te vejo lá, sentada naquele cantinho, dando bons conselhos para o mundo se manter em paz, e quando perguntarem a você como está a sua vida, sei que irá desconversar, como a querer dizer a vida é dura, mas é a que se tem e a que devemos amar e tocar como uma grande orquestra afro. A nos mostrar que a sua passagem por aqui é para se doar, e doar, doar, doar. Ensinando-nos sempre que o amor não tem limites e que apesar de cada não, de cada dor que nos invade somos nós a alegria da cidade.
Alaíde, simplesmente te amo e obrigado por me transformar em alguém melhor para o mundo e mundo muito melhor para mim e muitos outros que podem ate não te conhecer, mas que desfrutam da sua boa energia.

Para votar acesse http://culturanegra.palmares.gov.br/enquete/

 

 

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